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Silly Tales

Não dá para entender muita coisa, mas o que dá para entender é: o mundo está ficando cada dia mais maluco.

[A Cola-sama entra no escritório da autora, e ela lá está, olhando para uma televisão. A televisão está mostrado um ambiente criado em 3d, uma sala de estar. Chove no mundo artificial, e tem barulho de lareira. É tão esquisito quanto parece, e a personagem está chocada.]
Cola-sama: Autora… O que você está fazendo?
Moon: *em silêncio, continua assistindo.*
Cola-sama: Olhando melhor agora, não há nada aqui, além da televisão. E você está sentada no chão, e ainda por cima com treze anos de idade!
[Nada acontece. Na verdade acontece sim, mas é importante frisar que apareceram essas palavras na televisão, e Cola-sama levantou assustada de sua cama. Corta a cena para a parte que, ela está deitada em um divã e conversando com o Wolf, como se fosse o psicólogo.]
Cola-sama: Eu não entendo como tive um sonho assim! Completamente bizarro. Doutor, sabe qual foi a coisa que mais me apavorou?
Wolf: Não?
Cola-sama: O fato que a Moon tinha treze anos. Não quero aturar ela com treze anos novamente!
Wolf: Isso é bastante específico. Tem certeza que não é apenas exagero da sua parte?
Cola-sama: Um psicólogo de verdade nunca me diria isso.
Wolf: Eu não sou um psicólogo de verdade.
Cola-sama: Então o que estou fazendo aqui, conversando com um lobo verde?
Wolf: Não sei. Ah! Não diga que você tem alguma coisa contra lobos verdes.
Cola-sama: Eu não tenho nada contra lobos verde-
Wolf: Sabia! Você tem alguma coisa contra lobos verdes.
Cola-sama: Mas isso foi completamente oposto do que eu disse-
Wolf: Caramba! Assim não dá.
Cola-sama: Sou eu que entro em um sala de psicólogo, e você está no lugar de um profissional competente, eu que devia estar reclamando.
Wolf: Estou ensaiando para o meu papel no teatro.
Cola-sama: Ah é? E quanto a mim?
Wolf: Você provavelmente não está bem. Está com peso na consciência! É melhor fazer a coisa certa, para poder se libertar dessa sensação.
Cola-sama: Você… Está me dando um bom conselho?
Wolf: Mesmo não sendo um profissional competente e habilitado pra isso!
[Cola-sama sai do consultório e pega o seu celular. Ela telefona pra autora.]
Cola-sama: Tinha que me fazer ir em um psicólogo falsificado??
Moon: Nem fala alô. Que falta de educação!
Cola-sama: Ah, desculpe! Está me preocupada demais me questionando, do porque um lobo verde faria faculdade para se tonar um psicólogo, quando seio lá, ele poderia fazer qualquer outra coisa porque parece ser meio maluco.
Moon: Específico demais. Tchau! *desliga o telefone*
Cola-sama: Francamente!

Silly Tales

Monstros só saem a noite, porque de dia estão jogando Animal Crossing.

Locutor-sama: [Na frente da casa de Cola-sama.] *toca a campainha* Bom dia, Cola-sama.
Cola-sama: *abre a porta* Imaginei que você viria. Quer entrar?
Locutor-sama: Obrigado. Muito gentil de sua parte.
Cola-sama: Não se acostume. *dá passagem para o narrador passar*
[O narrador entra na casa de Cola-sama, e senta no sofá]
Cola-sama: Quer alguma coisa para beber?
Locutor-sama: Não, muito obrigado. Apenas vim conversar sobre a senhorita Moon.
Cola-sama: Ah! É sobre ela não estar usando o escritório no estúdio.
Locutor-sama: Exato. Não acha que está sendo dura demais com ela?
Cola-sama: Não sei o que está falando.
Locutor-sama: Como assim?
Cola-sama: Ela é a autora, portanto é a escritora e decidi o que quer escrever. O que eu tenho a ver com isso? Se ela quis seguir meu conselho e escrever fora do estúdio e do escritório, melhor pra ela.
Locutor-sama: Em outras palavras, você considera sensato o seu conselho.
Cola-sama: Em outras palavras.
Locutor-sama: De qualquer modo, eu sinto-me por estar sentado e você em pé.
Cola-sama: Ignore isso. Apesar de que no final, é para convida-lo a ir embora mais rápido.
Locutor-sama: Que gentileza da sua parte.
Cola-sama: Eu sinto sua ironia. Vai falar também dos brilhos, que viu na fresta da porta?
Locutor-sama: Não reparei.
Cola-sama: Esqueci que você é nariz em pé.
Locutor-sama: Que ridículo dizer isso, Cola-sama.
Cola-sama: Verdade. Você podia bater com a cabeça na parede!
Locutor-sama: Já vi que não estou agradando. Vou-me embora.
Cola-sama: Volte sempre.

