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Green House Stories, Silly Tales

Os abacaxis são personagens antigos, que não aparecem muito. Mas eles são abacaxis! Espera, eu já disse isso.

Na sala dos computadores da Casa Verde.
Malvino: Estou viciado nessa droga de jogo!
Boon: Qual jogo?
Malvino: Nesse jogo que a gente tem que ficar clicando em quadradinho infinitamente. Pensando bem, qual é a graça nisso?
Boon: Não me parece um jogo muito engraçado, de fato.
Malvino: Não é um jogo engraçado! Não é divertido!
Boon: Ora, você só está nervoso. Se o jogo fosse tão ruim assim, não estaria jogando!
Malvino: Você está mesmo entendendo a gravidade da situação?
Boon: Pela sua cara, devo estar deixando a entender que não.
Malvino: Exato!
Boon: O jogo está dominando sua mente ou algo assim?
Malvino: Não apenas dominando, como me controlando.
Boon: Pensei que controlando entrava no mesmo contexto da palavra dominando.
Malvino: Não! Elas são diferentes.
Boon: Diferentes como?
Malvino: Uma coisa é dominar sua mente, outra é controlá-la.
Zaltana: Minha nossa! Temos especialistas em mentes nessa sala. Cadê o professor Xavier? Vocês seriam mutantes excelentes!
Malvino: Boon, ela está nos ironizando.
Boon: Ficou em silêncio esse tempo todo. Aposto que ela ficou nos analizando apenas para falar algo assim! Frio.
Zaltana: Eu sou tão fria quanto a Emma Frost.
Boon: Mas a Emma Frost não tem poderes de gelo!
Malvino: A Emma tem poderes psíquicos. Eles não fazem efeito no gelo!
Zaltana: Nossa. Tenho a presença de dois grandes nerds aqui!
Boon: Ela está nos ironizando ainda!
Malvino: Está mesmo fazendo isso?
Zaltana: Malvino, se quer largar da porcaria do jogo você tem que ter coragem. Quer mesmo ser viciado em um jogo estúpido como esse?
Malvino: Jogo estúpido! Zaltana, francamente. Você joga um troço super estranho, que uma mulher fica te seguindo e falando para ir de um lugar ao outro. Procurando pistas sobre a sua avó!
Boon: Nossa. Ela deve ser a sua avó!
Zaltana: A avó naquele jogo morreu.
Malvino: Nada impede de ser um fantasma.
Zaltana: Um fantasma! Essa é boa. Nunca ouvi tamanha pataquada na minha vida.
Malvino: Nunca viu algo de estranho naquele jogo?
Zaltana: Talvez eu tenha visto. Mas o que isso interessa? Estamos falando do seu vício de jogo, não do meu.
Boon: Então acho melhor vocês dois respeitarem os vícios um do outro.
Malvino: Caramba, Boon. Nós estamos querendo discutir, aqui.
Zaltana: Isso mesmo! Vê se fica quieto, aí no seu canto.
Malvino: Isso mesmo!
Boon: Ma-mas eu só estava querendo ajudar.
Malvino: Você não está ajudando!
Boon: Tá. Tá bom. (Boon sai da sala)
Zaltana: Nós somos pessoas insensíveis.
Boon: Nós não somos pessoas, Zaltana. Somos abacaxis!
Zaltana: Agora que você falou, fico muito mais tranquila. (sendo sarcástica)
Random: Isso não é desculpa! Vão lá para se desculpar com o pobrezinho.
Malvino: Quando um boneco de palito serve como consciência, a coisa tá feia.
Zaltana: Nisso eu concordo! Vamos nos desculpar com ele.
Random: E um final feliz nessa história linda sobre amizade!
Locutor-sama: Que narrativa otimista.

Happy Green Things

O teclado, a distração, algo que está acontecendo em uma dimensão paralela… Quando você se atrapalha quando está escrevendo., não importa o motivo.

