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Silly Tales

As coisas podem parecer fáceis, mas na verdade são difíceis. Ou seria o contrário? O limite está na sua mente!

[O pinguim P-san caminhava pela Floresta. Carregava uma bolsa, onde estava o robô chamado George. Na verdade, é um brinquedo que vem um GPS embutido.]
P-san: Tudo porque o bendito GPS do meu celular não quer funcionar! Fazer o quê. Talvez eu não devesse ter gasto bateria jogando Animal Crossing.
[Há barulhos estranhos na floresta. P-san procura, com coragem, de onde vem o barulho que está o deixando incomodado.]
P-san: UMA CORUJA!
????: Eu não sou uma coruja.
[O pinguim aproxima-se da estranha figura. De fato, não era uma coruja. E sim, o Urso Pimpão. Fantasiado de coruja!
P-san: Bela fantasia.
Urso Pimpão: Obrigado. Me perdi, de um baile a fantasia.
P-san: Que coincidência!
Urso Pimpão: Também se perdeu, de um baile a fantasia?
P-san: Só queria falar isso. Mas eu procurava uma aventura.
Urso Pimpão: Sério? Então me siga!
P-san: Pensei que estivesse perdido.
Urso Pimpão: Estou apenas perdido do baile a fantasia. E da condição humana, de pensar no seu próprio futuro!
P-san: Está bem, está bem! Só não invente moda.
Urso Pimpão: Não vou inventar moda. Essa fantasia é de loja!
P-san: Sério? De qual loja?
Urso Pimpão: Ah! É uma loja daqui de perto. Eu te levo!
P-san: Claro! Vamos lá. Quem sabe, tem uma fantasia de pirata.
Urso Pimpão: Boa ideia!
[Os dois encontram uma loja, no meio de uma floresta.]
P-san: Caramba! Quem diria, ter uma loja no meio de uma floresta.
Urso Pimpão: É a dimensão dos contos de fada.
P-san: Aqui?
Urso Pimpão: Ao menos lembra, não? Os Contos de Fada! Por causa do nome.
[Os dois entram na Loja de Fantasias.]
Urso Pimpão: E você, não sabe onde se mete, nas suas andanças?
P-san: Aventuras requerem improviso.
Urso Pimpão: Acho imprudente. De qualquer modo, veja quantas fantasias!
P-san: Tem fantasia de pinguim.
Urso Pimpão: Pra quê você está olhando, as fantasias de pinguim?
P-san: Eu quero ver se nós estamos bem representados!
Urso Pimpão: Boa ideia. Onde estão as fantasias de urso?
P-san: Estão ali!
[Pimpão olha as fantasias, com muita atenção.]
P-san: O que você acha? Pinguins estão bem representados. E quanto aos ursos?
Urso Pimpão: Não estamos bem representados.
P-san: Não, não. Não diga!
Urso Pimpão: Pois é. Não estamos assustadores o bastante.
P-san: Pimpão, Pimpão. Você é de pelúcia!
Urso Pimpão: Isso não quer dizer nada. Eu quero ser assustador, e representado de tal forma!
P-san: Está bem, está bem. Se acalme!
Urso Pimpão: Estou calmo.
P-san: Então fique calmo.
Urso Pimpão: Está bem! Olhe, as fantasias de pirata!
P-san: Legal. Vou ficar bem bonito!

Silly Tales

A venda de pão de queijo, acontece nas luas de Plutão.

