Mansão de Wolf e Miss Cupcake.
[A personagem desta história, uma ursa azul, está no telefone, conversando com sua amiga de infância que tem o apelido de Renatinha, uma coala muito ativa na área de construção.]
Miss Cupcake: Quanto tempo nós não conversávamos! A vida anda mesmo muito corrida. Como anda a reforma do prédio histórico?
Renatinha: A reforma está indo muito bem. O prefeito, Senhor Hilário, está muito satisfeito com o progresso que temos feito.
Miss Cupcake: Ainda bem! Nada melhor que um trabalho bem feito, e nenhuma verba sendo desviada para outros fins, outras contas de banco.
Renatinha: Ora, Catherine! Você sabe como são as coisas. Como não tem desvio de verba! Sou uma pessoa correta.
Miss Cupcake: Sim. Conheço-a muito bem para saber disso.
Renatinha: Mas falemos de você. Como vai o casamento?
Miss Cupcake: Você podia me perguntar sobre meu trabalho na doceria, sabe.
Renatinha: Desculpe. É que você é casada com um lobo extremamente temperamental. Ouvi dizer que ele esquece de colocar as calças.
Miss Cupcake: Nem me lembre. O serviço da doceria anda puxado!
Renatinha: É mesmo? E você tem as suas funcionárias para ajudar a aliviar o seu serviço, eu espero.
Miss Cupcake: Elas ajudam bastante, normalmente, mas estou sem duas delas, pois pegaram catapora de seus filhos.
Renatinha: Catapora!
Miss Cupcake: Sim, catapora.
Renatinha: Então o serviço deve estar se acumulando.
Miss Cupcake: Bastante. Quero dizer, estamos até conseguindo lidar com a carga, mas tem sido muito desgastante.
Renatinha: Eu entendo. Oh! Gostaria muito de poder fazer alguma coisa, para poder te ajudar.
Miss Cupcake: Não será necessário, não tem como você tomar nenhuma medida, minha amiga. Apenas me ouvir já me ajudará bastante.
Renatinha: Fico feliz em ser um ombro amigo. Um ouvido amigo, no caso, acredito que seja este o termo mais apropriado para a situação.
Miss Cupcake: Acho que ambos são agradáveis e apropriados para se usar, nesse momento.
Renatinha: Sempre tão gentil, a querida Miss Cupcake! E genial. Tem c certeza que não há mais nada que posso fazer por você?
Miss Cupcake: Tenho absoluta certeza, que não há mais nada que poderá fazer por mim, minha amiga Renatinha.
Renatinha: *desapontada* Ah! Está certo, está certo. Fico feliz que pude ajudar de alguma forma, no entanto.
Miss Cupcake: Não precisa se preocupar! Tenho certeza que darei um jeito, lá na doceria.
Renatinha: Sim, é claro. A genial Miss Cupcake não deixa de ter ideias inovadoras.
Miss Cupcake: Sempre! Feliz que e pense assim, minha cara.
Renatinha: É melhor eu me despedir de você, Catherine. Cuide-se! Um beijo na sua filha. Adeus!
Miss Cupcake: Até mais!
[A ursa desliga o telefone. Ela certifica-se que a chamada desligou, para fazer um comentário em paz.]
Miss Cupcake: Continua fofoqueira, a coala Renatinha…
Os dias são claros, as noites escuras, e os pinguins fabricam um delicioso bolinho de chocolate.
Moon: Hoje é o dia, meu querido P-san! O melhor dia de nossas vidas.
P-san: O que tem de tão especial no dia de hoje, autora?
Moon: É o presente, e o tempo presente é algo que não deve ser desperdiçado, de maneira alguma.
P-san: Bonitas palavras. Mas nos estamos em uma biblioteca. Como hoje pode ser o melhor dia das nossas vidas?
Moon: Ora, meu caro. Hoje nós iremos encontrar algum livro que poderá mudar a nossa visão de mundo.
