Está tudo uma bagunça, na nave espacial do pinguim P-san. A desordem fora resultado de um acidente, que aconteceu com ele, quando fugia de uma maratona de pássaros espaciais. E ainda por cima, ele quase estragou o carro de um advogado! Mas tudo deu certo, o pinguim deu um jeitinho para ajustar as coisas.
P-san: Ainda bem que eu tenho a sala arrumada, pelo menos! Ter lugar para dormir, enquanto arrumo os outros lugares… Claro, tive que começar pelo banheiro. Não sei como os brinquedos antigos foram parar ali! Mas ao menos pude devolver tudo para o antiquário. Cientistas malucos, antiquários de brinquedos… Essa foi uma boa história! Mas enfim. *fica parado e começa a pensar* É difícil ficar sozinho. E ficar falando sozinho!
[O pinguim olha na sala que está em sua volta. O único cômodo que estava 100% arrumado. Ao menos o banheiro estava em 75%. E os dormitórios 35% cada um.]
P-san: Não tem nada nessa sala, que pode me servir para companhia… Meu sinto um náufrago! Um náufrago no espaço. É melhor eu fechar o meu bico, pois a nave está funcionando.
[Ele checa o estado da nave, em um relatório apresentado pela televisão gigante e elegante.]
P-san: Tudo funcionando perfeitamente… Bem, eu tenho que cuidar da parte visual e estética, e não da parte de eletricidade. Minha nossa! Isso aqui é um brinquedo dos anos 80? Pensei que tinha devolvido todos ao antiquário!
[O pinguim abaixa-se para pegar um Cachorro Bombeiro.]
P-san: Ah é. O senhor do antiquário me deu de presente. Ainda bem! Posso conversar com um objeto inanimado! Estou muito encantado em te conhecer, senhor Cachorro Bombeiro. Sou o P-san.]
Cachorro Bombeiro: *apenas mexe a cabeça*
P-san: A coisa maluca dessa história dos brinquedos, é que muitos deles nem eram do mesmo lugar. Acompanhei o trabalho de catalogar cada brinquedo, em cada anos 80. Soa bizarro quando digo, mas é isso que aconteceu! Não houve apenas um anos 80… Houveram vários 1980, para ser mais específico.
Cachorro Bombeiro: *apenas mexe a cabeça*
P-san: *imita um cachorro latindo* Quem estou querendo enganar… Pinguins não latem! Ao menos nunca vi. Ainda bem que ninguém está me vendo, pagando esse baita mico. As coisas que um pinguim viajando em uma nave espacial, tem que passar…
[Uma máquina chama a atenção do pinguim, e está no corredor que leva aos dormitórios.]
P-san: Minha nossa! É minha máquina de efeitos especiais… Quanto tempo não via! Bem. Deve ser por causa do montão de livros, que tinha deixado em cima dela. Sou muito esquecido!
[P-san começa a mexer na máquina, apertando os botões aleatoriamente.]
P-san: Caramba! Encontrei um botão de som! “Latido de cachorro”
Cachorro Bombeiro: *som produzido pela máquina de efeitos especiais* Au, au!
É fácil dizer para outra pessoa mudar, mas é difícil quando se viaja em dimensões! São muitas opções para se escolher, e ainda por cima depende da época do ano.
A história é continuação de ontem.
O Festival das Tortas da Kevia, é um verdadeiro sucesso! Todos amaram a decoração de Marcy, as tortas… E finalmente era o momento de destaque do festival: Os dragões de Amigurumi! Eles moram no alto da Montanha dos Alpinistas Cabeludos… Que na atualidade da dimensão, viraram cabeleireiros. Mas isso é um detalhe. Marcy ficou encantada com os dragões, colorindo o pálido céu!
Marcy: Minha nossa… Nunca tinha visto nada igual! E olha que já vi coisas bem estranhas.
Vikki: E quais são as coisas estranhas?
Marcy: Coelhos nascendo de ovos, por exemplo. É bem esquisito.
Zebra Kevia: Nossa! Você viaja bastante, não?
Marcy: Viajo sim! Mas viajar entre as dimensões, foram poucas as vezes em que fiz isso. Isso é especialidade da minha irmã!
Tuta-sama: &aparece de repente* Ah, sim! A sua irmã tem um talento nada para viajante dimensional.