Escritório da autora, Happy Green Things.
Locutor-sama: Senhorita Moon!
Moon: Quem, quando, onde? Locutor! Espero que seja importante.
Locutor-sama: Normalmente eu chamo quando são coisas importantes.
Moon: Normalmente! Ah. Isso é muito interessante.
Locutor-sama: Algo me diz que já se arrependeu da decisão de escrever histórias diárias em julho.
Moon: Oh, não! Eu não me arrependi.
Locutor-sama: E você estava dormindo?
Moon: Eu? Lógico que eu não estava dormindo. Apenas estava deitada em cima do teclado, imitanmdo o barulho de um motor.
Locutor-sama: O teclado está obviamente… babado.
Moon: Babado! Não, isso não é baba. Coisa nojenta, Locutor!
Locutor-sama: Autora!
Moon: Essa história não faz o menor sentido. Primeiro, eu nunca durmo em cima do teclado. Segundo, se eu realmente fizesse isso teria um problema ainda pior de dor no pescoço.
Locutor-sama: Na verdade, você não tem muito o que falar.
Moon: Eu tenho muito o que falar, sim!
Locutor-sama: Então fale.
Moon: Bom…
Locutor-sama: Está vendo? Eu tenho razão.
Moon: Razão! Lógico que você tem. É o senhor da verdade.
Locutor-sama: Não sou senhor da verdade coisa nenhuma.
Moon: Claro que é. Um narrador sempre é senhor da verdade!
Locutor-sama: Então sou o senhor da verdade até você achar que não.
Moon: Ah! É justo.
Locutor-sama: Sim, você acha justo divertir-se às minhas custas.
Moon: Isso tudo é por causa da história das torradas?
Locutor-sama: Você tirou a ideia disso de um anúncio de rede social.
Moon: Não entendo porque era uma propaganda para o dia dos namorados… Torrada! Odeio torradas.
Locutor-sama: Vejo que compartilha a opinião da Sabrina.
Moon: Eu não tenho nada contra torradas.
Locutor-sama: Não? Não mesmo?
Moon: Só quero que sumam da face da Terra! Melhor ainda, do espaço.
Locutor-sama: Então sua opinião é muito mais forte do que a Sabrina.
Moon: Céus, e daí? Locutor, a opinião de uma escritora não faz muita diferença.
Locutor-sama: Faz sim. Você faz que a sua opinião seja a palavra final de tudo.
Moon: Se não for a minha opinião, da autora, quem vai dar o final? O ponto! A importância de tudo que está sendo escrito?
Tuta-sama: Eu!
Locutor-sama: Tuta-sama!
Moon: De onde você veio?
Locutor-sama: De algum lugar.
Tuta-sama: Não vim de nenhum lugar. Estou sempre presente! Estou na sua frente agora, por exemplo.
Moon: Na verdade, acho que joguei você para cima da minha cama.
Tuta-sama: Quanta falta de respeito! Mas não mude de assunto.
Moon: Mudar de assunto? Do que estamos falando, exatamente?
Tuta-sama: Ah, sei lá. Vou embora!
Locutor-sama: Tuta-sama se foi.
Moon: Sim, mas ela volta. Ela sempre volta.
Locutor-sama: Há algo te incomodando?
Moon: Estamos no quarto dia de julho e já estou escrevendo uma história para enrolar.
Locutor-sama: Mas isso é normal.
Moon: O quê?
Locutor-sama: Quero dizer… Tenho certeza que esse tipo de história é bastante divertidade de ler.
Moon: Ah, bom.

Tales of Wolfito

Mesmo que uma pessoa possa parecer egocêntrica, podemos tentar pensar que lá no fundo… Um lobo apenas repete que é fofinho quando está desocupado. Caso contrário, ele seria insuportável por completo!