[Cola-sama abre a porta e Locutor-sama vai embora. Ele passa pelo portão do jardim, e encontra a senhorita Moon.]
Locutor-sama: Eu tentei, autora.
Moon: Com muita dignidade! Mas não precisa se preocupar, está sendo uma aventura e tanto escrever fora do ambiente do escritório.
Locutor-sama: Mas você trocou o ambiente do escritório por corredores.
Moon: E daí?
Locutor-sama: E daí que isso se torna bastante preocupante.
Moon: Eu gosto de corredores. Sem eles, a vida não faria sentido.
Locutor-sama: Está bem. Essa é a frase mais sensata que você falou, sobre esse tópico dos corredores.
Moon: Ainda bem que você reconhece minha genialidade.
Locutor-sama: Não é questão de genialidade. É questão de… Ah, deixe isso pra lá. Estou sem paciência para explicações.
Moon: Você? Sem paciência para explicações?
Locutor-sama: Sim. Algum problema com isso?
Moon: Não. É que um narrador sempre tem que saber o que dizer.
Locutor-sama: Mas estou com preguiça.
Moon: Ah! Agora melhorou.

Silly Tales

As ideias podem vir devagar, mas se elas se apresentarem, então o serviço está feito! Mas ainda assim, lento.

[A autora se aproxima de um jardim simples e modesto, que é de uma casa bonita, de um bairro com pessoas de talento promissores. Aqui, não estamos falando de escritores. Estamos falando de pessoas que tem paciência com jardinagem! Elas chegam a algum lugar. Nem todos os escritores chegam. Mas divago. Ao se aproximar da casa, ela toca a campainha. Sim, o portões dos jardins foram passados. Esse detalhe será deixado de lado.]
Moon: COLA-SAMA! *toca a campainha de modo insistente*
Cola-sama: *dentro de casa ainda* Eu já vou, eu já vou. *depois de um tempo, finalmente vai abrir a porta* Autora!
Moon: Que brilhos foram esses, que vi na fresta da porta?
Cola-sama: Quer dizer que nada pode brilhar, que de repente tenho que me justificar com você?
Moon: Não mude de assunto.
Cola-sama: Não estou mudando de assunto. Você não tem assunto em primeiro lugar! Ou veio aqui exclusivamente pra falar de brilhos na fresta da porta?
Moon: Não vim pra isso, mas me parece um assunto ótimo pra se explorar. No que consiste a luminosidade do brilho?
Cola-sama: Você está com a cabeça fora do lugar, pelo visto.
Moon: Minha cabeça está no lugar sim, muitíssimo obrigada. O problema é o sol no me braço!
Cola-sama: Caramba.
Moon: Pois é! E só pude vir escrever, bem na hora que bate sol no computador. Sinto falto de você, cortina.
Cola-sama: A cortina da sua casa não precisava lavar??
Moon: Precisava, mas isso não vem ao caso. Queria fazer um pequeno drama!
Cola-sama: Estou vendo.
[A autora está de braços cruzados, como se esperasse alguma coisa para acontecer.]
Cola-sama: Autora, diga logo o que veio fazer aqui.
Moon: Estou me perguntando se vale a pena dizer, em primeiro lugar. Será que vale a pena?
Cola-sama: Você se deu ao trabalho de vir até aqui. Porque desistir agora?
Moon: São muitas as variáveis. Senti um ponto de preocupação na sua voz?
Cola-sama: Primeiro, você não precisa da minha preocupação. Segundo, só se for a questão de suas histórias estarem cada vez mais sem sentido!
Moon: Bondade sua.
Cola-sama: Isso não foi um elogio.
Moon: Cabe ao leitor a procurar o sentido. Minhas aleatoriedades são enigmáticas…
Cola-sama: Você deixa os leitores confusos, isso sim.
Moon: Vou tentar pensar por esse lado, prometo.
Cola-sama: Sei.
Moon: E o meu escritório?
Cola-sama: O seu escritório está muito bem.
Moon: Quer dizer que posso voltar para lá?
Cola-sama: Se não quiser ser original. Faça o que quiser, quem escreve é você.
Moon: Vilã!! *sai andando, em direção ao portão de entrada*
Cola-sama: Eu não fiz nada, só comentei!