P-san: Parece um objetivo legal o bastante, para uma aventura em uma biblioteca.
Moon: Agora, onde será que pode estar esse livro?
P-san: Não faço a menor ideia, autora. Como posso responder a sua pergunta, se nem sem o livro que você procura?
Moon: Nem eu sei o livro que procuro. Ainda pretendo descobrir!
P-san: Isso será um tanto desafiador pra ti, não acha, Moon?
Moon: Desafiador! Como assim? Uma boa aventura deve ser desafiadora.
P-san: Concordo. Mas a questão é, você precisa delimitar sua busca. Precisa saber o tipo de livro que procura!
Moon: Um livro que mudará minha vida.
P-san: Uma resposta ainda muito abrangente.
Moon: *irritada* Abrangente!
P-san: Sim. O que procura, em um livro que mudará sua vida? Pense bem na resposta.
Moon: *pensativa, e impaciente*
P-san: Vamos lá, autora. É um livro de autoajuda que você quer? Ou só quer um livro de comédia, que mudará sua vida por apontar as falhas humanas com bom humor?
Moon: Podia ter ambos, não acha?/
P-san: Está pensando em um livro de autoajuda e comédia, ao mesmo tempo?
Moon: Sim! Estou pensando numa coisa dessas.
P-san: Acho que está querendo muito.
Moon: Acha que um livro desses não existe?
P-san: A questão não é eu achar que não exista, e sim que você está delimitando sua pesquisa, mas ainda assim… Está querendo muito.
Moon: Oras! E a sede de conhecimento?
P-san: A sede de conhecimento deu muito errado, para o Doutor Frankstein.
Moon: Vejo que leu o livro de Mary Shelley.
P-san: Sou um pinguim de cultura.
Moon: Bom, vamos deixar minhas pretensões de lado.
P-san: Acho difícil.
Moon: Muito engraçado.
P-san: Sou um pinguim que preza por uma coisa chamada honestidade!
Moon: Está bem, está bem.
P-san: Eu estou falando sério, autora.
Moon: Eu acredito em você.
P-san: Não parece.
Moon: Não julgue minhas intenções tão rapidamente. Acha que estou caçoando de você, meu caro pinguim?
P-san: Agora só porque você falou, estou.
Moon: É, eu não devia ter dito nada.
Quando algo é muito subjetivo, fica difícil de se colocar em palavras.
No escritório da autora, em Happy Green Things.
Lalali: *abre as portas do escritório.* Autora! Levante-se e sorria! É hora de acordar.
Moon: *acampando no escritório* GAH! Que susto, Lalali! Precisa fazer isso??
Lalali: Lógico. Hoje é uma sexta-feira. Você vai mesmo dormir até tarde?
Moon: Não estava dormindo, e sim descansando meus olhinhos. *sai do saco de dormir*
Lalali: Já vi essa desculpa em alguma lugar. Ou melhor, já ouvi.
Moon: Sim. A referência é de…
Lalali: Laboratório de Dexter!
Moon: Sim! Você pegou a referência.
Lalali: Mas é claro. E não deveria estar acampando lá fora?
Moon: Está brincando? Eu quero acampar e ter um teto!
Lalali: Acho que você não entende muito o conceito de acampar, autora.
Moon: E quem entende o conceito de acampar? É muito subjetivo!
Lalali: Realmente, você não entende nada de acampar.
Moon: Está certo! Eu admito minha ignorância.
Lalali: De qualquer modo, o que planeja pra essa sexta-feira?
Moon: Nada de especial.
Lalali: Caramba! Que falta de entusiasmo.
Moon: Não é falta de entusiasmo. Só quero ter uma sexta-feira tranquila e pacífica.
Lalali: Bom plano.
Moon: Fico feliz que gostou.
Lalali: Não é ousado, mas é algo de se entusiasmar. O descanso é muito importante! Faz bem pra saúde.