Locutor-sama: Miss Cupcake chegou na sua mansão e de Wolf, após uma longa manhã de trabalho. Suas funcionárias concordavam que ela deveria descansar! E como não havia nenhum pedido para aniversários ou casamento, os quais dão mais trabalho, ela pode ir tranquila para sua casa. E após fechar a porta que havia recentemente destrancado, falou.
Miss Cupcake: Wolf, estou em casa.
Locutor-sama: Nenhuma resposta. Vocês podem até pensar “a mansão é grande, não tem como ele escutar sua esposa quando chegar, certo?”. Mas não é essa a questão. Wolf estava na cozinha naquele horário, normalmente. Fazendo sua sopa de vegetais!
Miss Cupcake: A única coisa que ele sabe fazer, aparentemente. *suspirou* É melhor eu subir para procurá-lo.
Locutor-sama: Miss Cupcake subiu as escadas, calmamente. Na parede haviam vários belos quadros, um deles era a versão do “O Grito” feita por Wolf. A qual o lobo obviamente se desenhou, pois é bastante egocêntrico. E uma versão de MonaLisa, e outros quadros famosos que se colocou. O que chama mais atenção é aquele inspirado no “Nascimento de Vênus”, que surpreendentemente era a Miss Cupcake e não o Wolf. E tinha vários bolinhos, uma singela homenagem do marido para sua esposa. Pensando bem, não tem nada a ver com aquele quadro! Exceto a peruca que Miss Cupcake está usando.
Miss Cupcake: Precisava mesmo narrar esses quadros?
Locutor-sama: Lógico. É mais interessante do que dizer “ela subiu um degrau, e outro degrau, e outro degrau”. E além do mais, fica…
Miss Cupcake: Mais dramático?
Locutor-sama: Não, mais artístico. Nem tudo que eu digo é a palavra dramático! O meu vocabulário de palavras pode ser bem variado quando quero. Por que as pessoas pensam que só seu falar a mesma palavra?
Miss Cupcake: Porque você repete “dramático” em grande frequência.
Locutor-sama: De fato, eu a repito. Devo admitir que tem razão!
Miss Cupcake: Está vendo? Até você mesmo sabe disso.
Locutor-sama: A ursa finalmente chegou no seu destino, um dos escritórios do Wolf. Sim, ele tinha mais de um! Pois ele é rico, então ele pode.
Miss Cupcake: É que ele usa um enquanto o outro tá bagunçado.
Locutor-sama: Dito isso, abriu a porta.
Miss Cupcake: Wolf!
Locutor-sama: Ele estava caído no meio de livros de física, segurando um dos óculos com a pata.
Miss Cupcake: Wolfgang!
Wolf: *levanta e derruba os livros que estavam empilhados do lado dele* Caracóis ambulantes! *olhou para Miss Cupcake* Oh, olá Catherine. Chegou cedo, que bom! *colocou os óculos no rosto*
Miss Cupcake: Que bom, mesmo. Caso contrário, você ia ficar caído aqui até eu voltar.
Wolf: De fato, exagerei um pouco. Mas a física é fascinante!
Miss Cupcake: Fascinante, eu sei que você acha que a físico é isso.
Wolf: Oh! Não me olhe assim. Na verdade, tentei arrumar uns erros no meu site sobre física. Felizmente, a minha equipe deve ter imaginado que provavelmente caí no sono.
Miss Cupcake: Oh, o programa te colocou no status “caí e dormi”. (olhando o computador do Wolf) Que chefe irresponsável, você é. Nas horas em que você deveria pensar na sua saúde, nem liga.
Wolf: Mas Miss Cupcake…
Miss Cupcake: E vá tomar banho!
Wolf: Tá bom, tá bom.

– Não sei se a Miss Cupcake casou com o Wolf ou o adotou… Brincadeira, eles são casados. Mas que o Wolf é na maioria das vezes uma criancinha irresponsável, ele é. 😛
– Aliás, acho que deve ser a primeira história que usei o nome do Wolf (Wolfgang). Quanto a da Miss Cupcake, Catherine eu não sei… Fim das observações e curiosidades!

Random Adventures

Random Adventures! – Algo sobre hambúrgueres, bonecos de palito e por último mas não menos importante, um capitão baixinho!

Locutor-sama: Capitão Yay foi convidado para passar a tarde na Casa do Random. Para jogar cartas! E não estou dizendo cartas de baralho.
Random: Jogue para cima com mais vontade! Essa é a melhor maneiras de descobrir sobre qual assunto vamos conversar.
Capitão Yay: Mas é mesmo necessário colocar dentro de envelopes? Com selo e tudo?
Random: Ora, Capitão! É tudo necessário para o processo do sorteio. Tipo um misticismo!
Capitão Yay: Misticismo! Você tem cada uma. Daqui a pouco, é coisa de conspiração paranóica.
Random: Já falei para você que o termo correto é conspiranóica. Ou conspiranóico!
Capitão Yay: Estranho.
Random: Quem eu?
Capitão Yay: Lógico! Quem mais?
Random: Sei lá. Tu? Et tu , Brute?
Capitão Yay: Que isso? Grego?
Random: Não é latim?
Capitão Yay: Como pode dizer algo que não sabe bem o que significa?
Random: Sempre digo a primeira coisa que vem à cabeça. Ainda não aprendeu isso?
Locutor-sama: Random procurava algum assunto escrito nos envelopes, espalhados pelo chão. Finalmente decidiu-se em abrir algum.
Random: É este! (abre o envelope) Hambúrgueres.
Capitão Yay: Hámburgueres.
Locutor-sama: Fascinante! Falarão sobre hambúrgueres.
Capitão Yay: O que há de tão fascinante em hambúrgueres?
Random: Eles são gostosos!
Locutor-sama: E são comestíveis.
Capitão Yay: É mesmo?
Random: Preferia ser uma traça e comer papel dos livros?
Locutor-sama: As traças são famintas por cultura.
Capitão Yay: Tá! Vamos comer hambúrgueres.
Random: Oh, comer? Quem falou em comer?
Capitão Yay: Se nós não vamos comer, vamos fazer…
Random: Oh! Nós vamos comer, após nós fazermos os hambúrgueres.
Locutor-sama: Como vê Capitão, é muito simples.
Capitão Yay: Você está me fazendo eu sentir um idiota!
Locutor-sama: Todos nós nos sentimos assim na vida, Capitão. Uns mais vezes que os outros.
Random: Não fique chateado! Os hambúrgueres irão animá-lo.
Capitão Yay: Conhecem alguma piada de hambúrguer?
Random: Hm… Não. E você, Locutor?
Locutor-sama: (balançou a cabeça negativamente em resposta) Após finalmente fazerem os hambúrgueres, eles começaram a observar o que tinham feito. Por que eles não comem de uma vez?
Random: Hambúrgueres são muito interessantes!
Capitão Yay: Eles exercem um fascínio em nossas almas. Com suas camadas, e seu recheio delicioso.
Random: Céus! Quem criou algo de tão grande magnitude devia estar iluminado pelo ser invisível que reina nos céus.
Capitão Yay: Concordo. Quanta textura! Quanta praticidade que existe em um hambúrguer.
Locutor-sama: Random e o Capitão ficaram conversando sobre coisas relacionadas ao hambúrguer. Nunca vi uma conversa tão extensa! Agora, se vocês me dão licença. Vou-me embora! Essa história me deixou com vontade de comer um hambúguer.