Na nave do Pinguim P-san.
P-san: *no telefone* Autora, como assim você não sabia disso?
Moon: Eu não sabia, porque eu esqueci completamente de tudo que aprendi na escola!
P-san: Quanto exagero! Só porque você não sabia que haviam luas em Plutão…
Moon: Isso é novidade pra mim!
P-san: Então quer dizer que, você não esqueceu o que aprendeu na escola.
Moon: Eu esqueci completamente como se faz fórmula de Báskara.
P-san: Isso não tem nada a ver com Plutão.
Moon: De repente, ele é de Plutão.
P-san: Ele não é de Plutão. Mas existem vendendores de pão de queijo.
Moon: Pão de queijo!!
P-san: Sim.
Moon: Inacreditável.
P-san: Estou falando sério.
Moon: Está mesmo? Eu nem te chamei de mentiroso, ainda.
P-san: Mas você estava pensando nisso.
Moon: Talvez. Você nunca saberá a verdade
P-san: Talvez seja melhor assim.
Moon: Está resignando-se a isso?
P-san: Minha cara autora, eu sou um pinguim faz muito tempo. A vida ensina que tem certas coisas em que nós devemos aceitar sem discussão.
Moon: Essa foi uma boa frase.
P-san: Obrigado.
Moon: De qualquer modo, como é o pão de queijo de lá?
P-san: Das Luas de Plutão?
Moon: Sim, meu caro pinguim.
P-san: É médio. Já comi pães de queijos melhores, mas também já comi pães de queijo piores.
Moon: Você tem umas maneiras estranhas, de falar. Sobre pão de queijo.
P-san: Sim, sim. Eu gosto bastante de pão de queijo.
Moon: E isso é bem estranho.
P-san: Mas você gosta de pão de queijo!
Moon: Eu gosto de pão de queijo, mas eu não sou um pinguim!
P-san: Não entendi o que você quis dizer com isso.
Moon: Eu quis dizer que, pinguins não comem pão de queijo.
P-san: Mas eu, sou um pinguim diferenciado.
Moon: Muito engraçado.
P-san: Obrigado.
Moon: Agora fiquei com vontade de comer pão de queijo.
P-san: Das luas de Plutão?
Moon: Ah não! Estava me referindo aos pães de queijo normais.
P-san: Você tem que me dizer uma coisa dessas?
Moon: Desculpe. Não era minha intenção te ofender.
P-san: Todos os pãos de queijo são normais, autora.
Moon: Está bem, está bem.
P-san: Não seja uma pessoa preconceituosa.
Moon: Já pedi desculpas. Não foi essa a minha intenção.
P-san: Está bem.
Moon: E suco?
P-san: Suco?
Moon: Você não pode comer pão de queijo, sem beber nada.
P-san: De fato, eu te dou toda a razão.
Moon: Então? Que suco vai escolher?
P-san: Suco de uva.
Moon: Prefiro groselha.
P-san: Como assim, você prefere groselha??
Moon: Eu prefiro groselha, no momento. Nem tudo suco de uva é bom.
P-san: Caramba. Talvez precise de uma companhia, para tomar suco de uva com você.
Moon: Sim. Ou não. Iria bem um brigadeiro.
P-san: Iria bem, mesmo.
Moon: Pinguins…
P-san: Eu gosto de brigadeiro. Não vá dizer o que estou pensando!
Moon: Eu não sei o que você está pensando.
P-san: Claro que sabe! Você é a autor a!!
Moon: É, mas existem diversas coisas em que um pinguim pensaria.
P-san: Um pinguim como eu?
Moon: Nem vem, P-san, você é aligenígena!
P-san: Que relevação bombástica!
Moon: P-san…
P-san: É sério! Tem vezes em que eu esqueço que vim de outro mundo.
Moon: Está bem, está bem.
P-san: Caramba, autora. Você está sem paciência, hoje.
Moon: Desculpe. Não foi minha intenção te assustar, com a minha falta de paciência.
P-san: Não tem importância. De qualquer forma, preciso visitar o pescador.
Moon: O de ilusões?
P-san: Bobagem, quem pesca ilusões é o canto dessa música.
Moon: Ah.
P-san: Irei desligar, autora. Até mais!
Moon: Até!

Silly Tales

Pinguins são bichos estranhos, mas extremamente carismáticos para serem protagonistas de histórias.

