Locutor-sama: As crianças ficaram com o Kekekê e o ogro mordomo, enquanto Matilde estava na manicure. E os gêmeos reclamaram de um problema para o pai deles.
Zezé: Como nós vamos entender o que o ogro fala?
Tadeu: É só grofa, grofa e mais grofa!
Zezé: Você não tem um dicionário, papai?
Kekekê: A língua dos ogros é muito complexa para vocês entender, crianças. Eu e sua mãe só aprendemos na faculdade!
Zezé e Tadeu: Tem dicionário ou não?
Kekekê: O que importa é o som, não as palavras do que ele fala.
Zezé: E como a gente vai entender o que ele fala?
Kekekê: Tipo… Por desenhos?
Tadeu: Gostei da ideia!
Zezé: Será que ele é tão bom em desenhos quanto em pular corda?
Kekekê: Ah! Você está, meu caro amigo ogro.
Ogro: Grofa grofa. Grofa?
Kekekê: Lógico que somos amigos! Enfim, você pode brincar com as crianças? Estou fazendo um balanço das minhas despesas.
Ogro: Grofa grofa! Grofa?
Kekekê: Sim, elas querem que você desenhe para eles.
Ogro: Grofa…
Kekekê: Como assim, desenhar é inútil porque não emagrece?
Ogro: Grofa!
Kekekê: Você desenha, mesmo assim? Obrigado! É muito gentil de sua parte!
Ogro: Grofa!
Kekekê: Pode deixar, eu fico sossegado.
Zezé: Oh! O ogro chegou!
Tadeu: Ogro mordomo!
Ogro: Grofa!
Zezé: Não precisa fazer posição de sentido!
Tadeu: Nós não gostamos de brincar de soldado.
Ogro: *começa a escrever alguma coisa*
Zezé: “O que vocês querem que eu desenhe?”
Tadeu: Ainda bem que já sabemos ler, não é?
Ogro: Grofa!
Zezé: Acho que ele está impaciente.
Tadeu: O que ele podia desenhar?
Zezé: Já sei! Um unicórnio!
Ogro: *desenha o que foi pedido*
Zezé: Isso… Não é um unicórnio!
Tadeu: É um pônei com uma cenoura cabeça.
Ogro: Grofa!
Zezé: Acho que ele ficou ofendido.
Tadeu: Será que ele não sabe desenhar?
Ogro: Grofa…
Zezé: Ele ficou chateado…!
Tadeu: Nos desculpe, senhor ogro!
Zezé: Nós não queremos deprimir o senhor, Ogro Mordomo!
Ogro: Grofa!
Tadeu: Aliás, como é seu nome de verdade?
Ogro: Grofa! *cruza os braços*
Zezé: Ele não quer contar?
Tadeu: É o que parece!
Zezé: Alguma ideia para convencê-lo?
Tadeu: Não sei bem. E você?
Zezé: Se eu tivesse, eu não teria te perguntado.
Ogro: Grofa, grofa!
Zezé: O que será que ele está dizendo?
Tadeu: Será que é para nós deixarmos para lá?
Zezé: Nós podemos deixar para lá…
Ogro: Grofa! *respira aliviado*
Tadeu: Deixar para lá o quê?
Ogro: Grofa! *começa a escrever no papel*
Zezé: Osório?
Tadeu: Osório? Vamos chamá-lo de Ogrosório!
Ogro: Grofa!
Kekekê: Crianças, do que o ogro vai se arrepender?
Zezé: É o nome dele! Osório!
Tadeu: Mas a gente vai chamar ele de Ogrosório!
Kekekê: Algo me diz que fazem muito esse trocadilho com o seu nome, não é?
Ogro: Grofa… *deprimido*
Nunca diga nunca, mais! Ou é nunca diga nunca mais?
No escritório da autora, em Happy Green Things.
Moon: O que faremos, narrador, boneco de palito?
Locutor-sama: Sobre o quê exatamente, senhorita Moon?
Moon: Sobre essa vontade incrível de não fazer nada de interessante.
Random: Não é vontade de comer bolo de chocolate?
Moon: Pombas! O boneco de palito viu por trás de mim.