– Parece uma história fácil de escrever, mas fiz duas pesquisas no google (sobre a frase do Brutus e o inseto que come papel de livro) e procurei três palavras no dicionário. Perfeccionista, eu?
– Julho! Tentarei voltar para a rotina das histórias diárias. Note o verbo “tentarei”, pois nunca se sabe se vou desistir no meu do caminho. (ou ficar com preguiça)

Random Adventures

Uma aventura qualquer… Em um dia qualquer!

Locutor-sama: Hoje é um dia pacífico para o nobre Capitão Yay… Porém, ele foi enganado pela sua primeira impressão ao acordar! Ele estava em um navio pirata.
Capitão Yay: CARAMBA! *levantou sobressaltado* Um navio pirata? Eu fui sequestrado por piratas? PIRATAS AINDA EXISTEM?
Locutor-sama: Como você é fácil de enganar, Capitão Yay.
Capitão Yay: O que quer dizer com isso? E que sorrisinho irritante é esse na sua cara?
Locutor-sama: A porta de seu quarto foi aberta.
Random: CAPITÃO!
Capitão Yay: Eu deveria saber!
Random: Que você é um capitão?
Capitão Yay: Não! Meu nome é Capitão. Eu não sou Capitão coisa nenhuma!
Random: Você é Capitão, sim. E também está no seu nome! É ou não é coisa do destino?
Capitão Yay: Locutor! Você, como narrador tem que me dar uma explicação plausível.
Locutor-sama: *levanta uma sobrancelha* Não há explicação plausível quando se trata das histórias da senhorita Moon.
Capitão Yay: E tudo bem? As coisas devem ter explicação lógica!
Locutor-sama: *bate de leve no ombro do Capitão Yay* Apenas siga a onda, meu caro.
Capitão Yay: Que ONDA?
Random: Tem um montão delas lá fora!
Capitão Yay: E isso aí que está na sua mão…
Random: É o SEU chapéu pirata!
Capitão Yay: Que… bonito.
Random: Vai combinar com o seu tapa-olho!
Capitão Yay: Sim! De fato!
Locutor-sama: Vamos, Capitão. Há vida lá fora!
Random: E muitas gaivotas!
Locutor-sama: Aqui estão as peras.
Random: Ótimo!
Capitão Yay: Gaivotas… Peras… Será que vocês poderiam dizer algo que faz sentido?
Locutor-sama: Ele não está entendendo a referência.
Random: Tenho pena dele.
Capitão Yay: Vocês são irritantes!
Random: Não se preocupe! Vamos, não faça muitas perguntas.
Capitão Yay: E quanto ao Locutor-sama?
Locutor-sama: Eu ficarei para trás, praticando “Yar yar yar”. Sozinho. Sem nem um tapa-olho.
Capitão Yay: Que patético…
Random: Capitão! Vamos logo!
[Os dois foram para o lado de fora. Random colocou uma pera em cima da sua cabeça e a do Capitão Yay]
Random: Hm… o chapéu vai atrapalhar.
Capitão Yay: Então para que me deste o chapéu??
Random: Foi apenas para um momento estiloso, obviamente.
Capitão Yay: Eu não acredito nisso… *joga o chapéu fora*
[Gaivotas apareceram, para cada um deles]
Capitão Yay: Mas… O que vamos fazer, exatamente?
Random: Tinha dito nada de perguntas! Ou muitas. Ok, eu respondo. Nós vamos pegar o que está brilhando, em cima daquela estátua na ilha flutuante!
Capitão Yay: Certo, certo! *confuso*
[Os dois voaram sem muitos problemas até o topo… porém!]
Matilde: Eu peguei a jóia de coração primeiro!
Random: Maldição! Nós perdemos!
Capitão Yay: Não entendi nada do que aconteceu aqui.
Matilde: Também não entendi… Mas o que importa é que ganhei desse boneco de palito estúpido!
Random: Feriu os meus sentimentos.