[O pinguim P-san está sozinho, dentro de sua nave com um estranho design de interior. Ele está muito chateado, sentado na poltrona. Está pensativo.]
P-san: Estou me sentindo muito incomodado. Não tem ninguém para conversar!
[O personagem olha para as coisas em volta. São só objetos inanimados.]
P-san: Me sinto o próprio náufrago! Como a autora pode fazer isso comigo…?
[Levanta-se devagar de sua poltrona, por efeitos de dramaticidade. Ele vai em direção da janela.]
P-san: Até mesmo a minha janela é falsa! Até parecia que venderiam sushi tão barato. Eu não acredito em você, stand gigante de propaganda que fica na rua! *fecha a cortina*
P-san: Mas que coisa. Eu não sou assim! Estou com a cabeça completamente fora do lugar…
[Anda pelo corredor, vira-se para um espelho.]
P-san: Não. A minha cabeça está normal… Mas que diacho! Estou de brincadeira, comigo mesmo. É só força de expressão… *vira para trás, pois sente que está sendo observado* Espere. De onde veio essa foca? Não me lembro dela.
[O pinguim vai até em direção da foca. O objeto está fazendo sons de foca, mas não se mexe. A atmosfera torna-se sinistra, mas isso é por causa da paranoia do pinguim.]
P-san: Muito bem, dona. Apresente-se, senhora foca! O que está fazendo, dentro da minha nave??
[O objeto não responde. Ele para de fazer barulho de foca.]
P-san: Essa é boa… Está me deixando a falar sozinho!
[Observa bem o objeto que está na sua frente, com mais atenção..]
P-san: Agora que percebi, você é apenas um objeto inanimado. Que cabeça a minha! Não acredito nisso. Sou realmente um bobalhão!
[Resolve sentar-se no chão, ao lado da foca, agora silenciosa.]
P-san: As coisas no mundo atualmente estão tão estranhas. O futuro parece incerto. Mas nada
melhor que um dia após o ouro, não é mesmo?
[A foca nada responde. O pinguim faz uma reflexão e uma pose filosófica.]
P-san: Acha que devo comprar uma peruca nova? Se concordar comigo, fique em silêncio completo.
[Silêncio, obviamente. O pinguim fica satisfeito.]
P-san: Que ótimo! Ainda bem que nós dois concordamos. Vou comprar uma de cor roxa. Combina com os meus olhos, você não concorda? E eu estou falando com uma foca, que é um objeto inanimado. Isso que é loucura! Eu estou no fundo do poço…
[O personagem entendia-se, após ficar falando bobagens ao lado da foca.]
P-san: É melhor eu ir embora. Nada pessoal, é claro! Foi um grande prazer, conhecê-la. Estou muito alegre de ter tido essa conversa muito gratificante.
[O pinguim deixa a foca sozinha. Ele anda pelo corredor, e volta para a sua poltrona, com o espírito mais tranquilo do que antes.]

Happy Green Things

O dia em que o jeito entrou, no escritório da Moon.

No estúdio de Happy Green Things, escritório da autora.
Locutor-sama: Numa tarde, em um dia qualquer, em um ano qualquer a autora está na frente do computador, arrancando literalmente os cabelos. Enquanto isso, o pinguim P-san puxava um livro da estante.
Moon: NÃO DÁ!
Locutor-sama: Por causa do grito da senhorita Moon, o livro que P-san puxou, caiu no chão. A onomatopeia foi POF.
P-san: O que houve?
Moon: Eu não aguento, não consigo escrever.
P-san: Está em crise, de novo?
Moon: Lógico… Com tudo que se está acontecendo! Preciso de… inspiração!
P-san: Inspira-
[A guaxinim milionária aparece.]
Tuta-sama: Não, é o transpiração.
[A autora e o pinguim estão estupefatos.]
Tuta-sama: Cheguei! Tá com chilique? Você tem que dar um jeito nisso, P-san. Só fica paparicando ela, é a sua função!
P-san: Puxa vida, Tuta-sama.
Tuta-sama: Mas é verdade!
[Tuta senta em frente da autora.]
Tuta-sama: Refleti sobre o seu caso. Sabe qual é o seu problema?
Moon: Qual é?
Tuta-sama: Jeito, que pelo visto você perdeu. Ele chama-se Jeito. Ficará aqui no escritório, quietinho e bonitinho, sentado. Quando estiver sem ideias, diga… “Jeito, esse é o seu momento!”
P-san: Então ele é como um bichinho, de garota mágica?
Tuta-sama: Por aí, meu caro e sábio P-san. Você compreendeu o meu fio de pensamentos.
P-san: Ah, e isso me faz me lembrar do “Momentâneo” em Doutor Quem.
Tuta-sama: Voce tá assistindo P-san? Eu dei uma parada! Legal saber que é do fandom.
Moon: Vamos parar de ser duas pessoas fofoqueiras?
Tuta-sama: Eu não sou uma pessoa!
Moon: AH. É verdade. Nem o P-san, teoricamente.
Tuta-sama: Agora, vamos aos negócios. Está prestando atenção em mim, Moon? Não fique voando com a cabeça!
Moon: Mas eu não-
Tuta-sama: Bom, chega. Vamos ao que interessa. Negócios! Posso chamar o jeito? Quero que você o conheça! Afinal, ele vai ficar no seu pé, todos os dias.
Moon: Tá. Pode.
Tuta-sama: Jeito, pode entrar!
[A porta se abriu.]
Moon: *leva um susto* O que é isso… É um bolo de camadas??
Tuta-sama: Claro, o jeito tem muitas camadas. Jeito, essa é a autora.
Jeito: Prazer. [usando um bigodinho quase invisível, com um chapéu de coco]
Moon: Muito prazer. Acho. Isso é um chapéu de coco…
P-san: Por favor, não faça essa piada.
Moon: Mas ele está parecendo o Fernando Pessoa!
P-san: Não use o nome de Fernando Pessoa, em vão.
Tuta-sama: Essa é a autora, Jeito. Ela é um animal feroz.
P-san: Tuta-sama! A senhora está exagerando.
Tuta-sama: Exagerando nada! Vou direto ao ponto.
Locutor-sama: A autora não é um animal selvagem.
Moon: Isso, narrador! Defenda a sua autora.
Locutor-sama: Ela é ensandecida.
Tuta-sama: Voces formam uma dupla linda. O Jeito, e a autora ensandecida.
Moon: Mas o que significa essa palavra?
Locutor-sama: Procure um dicionário.