Happy Green Things

Temos que fingir trabalhar, mesmo no mundo imaginário das histórias pois… Temos que ser úteis a sociedade, mesmo sendo de ficção!

No estúdio de Happy Green Things.
Cola-sama: *na porta* Bom dia, autora.
Moon: Bom dia. Como vai a vida?
Cola-sama: Vai indo. E você, pelo visto, está apenas preenchendo o tempo, escrevendo histórias aqui.
[A autora faz cara feia.]
Cola-sama: Ah, não faça essa cara.
Moon: Lá vem a personagem chata, que vem mandar em mim.
Cola-sama: Alguém tem que fazer isso, não concorda?
Moon: Não concordo.
Cola-sama: Foi o que pensei.
Moon: Tô cansada.
Cola-sama: Do que, exatamente?
Moon: Eu não tenho pão de queijo, e na minha mesa tem um copo de groselha!
Cola-sama: Como sua vida é triste.
Moon: Não chega a tanto. Mas a questão é, quem colocou esta groselha aqui??
Cola-sama: Não foi você que fez, e está fazendo drama?
Moon: Não!! Que absurdo da sua parte, pensar assim.
Cola-sama: Não vejo nada de absurdo nos meus pensamentos.
Moon: Ah claro que não, você é a personagem mais lógica que conheço.
Cola-sama: Também não é pra tanto.
Moon: Como não?
Cola-sama: Você não é inteligente o bastante pra perceber isso.
Moon: Que baboseira.
Cola-sama: Quer dizer que você se considera inteligente?
Moon: Até certo ponto, sim.
Cola-sama: Muito humilde da sua parte.
Moon: Obrigada!
Cola-sama: Foi sincero.
Moon: Surpreendente.
Cola-sama: De qualquer forma, não há nada que você deveria escrever?
Moon: Não sei do que você está falando.
Cola-sama: Sabe sim. Seu projeto de escrita de novembro.
Moon: Não sei do que está falando.
Cola-sama: Autora! Vai desistir? Você estava empolgada. Eu vi!
Moon: Hoje não estou empolgada. É cinquenta mil palavras!
Cola-sama: E não dá?
Moon: Nem atingi 60 mil.
Cola-sama: O desafio não é cinquenta mil?
Moon: Sou pretensiosa. mas nem 10 mil eu alcancei.
Cola-sama: É. Vai ser difícil.
Moon: São quase seis horas da tarde, e eu estou desmotivada.
Cola-sama: E está escrevendo para cá, pra reclamar?
Moon: Não, é pra você reclamar, não eu.
Cola-sama: Mas você está reclamando.
Moon: Não estou. É figura de linguagem.
Cola-sama: Isso não é figura de linguagem.
Moon: Não importa.
Cola-sama: Não sabe como funciona as coisas de português?
Moon: Sei. Mas não lembro.
Cola-sama: Quanta honestidade.
Moon: Eu tento.
Cola-sama: Bom. Não esqueça do seu projeto de novembro.
Moon: Mas não quero mais escrever.
Cola-sama: Você já enjoou?
Moon: A vida de escritor é assim, ser volúvel com a empolgação.
Cola-sama: Isso é ruim, sabe.
Moon: Sei, mas não te perguntei.
Cola-sama: Que grosseria de sua parte!
Moon: Eu estou com fome.
Cola-sama: Ah. Então tudo bem, estou compreensiva hoje.
Moon: Quanta sorte a minha!