– Sabe quando você escreve algo e não está muito afim de explicar? Então.

Happy Green Things

Se você fosse um par de sapatos dançantes, isso ia ser MUITO esquisito. A não ser que, onde você vive isso seja comum… Continuaria sendo esquisito!

No escritório da autora, em Happy Green Things.
Moon: Locutor. [sentada na cadeira em frente da mesa, com os braços segurando a cabeça]
Locutor-sama: Autora.
Moon: O certo seria “Senhorita Moon” e não autora. Só se eu falasse “Narrador” você deveria dizer… Ah, tanto faz. Quem se importa? É um detalhe completamente irrelevante!
Locutor-sama: Aconteceu alguma coisa?
Moon: Eu recentemente encontrei um otome game excelente….
Locutor-sama: Senhorita Moon!
Moon: [fica de braços cruzados] Qual o problema?
Locutor-sama: Você está desviando da resposta da minha pergunta.
Moon: Está bem. Eu tenho de confessar uma coisa, Locutor-sama.
Locutor-sama: E o quê é?
Moon: Não faço a menor ideia, sobre o que eu escrevi nas semanas de maio. Sabe o que isso quer dizer?
Locutor-sama: Que você vai ter que reler tudo.
Moon: NÃAAAAO!
Locutor-sama: Não seja dramática.
Moon: É bastante cômico ouvir isso de você.
Locutor-sama: Imagino que sim. E o problema é bastante simples de resolver! Não há necessidade de preocupação.
Moon: Simples? Não! Não é simples! Todas as vezes que volto para ler algo que escrevi, a possibilidade de eu achar horrível é de quinhentos por cento.
Locutor-sama: Você gosta de exagerar bastante, não é mesmo?
Moon: Se todos os problemas do mundo fossem resolvidos apenas vencendo a nossa preguiça interior… Muitas pessoas estariam perdidas. Incluindo eu!
Locutor-sama: Está admitindo que é uma pessoa preguiçosa? Pois isso é muito interessante!
Moon: Eu não sou uma pessoa preguiçosa!
Locutor-sama: Tem razão. Você é apenas uma pessoa muito devagar para fazer certas coisas.
Moon: Exatamente!
Locutor-sama: Mesmo que demore… Alguns anos. O que são um, dois, três anos quando se o tempo é na verdade uma eternidade?
Moon: Caramba. Você está me deixando de consciência pesada! Está feliz? ESTÁ FELIZ? HMMM?
Locutor-sama: Não. Deixar alguém de consciência é algo muito infeliz. E nada engraçado!
Moon: Mas que droga!
Locutor-sama: Não abaixe a cabeça na mesa.
Moon: Você está parecendo minha mãe.
Locutor-sama: Quero lembrá-la que fui criado como personagem em um momento de necessidade.
Moon: Sim! De falar as verdades para as pessoas, e ao mesmo tempo não aborrecê-las!
Locutor-sama: Eu vou fingir que minha criação foi por uma causa nobre, mesmo que isso não seja verdade.
Moon: O quê quer dizer com isso? Lógico que é uma causa nobre!
Locutor-sama: Isto é apenas uma causa nobre na sua cabeça.
Moon: Eu nunca sei quando você está sendo sarcástico… E eu deveria saber, pombas!
Locutor-sama: Não se incomode com esses detalhes irrelevantes.
Moon: Agora você foi sarcástico!
[silêcio de dois minutos]
Locutor-sama: Impressão sua, autora.
Moon: Eu realmente não gosto de sarcasmo.
Locutor-sama: Então porque foi criar um narrador sarcástico?
Moon: Excelente pergunta! Eu não tenho resposta para ela.
Locutor-sama: Não se preocupe, senhorita Moon. Eu não sou sarcástico, para falar a verdade.
Moon: Não?
Locutor-sama: Eu sou apenas… dramático.
Moon: Você tinha mesmo que ficar com a piada final? Pombas!

Green House Stories, Silly Tales

Não dá para ficar em casa sempre. E tem momentos, que não dá para passear na rua… Quer alternativa melhor do que um jardim?