Locutor-sama: Isso é porque está usando uma blusa com um bolo de chocolate desenhado.
Moon: Minha nossa! A minha blusa está… Desenhando meus pensamentos??
Random: Não acho que isso seja possível!
Locutor-sama: O meu amigo Random tem razão, senhorita Moon. Não pense que uma coisa dessas seja-
Moon: (o desenho muda para uma estrela do jogo de Mário)
Locutor-sama: Honestamente? Isso é bem estranho.
Random: Ela roubou a ideia de algum lugar
Moon: Na verdade, estou fazendo uma referência! Não estou roubando ideia nenhuma.
Random: Será que ela está fazendo referência a Matilde?
Locutor-sama: Será?
Moon: Não entre na zombaria dele, narrador
Locutor-sama: Acalme-se, senhorita Moon. Estávamos apenas brincando.
Random: Onde está seu senso de humor?
Moon: Hm… Talvez ele ainda esteja dormindo, aquele preguiçoso!
Random: Muito preguiçoso.
Locutor-sama: Ele deveria levantar-se da confortável cama e fazer o seu trabalho.
Random: Não se faz mais senso de humor como antigamente.
Moon: Nós estamos perdendo o foco principal da história.
Locutor-sama: Mas pensei que o foco fosse sobre conversas aleatórias com a autora.
Random: Tá escrito aqui no roteiro.
Moon: Que roteiro? Eu não escrevi nenhum roteiro.
Locutor-sama: Mas o Random escreveu.
Random: Ou melhor, eu desenhei! Não está vendo meus talentos artísticos? *mostra a folha*
Moon: Por que estou cabeçuda e com cara de brava?
Locutor-sama: Porque é estilo artístico dele.
Random: Eu tentei fazer o tipo “chibi”, mas acabei falhando.
Locutor-sama: E então foi criado o “estilo que era para ser chibi mas acabou ficando dessa forma”!
Random: Não é um estilo legal?
Moon: Sim, sim. E um estilo ótimo.
Random: Ela está entediada?
Locutor-sama: Nós não somos divertidos o suficiente para entendê-la. Uma pena! Nossas habilidades cômicas não estão sendo reconhecidas.
Random: O “show business” é realmente muito complicado.
Locutor-sama: Nós nunca vamos realizar nossos sonhos de tornamo-nos artistas.
Random: Vou ter que voltar para a casa da mamãe!
Moon: Vocês são personagens cômicos e dramáticos, ao mesmo tempo.
Locutor e Random: Muchas gracias!
Moon: Muito cômicos, de fato.
Locutor-sama: Temos que finalizar isso, Random.
Random: Eu concordo.
Moon: E como vocês vão fazer isso?
Random: Tragam o bolo!
*Um bolo gigante de chocolate é empurrado em um carrinho trazido pelo Comofas, o gorila*
*O bolo é aberto e o P-san saiu vestido de Mário*
P-san: It’s-a-me, Pablo!
Moon: Estou cercada de “artistas”! *bate com a mão na testa*
“Ninguém me liga, ninguém me quer…” Ainda bem! Pois odeio atender o celular.
Locutor-sama: Kekekê estava com a sua família (incluindo o ogro) no supermercado. E isso inclui a fada Matilde, também.
Matilde: O que quer dizer com “isso inclui a fada Matilde”??
Kekekê: Matilde, o Locutor-sama está no modo “narrador observador”, sendo assim, não dá para interagir com ele.
Locutor-sama: Siga o som da minha voz…
Matilde: E agora ele está zombando de mim!
Zezé: Onde será que ele está escondido?
Tadeu: Ele não está escondido! Está invisível.
Ogro: Grofa grofa. Grofa!
Zezé: O que foi que ele disse?
Tadeu: Grofa! Ele só sabe dizer isso.
Zezé: É um vocabulário um tanto limitado, o dele.
Tadeu: Mas ainda assim, pula corda muito bem.
Matilde: Ele quis dizer que o Locutor-sama não está em um lugar que qualquer um de nós possa alcançar.
Zezé e Tadeu: Ele tá no céu?