Marcy: *surpresa e sem palavras*
Zebra Kevia: Tuta-sama! A senhora apareceu.
Tuta-sama: Sim! Vim para fazer uma negociação de mercadorias, com o senhor Rivera… O que foi, Marcy? Você e essa cachorrinha estão tão espantadas assim, em me ver?
Vikki: Sim! Você é a famosa Tuta-sama. Praticamente uma lenda, por aqui.
Tuta-sama: Sim, eu sou famosa mesmo.
Zebra Kevia: É verdade que é uma guaxinim fantástica, e há muitas histórias que contam sobre a senhora por aqui… Mas minha amiga Vikki pensava que você não existia.
Marcy: Bem, mamãe sempre diz que suas filhas são boas de mais, e são ainda apor cima de verdade!
Tuta-sama: Mamãe diz isso porque é muito generosa.
Marcy: Mas que tipo de mercadorias, o senhor Rivera vende?
Tuta-sama: Várias coisas, mas meu interesse foi em seus marcadores de livros. Mas são para uma coleção, não é para vender. Não me olhe com uma expressão tão desapontada, irmã.
Vikki: Os marcadores são realmente colecionáveis! As crianças e adultos, gostam bastante da lojinha do senhor Rivera.
Zebra Kevia: É verdade. Muitos marcadores tem um significado especial… Qual deles a senhora comprou?
Tuta-sama: “Boa viagem” é um presente para você, Marcy.
[Tuta-sama entrega para Marcy um marcador de livro, com coelhos desenhados. São coloridos, representando as espécies daquela dimensão inusitada.]
Marcy: Puxa vida! Muito obrigada.
Vikki: A senhora pode me dar um autógrafo?
Tuta-sama: Mas é claro… Tome! *rasga uma folinha* Já tenho um, preparado. Estou ciente de que há muitas pessoas com quem conversar, e sempre deixo eles preparados.
Vikki: Mas… a senhora já escreveu até uma dedicatória…!
Tuta-sama: AH, não haveria como saber de antemão. A Senhora Zebra pediu-me para deixar um autógrafo, um bem caprichado, preparado para você.
Vikki: Puxa! Muito obrigada.
[O festival finalmente acabou com o show dos dragões voadores, eles pararam no chão para repousarem nas almofadas. Turistas tiravam fotos, e Marcy não foi uma exceção, apesar de ter ido ali para trabalho.]
Marcy: Obrigado por recomendar esse serviço! Foi muito divertido.
Tuta-sama: Sabia que você ia gostar! Não venho aqui com muita frequência, mas pensei em você quando ouvi sobre o Festival e a necessidade urgente de uma decoradora.
Marcy: Você é sempre bem-informada.
Tuta-sama: Lógico! É bom saber das coisas, quando viajamos. Nunca se sabe se temos que vestir algo de específico, para não ser confundido com um espião. Como na vez que visitei uma lavanderia…
Marcy: Deve ter sido interessante.
Tuta-sama: Muitíssimo! E tinha cheiro de roupa limpa. Ao menos isso.
Está na moda, entre todas as dimensões, datas comemorativas! Ou seria uma tradição? É uma linha tênue, estar na moda, ou estar tradicional!
Aqui quem fala é a Marcy. Mas não é uma Marcy qualquer… sou a coelha Marcy! A minha profissão e também minha especialidade é decorar festas. Meu tempo favorito é o Natal! Minhas cores inclusive, lembra essa época do ano. Mas o Natal já passou, e tenho que procurar outros serviços. E quando nessa dimensão não dá, eu vou para outros lugares!
Marcy: Finalmente cheguei na dimensão dos amigurumis! *pensando* É um lugar um tanto mágico… E colorido. Minha nossa, como o pessoal não se perde por aqui?
????: Temos um ótimo senso de direção, se você quer saber.
Marcy: Ah! Olá. Sério?
????: Sério. Olá! Meu nome é Vikki.
Marcy: Vikki. Eu sou Marcy! É a primeira vez que vejo uma cachorrinha colorida…
Vikki: Nossa! Então você não conhece por aqui, mesmo. E dá para ver que não é daqui… Pois não tem amigurumis de duas cores por aqui.
Marcy: Eu sou de pelúcia, na verdade.
Vikki: Agora está tudo esclarecido. Eu sou um guia turístico daqui. Você precisa de ajuda?