Casa Verde, em um dos corredores.
Locutor-sama: Fábio estava se sentindo irritado, e com ódio de todos os seres existentes.
Fábio: Por que você está ME SEGUINDO, CARA? Tu tem algum problema?
Locutor-sama: O meu único problema é a minha sina de ter de ser narrador. As pessoas se irritam sempre comigo porque estou simplesmente fazendo o meu TRABALHO. Note na importância da palavra “trabalho” nessa frase.
Fábio: Era para eu dizer algo de útil sobre isso tudo?
Locutor-sama: Só estava comentando.
Fábio: ÓTIMO! Pois eu não quero saber se caso você está se fazendo DE COITADO.
Locutor-sama: Minha nossa, como você está irritado!
Fábio: EU ESTOU IRRITADO MESMO! Algum problema com isso?
Locutor-sama: Nenhum problema, cara! Fique tranquilo. Estou apenas pensando… É uma pena que você não vai querer ir no jardim, para resolver o seu problema de raiva!
Fábio: Jardim! Não é uma ideia de todo ruim! Sim, sim. Irei para o jardim, gritar para as flores!
Locutor-sama: Espero que as flores sobrevivam.
Random: Psicologia reversa comanda o universo todo!
Locutor-sama: Fale mais baixo, amigo Random. Nós não queremos que ele escute o nosso plano!
Random: Tem razão. Nós não somos super vilões!

No jardim da Casa Verde.
Fábio: MAS QUE DROGA DE VIDA! RAIVA, RAIVA, RAIVA, RAIVA!
Locutor-sama: O que Fábio não se lembrava, é que havia alguém no jardim.
Olliver: O jardineiro! [aparece segurando um regador]
Fábio: [leva um susto] AAAAH!
Olliver: O que houve? Viu um fantasma?? [olha para os lados, rapidamente]
Fábio: Não, não é fantasma! Você apenas me assustou, só isso.
Olliver: Se você diz, fico mais tranquilo! Sabe, eu ODEIO fantasmas.
Fábio: Sério que você disse isso? Como se visse fantasma todos os dias.
Olliver: Ha ha ha… É melhor eu não falar sobre esse assunto.
Fábio: É incrível a sua paciência para… Deixar as plantas dessa maneira! [observa o jardim] Isso aqui é uma peça de xadrez?
Olliver: Ah, essa é a minha favorita! Sim, é a torre do xadrez. Estive praticando formas diferentes, do que o comum na arte da topiaria.
Fábio: Topi… O quê?
Olliver: Não é nome de comida, eu garanto.
Locutor-sama: É uma maneira de enfeitar o jardim. Dá-se forma as plantas, de uma maneira artística tudo mais.
Fábio: Obrigado, dicionário ambulante.
Locutor-sama: Não há nada de errado de consultar um dicionário, quando não se sabe exatamente o significado de uma palavra.
Fábio: Deixando o Locutor de lado… Você acha que consegue me ensinar a fazer um negócio desses?
Olliver: Mas é claro que consigo!

Dias depois, no jardim da Casa Verde.
Fábio: Que lindo enfeite de jardim, na forma de cogumelo! Muito obrigado para todos aqueles bonecos de papel que montei, os quais me ensinaram a importância da paciência! E como valorizar um trabalho, após dias de suor e dedicação.
Locutor-sama: Uma pessoa feliz consegue falar de maneira tão bela e dramática!
Fábio: Não seja um esquisitão, Locutor.
Alice: Caramba! Que cogumelo ENORME! Uma verdadeira obra de arte. Parabéns, Fábio!
Fábio: Ah, obrigado Alice!
Rosalina: Você não estourou novamente o limite do dinheiro da manutenção para o jardim, hein Olliver?
Olliver: Ha ha ha… Claro que não, ainda sobraram dois centavos!
Rosalina: OLLIVER!
Olliver: O quê? Dois centavos é melhor que nada!
Rosalina: Tá bem, tá bem.

Happy Green Things

Olhe para a janela, e coloque os dois braços para trás. Agora sim, você está pronto para uma cena reflexiva!