Happy Green Things

O segundo dia do mês, novos desafios nessa doidera que é a vida.

No escritório da Moon. No estúdio Happy Green Things.
Moon: Eu não consigo aguentar mais isso.
Hércules: Diga, autora. Sou todo ouvidos.
Moon: O meu teclado é uma bela porcaria.
Hércules: E isso seria por…?
Moon: Por ele não funcionar direito!
Hércules: Ah.
Moon: O que é um teclado que não funciona direito?
Hércules: É uma bela porcaria.
Moon: Cadê o Locutor-sama?
Hércules: Eu estou sendo rejeitado…?
Moon: Não, não. É que o Locutor está me devendo uma coisa.
Hércules: Dinheiro?
Moon: Não. Ele roubou minha paciência.
Hércules: Não sabia que dava para roubar algo tão subjetivo.
Moon: E não dá.
Hércules: Agora eu estou genuinamente confuso.
Moon: Ele roubou meu baralho de cartas!
Hércules: Que absurdo!
Moon: Ainda bem que você concorda comigo.
Hércules: E o que pretende fazer, senhorita autora?
Moon: No momento, não me vem nenhuma ideia interessante na cabeça.
Hércules: E pedir pra ele devolver?
Moon: Você é realmente muito certinho.
Hércules: Só gosto de evitar conflitos.
Moon: Pois está certíssimo!

Depois, ainda no escritório.
Cola-sama: Bom dia, autora.
Moon: Olá bom dia, o que fiz para merecer tanta educação?
Cola-sama: Nada.
Moon: Nada? Mas com você nada é por nada.
Cola-sama: Quanta profundidade.
Moon: Cola-sama!
Cola-sama: De qualquer forma, eu vim falar uma coisa.
Moon: Espero que você tenha achado meu baralho de cartas.
Cola-sama: Sim! É isso que eu vim falar pra você.
Moon: Caramba!
[Cola-sama tira do bolso o que ela encontrou, e põe na mesa da autora.]
Moon: E não é que você achou mesmo?
Cola-sama: Sim, eu achei mesmo.
Moon: Muito obrigada.
Cola-sama: Tome cuidado, pra não perder de novo.
Moon: Mas eu não perdi! Foi o Locutor que pegou.
Cola-sama: Ele falou que encontrou, jogado por aí.
Moon: E você se ofereceu pra vir me devolver?
Cola-sama: Sim. Não vejo nada de errado nisso. Pare de me olhar dessa forma desconfiada!
Moon: Está bem. Vou parar de fazer isso.
Cola-sama: Você não está parando.
Moon: É muito mais forte do que eu!
Cola-sama: Sei.

Silly Tales

Os personagens tem aventuras, aventuras que não são tão emocionantes assim. Mas ainda podem ser divertidas!