Moon: Exato! E faz bem pro espírito.
Lalali: Se faz bem pra saúde, faz bem para o espírito.
Moon: Aí já não sei dizer.
Lalali: Não tem importância.
Moon: Queria um pouquinho do seu entusiasmo, Lalali.
Lalali: Se você quiser, eu compartilho.
Moon: E como se compartilha algo tão subjetivo, como o entusiasmo?
Lalali: Fazendo coisas divertidas!
Moon: Não tem uma forma mais simples?
Lalali: Como uma forma mais simples?
Moon: Sei lá.
Lalali: Não é como compartilhar um pacote de biscoito.
Moon: Caramba. Que revelação!
Lalali: Certo, certo. Você está sendo chata.
Moon: Eu não estou sendo chata!
Lalali: Tem certeza? Ou vai me dizer que tem outra palavra pra isso?
Moon: Estraga-prazeres.
Lalali: Isso!
Moon: Eu não sou nada disso.
Lalali: Tudo bem, tudo bem, senhorita autora.
Moon: Ótimo.
Lalali: Sim. E então?
Moon: E então que essa historinha não está indo a lugar nenhum.
Lalali: Lógico que está indo a algum lugar!
Moon: E estaria indo para onde, senhorita chefe das ideias, pode me dizer?
Lalali: A história está indo para o final, é lógico.
Moon: E eu pensei que você poderia me dar uma resposta interessante. E criativa!
Lalali: Mas estou sendo apenas categórica. É essa a palavra?
Moon: Não sei.
Lalali: Mas é você que deveria saber. Não está escrevendo a história?
Moon: Só estou escrevendo o que me vem na cabeça.
Lalali: Certo. Isso não me surpreende.
Novembro é um mês engraçado, ele é número onze mas começa com nove!
No estúdio da autora, em Happy Green Things.
Moon: Muito bem. Locutor-sama!
Locutor-sama: Sim, minha cara dama?
Moon: Quero que você responda uma coisa.
Locutor-sama: Mas é claro. Sua pergunta é sinônimo da minha resposta!
Moon: Pra quê o cosplay de Sebastian de Kuroshitsuji?
Locutor-sama: Acordei com vontade de vestir isso.
Moon: Essa é a sua resposta?
Locutor-sama: Sim. Se é insatisfatória, eu troco por outra.
Moon: Minha nossa.
Locutor-sama: O que foi?
Moon: Nada.
Locutor-sama: Tem certeza?
Moon: Tenho.
Locutor-sama: A sua expressão no rosto diz o contrário.
Moon: Pare de fazer isso.
Locutor-sama: Fazer o quê, minha cara dama?
Moon: De imitar o Sebastian. De imitar até os trejeitos dele!
Locutor-sama: Eu me esforço. Fico feliz por estar reconhecendo o meu talento.
Moon: Não estou reconhecendo o seu talento.
Locutor-sama: Como não?
Moon: Ora! Isso que você está fazendo, está ficando chato!
Locutor-sama: Só porque eu quis fazer alguma coisa de diferente, você tem que desprezar minha boa vontade de ser uma pessoa diferentona?
Moon: Ah! Ele admite que quer ser uma pessoa diferentona.
Locutor-sama: Quero ser diferente, mas nem tanto. Ninguém merece também não ter nada em comum com as pessoas à minha volta.
Moon: Como você é complicado.
Locutor-sama: Sim! E disso não me orgulho.
Moon: Como não?
Locutor-sama: Pois tem dias que, até mesmo eu não consigo me aturar.
Moon: Caramba. Que revelação!
Locutor-sama: Meus gostos são complicados.
Moon: É difícil de fazer o almoço?
Locutor-sama: Sim. Tem dias que é difícil para eu me decidir.
Moon: Como sua vida é complicada.
Locutor-sama: Sim. Mas o responsável por complicar sou eu!
Moon: É bom reconhecer o problema, mais um passo próximo da solução.