Silly Tales

No título anterior falei sobre bicicletas e não tinha bicicletas na história, então para compensar falarei sobre bicicletas nessa história.

Na história de hoje, temos mais uma aventura para contar do Pinguim P-san. Ele foi requisitado em uma importante missão, de caçar um fantasma dentro de um enorme bicicletário.
P-san: Que lugar gigantesco! Estou realmente impressionado. Tantas bicicletas juntas… *pensa um pouco* Bom. Isso aqui é um bicicletário. O que eu esperava encontrar? Uma plantação de abacaxis?
[O pinguim observa ao seu redor, como seus olhos fossem hábeis o suficiente para detectar qualquer presença fantasmagórica no lugar.]
P-san: Meus olhos não são hábeis o suficiente para isso! Mas nada melhor do que a tecnologia de um celular, para quebrar o meu galho e me dizer onde tem um fantasma por aqui.
[O pinguim pega o celular de um bolso imaginário, e então abre o aplicativo que diz ser útil para detectar fantasmas.]
P-san: Vejamos. O aplicativo diz que aqui há uma alta probabilidade de aparecer um fantasma. Disso já sei, o lugar é enorme, estou com medo irracional de qualquer coisa pular em cima de mim, e olhe que sou um pinguim de dois metros!
[Uma bicicleta começou a andar sozinha. P-san ficou apreensivo, uma presença parecia brincar com os sentidos do personagem. Ele encheu-se de coragem, e decidiu que iria lidar com isso com maturidade.]
P-san: Quem esta aí? Apareça!
[Uma risada foi ouvida. O pinguim podia jurar que, uma das bicicletas tinha feito isso, mas não era possível.]
P-san: Bicicletas não dão risada, não é mesmo…?
[A risada repetiu-se. O pinguim ficou irritado, e guardando o celular após fechar o aplicativo, ele resolveu andar e caçar o fantasma à moda antiga.]
P-san: Contemple… O meu incrível aspirador de fantasmas 8000!
[O personagem se gabou, mas não tinha ninguém ali para aplaudi-lo. Pobre coitado do pinguim.]
P-san: Bom! O que importa é, resolver esse problema, depois ir para casa de ônibus — minha nave está na revisão — e comer um pastel. Vamos lá, apareça fantasma, não tenho o dia inteiro.
[Silêncio. Desconfiado, colocou o aspirador que era uma máquina um tanto pesada no chão, e pegou o celular para olhar o aplicativo de novo.]
P-san: O aplicativo diz que o fantasma está aqui, mas não vejo nada além de bicicletas. Minha visão já até se confunde, o mundo não é mais real e só há uma verdade. As bicicletas!
[P-san começa a surtar, mas logo começa a bater suas nadadeiras e retomar a sua sanidade.]
P-san: Acalme-se P-san! Pense, o que você pode fazer, já que não consegue enxergar o fantasma? *pensa um pouco* Devia ter trazido farinha… É um verdadeiro clássico!
[P-san percebe que nada tem a perder, então liga o aspirador. O celular foi devidamente guardado, é claro!]
P-san: Caso eu não pegar nenhum fantasma, posso cobrar pela faxina. Esse lugar não vê uma limpeza há algum tempo!
[Finalmente termina a área que foi acusada pelo aplicativo no celular. Aparentemente, o fantasma em questão tinha entrado no aspirador. Uma grande surpresa para o pinguim!]
P-san: Já vi bastante coisa estranha na minha longa vida, mas nunca vi uma poeira que dá risada. Isso é novidade! O que mais vai inventar… Pastel? Não, isso já existe. É melhor eu guardar minhas coisas e ir embora. Não posso perder o ônibus!