Cola-sama: Seja bem-vindo!! O que você vai querer?
Cliente: Dois caras e duas médias, por favor.
Lalali: Alô, alô. Senhor cliente, o que precisa?
Cliente 2: Pão de queijo.
Lalali: Ótima escolha. Já irei pegar.
[Hora do intervalo. Na padaria do Hércules.]
Cola-sama: Você e as suas ideias. Pra quê nós estamos ajudando?
Lalali: Os funcionários tiveram surto de sarampo. Não seja chata.
Cola-sama: Não estou sendo chata, eu só tive que aceitar, sem saber de grandes explicações.
Lalali: Não dava tempo. E além do mais, nós duas seremos pagas.
Cola-sama: Claro, claro. A gratificação financeira.
Lalali: Que forma engraçada de falar.
Cola-sama: Sim, eu sou muitíssimo engraçada.
Lalali: E você foi muito fofa com os clientes.
Cola-sama: Sei me virar. E fofa é exagero.
Lalali: Então o que devo dizer, ao invés de fofa, que aparentemente é um exagero?
Cola-sama: Que sou uma pessoa educada.
Lalali: Uma pessoa educada. Você? Estranho dizer isso.
Cola-sama: Sim, eu sei que é difícil se acostumar com isso.
Hércules: Laila! Você viu o… Ah, Cola-sama. Ela conseguiu te convencer a vir aqui?
Cola-sama: Convencer é uma palavra muito forte.
Hércules: Tem razão, o ato de convencer requer muita força vinda do indivíduo.
Lalali: Que belo modo de dizer que sou chata.
Cola-sama: De fato. E seu nome é Laila?
Lalali: Sim. Mudou sua vida sua informação, não??
Cola-sama: É, minha vida mudou completamente de perspectiva.
Lalali: Também não precisa exagerar.
Hércules: Muito obrigado pelas duas terem vindo. Ajuda bastante.
Lalali: Não há de quê! Colegas de serviço tem que se ajudar.
Hércules: Verdade. Mas não esperava que você viesse.
Cola-sama: Eu gosto assim, vir quando dá na telha. E também, Lalali iria me perturbar demais, caso eu recusasse.
Lalali: Que coisa. Realmente eu sou tão chata, assim?
Cola-sama: Não. Fique tranquila
Lalali: Ah! Fico feliz em ouvir isso.
Cola-sama: Sou 25x mais chata do que você, pode deitar a cabeça no travesseiro e dormir a noite.
Lalali: Minha nossa, Cola-sama.
Cola-sama: Mas é a verdade. Não sei o porque isso te impressiona tanto.
Lalali: Me impressiona é você admitir, com tanta tranquilidade.
Cola-sama: Temos que reconhecer os nossos próprios defeitos.
Lalali: Isso é verdade, mas nada adianta fazer isso, quando não se faz nada para tentar mudá-los.
Cola-sama: Pode ser, mas estou NEM aí.
Hércules: Isso não me convenceu muito.
Cola-sama: Não faz diferença pra mim, de qualquer modo. É hora de comer alguma coisa.a
Hércules: Fique a vontade pra escolher, é por conta da casa.
Lalali: Pra mim também?
Hércules: É claro!