Marcy: Preciso! Fui contratada para trabalhar na decoração de um festival…
Vikki: Ah! O Festival das Tortas da Kevia.
Marcy: Esse mesmo! Ela se identificou como uma zebra. Sabe de quem me refiro?
Vikki: Claro! Todos conhecem a Zebra Kevia. Vamos, acompanhe-me. Cuidado para não esbarrar no senhor Rivera. Ele costuma passar por aqui, essa hora. Ele é um urso!
Marcy: Certo, certo!
[As duas vão andando, Marcy olha o olhar maravilhada. O lugar é muito aconchegante, apesar das casas lembrar formato de uma estante. Marcy começa a pular, e cachorrinha Vikki dá uma risadinha.]
Marcy: O que é tão engraçado?
Vikki: Você, pulando… Alô, seu Rivera!
[O urso acena para Vikki e Marcy, que parou de pular quando ele estava bem próximo.]
Marcy: Urso simpático!
Vikki: Sim, o senhor Rivera só é muito discreto. Chegamos à praça, e ali está a Zebra Kevia!
Zebra Kevia: Vikki! Aí está você… e a decoradora de festas. Olá, Marcy. Sua irmã que me recomendou. Ela disse que você faz festas extraordinárias!
Marcy: Ela disse isso? Mas sou decoradora, apesar de festeira.
Vikki: Acredito que ela quis dizer que, as decorações são a alma da festa.
Zebra Kevia: Ah, sim. FOI isso que ela disse. Sou tão distraída. Conto com o seu trabalho. Já tenho o dinheiro separado para comprar as decorações, e também o seu salário.
Marcy: Oh! Muito obrigada. Isso vai ajudar muito.
[Vikki se oferece para apresentá-las as lojas de decoração. Marcy explora animadamente os lugares, que tem as decorações mais impossíveis… Parecem coisas que se colocam na estante! Finalmente escolheu as coisas, até a Vikki deu uma ajudinha. Passou pelo urso Rivera, que apontou para almofadas para festas. Marcy gostou e resolveu comprar.]
Marcy: Pronto! Caramba, essas divisórias ficaram sensacionais… Mas é uma interessante tradição, dividir as mesas.
Vikki: No Festival das Tortas, é sempre assim. Pois tem uma divisão para as doces, salgadas, surpresas e a dos dragões.
Marcy: Dragões?
Vikki: Sim! Nós fazemos receitas, para alimentá-los. Mas não se preocupe, são animais muito amigáveis e respeitáveis.
Zebra Kevia: As almofadas para festas são para eles, inclusive!
Marcy: Bem que eu achei meio grande, essas almofadas…
São diversas coisas que você pode fazer durante o dia, mas não esqueça de cumprir as suas responsabilidades!
Estúdio de Criação da Moon, Happy Green Things.
[O Locutor-sama está andando no correndo, enquanto assobia uma musiquinha. Estava muito bem humorado. Quando chegou em frente da porta do escritório da autora, teve um pressentimento. Respirou fundo, e finalmente abriu a porta.]
Locutor-sama: Bom dia, senhorita Moon. Como estão as coisas hoje?
[O escritório está com cheiro de tinta. Há uma mesa colocada a mais, esta com jornal cobrindo-a. Em cima tem uma escultura em forma de coração, feita de papel machê.]
Moon: Ah! Olá narrador, eu só estou me relembrando de outros tempos.
Locutor-sama: É? Não vejo você com paciência para montar um negócio desses, se posso ser sincero.
Moon: Você já é bastante sincero, sem minha permissão, narrador. Não tem problema.
[Silêncio. O narrador está preocupado que tenha acontecido alguma coisa.]
Moon: Você está quieto, e que eu saiba não é seu dia de folga. Fale alguma coisa, Locutor-sama. O fato de eu estar pintando esta escultura, te incomoda? Não gosta da cor de vermelho que eu usei?
Locutor-sama: Está uma boniteza a escultura, e a cor fora muito bem escolhida. Não tenho muito o que dizer agora, pois realmente estou curioso em saber o porquê, de ser justo em formato de coração.
[Moon pensa um pouco antes de responder.]
Moon: É fácil de fazer. E estou querendo aprimorar meus talentos artísticos, nem que seja apenas na minha imaginação. Ou na minha dimensão. São quase a mesma coisa.