Silly Tales

A imaginação nos leva por caminhos inacreditáveis, até mesmo nos faz acreditar que roupas na cadeira, tem formato de um monstro assustador!

P-san: Aqui quem fala é o pinguim P-san. Estava de boas, vivendo minha vida, até que o inevitável aconteceu… A autora das histórias, apareceu na minha frente. SIM! Ela parecia furiosa, e eu temia qualquer coisa que acontecesse…
Moon: Posso saber o porquê do senhor estar narrando, senhor P-san?
P-san: Oras, se e o Locutor pode narrar, não vejo o motivo de não poder fazer isso.
Moon: *respira fundo* Está bem. Faça como quiser, meu querido.
P-san: Agora responda-me uma coisa. Por que o seu teclado está pegando fogo?
Moon: *olha para o teclado que está segurando nas mãos* Oh não se preocupe. Isso aqui é apenas efeito especial!
P-san: *ainda preocupado* Está bem. Mas precisa mesmo, desse sorriso um tanto vilanesco?
Moon: Você também ficaria assim, se o seu teclado não estivesse funcionando.
P-san: Deus me livre, ficar segurando um teclado em chamas!
Moon: Já disse que é efeito especial!
P-san: Tenho medo que você se queime, mesmo assim.
Moon: Bobagem! Ninguém se machuca com efeito especial! É justamente para isso que eles existem.
P-san: Pensei que era para adicionar coisas, que não existissem na nossa realidade.
Moon: Isso também. Mas deu para entender o que quis dizer, e é isso que realmente importa.
P-san: Está bem. De qualquer forma, acho melhor nós voltarmos ao principal assunto.
Moon: E esse seria…?
P-san: A sua fúria.
Moon: Nós não temos nada que conversa sobre isso.
P-san: Mas Moon, minha querida autora…
Moon: VOCÊ TAMBÉM ESTARIA ASSIM, SE O SEU TECLADO ESTIVESSE UMA…
P-san: Acalme-se, autora. Lembre-se que isso é um blog de família!
Moon: Eu só queria que desse para resolver essa PORCARIA DE TECLADO!
P-san: *olha para os lados como se procurasse uma resposta* Autora olhe só, é o seu narrador e ele está ali, brincando de cama de gato!
Moon: Grande coisa.
Locutor-sama: *sentado em um banco da praça* Olá autora, quer brincar de cama de gato?
Amendoim: *deitado do lado do narrador, no chão* Au!
Moon: Não quero.
P-san: Vamos lá, Moon, pode ser divertido! E tenho certeza que o problema que está acontecendo, mais cedo ou mais tarde.
Moon: Quanto otimismo de sua parte, meu amigo pinguim. O que o senhor tem a comentar sobre minha situação, narrador?
Locutor-sama: Não tenho nada acrescentar, do que já disse da última vez.
Moon: AH! Tá. Tudo bem, eu não sei uma estraga-prazeres. Seguirei o exemplo do meu bom amigo pinguim e serei otimista também. E também participar da brincadeira.
P-san: Esse é o espírito, Moon!

Silly Tales

Sonhos são sonhos, mas e diamantes? São de verdade, ou são vindos alienígenas disfarçados de outro planeta, em um estado dormente?