Locutor-sama: Belas palavras, senhorita Moon.
Moon: Obrigada. Também gosto das suas. De vez em quando.
Locutor-sama: Faço o que eu posso. O que não posso, não faço.
Moon: Você e suas frases de efeito.
Locutor-sama: Gosto de ser preparado para impressionar os outros.
Moon: Você não está me impressionando.
Locutor-sama: Os outros não incluem você.
Moon: Que resposta rude da sua parte.
Locutor-sama: Desculpe. Se você me deixasse continuar imitando o Sebastian de Kuroshitsuji, isso simplesmente não aconteceria.
Moon: Pode ser. Mas sua imitação já me encheu.
Locutor-sama: Nem a fiz por dez minutos, autora.a
Moon: Mas a sua presença já é chata o bastante, imagina fazendo imitações?
Locutor-sama: Minha arte não é compreendida.
Moon: Não, meu caro narrador. Você está muito a frente do seu tempo!
Locutor-sama: Ainda bem que você diz isso.
O segundo dia do mês, novos desafios nessa doidera que é a vida.
No escritório da Moon. No estúdio Happy Green Things.
Moon: Eu não consigo aguentar mais isso.
Hércules: Diga, autora. Sou todo ouvidos.
Moon: O meu teclado é uma bela porcaria.
Hércules: E isso seria por…?
Moon: Por ele não funcionar direito!
Hércules: Ah.
Moon: O que é um teclado que não funciona direito?
Hércules: É uma bela porcaria.
Moon: Cadê o Locutor-sama?
Hércules: Eu estou sendo rejeitado…?
Moon: Não, não. É que o Locutor está me devendo uma coisa.
Hércules: Dinheiro?
Moon: Não. Ele roubou minha paciência.
Hércules: Não sabia que dava para roubar algo tão subjetivo.
Moon: E não dá.
Hércules: Agora eu estou genuinamente confuso.
Moon: Ele roubou meu baralho de cartas!
Hércules: Que absurdo!
Moon: Ainda bem que você concorda comigo.
Hércules: E o que pretende fazer, senhorita autora?
Moon: No momento, não me vem nenhuma ideia interessante na cabeça.
Hércules: E pedir pra ele devolver?
Moon: Você é realmente muito certinho.
Hércules: Só gosto de evitar conflitos.
Moon: Pois está certíssimo!
Depois, ainda no escritório.
Cola-sama: Bom dia, autora.
Moon: Olá bom dia, o que fiz para merecer tanta educação?
Cola-sama: Nada.
Moon: Nada? Mas com você nada é por nada.
Cola-sama: Quanta profundidade.
Moon: Cola-sama!
Cola-sama: De qualquer forma, eu vim falar uma coisa.
Moon: Espero que você tenha achado meu baralho de cartas.
Cola-sama: Sim! É isso que eu vim falar pra você.
Moon: Caramba!
[Cola-sama tira do bolso o que ela encontrou, e põe na mesa da autora.]
Moon: E não é que você achou mesmo?
Cola-sama: Sim, eu achei mesmo.
Moon: Muito obrigada.
Cola-sama: Tome cuidado, pra não perder de novo.
Moon: Mas eu não perdi! Foi o Locutor que pegou.
Cola-sama: Ele falou que encontrou, jogado por aí.
Moon: E você se ofereceu pra vir me devolver?
Cola-sama: Sim. Não vejo nada de errado nisso. Pare de me olhar dessa forma desconfiada!
Moon: Está bem. Vou parar de fazer isso.
Cola-sama: Você não está parando.
Moon: É muito mais forte do que eu!
Cola-sama: Sei.
Os personagens tem aventuras, aventuras que não são tão emocionantes assim. Mas ainda podem ser divertidas!
Cola-sama: Seja bem-vindo!! O que você vai querer?
Cliente: Dois caras e duas médias, por favor.
Lalali: Alô, alô. Senhor cliente, o que precisa?