Matide: *bate com a mão na testa*
Kekekê: Deixe isso para lá, crianças. Matilde não está com muita paciência para explicar, e eu mesmo considero isso muito complicado.
Zezé: Mamãe não tem paciência para nada.
Tadeu: Nem para “nada”! Hahaha!
Zezé: Acho que ficaria melhor “nadar”!
Tadeu: É, de fato. Ou não dá para entender a piada.
Matilde: Ogro? O que há com você?
Ogro: Grofa, grofa grofa!
Matilde: O quê? Guardas interdimensionais?
Ogro: Grofa!
Kekekê: Ele… Tirou uma arma laser?
Matilde: Parece que sim.
Zezé: Grofa. Grofa? Grofa, grofa.
Matilde: É apenas um transportador de dimensões portáteis?
Kekekê: Ah, bom. Fico mais tranquilo em saber disso!
Zezé: Um negócio desses portáteis?
Tadeu: Vou pedir um desses para o Papai Noel!
Ogro: Grofa, grofa.
Kekekê: Seguro? De quê?
Matilde: O Kekekê não tem inimigos.
Ogro: Grofa. Grofa grofa!
Matilde: Nós não estamos falando do Kekekê?
Ogro: Grofa, grofa.
Matilde: Eu tenho inimigos? Mas eu-
Ogro: Grofa, grofa.*suspira*
Matilde: Está dizendo, em outras palavras, que tenho mania de perseguição??
Kekekê: Matilde! Todo mundo esta olhando…
Tuta-sama: Claro que tem mania de perseguição, sua fada louca. Não está vendo que o ogro protegeu o meu bom amigo??
Matilde: Tuta! O que faz no supermercado?
Tuta-sama: Me colocaram aqui. Fazer o quê! E quanto a você, o que faz no supermercado, Matilde? Da última vez que veio aqui, a polícia é que teve que tirá-la.
Zezé: Não foi daquela vez que abrimos os pacotes de papel higiênico?
Tuta-sama: Oh! É, não foi bem culpa da Matilde.
Tadeu: Ou da oura vez que fizemos uma fogueira para brincar de índio?
Tuta-sama: Como é que vocês trazem esses dois delinquentes adoráveis junto com vocês?
Kekekê: Eles nunca fizeram nada comigo, no supermercado.
Tuta-sama: Então de qualquer forma, foi culpa da Matilde?
Matilde: Não foi culpa minha!
Ogro: Grofa! *bate de leve no ombro da Matilde*
Tuta-sama: Está vendo? Até seu parente está te consolando.
Kekekê: Ai, ai… Os seguranças já tão olhando para a gente! *esconde a cabeça no gorrinho*
Grandes poderes exigem grandes ideias! Ou grandes ideias exigem grandes responsabilidadeas?
No escritório da autora, no Estúdio Happy Green Things.
Moon: Grandes poderes exigem grandes ideias ou grandes ideias exigem grandes responsabilidades?
Locutor-sama: Oi? Falou comigo, senhorita Moon?
Moon: Falei. Vou ter que repetir a pergunta?
Locutor-sama: Não precisa. Apenas olharei no roteiro.
Moon: Certo, certo.
Locutor-sama: Acho que ambas estão corretas.
Moon: Hm. Virou resposta de questões com alternativas, é?
Locutor-sama: Mas é verdade, senhorita Moon.
Moon: Não sei. Ficou soando um tanto “Homem-Aranha” não concorda?
Locutor-sama: Não vejo nada de errado com isso.
Moon: Deixando a identidade secreta do Peter Park de lado…
Locutor-sama: O correto é “Peter Parker”!
Moon: Jura? Quer dizer que disse o nome dele errado todos esses anos?
Locutor-sama: Não. Imagino que você apenas digitou errado, dessa vez.
Moon: Ah! Isso me deixa mais tranquila.
Locutor-sama: Ainda bem. E sobre o que mais queria falar?
Moon: Sobre… *pensa um pouco de olhos fechados* Ah! *abre os olhos* Escrever é uma baita responsabilidade, não acha?
