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Raccoon Tales

Em uma cidade distante, há uma ideia circulando em uma cabecinha… Mas não é só isso! Há emoção! Há dramaticidade! Há comédia. Acho.

Locutor-sama: Estou aqui em frente a porta, da Mansão de Tuta-sama passeando com meu cachorro. Ele ainda não foi devidamente apresentando, porque… Não sei. Não me pergunte. Perguntem para a Senhorita Moon, leitores. Enfim. Estou tocando a campainha. Quero ver como ela está!
[A porta é aberta rapidamente, para a surpresa do narrador]
Tuta-sama: Olá, Locutor-sama. Como você está? Você chegou em uma ótima hora! Olá, Amendoim!
Amendoim: *late e abana o rabinho*
Locutor-sama: É? Eu cheguei uma boa hora?
Tuta-sama: Eu não disse boa hora, eu disse ótima hora.
Locutor-sama: Ah, está bem. O que a senhora precisa?
Tuta-sama: Vamos discutir lá dentro. Pode trazer o cachorro!
[Os dois entram, Tuta-sama fecha a porta]
Locutor-sama: Fiquei surpreso em ver que, foi a senhora que atendeu.
Tuta-sama: Ah! É que estão todos ocupados. Eu não tenho quem conversar, também. Então você serve. Solte o Amendoim!
[Locutor faz o que lhe foi mandado, o cachorro fica feliz sem a guia.]
Locutor-sama: Não vá muito longe!
Amendoim: *late, concordando*
Tuta-sama: Estava pensando em uma coisa.
Locutor-sama: Entendi.
Tuta-sama: Não diga entendi, até ouvir tudo o que tenho a dizer!
Locutor-sama: Então diga o que tem a dizer, Tuta-sama.
Tuta-sama: *caham* Estava pensando em fechar a rua, hoje.
Locutor-sama: A senhora?
Tuta-sama: Sim. Eu mesma!
Locutor-sama: Não sei… Tem alguma razão para isso?
Tuta-sama: Eu só quero fechar a rua! Precisa de um motivo por trás disso?
Locutor-sama: Você precisa de autorização da prefeitura. Sei que consegue isso facilmente, Tuta-sama. E tem outra coisa mais.
Tuta-sama: Aí vem notícias…
Locutor-sama: É só uma notícia. No plural, talvez só no jornal. Ou na televisão. Ou em um site de notícias!
Tuta-sama: Já entendi, já entendi! Mas me diga logo a coisa.
Locutor-sama: Não sei como dizer isso sem te chocar…
Tuta-sama: Diga de uma vez, por tio Patinhas!
Locutor-sama: A Senhorita Hello já fechou a rua.
Tuta-sama: O QUÊ????????
Locutor-sama: A rua já está fechada. Pela Senhorita Hello. Entendeu bem?
Tuta-sama: Já entendi, já entendi.
Locutor-sama: Mal sabíamos, Tuta-sama, Amendoim e eu no que estava prestes a acontecer… Indignada, a milionária saiu para a rua disposta a discutir com a senhorita Hello.
Tuta-sama: Ela fechou a rua para uma pista de dança! LOCUTOR-SAMA!
Locutor-sama: Estou dando água para o meu cachorro, me desculpe. Vou demorar um pouco para atendê-la.
Tuta-sama: Mas a cadê aquela ruiva, ladra de ideias??
[A guaxinim passa por várias pessoas que estão dançando, até que…]
Tuta-sama: CHUVA DE SERPENTINAS??
[E agora passava por ela, um certo pinguim gigante chamado P-san]
P-san: Tuta-sama! Está gostando da festa?
Tuta-sama: Não.
P-san: Bem. Não se pode agradar a todos…
Tuta-sama: A ideia na festa da rua foi sua??
P-san: Não. Só a serpentinas.
Tuta-sama: Mesmo assim, não gostei.

— História levemente baseada em fatos reais.

Pixie Tales

Esse é um interessante mundo em que vivemos, mesmo considerando certas coisas que fazem deixar de ser um planeta interessante.