Cliente 2: Pão de queijo.
Lalali: Ótima escolha. Já irei pegar.
[Hora do intervalo. Na padaria do Hércules.]
Cola-sama: Você e as suas ideias. Pra quê nós estamos ajudando?
Lalali: Os funcionários tiveram surto de sarampo. Não seja chata.
Cola-sama: Não estou sendo chata, eu só tive que aceitar, sem saber de grandes explicações.
Lalali: Não dava tempo. E além do mais, nós duas seremos pagas.
Cola-sama: Claro, claro. A gratificação financeira.
Lalali: Que forma engraçada de falar.
Cola-sama: Sim, eu sou muitíssimo engraçada.
Lalali: E você foi muito fofa com os clientes.
Cola-sama: Sei me virar. E fofa é exagero.
Lalali: Então o que devo dizer, ao invés de fofa, que aparentemente é um exagero?
Cola-sama: Que sou uma pessoa educada.
Lalali: Uma pessoa educada. Você? Estranho dizer isso.
Cola-sama: Sim, eu sei que é difícil se acostumar com isso.
Hércules: Laila! Você viu o… Ah, Cola-sama. Ela conseguiu te convencer a vir aqui?
Cola-sama: Convencer é uma palavra muito forte.
Hércules: Tem razão, o ato de convencer requer muita força vinda do indivíduo.
Lalali: Que belo modo de dizer que sou chata.
Cola-sama: De fato. E seu nome é Laila?
Lalali: Sim. Mudou sua vida sua informação, não??
Cola-sama: É, minha vida mudou completamente de perspectiva.
Lalali: Também não precisa exagerar.
Hércules: Muito obrigado pelas duas terem vindo. Ajuda bastante.
Lalali: Não há de quê! Colegas de serviço tem que se ajudar.
Hércules: Verdade. Mas não esperava que você viesse.
Cola-sama: Eu gosto assim, vir quando dá na telha. E também, Lalali iria me perturbar demais, caso eu recusasse.
Lalali: Que coisa. Realmente eu sou tão chata, assim?
Cola-sama: Não. Fique tranquila
Lalali: Ah! Fico feliz em ouvir isso.
Cola-sama: Sou 25x mais chata do que você, pode deitar a cabeça no travesseiro e dormir a noite.
Lalali: Minha nossa, Cola-sama.
Cola-sama: Mas é a verdade. Não sei o porque isso te impressiona tanto.
Lalali: Me impressiona é você admitir, com tanta tranquilidade.
Cola-sama: Temos que reconhecer os nossos próprios defeitos.
Lalali: Isso é verdade, mas nada adianta fazer isso, quando não se faz nada para tentar mudá-los.
Cola-sama: Pode ser, mas estou NEM aí.
Hércules: Isso não me convenceu muito.
Cola-sama: Não faz diferença pra mim, de qualquer modo. É hora de comer alguma coisa.a
Hércules: Fique a vontade pra escolher, é por conta da casa.
Lalali: Pra mim também?
Hércules: É claro!
A longa espera acabou, é uma fila pra se comprar pastéis
No estúdio Happy Green Things, escritório da autora.
Cola-sama: [está sentada na cadeira da Moon, com as pernas em cima da mesa.] Estou entediadíssima. E nada de vir meu delivery de pastéis.
Lalali: Não é melhor tirar as pernas de cima da mesa?
Cola-sama: Pode ser, mas a mesa é muito confortável.
Lalali: Uma mesa confortável para as pernas?
Hércules: Essa é boa, primeira vez que escuto tal coisa.
Cola-sama: Gosto de bancar a original, de vez em quando.
Hércules: De fato, você é deveras original.
Lalali: Na minha terra, chamando isso de “folgada.”
Hércules: Não estava me referindo ao colocar as pernas na mesa, e sim falar que a mesa é confortável.
Lalali: Ah. Nesse ponto, eu concordo.