Locutor-sama: De fato, é. Tem que se preocupar com muitas coisas! Mas tudo na vida exige grande responsabilidade, autora.
Moon: Tem razão, tem razão.
Locutor-sama: Você parece entediada, senhorita Moon.
Moon: Estou apenas pensando em ideias novas.
Locutor-sama: Ideias novas! E quanto as ideias antigas?
Moon: Elas ainda estão aí, caro narrador! Apenas devem se renovar um pouquinho.
Locutor-sama: Não gosto nada disso, senhorita Moon. Está falando de… *pausa dramática* Reescrever?
Moon: Não, chega dessa palhaçada. Reescrever é como uma sabotagem automática!
Locutor-sama: Quis dizer “auto sabotagem”.
Moon: Mas você gosta de me corrigir, hein? Sei muito bem que é isso.
Locutor-sama: Certo, certo.
Moon: Escrever é muito trabalho, de fato. Porém, como muitos escritores dizem “escrevo para manter minha sanidade”!
Locutor-sama: O que é bem estranho, pois muitas vezes você acaba ficando insana escrevendo.
Moon: Não se pode ter tudo na vida, meu caro narrador.
Locutor-sama: É, de fato. Não é por isso que as pessoas acabam se esforçando tanto? Para se ter tudo na vida
Moon: A vida é curta para se ter tudo, Locutor.
Locutor-sama: É, é. Sim! Eu acho.
Moon: Eis uma frase legal para acabar uma história.
Locutor-sama: Esse post ainda não acabou, senhorita Moon.
Moon: É, não acabou. Que droga… Ia dar um desfecho lega!
Locutor-sama: Não se preocupe muito com isso.
Moon: Mas eu tem uma imagem a zelar!
Locutor-sama: Imagem a zelar! Não se incomode com essas coisas. Sério. Viva a vida sem preocupações, e será feliz.
Moon: Isso é impossível!
Locutor-sama: Ninguém disse que viver é fácil.
O sono dá mais sono ainda, e o Animal Crossing dá fome.
Na varanda do Estúdio Happy Green Things.
Moon: P-san, P-san! Onde está você, P-san?
P-san: Estou aqui. Mas não me chame de P-san… Me chame de Pixie!
Moon: Tira essa peruca roxa, P-san. Está ridículo e não combina com seus olhos.
P-san: Não combina com meus olhos? Você acha? Que coisa… E pensava que combinava perfeitamente comigo.
Moon: P-san, diga algo para me divertir!
P-san: Não sei. E você não devia estar dormindo? Escrevendo para o seu blog onze horas da noite…
Moon: Estou atrasada com o blog e daqui a pouco vem dezembro!
P-san: Atrasada no cronograma, hein? E você quer que eu a divirta? *coloca óculos escuros* Está sem ideias para piadas genias? *tira os óculos escuros* Bloqueio criativo? P-san ajuda.
Moon: Nah, eu só queria dar umas risadas mesmo.
P-san: Eu tenho cara de palhaço? *coloca nariz e a peruca de palhaço que tirou do bolso* Diga para mim, eu tenho cara de palhaço?
Moon: Pfft- *começa a rir* Está na cara que você não pode colocar um nariz de palhaço, seu pinguim maluco!
P-san: *tira a peruca, e pega o nariz de palhaço que caiu* É, você tem razão. Então? Satisfeita?
Moon: De certa forma, P-san. Mas fico imaginando uma coisa…
P-san: Hm? O quê?
Moon: Por que Animal Crossing dá fome?
P-san: Porque é um jogo que inspira a tranquilidade, e consequentemente dá fome.
Moon: É uma boa explicação.
P-san: Está com uma cara de sono, hein? Sem falar nos bocejos… Vá dormir, é bom para a sua beleza.
Moon: Sono de beleza não resolve nada para quem está atrasada em um cronograma- HAHAHAHA! Pepinos na sua cara!
P-san: Eles são úteis para máscaras de beleza.
Moon: Eu nunca vou entender essas coisas.
P-san: Não se preocupe muito com isso.
Moon: Talvez seja melhor eu descobrir os mistérios da vida.
P-san: Essa hora da noite acho difícil. Quem sabe não encontra as respostas que quer nos seus sonhos?