No escritório da autora, em Happy Green Things.
Moon: Sabe, Locutor-sama… Fico me perguntando. Para quê vivemos, afinal?
Locutor-sama: Existem muitas respostas para essa pergunta que fez. Qual o motivo dela?
Moon: Estava apenas filosofando, meu caro.
Locutor-sama: Entendo. Mas você está bem?
Moon: É claro que estou bem. Estou apenas aqui, querendo saber a resposta para a minha pergunta.
Locutor-sama: Eu não sei. Podíamos ficar discutindo isto por horas, e não chegarmos em conclusão alguma.
Moon: É, acho que sim. Mas me diga, Locutor…
Locutor-sama: Sim?
Moon: Sabe, eu vejo agora o como é uma grande besteira deixar qualquer coisa te irritar. E então, observo pessoas se aborrecendo por bobagem.
Locutor-sama: Nem todos vão simplesmente ficar mais calmos. Talvez eles iriam pensar que, isso seria como ignorar o problema.
Moon: Ignorar! Não estou falando nisso, exatamente.
Locutor-sama: Imagino que proponha uma solução, então.
Moon: Deixar as coisas de lado, por um minuto!
Locutor-sama: E se for algo urgente?
Moon: Bem, se for algo urgente, para ontem eu não sei. Mas, se for um problema velho – que todo mundo já conhece – Para quê se preocupar com ele?
Locutor-sama: Isso não resolveria todos os problemas, sabe disso.
Moon: Claro! Mas quando as pessoas ficam discutindo por bobagens? Ou quando passam grande parte do tempo, culpando uma a outra?
Locutor-sama: Hm… Acho que sei onde quer chegar.
Moon: No final, para aquele que observa parece isso – Que nenhum dos lados quer se entender! Pois um acha que está certo, e o outro errado. E não uma maneira muito boa para tentar se resolver diferenças.
Locutor-sama: Fica difícil de convencer as pessoas quanto a isso.
Moon: Claro! Pois todo mundo é muito teimoso. E sempre com aquela velha história de “estar certo”. Isso não importa!
Locutor-sama: Para você, autora, o que realmente importa?
Moon: Você não sabe?
Locutor-sama: Lógico que não sei, senhorita Moon. Acha que se eu soubesse, estaria te perguntando?
Moon: De repente, você estava perguntando só para dar melhor para entender o que eu estava falando!
Locutor-sama: Realmente, eu não sei do que se trata dessa vez.
Moon: Em que mês nós estamos?
Locutor-sama: Maio.
Moon: Maio, Mario… O que temos aí?
Locutor-sama: Maio temos o dia das mães. Não é?
Moon: Existem outras coisas importantes, além disso.
Locutor-sama: E o que pode ser mais importante que dia das mães?
[Hello aparece, abrindo o tubo de ventilação na parede]
Hello: Paçoquinha, obviamente!
Moon: Junho, venha! Queremos você.
Hello: Principalmente as suas paçoquinhas!
Locutor-sama: Que maneira para se terminar uma história tão filosófica.

Silly Tales

Uma jornada inesperada… Não. Espera. Isso é uma história sobre um anão, e não sobre um hobbit! Ha ha ha… Quê? As piadas nos títulos não estão valendo?

Locutor-sama: Balinha, é um personagem anão. É claro que estou apenas dizendo isso para descrevê-lo, e não com alguma outra intenção. E essa não é o único destaque na sua característica! Também é presidente da associação que protege os personagens injustiçados! Oh. Característica é algo que seria da descrição, não função… Incrível! É só este narrador tirar uma folga, que fica confuso. Peço desculpas, leitores. Vamos para a história!
Balinha: [segurando uma mochila nas costas] Ah! Sim. Subir uma colina, para ter o prazer de ver uma paisagem maravilhosa valeu a pena! E não! Eu não vou tirar uma foto para postar na internet. [se abaixa, coloca a mochila no chão, põe um pano no chão e senta] Ah! Que paz! Estava precisando dessa tranquilidade.
[Balinha ficou vinte minutos olhando para o céu]
Balinha: Por que…tantas coisas que poderiam ser feitas! Mas a autora, por alguma razão, desperdiça ideias excelentes! Qual o problema, huh? Me diga! Colina, minha cara colina… Qual o problema da ideia da dimensão onde os casais estão oficializados? HÃ? ME DIGA, COLINA!
[Após gritar, Balinha fica em silêncio por alguns minutos.]
Balinha: É Balinha, meu caro… Não dá para questionar em relação a isso. Mas os personagens injustiçados! Eu posso fazer algo sobre isso. Não são apenas ideias que viraram pessoas! São muitos mais que isso. Tem direito de aparecerem. Só principais, que aparecem? E o Kekekê, que é principal… Nem tem tantas histórias em que ele é protagonista!
Locutor-sama: Depois de muitos monólogos – ou de diálogos com a colina, se vocês preferirem – Personagens apareceram. E quem apareceu? Dois dos três abacaxis, Boon e Malvino.
Boon: Caara! A colina tem uma visão muito boa!
Malvino: Visão? Acho que quis dizer paisagem. Visão… Fica parecendo que ela usa óculos!
Boon: Ha ha ha! Uma colina usando óculos!
Locutor-sama: Boon e Malvino deram risadas. Bem alto.
Balinha: Ei, vocês dois, abacaxis! Estou aqui tentando ter diálogos profundos com essa colina!
Boon: Você ouviu o que ele disse?
Malvino: Dialogar… com a colina?
Boon: Ele não pode estar falando sério.
Malvino: Não sei, Boon. De repente ele tem a habilidade de conversar com a colina! Nunca se sabe. Anões são cheios de surpresas.
Balinha: Não precisa me lembrar que sou um anão.
Malvino: Falei isso em um bom sentido, não se preocupe! Enfim. Não quer fazer algo de divertido? Nós vamos fazer um campeonato!
Balinha: Parece interessante… Sobre o quê?
Boon: Imaginar coisas inusitadas, enquanto observamos a paisagem da colina! Ganha quem fazer mais os outros rirem, com sua imaginação absurda.
Balinha: Qual o prêmio?
Malvino: Esses bolinhos, que comprei na doceria da Miss Cupcake.
Balinha: Oh, parecem deliciosos! Estou dentro.
Locutor-sama: E então, Balinha esqueceu completamente o que estava fazendo naquela colina. Mas isso não importa. Bolinhos feitos pela Miss Cupcake são muito gostosos! Será que este narrador pode participar desse concurso? Não? Estou em modo de narrador observador… Que sem graça, senhorita Moon!