Cola-sama: Vocês são certinhos demais. Sabe o que acontece com pessoas certinhas?
Lalali: Nada.
Hércules: Elas ficam de boa, no canto delas.
Lalali: Concordo!
Cola-sama: Certo, certo. Façam como bem entenderem.
[Cola-sama sai da mesa, e Lalali respira aliviada.]
Cola-sama: E nada dos meus pastéis.
Hércules: Tenha paciência, minha cara. Tenho certeza que chega logo.
Cola-sama: Que pensamento otimista.
Lalali: Paciência! Cola-sama, francamente, você está mais mal humorada que o normal.
Cola-sama: Sou sempre assim, não vejo muita diferença.
Hércules: Deve ser o fator fome.
Lalali: Ah sim! Verdade, isso adiciona mal humor mesmo.
Hércules: Até eu fico de mal humor, quando estou com fome.
Lalali: Jura? Não consigo te imaginar de mal humor, você parece tão tranquilo.
Hércules: Primeira vez que eu escuto isso.
Lalali: Qual o teu signo?
Hércules: Sou de câncer. E você, Lalali?
Lalali: Eu sou de capricórnio.
Cola-sama: Conversa de signo, que interessante.
Hércules: E quanto ao seu signo, senhorita desinteressada?
Cola-sama: Não conseguem adivinhar, senhor e senhora inteligentes?
Lalali: Ah, eu sei. O signo da Cola-sama é touro.
Cola-sama: Bingo.
Hércules: Como a senhorita Moon, então.
Cola-sama: Não me lembre desse detalhe.
Lalali: Cola-sama! Os seus pastéis chegaram.
Cola-sama: Ótimo. Eu vou lá pegar.
Lalali: Era pra isso que estava no escritório da Moon?
Cola-sama: Sim, dá pra ver melhor no escritório dela, o lado de fora.
Definitivamente, tem que ter muita criatividade pra pensar em um título interessante, e que ainda por cima, tenha a ver com a história.
No estúdio de Happy Green Things, escritório da autora.
Moon: Locutor, Locutor. Você sabe o que significa isso?
Locutor-sama: Significa alguma coisa, imagino.
Moon: Estou pensando no passado.
Locutor-sama: Sei.
Moon: Já tive muito mais histórias programadas para o blog.
Locutor-sama: E você fez isso trabalhando duro.
Moon: De fato. Tenho que escrever bastante, se eu quiser retomar as rédeas do meu destino.
Locutor-sama: E ter bastante publicações adiantadas!
Moon: Claro, claro.
Locutor-sama: A autora começou a andar em círculos, dentro do seu próprio escritório.
Moon: A minha criatividade pra escrever ainda não acordou.
Locutor-sama: Já experimentou comprar um despertador?
Moon: Onde já se viu, comprar um despertador para a criatividade?
Locutor-sama: Tem vezes que podemos aplicar soluções práticas.
Moon: Sei.
Locutor-sama: E de repente, pode funcionar.
Moon: E onde vou comprar um despertador de criatividade??
Locutor-sama: Talvez não seja possível comprar. Talvez seja possível ganhar!!
Moon: Com um objetivo de jogo, ganhando uma recompensa?
Locutor-sama: Sim, era algo do gênero em que eu estava pensando.
Moon: Entendo, entendo.
Locutor: E então? Continuará escrevendo?
Moon: Sim. Se eu não escrever ao menos pro blog, perco a prática.
Locutor-sama: Ainda bem que você admite.
Moon: Admito, sim. Mas estou errando muito, enquanto eu digito.
Locutor-sama: Mas o problema é o teclado, e não você.
Moon: Gentil da sua parte falar isso.
Locutor-sama: Disponha. De qualquer forma, senhorita Moon, adiciona um nível de dificuldade.
Moon: Não posso nem jogar nada que envolva digitação.
Locutor-sama: Tipo aqueles de aprender a digitar?
Moon: Sim, sim.