Moon: Impossível! E eu quero terminar isso até o dia dez.
P-san: Em que dia esta?
Moon: No quarto de dezembro.
P-san: Não vale o esforço. Está com sono, e está ficando tarde. Quer saber de uma coisa? Termine essa historinha amanhã.
Moon: O.K.
No dia seguinte (do mundo real)
Moon: P-san! P-san!
P-san: Olá, autora. Dormiu bem?
Moon: Sim, eu dormi. Sonhei até que estava usando uma peruca colorida estilosa… Mas isso não vem ao caso!
P-san: Então, o que aconteceu?
Moon: Esqueci a piada que ia terminar esse post!
P-san: Acontece. *bate de leve no ombro da autora*
Moon: De onde veio essa peruca de Lady Gaga??
Um cenário familiar, uma fada nervosa, um duende simpático e um ogro.
Locutor-sama: Kekekê estava no apartamento da Matilde, cuidando das crianças com o seu mais novo amigo, o ogro. E a Matilde estava lá, também. Tentando fazer meditação para acalmar os ânimos.
Ogro: Grofa grofa grofa.
Kekekê: Você não sabe falar o nosso idioma, ogro?
Ogro: Grofa grofa grofa?
Kekekê: É, de fato você não precisa saber para brincar de pular corda.
Ogro: Grofa, grofa, grofa!
Kekekê: Brincar de pular corda para emagrecer? É, nada como unir o útil ao agradável.
Zezé: Hein? Ele se acha gordo?
Tadeu: Você não é gordo, é rechonchudo!
Zezé: Que nem o papai.
Tadeu: E você é ogro que mora com ele…?
Matilde: *aparece do nada* QUEM?
Ogro: Grofa grofa grofa!
Matilde: Mordomo! Para quê o Kekekê precisa de um ogro mordomo?
Ogro: Grofa grofa grofa. Grofa! Grofa grofa.
Matilde: Ordens da Tuta? Bah! E eu não deveria me intrometer? Ora, seu ogro mordomo!
Zezé: Qual o o problema dele ser mordomo?
Tadeu: É bem melhor do que ele ser abajur!
Matilde: Tsc. *coloca a mão na testa* Eu não vou conseguir meditar, coisa nenhuma desse jeito!
Ogro: Grofa grofa. Grofa grofa? Grofa! Grofa.
Matilde: Mas o quê-
Ogro: Grofa, grofa? Grofa grofa….
Matilde: Isso não é da sua conta!
Ogro: Grofa, grofa.
Kekekê: Hein? Eu não estava prestando atenção em você, ogro. Estou com outra coisa na cabeça.
Matilde: O quê?
Kekekê: O quê o quê?
Matilde: Ah! Deixa para lá.
Zezé: Se está preocupado, compartilhe conosco!
Tadeu: Família é para isso mesmo!
Zezé: E para jogar torta na cara!
Matilde: Torta? Quem ensinou isso para vocês?
Kekekê: Os gêmeos encontraram fotografias antigas da minha família no campeonato anual de tortas na cara.
Matilde: Sua família era esquisita. Ah! E sua preocupação?
Kekekê: Oh, é meu amigo Barman. Ele está com problemas.
Matilde: Problemas com a tapada da Hello?
Kekekê: Não diga uma coisa dessas na frente das crianças, Tilde. A Hello não é…. Bom, ela é bastante distraída.
Matilde: E é só isso o problema dele?
Kekekê: Ele está com um problema sério de amor, e você diz que “é só isso o problema dele”?
Matilde: Amor não é problema quando não se é correspondido! É apenas platônico. Que é o nome bonito para amor platônico…
Ogro: Grofa, grofa.
Matilde: Não é bem isso o significado? Ora, quem se importa com o verdadeiro significado?
Ogro: Grofa-
Matilde: Ora, cale a boca seu bobão.
Kekekê: Matilde!
Matilde: Esquece. Eu vou voltar a meditar. E que talento tem esse ogro em pular corda, e dar palpite ao mesmo tempo. Eu o parabenizo por isso!