Happy Green Things

A longa espera acabou, é uma fila pra se comprar pastéis

No estúdio Happy Green Things, escritório da autora.
Cola-sama: [está sentada na cadeira da Moon, com as pernas em cima da mesa.] Estou entediadíssima. E nada de vir meu delivery de pastéis.
Lalali: Não é melhor tirar as pernas de cima da mesa?
Cola-sama: Pode ser, mas a mesa é muito confortável.
Lalali: Uma mesa confortável para as pernas?
Hércules: Essa é boa, primeira vez que escuto tal coisa.
Cola-sama: Gosto de bancar a original, de vez em quando.
Hércules: De fato, você é deveras original.
Lalali: Na minha terra, chamando isso de “folgada.”
Hércules: Não estava me referindo ao colocar as pernas na mesa, e sim falar que a mesa é confortável.
Lalali: Ah. Nesse ponto, eu concordo.
Cola-sama: Vocês são certinhos demais. Sabe o que acontece com pessoas certinhas?
Lalali: Nada.
Hércules: Elas ficam de boa, no canto delas.
Lalali: Concordo!
Cola-sama: Certo, certo. Façam como bem entenderem.
[Cola-sama sai da mesa, e Lalali respira aliviada.]
Cola-sama: E nada dos meus pastéis.
Hércules: Tenha paciência, minha cara. Tenho certeza que chega logo.
Cola-sama: Que pensamento otimista.
Lalali: Paciência! Cola-sama, francamente, você está mais mal humorada que o normal.
Cola-sama: Sou sempre assim, não vejo muita diferença.
Hércules: Deve ser o fator fome.
Lalali: Ah sim! Verdade, isso adiciona mal humor mesmo.
Hércules: Até eu fico de mal humor, quando estou com fome.
Lalali: Jura? Não consigo te imaginar de mal humor, você parece tão tranquilo.
Hércules: Primeira vez que eu escuto isso.
Lalali: Qual o teu signo?
Hércules: Sou de câncer. E você, Lalali?
Lalali: Eu sou de capricórnio.
Cola-sama: Conversa de signo, que interessante.
Hércules: E quanto ao seu signo, senhorita desinteressada?
Cola-sama: Não conseguem adivinhar, senhor e senhora inteligentes?
Lalali: Ah, eu sei. O signo da Cola-sama é touro.
Cola-sama: Bingo.
Hércules: Como a senhorita Moon, então.
Cola-sama: Não me lembre desse detalhe.
Lalali: Cola-sama! Os seus pastéis chegaram.
Cola-sama: Ótimo. Eu vou lá pegar.
Lalali: Era pra isso que estava no escritório da Moon?
Cola-sama: Sim, dá pra ver melhor no escritório dela, o lado de fora.

Happy Green Things

Uma música não precisa de sentido, pois se tem um bom ritmo, a letra pode deixar a desejar… Na verdade, ainda prefiro letras com significado, mas fico dividida com o ritmo de certas músicas!

No estúdio Happy Green Things.
Locutor-sama: Eu, o narrador, estou preocupado. Presenciei o último post programado para o blog Consequence, e até onde sei não vi a senhorita Moon continuando a escrevê-lo. Será que ela irá desistir de continuar a escrever…? Estou preocupado. Da última vez, eu nem sei o quê-
[O narrador escuta passos, vindo do outro lado do corredor. Ele encontra Cola-sama.]
Cola-sama: Está me olhando assim porquê, senhor narrador?
Locutor-sama: Você está segurando um cabo de vassoura, Cola-sama.
Cola-sama: Isso aqui não é um cabo de vassoura. Isso era uma vassoura completa, e…
Locutor-sama: Teoricamente, ainda é um cabo de vassoura.
Cola-sama: Ora, ora! Você sabe de tudo, não é senhor onisciente? Já que aparentemente é proibido a contrarregra carregar um cabo de vassoura, vou transformar isso em uma espada.
Locutor-sama: Uma espada??!
Cola-sama: Sim, uma espada. Ou precisa repetir o que eu digo, pra adicionar palavras pra essa história?
Locutor-sama: Não sei do que você está falando, eu jamais usaria um artifício como esse. Nem sou eu que estou estou escrevendo!
Cola-sama: Sim, sim, já entendi.
Locutor-sama: E eu só repeti, pra destacar a minha incredulidade. Como isso vai virar uma espada-
[A Cola-sama fez o cabo de vassoura virar uma espada, com fumaça dramático e tudo mais.]
Cola-sama: Agora, se o senhor já parou de me importunar, eu tenho coisas importantes a fazer. Au Revoir.
[Cola-sama sai andando, após guardar sua espada em uma bainha.]
Locutor-sama: Espere! Isso é bastante surpreendente. Não sabia que você usava magia.
Cola-sama: Sim, sim. Muito surpreendente, senhorita garota mágica.
Locutor-sama: Eu não sou uma garota mágica.
Cola-sama: Realmente, eu esqueci. Você é a identidade secreta de uma garota mágica.
Locutor-sama: Isso me faz pensar…
Cola-sama: Pensar faz bem, te transforma em uma pessoa mais responsável.
Locutor-sama: De fato. Hoje você está dizendo até coisas sensatas.
Cola-sama: Não me venha com essa. Tem um monstro ali fora, que eu preciso derrotar. E você aí, com esse papo furado!
Locutor-sama: Sinto muito. Posso ajudar alguma coisa?
Cola-sama: Se quiser. É o monstro do…
Locutor-sama: Bloqueio criativo?
Cola-sama: Não, isso eu resolvo com uma pá. O problema é outro. Não vou dar nome aos bois, ele fica mais forte se damos um nome pra ele.
Locutor-sama: E quanto as garotas mágicas da autora?
Cola-sama: Não vou chamar um grupo de personagens pra resolver isso, sendo que elas nem estão tendo suas aventuras escritas!
Locutor-sama: Bom ponto!
[Cola-sama sai do Estúdio, agora com a espada em punho, para lutar com um monstro com uma forma não muito bem definida. Lalali também aparece, do lado de fora, e é ela que dá o ataque final, com suas duas espadas. O Locutor vai para o lado de fora também.]
Lalali: Foi uma batalha épica! Um excelente exercício.
Cola-sama: Pena que não foi uma batalha narrada.
Lalali: Sim, é uma boa história perdida.
Locutor-sama: Bom trabalho, vocês duas.