Locutor-sama: Céus, autora. Pra quê você quer jogar isso?
Moon: Eu não vou jogar nada disso.
Locutor-sama: Nem por nostalgia?
Moon: Só se for por nostalgia, meu caro narrador.
Locutor-sama: São divertidos.
Moon: Nem lembro mais esses jogos.
Locutor-sama: Não lembra? Mas deviam ser divertidos.
Moon: Deviam ser, mas de qualquer modo, não importa mais.
Locutor-sama: Céus, senhorita Moon.
Moon: O que foi?
Locutor-sama: Você fica difícil, quando está com sono.
Moon: Nem precisa me dizer isso. Imagine como é difícil pra eu mesma me aturar!
Locutor-sama: Imagino que deve ser difícil.
Moon: Você nem precisa imaginar, como consegue aturar a si mesmo?
Locutor-sama: Eu aprendo isso todos os dias, de pouquinho em pouquinho.
Moon: Faz sentido. Bom conselho.
Locutor-sama: Faço o possível, senhorita Moon. O impossível só faço as terças-feiras.
Moon: Terça-feira? Que específico.
Locutor-sama: Só queria falar uma frase maneira.
Moon: Uma frase maneira? Não dramática?
Locutor-sama: É preciso abrandar os horizontes, senhorita Moon.
Dividir o apartamento com alguém já é dose, imagine só ter que aturar um boneco de palito!
Na Casa do Random.
Random: Olha só, Capitão! Um mapa!
Capitão Yay: Estou vendo. O que ele tem de tão especial?
Random: Ele é um mapa. Isso já não o faz especial o bastante?
Capitão Yay: Está tentando ser profundo.
Random: Não estou tentando. Estou sendo natural!
Capitão Yay: Você é um boneco de palito.
Random: Exato. Quer ser mais natural que isso?
Capitão Yay: Francamente.
Random: Mas eu sou natural!
Capitão Yay: Ser profundo não é ser natural.
Random: Ora, Capitão.
Capitão Yay: Ora você.
Random: De qualquer forma, um mapa é uma coisa bela.
Capitão Yay: Sim. Está bem.
Random: Quanta falta de entusiasmo.
Capitão Yay: Estou com sono. Dormi mal, essa noite.
Random: Você?
Capitão Yay: Foi por causa que tirei vários cochilos ontem.
Random: Ahá!
Capitão Yay: Foi um dia parado, sem responsabilidades.
Random: Sorte sua.
Capitão Yay: Você andou ocupado?
Random: Parcialmente.
Capitão Yay: Entendi.
Random: Planos.
Capitão Yay: Quais?
Random: São secretos.
Capitão Yay: Está bem, está bem.
Random: São secretíssimos!
Capitão Yay: Certo. Não preciso saber, meu caro.
Random: Está bem.
Capitão Yay: Falando assim, parece que você quer me falar.
Random: Não, eu não quero.
Capitão Yay: Está bem.
Random: Vai ficar curioso?
Capitão Yay: Não.
Random: Como você é sem graça.
Capitão Yay: Você disse que é secretíssimo!
Random: Certo. Certo!
Capitão Yay: E o mapa?
Random: Que mapa??
Capitão Yay: O mapa, meu caro, que você deixou ali, estendido em cima da mesa.
Random: Ah, o mapa.
Capitão Yay: Se fosse de tesouro, ainda seria mais interessante.
Random: O mapa é belo por si só, não seja capitalista.
Capitão Yay: Dinheiro não se dá em árvore, sabe.
Random: E dinheiro não encontra aventuras.
Capitão Yay: O mapa é real?
Random: Não.
Capitão Yay: Então não trás aventura nenhuma.
Random: Mas é bonito, pombas!
Capitão Yay: Certo.
Random: Se é belo, se tem valor sentimental, já é importante.
Capitão Yay: Importante no sentido de aventura??
Random: São símbolos de aventura.