A letra da música não importa, na verdade importa sim! É, eu não consigo me decidir.
Na Casa do Random.
Capitão Yay: O que há com as músicas nos dias de hoje? As letras só falam de unicórnio comendo paçoca, de ursos e seu amor por mel, de duenditos fazendo rap!
Random: *batendo uma bolinha contra a parede*
Capitão Yay: Random, você está me escutando?
Random: Oi? Você disse algo sobre amor por mel? Eu não sabia que gostava tanto assim de mel…
Capitão Yay: Estou falando de letras de música.
Random: Eu também. Lembra quando eu cantei “Hello” da Adele no telefone?
Capitão Yay: Lembro, mas eu não escutei até o final.
Random: Isso foi muito rude da sua parte.
Capitão Yay: Eu não gosto de Adele.
Random: Céus! Você não gosta de nada. E está muito mal humorado para o meu gosto!
Capitão Yay: Eu não estou mal humorado.
Random: Já sei o que vamos fazer! Compras, isso irá animá-lo.
Capitão Yay: Mas eu não-
Horas depois que eles saíram, chegaram ao lugar do destino.
Random: Aqui estamos!
Capitão Yay: Nós não vamos contratar um camarão voador para ser nosso meio de transporte.
Random: Como não? Faz muito sentido!
Capitão Yay: Só se for para você.
Random: Cap, não está agindo como se fosse algo incomum.
Capitão Yay: Sei muito bem que não é algo incomum! Mas, mesmo assim acho preferível um porco voador do que um camarão!
Random: Se você diz…
Capitão Yay: E sabe de uma coisa? Eu prefiro comer alguma coisa do que fazer compras.
Random: Então vamos comer nachos!
Capitão Yay: Eu não gosto de nachos.
Random: Céus… Você e mais chato do que o Locutor-sama! E olha que isso é bem difícil.
Capitão Yay: Eu… Talvez eu goste um pouquinho de nachos.
Random: É assim que se fala! Você não vai se arrepender de comer algo fora do costume!
Capitão Yay: Já entendi, já entendi. Mas só porque eu não quero ser mais chato do que o rei dos chatos, o Locutor-sama!
Random: Sei, sei. É o que todos dizem!
Dias depois, na Casa do Capitão Yay
Capitão Yay: Os nachos foram até uma boa ideia, será que o Random aceita sair comigo de novo? *ouve uma campainha* Quem será?
Random: *atrás da porta* Capitão Yay! Trouxe uma surpresa para você.
Capitão Yay: Uma surpresa? *abre a porta* Minha nossa! É um automóvel em forma de porco voador!
Random: Hehehe! Você gostou? Feliz aniversário!
Capitão Yay: Mas hoje não é meu aniversário.
Random: Então é o seu desaniversário! Fique com o presente, sério.
Capitão Yay: Obrigado, acho. E andou assistindo Alice no País das Maravilhas? Queria que você não fosse tão influenciável…
O dezembro chegou! Mas as decorações de natal e os panetones chegaram primeiro.
O escritório da autora em Happy Green Things.
Locutor-sama: A história de hoje é sobre uma autora que está atrasada nas histórias do blog. Novamente.
Moon: Você não pode me obrigar! *escondida em baixo da mesa*
Cola-sama: Como assim? Se eu não obrigá-a a escrever para o blog AGORA, você não escreve nunca mais.
Lalali: Ela escreve, sim.
Hércules: Daqui a um mês?
Lalali: Hércules, você foi contagiado pelo espírito negativo da Cola-sama!
Hércules: Eu estava sendo realista. A autora é muito distraída! Ela acaba retornando as coisas apenas mais tarde, quando se lembra delas.
Moon: Sniff… Eu falhei com o Kekekê. Tinha planejado uma série de historinhas para ele. Deixei de lado! De novo!
Cola-sama: O problema é as histórias com continuação… É normal acontecer isso com você.
Moon: Isso não aconteceu quando eu escrevi o AU do RPG A La Random!
Cola-sama: É um problema seletivo.
Moon: Oh, ótimo! Muito obrigada.
Lalali: Você não está ajudando, Cola-sama.