O pinguim está em uma missão difícil, envolvendo um roubo de diamantes. Não são apenas objetos de grande valor, como também são uma espécie rara de alienígenas, que estão adormecidos. Deixe-me explicar melhor: Os diamantes são naves. Há pessoas pequeninas lá dentro.
P-san: Aaaargh. Detesto ter que lidar com humanos… É nessas horas que não ajuda nada, a minha aparência de pinguim. Mas estou com tanta preguiça, de fazer isso da forma mais fácil.
[P-san coloca uma peruca, tirada de algum lugar que desconheço, e começa a cantar uma música.]
Indivíduo #1: Você está ouvindo isso?
Indivíduo #2: Uma música do 5 castanho-avermelhadas?
Indivíduo #3: Não… Não… Não!
Indivíduo #1: O que há com você??
Indivíduo #3: Da última vez que ouvi essa música, fiquei durante seis meses com ela na cabeça.
Indivíduo #2: Deve ter sido terrível.
Indivíduo #3: Sim! A música, quando cola na minha cabeça, não pára mais. Sabe como é difícil, concentrar-se para coisas importantes, quando se está com uma música do 5 castanho-avermelhadas?
Indivíduo #1: Consigo imaginar. É como daquela vez em que, minha mãe mandou-me para o supermercado. E era hora de uma promoção.
Indivíduo #2: Você foi empurrado por pessoas ansiosas por preços baixos? O HORROR!!
Indivíduo #3: Mas tu voltastes, assim como eu, para contar história.
Indivíduo #1: Tem razão, meu caro. E quanto a você? Onde fostes da última vez, nas férias?
Indivíduo #2: Fiquei em casa… Olhando para a praia, da minha janela!
P-san: Minha nossa, esses devem ser os guardas mais burros que já encontrei.
[O pinguim vai empurrado o carrinho, com cuidado, para as rodinhas não fazerem barulho. O estoque inteiro dos diamantes-naves estão todos ali.]
P-san: Foi bem fácil. E eu pensei que teria que inventar um plano complexo e mirabolante! Agora posso voltar para casa, e ver minha novela.
[Mal ele terminou de falar essas palavras, o invisível fio do destino o preparou um obstáculo… A falta de atenção, para a sua própria aparência. Sim! Ele continuava com a peruca! E estava correndo o risco, de ser confundido com uma diva pop. Uma diva pop pinguim, mas ainda assim uma diva pop.]
Pessoa aleatória na rua: Olhe só! É a Alicia Sara Young!
[Uma multidão se aproxima do P-san, que estava saindo de um túnel no meio de um lugar deserto, mas de alguma forma haviam pessoas aleatórias na rua para atrapalhar a sua missão.]
Pessoa aleatória na rua #2: Me dá seu autógrafo, Alicia Sara Young!
Pessoa aleatória na rua #3: Cante a sua música, a Almofada!
P-san: Ahn… Sim, é claro que sim! *pensando* Vou atrasar minha novela…

Happy Green Things

Há dias para se comemorar tudo, mas não há um dia para o teclado que uso. Deve ser por isso, que ele está repetindo as teclas.

É um dia de trabalho para autora, em Happy Green Things. Tem um passarinho cantando no fundo, e ela olha para a tela do computador. De pé.

Moon: Eu queria muito que você… Não, não é assim que funciona. Uma história precisa ser pensada, com todo o carinho.
[Barulho no corredor. Alguém se aproxima do escritório.]
Moon: Eu poderia fazer algo para, o dia de São Valentim. Não sei… Podia escolher algum dos casais dos personagens… Não sei qual… Eu estou muito indecisa!
[Um barulhão é ouvido. O Pinguim entra em cena.]
P-san: Autora! Você está aqui!
Moon: Olá, meu querido amigo pinguim. Como vai você? Flores… Pra quem são?
P-san: Para você, é claro! Trouxe de uma longa viagem…
Moon: Lá vem história…