Na casa da árvore, onde mora o duende Kekekê.
Kekekê: Sabe Matilde, eu estive pensando…
Matilde: Que a sua missão de Natal foi um fiasco?
Kekekê: *pego de surpresa* Quê? Não!
Matilde: Se não foi um fiasco, então você pode me contar o que aconteceu.
Kekekê: Não dá para contar. Caso um dia meus esforços se fundamentarem em algo concreto, eu conto para você.
Matilde: *cruza os braços e faz cara feia*
Kekekê: Não faça essa cara, minha querida fada.
Matilde: Estou sendo enrolada esse todo tempo!
Kekekê: Não seria o tempo todo?
Matilde: Então você admite.
Kekekê: Não. Eu só acho que nem adiantaria eu tentar contar alguma coisa.
Matilde: É? Mas poderia vir um certo esforço da sua parte.
Kekekê: É muito além de questão de esforço, Matilde…
Matilde: É? Se explique melhor. Estou esperando por respostas há dias!
Kekekê: Está bem. Fiz um juramento…
Matilde: E você não pode quebrar, pois jurou para o Papai Noel que não contaria nem à sua mulher??
Kekekê: Eu acho esposa mais bonito.
Matilde: Tanto faz. Enfim. Me diga se estou certa ou não.
Kekekê: É uma questão de confidencial.
Matilde: Ah.
Kekekê: E eu também, esqueci qual era a missão!
Matilde: Como é quê é??
Kekekê: Onde foi que, você não entendeu?
Matilde: Tudo! Como você pode esquecer a missão, no qual participou??
Kekekê: Vou explicar melhor, então.
Matilde: Se explique! Não tive tanta curiosidade assim, desde que… Procurei ideias perdidas das histórias da Moon!
Kekekê: O Papai Noel me fez esquecer.
Matilde: Sério?
Kekekê: Sim.
Matilde: É uma missão tão confidencial, assim?
Kekekê: Talvez. Ele me disse que me daria notícias, e minhas memórias de volta caso tudo desse certo.
Matilde: E se nunca ter certo, você nunca vai ter suas memórias?
Kekekê: Exatamente!
Matilde: Caramba.
Kekekê: Pois é.

[A campainha da casa toca. Kekekê se levanta e vai atender.]
Kekekê: Pois não?
Pompom: Seu Kekekê!
Kekekê: Pompom! O que faz por aqui?
Pompom: Estou procurando uma ideia.
Kekekê: Uma das ideias da Moon?
Pompom: Sim.
Kekekê: Qual delas?
Pompom: A ideia número 444.
Kekekê: Oh! Essa não.
Pompom: Ou será que é a número 555?
Matilde: Francamente, Pompom. Um dos seus serviços, lá na cabeça da Moon e ter noção de que ideia está procurando!
Pompom: Mas eu fui nocauteado.
Matilde: Foi??
Pompom: Sim! Sem querer, elas tacaram uma bolinha de beisebol na minha cabeça.
Kekekê: “Sem querer?”
Pompom: Sem querer.
Kekekê: Duvido muito.
Matilde: As ideias são selvagens, Pompom. Não seja ingênuo.
Pompom: Não estou sendo ingênuo. Eu olhei bem fundo no olhar deles!
Matilde: E você viu honestidade?
Kekekê: 99% das vezes são pura selvageria e aleatoriedade.
Pompom: E como vocês descreveriam o Random?
Matilde: O Random ao menos é aleatório, na medida da sensatez.
Pompom: Mas a sensatez não é algo que deve ser medido…

[Os três conversaram por horas, até que Pompom se despediu e ficou apenas o casal.]
Matilde: E o que você estava pensando, mesmo?
Kekekê: Já me esqueci! Não deveria ser importante.
Matilde: Que cheiro de queimado é esse?
Kekekê: MEUS BOLINHOS DE CHUVA!!
*o duende levanta correndo*
Matilde: Você não deve pensar em bolinhos de chuva. Deve SENTIR o bolinho de chuva. Espero que dê para salvá-los!