Hércules: Hm… Então ela podia escrever um AU.
Moon: Sigh… Nem a minha adorável equipe está querendo me deixar descansar.
Locutor-sama: A escrita é um exercício para manter a sua sanidade.
Cola-sama: Exato! E você está agindo como fosse uma criança sendo obrigada a comer brócolis.
Moon: Mas eu também não gosto de brócolis.
Cola-sama: Isso explica muita coisa.
Moon: O que está insinuando?
Hércules: Ela não está insinuando nada. Não é, Cola-sama?
Locutor-sama: Se isso servir de consolo, eu também não gosto (muito) de brócolis.
Hércules: Não há nada de errado em não gostar de brócolis.
Cola-sama: Vegetais são importantes para uma refeição balanceada.
Lalali: Pessoal… Nós não estamos perdendo o foco do assunto principal?
Cola-sama: Claro que alimentação é o foco principal! Afinal, se não comermos adequadamente…
Locutor-sama: Interessante. Como isso virou um post sobre dar palpites de nutrição?
Moon: Mistérios da noite.
Random: E do meio dia!
Locutor-sama: Chegou atrasado, amigo Random.
Random: Trânsito!
Locutor-sama: De camarões voadores?
Random: Sim!
Moon: Você usa camarão voador?
Random: Claro que não! Eu uso porco voador.
Cola-sama: E um porco voador faz muito mais sentido!
Random: Foi o que falei para o Capitão Yay. Mas ele queria porque queria um porco voador!
Locutor-sama: Acho que ele preferia um carro, ou uma moto.
Random: Bobagem! Ele não ia querer uma coisa dessas.
Moon: Talvez um balão?
Random: Oh! Para dar a vontade ao mundo em oitenta dias!
Cola-sama: Ei! Para onde vocês vão?
Lalali: Para lá?
Hércules: O problema da autora está resolvido.
Cola-sama: Que visão positiva do futuro!
♫ Pode fechar os olhos, mas não pode negar. ♫
[Barman tinha acabado de se arrumar, quando ouviu alguém arranhar a porta do quarto dele.]
Barman: Mas o que é isso? *abre a porta e encontra o Ramsés segurando uma bolsinha na boca* Ramsés!
Ramsés: *joga a bolsinha no chão* Bom dia. Abra a bolsinha, sim?
Barman: Bom dia… *se abaixa para pegar, abre a bolsinha em pé* Mas o que é isso?
Ramsés: Não está vendo? É um convite!
Barman: Para um restaurante chique.
Ramsés: Isso mesmo! Vá no horário, sim? E se vista de maneira formal.
Barman: Está bem, mas…
Ramsés: Só apareça lá e ponto final.
De noite, em um belo restaurante.
Recepcionista: Seu convite, senhor.
Barman: *entrega o convite*
Recepcionista: Tudo certo. A sua senhora já chegou…
Barman: Minha senhora? Mas o quê-
*O recepcionista aponta para a mesa que a Hello está*
Hello: O-oh! Você veio! *levanta da cadeira*
Barman: Si-sim, eu vim.
Hello: Vamos, vamos! Sente-se.
Barman: Obrigado. Por que você me convidou…?
Hello: Ora, quer algo melhor do que um jantar para ficar animado?
Barman: Bom… Pode ser.
Hello: Não precisa ficar desanimado! Como eu te convidei, eu pago! Então, pode pedir o que quiser.
Barman: Tem certeza? *olha para o menu do restaurante* Os preços não parecem muito…
Hello: Ora, claro que tenho certeza!
[Barman escolhe o que vai pedir e Hello também.]
Hello: O problema é esperar a comida chegar! Espero não morrer de fome até lá. *coloca a cabeça na mesa*
Barman: Eu tenho certeza que você sobrevive até lá.
Hello: Oh! *leva a cabeça* E então? Que história é essa de você estar chateado?
Barman: Hã? *surpreso* Não é… Nada de muito importante!
Hello: Mas é claro que é importante. Acha que eu vou simplesmente deixar você ficar assim, sem fazer nada para mudar isso?
Barman: Eu agradeço a sua preocupação, mas não precisa se preocupar comigo.