P-san: Eu estive em uma dimensão interessante, onde tinha apenas presente flores. Quero dizer, existia um cenário… Mas não havia personagem falantes. Entende o que quero dizer?
Moon: Entendi.
P-san: As flores traziam memórias, de muitas pessoas que viviam no mundo. Tinham memórias de todos os tipos.
Moon: É um planeta metafórico?
P-san: Não seja boba, autora. O planeta existe! De qualquer modo, os personagens me enviaram para a missão de recolher elas para você.
Moon: Aaah! Que bonito, muito obrigada.
[A autora recebe as flores do pinguim.]
P-san: Sabia que você ia gostar! E as flores podem ser regadas pelo narrador, que é bastante desocupado.
[Um “Ei” dito pelo Locutor-sama foi ouvido, ao longe.]
Moon: Não entendo, o que fiz para merecer tamanha homenagem?
P-san: Simples, Moon. Estávamos preocupados… E como seus personagens, nos importamos em vê-la sorrindo.
Moon: Muito legal da parte de vocês.
P-san: De qualquer modo… Estaremos sempre aqui por você, para qualquer coisa.
Moon: Até para comprar pastel, pra mim??
P-san: Autora…
Moon: Está bem, está bem.
P-san: Vai querer pastel do quê?
Moon: Sério? VAI MESMO COMPRAR PASTEL PRA MIM? Você é um amor, meu pinguim!
P-san: Mas sejamos realistas… Você não vai poder comer o pastel.
Moon: Isso aqui não é um blog de humor? Não me diga realidades tão doloridas, assim.
P-san: Autora…
Moon: O quê?
P-san: Você está muito dramática.
Moon: Eu? Ainda bem que você notou!
P-san: Deveria fazer teatro.
Moon: Adoraria, me parece uma experiência fascinante.
P-san: Sim! É muito fascinante.
Moon: Já fez teatro?
P-san: Já! É muito divertido. Divertido porque, é uma oportunidade para experimentar perucas.
Moon: Perucas…?
P-san: Perucas.
Moon: Perucas?
P-san: Sim, autora. Você não entendeu, ainda?
Moon: Entender eu entendi, só não sei qual peruca. Roxa? Azul? Amarela?
P-san: Todas!
Moon: Você tem uma vida muito emocionante.
P-san:: É claro que sim, sou um pinguim. E pinguins sabem se divertir!

Silly Tales

Essa é uma história sobre uma cozinha… Uma cozinha que precisa de iluminação, urgente! Pode ser no sentido metafórico.

Começamos nossa aventura com o pinguim P-san com uma mochila de aventureiro. Ele tinha uma missão dificílima a ser cumprida… Significa muita coragem da parte dele, aceitar participar dessa história! Imagem o risco que o nosso querido pinguim pode sofrer?
P-san: Autora, eu tenho muitas perguntas. A primeira é, esse microfone é do Locutor-sama?
Moon: Sim, eu peguei emprestado. E sua segunda pergunta?
P-san: Ah. A minha segunda pergunta é: Eu sou seu querido pinguim?
Moon: Quando coloquei você como “nosso” estou me incluindo nisso, pois é relacionado com “nós” na primeira pessoa do plural. *fecha o dicionário* Não seja inseguro, meu querido e aventureiro pinguim.
P-san: Está bem! *respira fundo* Qual é o problema que você tem, por aqui, Moon?
Moon: É simples. Eu preciso que você faça essa luz da cozinha funcionar.
P-san: *olha para cima* Nossa, isso é realmente muito arriscado.
Moon: Não se utilize de sarcasmo, eu já tenho que aturar isso do Locutor-sama, e francamente, é bem chato.
P-san: Certo. Como é que vou fazer isso funcionar? É mais fácil eu sair para comprar uma lâmpada!
Moon: Acho que você não está entendendo, a gravidade da situação. Isso é um problema complexo.
P-san: Ah! Complexo. É no mundo “real”, o que está acontecendo?
Moon: Sim! Eu quero toda a sua boa vontade para, fazer isso funcionar no mundo “real”.
P-san: *pensa um pouco* Aí você já está querendo pedir demais, de mim. Não sou nenhum eletricista, ou coisa do gênero. Nem viajo entre dimensões… Ao menos não na sua.
Moon: Realmente! Estou esquecendo desses detalhes. A realidade é mais estranha que a ficção!
P-san: Sim, a realidade é mais estranha que a ficção. Mas isso não significa que, a ficção pode se meter na realidade.
Moon: Nossa! Esse é um bom complemento, para a frase. Você é incrível com as palavras, meu quero pinguim.
P-san: Obrigado! Fico feliz em ser valorizado.
Moon: Mas não se acostume demais, com os elogios. Isso pode te deixar mal acostumado e bastante pretensioso.
P-san: Ah… Está bem, está bem. Prometo não me tornar um pinguim pretensioso.
Moon: Não é para mim que tem que prometer, mas para si mesmo. Não adianta nada querer agradar, e sem querer mudar para si. Pode querer mudar pela convivência com os outros, mas não apenas para os outros.
P-san: Essa é uma história sobre uma cozinha com luz queimada, e de repente estamos filosofando.
Moon: Depois de passar por 2019, é assim. Tem que se filosofar, em histórias engraçadas. É uma questão de sobrevivência!
P-san: É um ponto de vista. Afinal de contas, o psicológico tem que sobreviver.
Moon: Claro!
P-san: Mas sobre a lâmpada…
Moon: Eu quero que ela volte a funcionar. Magicamente..
P-san: Mas a lâmpada está queimada!
Moon: Está queimada? Não sei. Cadê a força de vontade??
P-san: Não vejo como a minha força de vontade, possa fazer isso funcionar.
Moon: Mas você é um pinguim com muita determinação, para vender.
P-san: Bobagem! Vou-me embora. Se voltar a funcionar magicamente, eu fico feliz. De qualquer modo, obrigado por chamar-me para fazer outra história. Estou sempre a disposição.
Moon: Tá bom! Mas agradeço sua boa vontade em participar. Vamos ver… Precisamos terminar essa história com estilo.
P-san: Ou com algo clássico.
Moon: Sim! Como a minha vontade de comer pão de queijo.
P-san: Aí está, o seu final da história.