Locutor-sama: De fato, ela são. Mas estou preocupado.
Moon: Não há nada que se preocupar, meu caro Locutor. Eu só estou fazendo arte. Não há nada de errado nisso.
Locutor-sama: Está bem. Se você diz, senhorita Moon, está dito. Não tenho nada a acrescentar, então.
[Locutor resolve sentar-se no sofá do escritório, pensativo. A autora termina o seu trabalho e deixa ele secando em cima da mesa.]
Moon: Vou lavar as mãos. Não mexa em nada, nem na pelúcia do P-san que está sentada na minha cadeira!
Locutor-sama: Está bem. *olha em direção da cadeira, vê a pelúcia de pinguim ali*
Moon: Olhe lá, hein?
Locutor-sama: Só estou olhando!
[Moon faz sinal que está de olho, sai do escritório em direção do banheiro. O narrador fica sozinho com a escultura, e a pelúcia de pinguim. Locutor levanta do sofá, e vai até a cadeira da Moon.
Locutor-sama: Para quê ela trouxe isso aqui…
Pelúcia do P-san: *em silêncio, observando atentamente*
Locutor-sama: O fato da autora se preocupar em constar o que você está fazendo, pelúcia, significa que… *fala baixo* Você se mexe?
Pelúcia do P-san: *continua em silêncio*
Locutor-sama: Ah! Essas brincadeiras criativas, da senhorita Moon! *ri nervosamente* Realmente, não sei o que estava pensando…
[A autora retorna para o escritório, de mãos limpas.]
Moon: Que está fazendo, parado olhando para a pelúcia?
Locutor-sama: Só estava olhando autora, só estava olhando…
Entre pinguins e ursos, quem você prefere…? Absurdo pensar que tudo tem que ser escolhido, entre um ou outro.
O pinguim P-san andava tranquilamente, usando um boné para proteger seus olhos do sol. Também carregava uma bolsa de cor marrom para levar os livros, que ia devolver para a biblioteca da Cidade dos Cinco Monumentos. O sol estava alto, e mesmo que não fosse de uma espécie que não vive em um ambiente quente, ele teria calor mesmo assim. Mas é claro, ele é apenas teoricamente um pinguim.
P-san: Caramba! Se eu não precisasse tanto ter que devolver esses livros… O calor está de derreter gelos! E pessoas! E pinguins. Derreter todo mundo independente de ser um ser vivo ou não. É um calor daqueles! Estou falando sozinho, caminhando por uma estrada. *pensa um pouco* Será que pareço louco…? Provavelmente!
[P-san continua a andar, com seu jeito pinguístico de ser, até que ele começa a sentir uma presença atrás dele. Passos podem ser ouvidos, e começa a ficar incomodado. Resolve virar-se para acabar com sua curiosidade de uma vez por todas!
P-san: Mas o quê está me seguindo, afinal? *fala baixo*
[Vira para trás, e nada vê na primeira vez. Resolve procurar na bolsa, onde carregava seus livros, para ver de longe, seu bom e velho binóculos.]
P-san: Caramba! Estou sendo seguido por um urso de boné!
[Guarda seu binóculos dentro da bolsa.]
P-san: Inacreditável. Ele deve ter me escutado, porque apertou o passo… Eu hein! Não confio em ninguém de boné.
[O pinguim começa a andar mais rápido, e o urso continua seguindo-o. Desconcentrado, começa a correr e fica evidente para o urso lá atrás, que o pinguim estava, de fato, fugindo dele.]
P-san: Francamente… Só tenho me metido em fria! O que a autora está pensando, escrevendo uma coisa dessas para acontecer comigo? Grunf!
[O pinguim continua a correr, mas na estrada só havia árvores que ele podia se esconder. Mas ir para o lado chamaria muita a atenção, então continuou indo para a frente. Estava chegando próximo a um túnel, que era a entrada da cidade. Cansado dessa situação absurda, resolveu parar de correr para respirar.]
P-san: *respirando com certa dificuldade* Francamente! O que esse urso quer de mim, afinal? Um autógrafo que não é, tipos como esse nunca querem… Pensando melhor, estou delirando por causa do calor. De repente, o urso está apenas perdido!
[O Urso finalmente o alcança. Estava parecendo tão assustado quando o pinguim, quando tinha começado a correr.]
?????: P-san! Não está me reconhecendo? Sou o Urso Pimpão!