Hello: É claro que eu preciso! *soca a mesa*
[As pessoas em volta olham para os dois]
Hello: Opa! Exagerei. Hehehe…
Barman: Bom, eu não sei se devo falar.
Hello: Por que não deveria?
Barman: Porque é a Moon que está escrevendo essa história. E ela provavelmente não vai me deixar falar.
Hello: Absurdo!
Barman: Mas é a verdade!
Hello: Barman, essa injustiça não pode continuar acontecendo. *pega na mão dele* A ditadora deve ser vencida! Ou convencida. Você não-
Barman: *tira as mão da Hello rapidamente* Não se preocupe! Eu já estou melhor! Olhe só, a nossa comida chegou.
Os dois jantam em silêncio. Barman aparentemente parece mais animado, mas Hello continua observando-o desconfiada.
Barman: Muito obrigado, Hello. E desculpe por deixá-la preocupada.
Hello: Se tiver algum problema… Pode me dizer, ouviu?
Barman: Tudo bem, eu vou me lembrar disso.
PÁ! Não, é PÁ! Pá? É apenas um telefonema, afinal as mães sabem de tudo.
Na Casa Verde, quarto da Hello.
Hello: Vamos ver, deixa eu pensar um pouco! *senta em cima da cama* Qual é o número da minha mãe?
Ramsés: Agenda do celular.
Hello: Eu não consigo me lembrar…
Ramsés: Você ouviu o seu gato falar sobre A AGENDA DO CELULAR?
Hello: Agenda do celular? Mas…
Ramsés: Olhe o telefone da sua mãe na agenda do celular. Simples!
Hello: Oh! Meu gato é realmente muito esperto.
Ramsés: Não é questão de ser esperto, e sim de bom senso!
Hello: Quem tem bom senso não é automaticamente esperto?
Ramsés: Ligue para a sua mãe de uma vez!
Hello: Tá, tá, tá! Calma! *olha a agenda do celular e usa o telefone* Mãe? Cê tá aí?
Heloísa: Óbvio! Alô, Hellen. O que há de novo?
Hello: Bem, a sua filha tem um problema.
Heloísa: Um problema, hein? Pois bem! Diga para a mamãe qual o problema.
Hello: Tenho um amigo que está chateado-
Heloísa: Pobre Barman! E porque está chateado?
Hello: Como sabe que é o Barman?
Heloísa: Eu sei de tudo. E quer ajuda sobre o que fazer a respeito?
Hello: Fiquei pensando em levá-lo para jantar.
Heloísa: Oh, que os céus me levem! Leve o homem para jantar, filhe. Vá em um restaurante chique, e não se esqueça-
Hello: Sim, mãe, já sei. Quem convida, paga.
Heloísa: Muito bem! Fico contente que ainda lembre disso.
Hello: É praticamente a sua frase, mãe. E o que devo fazer?
Heloísa: Pense em romance, minha filha. Você sabia o quanto eu demorei para- *espirra* Ah, bolas! Maldição. Essa alergia acaba comigo.
Hello: O que você ia dizer? E saúde.
Heloísa: Romance é algo difícil, acho que deve ser algum problema no bom senso nas mulheres da família. Ah! Mas não se preocupe, filha. Somos todas muito cativantes, então vai dar tudo certo.
Hello: Tudo certo?
Heloísa: Exato! Ora, não é nada demais em arrumar um namorado.
Hello: Quem falou em arrumar um namorado?
Heloísa: *respira fundo* FRANCAMENTE! Faça como quiser, mas não se esqueça do que avisei. Um beijo para você e outro para a sua irmã;
Hello: Certo, tchau. *desliga o telefone*
Ramsés: E então? Vamos fazer isso, ou não?
Hello: Vamos fazer o quê? Não acho que o Barman queira que a sua chefe seja a sua namorada.
Ramsés: Eu poderia fazer um comentário sarcástico, mas vou evitar isso.
Hello: Quê? Ramsés! Eu não sei se…
Ramsés: Bah! É hora de dar um jeito nesse relacionamento.
Hello: Tá bem, tá bem.