Silly Tales

Em um cenário urbano, há barulhos comuns para uma cidade. Em um cenário rural, a mesma coisa. E em uma nave espacial? Barulhos especiais! Eu digo especiais ao invés de espaciais, porque o som não se propaga no espaço.

Está tudo uma bagunça, na nave espacial do pinguim P-san. A desordem fora resultado de um acidente, que aconteceu com ele, quando fugia de uma maratona de pássaros espaciais. E ainda por cima, ele quase estragou o carro de um advogado! Mas tudo deu certo, o pinguim deu um jeitinho para ajustar as coisas.
P-san: Ainda bem que eu tenho a sala arrumada, pelo menos! Ter lugar para dormir, enquanto arrumo os outros lugares… Claro, tive que começar pelo banheiro. Não sei como os brinquedos antigos foram parar ali! Mas ao menos pude devolver tudo para o antiquário. Cientistas malucos, antiquários de brinquedos… Essa foi uma boa história! Mas enfim. *fica parado e começa a pensar* É difícil ficar sozinho. E ficar falando sozinho!
[O pinguim olha na sala que está em sua volta. O único cômodo que estava 100% arrumado. Ao menos o banheiro estava em 75%. E os dormitórios 35% cada um.]
P-san: Não tem nada nessa sala, que pode me servir para companhia… Meu sinto um náufrago! Um náufrago no espaço. É melhor eu fechar o meu bico, pois a nave está funcionando.
[Ele checa o estado da nave, em um relatório apresentado pela televisão gigante e elegante.]
P-san: Tudo funcionando perfeitamente… Bem, eu tenho que cuidar da parte visual e estética, e não da parte de eletricidade. Minha nossa! Isso aqui é um brinquedo dos anos 80? Pensei que tinha devolvido todos ao antiquário!
[O pinguim abaixa-se para pegar um Cachorro Bombeiro.]
P-san: Ah é. O senhor do antiquário me deu de presente. Ainda bem! Posso conversar com um objeto inanimado! Estou muito encantado em te conhecer, senhor Cachorro Bombeiro. Sou o P-san.]
Cachorro Bombeiro: *apenas mexe a cabeça*
P-san: A coisa maluca dessa história dos brinquedos, é que muitos deles nem eram do mesmo lugar. Acompanhei o trabalho de catalogar cada brinquedo, em cada anos 80. Soa bizarro quando digo, mas é isso que aconteceu! Não houve apenas um anos 80… Houveram vários 1980, para ser mais específico.
Cachorro Bombeiro: *apenas mexe a cabeça*
P-san: *imita um cachorro latindo* Quem estou querendo enganar… Pinguins não latem! Ao menos nunca vi. Ainda bem que ninguém está me vendo, pagando esse baita mico. As coisas que um pinguim viajando em uma nave espacial, tem que passar…
[Uma máquina chama a atenção do pinguim, e está no corredor que leva aos dormitórios.]
P-san: Minha nossa! É minha máquina de efeitos especiais… Quanto tempo não via! Bem. Deve ser por causa do montão de livros, que tinha deixado em cima dela. Sou muito esquecido!
[P-san começa a mexer na máquina, apertando os botões aleatoriamente.]
P-san: Caramba! Encontrei um botão de som! “Latido de cachorro”
Cachorro Bombeiro: *som produzido pela máquina de efeitos especiais* Au, au!