Happy Green Things

Há dias que as coisas interessantes fogem, porque elas precisam ter seu momento de descanso. É uma coisa engraçada, as coisas que acontecem, não acham?

No estúdio Happy Green Things, no escritório da autora.
Lalali: A autora está sentada na sua cadeira, em frente a sua mesa, questionando a existência de mariscos. Provavelmente ela está com fome. E então, tudo está normal, em mais um dia no Estúdio Happy Green Things.
Moon: Lalali, o que é que você está fazendo…?
Lalali: Ah, olá autora. Eu estou narrando.
Moon: Isso eu pude perceber, minha caríssima Lalali, mas o motivo me escapa…
Lalali: É que o Locutor-sama pediu-me para substiuí-lo, enquanto está no salão de beleza mantido por focas.
Moon: Focas…?
Lalali: Não sou eu quem você deve perguntar, mas a si mesma. Como um salão pode ser mantido por focas, se focas não tem cabelo??
Moon: Elas podem fazer o que quiserem, basta terem foco no seu objetivo!!
Lalali: Que piada horrível, autora!
Moon: Mas foca com foco, é uma piada que nunca fica velha.
Lalali: Não sei, as suas ideias não gostaram muito…
[As ideias da autora, estão na porta do escritório, todas com uma expressão desconfortável.]
Lalali: Está vendo, elas estão todas ali…
Moon: Mas como elas são exigentes!
Lalali: De qualquer forma, eu trouxe aqui a Cola-sama, que também vai fazer uma substituição!
[Cola-sama sai detrás de uma estante do escritório.]
Lalali: Contemple, a Cola-sama fazendo o papel do Random!!
Cola-sama: Tenho mesmo que fazer isso…?
Lalali: É lógico que sim! Vai ser divertido!
Cola-sama: Rabanete…
Lalali: Esse é o espírito…! *emocionada*
Moon: Não acredito, que estou com pena da Cola-sama..
Cola-sama: Espaguete…
Moon: Isso realmente não é necessário.
Lalali:Pode até ser que não seja necessário mas, não é mais divertido? E a Cola-sama tem que fazer outras coisas, ao invés de ficar constantemente reclamando das coisas. Isso não faz bem pra saúde mental de ninguém…
Moon: Tem razão.
Cola-sama: De qualquer maneira, eu acho isso absurdo.
Lalali: Cola-sama!! Mantenha-se no personagem.
Cola-sama:*suspira* Caneta tinteiro.
Lalali: Onde? Eu tenho medo de canetas tinteiros…
Cola-sama: Isso também é um absurdo.
Lalali: Também quis aleatória.
Moon: Isso já está saindo do controle.
Cola-sama: Concordo plenamente. Você podia terminar com essa história.
Moon: Não sei ainda.
Cola-sama: Como não sabe??
Moon: Estou escrevendo no bloco de notas, então…
Cola-sama: Ah, está sempre inventando moda, como sempre.
Moon: É que teve um dia que deixou de funcionar os acentos, não sei bem explicar…
Lalali: Tudo bem, autora. O que importa é escrever!
Cola-sama: Eu ia dizer alguma coisa, mas deixa pra lá.
Moon: É bom mesmo!
Lalali: Não quer encerrar com uma aleatoriedade?
Cola-sama: Não.
Lalali: Podemos contar isso com uma aleatoriedade, o que acha, autora?
Moon: Pode ser. Pra mim, tanto faz.