Listas, Silly Tales

Personagens, se vocês pudessem mudar uma coisa das atitudes de vocês, o que seria?

Moon: Vocês leram o título… Vamos ver se isso vai chegar em algum lugar. Provavelmente não, pois muitos dos meus personagens são arrogantes! (Será coincidência?)
Tuta-sama: Algo das minhas atitudes? Nada. O que eu preciso fazer? Eu sou perfeita o bastante. Tenho as melhores atitudes em todas as situações!
Wolf: Eu também!
Tuta-sama: Eu também? Bom. Espera um minuto. Talvez eu poderia mudar uma coisinha ou outra… Mas nada é pior que a arrogância do Wolf! Ele diz que é fofinho de quinze em quinze minutos!
Miss Cupcake: Quinze em quinze minutos? Tem vezes que é de dois em dois segundos!
Wolf: Está exagerando! Até parece que eu não tenho pausas para o banheiro, e para beber água!
Miss Cupcake: São curtas, se fazer as contas de quanto tempo você gasta, falando que é fofinho!
Wolf: Talvez eu devesse parar um pouquinho. E fazer algo diferente! Criativo!
Tuta-sama: Acha mesmo que ele vai parar?
Miss Cupcake: Parar, não. Ele diminui, no máximo.
Hello: Hm.. Talvez eu precisasse diminuir minhas piadas com paçoquinha. Mas ao mesmo tempo, eu penso. Será que devo mudar isso, realmente? As piadas com paçoquinha são clássicas! E clássico é tradicional. Tradicional é uma coisa boa, não é?
Tuta-sama: Clássico e repetitivo são coisas diferentes.
Hello: São? Jura? Puxa, eu não sabia.
Tuta-sama: Você só pode estar se fingindo de boba, não é possível.
Moon: Sabe. Eu estava falando sobre atitudes… de cada um. Não é para ficar apontando defeito do outro!
Locutor-sama: É muito difícil para notarmos nossos próprios defeitos, senhorita Moon.
Moon: Eu não tinha te dado folga?
Locutor-sama: E quem mais falaria algo dramático? A minha função não me deixa tirar muitas folgas.
Moon: Deve ser um tanto difícil, para você.
Locutor-sama: Nem tanto. E é melhor nunca ficar sem responder, mesmo que a outra pessoa tenha sido sarcástica.
Moon: E quanto ao ditado, silêncio vale ouro?
Locutor-sama: Tem vezes que, devemos fazer a outra pessoa perceber que existem outros modos de comunicar-se além de sarcasmo.
Moon: Ah! Não comece a me confundir. E foi tanta conversa, mas nada se concluiu.
Kekekê: Atitudes são difíceis de serem mudadas. E quando são consideradas defeitos pelos outros, é mais complicado ainda! Se fica tão difícil para mudar o jeito de outra pessoa ser, podemos aceitá-la como é.
Moon: E se os defeitos da pessoa forem difíceis de se tolerar?
Kekekê: Defeitos fazem partes das pessoas. Umas escondem melhores que as outras. Faz parte!
Moon: É melhor terminar por aqui, antes que as reflexões do duendinho me confundam ainda mais.