Raccoon Tales

O primeiro dia do ano é sempre muito esquisito, pois ainda pode não parecer apropriado colocar outra data de ano. Nem sempre estamos prontos para virar a página do calendário!

Na fazenda “Os Bichinhos Felizes”
Marcy: Tuta! Tuta! TUUUUUUUUUUUUUUTA!
Tuta-sama: *deitada na sua cama, em seu quarto* Céus! É o apocalipse de coelhas gritonas?
Marcy: Que horror, querida irmã! É assim que você me trata?
Tuta-sama: Não sei o que você queria, pois estou DORMINDO. De repente, uma maluca entra no meu quarto, e simplesmente grita meu nome. Não use meu nome em vão, hein?
Marcy: Tá bom. Tá bom.
Tuta-sama: Já fui legal demais em deixar a fazenda em suas mãos, enquanto estive fora. Agora que estou aqui novamente, só quero descansar.
Marcy: Mas hoje é o primeiro dia do ano!
Tuta-sama: Não há lei que impeça, guaxinim nenhuma de descansar no primeiro dia do ano!
Marcy: Tá.
Tuta-sama: Não me venha com tá! Me deixe descansar. Eu virei o ano viajando para cá, e eu não quero saber.
Marcy: Tá bom.

[Horas depois, a milionário decide que vai levantar.]
Tuta-sama: Isso que foram boas horas de sono! Vamos ver, vou checar como Marcy está se saindo.
[Tuta desce as escadas, após se arrumar. A coelha está na sala de estar.
Marcy: *assobiando alegremente enquanto prepara o café da manhã*
Tuta-sama: Marcy! Marcy, bom dia.
Marcy: Ah! Olá, bom dia irmã. Como está? Não mais mal humorada, agora?
Tuta-sama: Não sei do que está falando.
Marcy: Tá bom! Escute, eu tenho que te perguntar algo.
Tuta-sama: Pergunte, então. Estou morrendo de fome, posso ir comendo enquanto você pergunta?
Marcy: Sim! Sirva-se.
[Tuta-sama senta na cadeira, e começa a tomar sua xícara de chá.]
Marcy: Prepare-se! Pois nesse momento te farei uma pergunta muito interessante.
Tuta-sama: Uma pergunta interessante! ME parece um desafio. Pergunte de uma vez, então.
Marcy: Como é que você virou o ano, viajando?
Tuta-sama: Meu voo era de uma três horas. Começou às onze horas da noite. Simples assim.
Marcy: Não é tão simples assim!
Tuta-sama: Como não? Me traga papel e lápis. Eu desenho e te explico, uso até diagramas se for necessário!
Marcy: Não é isso.
Tuta-sama: Então o quê é, minha querida irmã?
Marcy: A questão é a seguinte, nós não mudamos de tempo realmente por aqui.
Tuta-sama: AAAAAAAAaaaaah. É. Nas histórias da Moon, não.
Marcy: Então você captou o que eu queria dizer!
Tuta-sama: Acho que sim.
Marcy: Então explique-se, irmã.
Tuta-sama: Tá. Vamos ver…
Marcy: Estou esperando. E olha que já tomei café! Essas duas orelhas irão prestar bastante atenção nas suas palavras.
Tuta-sama: Então serei cuidadosa para atender suas expectativas.
Marcy: Que bom!
Tuta-sama: Eu estava viajando entre o espaço tempo, oras.
Marcy: Não era esse tipo de explicação que eu esperava…
Tuta-sama: Ainda bem! Significa que te surpreendi.
Marcy: E desde quando você gosta de fazer isso?
Tuta-sama: Ora! Desde sempre. Mas faço isso de maneira mais sutil.
Marcy: Está explicado.

— FELIZ ANO NOVO, que seja o ano que tudo dê certo, na melhor medida do possível! Cuidem da saúde, queridos leitores. 😀