Happy Green Things

Dizem para não contar com as coisas, porque ovo de páscoa está cada vez mais caro e a vida é um pacote de surpresas inesperadas, que alguém programou.

Na sala principal do estúdio Happy Green Things.
Hércules: O quadro do Salvador Dalí, “A persistência da memória” é incrivelmente misterioso, não acham?
Cola-sama: É o quadro dos relógios derretidos?
Hércules: Sim, é esse mesmo.
Lalali: Ah! Não sabia que era esse o nome dele.
Cola-sama: Nem eu. Pra mim, é o quadro dos relógios derretidos.
Hércules: É uma maneira de descrevê-lo.
Cola-sama: Ainda bem que você concorda.
Hércules: Temos que ser específicos, nas descrições. Assim é mais fácil de outras pessoas lembrarem do que estamos nos referindo.
Cola-sama: De fato, é verdade.
Lalali: É realmente misterioso. Não é engraçado, também?
Hércules: Realmente não entendi, o motivo dele ser engraçado.
Lalali: Não digo no sentido de ser engraçado, para rir, mas no sentido de criatividade.
Hércules: Acho que entendi o que você quer dizer, Lalali.
Lalali: É uma mania que eu tenho, usar a palavra “engraçado” quando não é realmente engraçado.
Cola-sama: A autora faz a mesma coisa.
Lalali: É verdade.
Hércules: Todos nós somos influenciados por ela, quer nós queiramos ou não. Em maior ou menor grau.
Cola-sama: Infelizmente.
Lalali: Nossa, Cola-sama. Não está exagerando, não?
Cola-sama: Não.
Hércules: É melhor não insistir, Lalali. A Cola-sama é assim mesmo.
Cola-sama: Exato. Agora, se me dão licença… *ia se levantar, é impedida por Lalali*
Lalali: Não, não vá embora!
Cola-sama: Precisa de mim para alguma coisa?
Lalali: Não, porém não é bom ficar sozinha.
Cola-sama: Eu fico bem sozinha.
[Cola-sama olha com frieza para Lalali, ela sai da frente e deixa Cola-sama ir embora.]
Lalali: Puxa vida, ela é tão difícil…
Hércules: Eu te admiro por tentar fazer amizade com ela.
Lalali: É que ela é sempre tão ranzinza. E misteriosa, como a pintura dos relógios derretidos.
Hércules: Acha mesmo?
Lalali: Sim. Talvez não seja a minha melhor comparação, mas…
Hércules: Você está fazendo um suspense daqueles.
Lalali: Pois é. É que ela é tão sozinha… Eu tenho os unicórnios!
Hércules: E eu, doze trabalhos para fazer.
Lalali: Estava esperando para fazer essa piada, não estava?
Hércules: Confesso que estava, mas seu não sou um cara engraçado.

[Cola-sama está andando sozinha, pelo corredor.]
Cola-sama: Eu fico muito bem sozinha…
[Cola-sama olha pela janela.]
Cola-sama: Ué? Aquela vaca ainda está pastando por aqui? A autora e as suas novidades.
Moon: Não é uma novidade!!
Cola-sama: De onde você saiu?
Moon: Eu saio de onde eu quiser, sou eu quem mando nas coisas por aqui.
Cola-sama: Não diga.
Moon: Ei! Não saia andando, Cola-sama!
Cola-sama: Não tenho paciência pra você hoje, autora.
Moon: Você dificilmente tem paciência comigo!!
Cola-sama: Certo, certo. Outro dia a gente discute.