Capitão Yay: O mapa e o que mais?
Random: O mapa e nós dois!
Capitão Yay: Bonito. Isso é profundo!
Random: Lógico. Sou natural, em ser profundo.
Capitão Yay: Está bem. Quanta humildade!
Random: Mas temos que reconhecer os nossos próprios talentos.
Capitão Yay: Tudo bem. Isso tenho que concordar com você.
Random: Fico feliz em saber que nós dois concordamos.
Capitão Yay: Sim. Não vamos brigar.
Random: Apesar de você estar com o sono descompensado.
Capitão Yay: Não me lembre disso.
As coisas podem parecer fáceis, mas na verdade são difíceis. Ou seria o contrário? O limite está na sua mente!
[O pinguim P-san caminhava pela Floresta. Carregava uma bolsa, onde estava o robô chamado George. Na verdade, é um brinquedo que vem um GPS embutido.]
P-san: Tudo porque o bendito GPS do meu celular não quer funcionar! Fazer o quê. Talvez eu não devesse ter gasto bateria jogando Animal Crossing.
[Há barulhos estranhos na floresta. P-san procura, com coragem, de onde vem o barulho que está o deixando incomodado.]
P-san: UMA CORUJA!
????: Eu não sou uma coruja.
[O pinguim aproxima-se da estranha figura. De fato, não era uma coruja. E sim, o Urso Pimpão. Fantasiado de coruja!
P-san: Bela fantasia.
Urso Pimpão: Obrigado. Me perdi, de um baile a fantasia.
P-san: Que coincidência!
Urso Pimpão: Também se perdeu, de um baile a fantasia?
P-san: Só queria falar isso. Mas eu procurava uma aventura.
Urso Pimpão: Sério? Então me siga!
P-san: Pensei que estivesse perdido.
Urso Pimpão: Estou apenas perdido do baile a fantasia. E da condição humana, de pensar no seu próprio futuro!
P-san: Está bem, está bem! Só não invente moda.
Urso Pimpão: Não vou inventar moda. Essa fantasia é de loja!
P-san: Sério? De qual loja?
Urso Pimpão: Ah! É uma loja daqui de perto. Eu te levo!
P-san: Claro! Vamos lá. Quem sabe, tem uma fantasia de pirata.
Urso Pimpão: Boa ideia!
[Os dois encontram uma loja, no meio de uma floresta.]
P-san: Caramba! Quem diria, ter uma loja no meio de uma floresta.
Urso Pimpão: É a dimensão dos contos de fada.
P-san: Aqui?
Urso Pimpão: Ao menos lembra, não? Os Contos de Fada! Por causa do nome.
[Os dois entram na Loja de Fantasias.]
Urso Pimpão: E você, não sabe onde se mete, nas suas andanças?
P-san: Aventuras requerem improviso.
Urso Pimpão: Acho imprudente. De qualquer modo, veja quantas fantasias!
P-san: Tem fantasia de pinguim.
Urso Pimpão: Pra quê você está olhando, as fantasias de pinguim?
P-san: Eu quero ver se nós estamos bem representados!
Urso Pimpão: Boa ideia. Onde estão as fantasias de urso?
P-san: Estão ali!
[Pimpão olha as fantasias, com muita atenção.]
P-san: O que você acha? Pinguins estão bem representados. E quanto aos ursos?
Urso Pimpão: Não estamos bem representados.
P-san: Não, não. Não diga!
Urso Pimpão: Pois é. Não estamos assustadores o bastante.
P-san: Pimpão, Pimpão. Você é de pelúcia!
Urso Pimpão: Isso não quer dizer nada. Eu quero ser assustador, e representado de tal forma!
P-san: Está bem, está bem. Se acalme!
Urso Pimpão: Estou calmo.
P-san: Então fique calmo.
Urso Pimpão: Está bem! Olhe, as fantasias de pirata!
P-san: Legal. Vou ficar bem bonito!