P-san: Pimpão! Minha nossa, eu não te reconheci de boné. Sabe, eu não confio em ninguém de boné…
Pimpão: Mas você também está de boné.
P-san: Ah. É. Verdade. O que faz por aqui?
Pimpão: Estava indo para a dimensão que tem aquela feira de Queijadinhas.
P-san: Essa estrada leva para a Cidade dos Cinco Monumentos. Você errou feio o caminho.
Pimpão: Aaaah. Ok.
P-san: Mas não vá embora! Conheço um lugar na cidade que vende queijadinhas tão boas. Vamos juntos, meu bom camarada.
Pimpão: Legal!
— Se alguém me perguntar, porque estou escrevendo histórias com o pinguim P-san… Não sei. Deu vontade.
Nem tudo precisa dar tanto trabalho… Se começa a dar trabalho, pense se você realmente quer tal coisa.
Há três personagem em uma jornada cheia de honra e heroísmo. Por causa disso, é uma história onde a categoria é Hello-san Legends. Hello começa com H. Enfim. Mas ela não precisa necessariamente ser a personagem principal.
Hello: Vocês duas! Eu preciso de personagens corajosas para uma aventura interessante.
Rosalina: Ah! E você não quer ir?
Alice: Isso é muito estranho.
Hello: Eu só vou dar a missão, não há nada de estranho nisso. E eu queria ir, sim.
Rosalina: Ufa, ainda bem.
Hello: De qualquer forma, vocês irão na Fonte da Interminável Glória para me trazer um pedaço de pizza.
Alice: Um pedaço de pizza.
Rosalina: Um pedaço de pizza, que deve ser muito boa.
Alice: Vamos ter que passar por uma fonte. Teremos que levar capa de chuva.
Rosalina: E guarda-chuva, também.
Hello: Quem disse que vocês terão que passar por água? Só estou dando a localização. É um lugar popular das fadas.
Na Fonte Interminável em Questão.
Rosalina: Não entendo o motivo da Hello não querer vir… Você entende, Alice?
Alice: E eu sei o que se passa na cabeça dela? Não. Nem você. É uma aventura, mesmo. Sem saber o que pode acontecer…
Rosalina: Mas só vamos trazer um pedaço de pizza. Que é um tanto estranho, sabe. Por que não uma pizza inteira?
Matilde: É uma pizza um tanto cara.
Rosalina: Ah! É a fada Matilde.
Matilde: Olá, Rosalina. Olá, Alice. Inclusive, vocês chegaram na hora do chá.
Alice: Chá… com pizza.
Rosalina: Minha nossa.
Matilde: Não é o que eu estou sugerindo, oras. E aqui é uma lanchonete. Vendemos pizzas também!
Rosalina: Interessante.
Alice: Vou aceitar o chá!
Matilde: Sabe que ia aceitar!
Dentro da lanchonete em questão.
Rosalina: Você disse que é uma pizza cara. Mas não explicou o porquê.
Alice: *tomando chá com pizza*
Matilde: É que os ingredientes são raríssimos. E só fadas conseguem encontrar. Há rumores que duendes e gnomos encontraram, mas a possibilidade ainda assim é baixa.
Alice: Os ingredientes são comestíveis?
Matilde: Não são comestíveis quando separados, mas no meio de uma masa de pizza se tornam.
Alice: Nossa!
Rosalina: Como é que isso funciona?
Matilde: Não sei.
Rosalina: Magia das fadas. Não é?
Matilde: Pode até ser, assim tudo fica mais fácil de explicar, não? Enfim. Levem o pedaço de pizza para a Hello.
Alice: Como você sabe que é para ela?
Matilde: Ela foi banida daqui, após querem comprar pedaços que equivalem uma pizza inteira.
Rosalina: Está explicado o motivo por ela não querer vir…
Alice: Mas não explica a questão, ela vai comer a pizza?
Rosalina: Realmente não sei. Mas imagino que vá, não?
Matilde: Não faço ideia. Mas vocês duas só podem comprar um único pedaço. Estão entendidas?
Alice: Sim! A Hello nos deu o dinheiro. *entrega um saquinho de balas para a Matilde*
Matilde: Ótimo! Essas balas são especiais… Fornecem energia para o mundo das fadas. Irei entregar para a dona da lanchonete.
Rosalina: Mas você está trabalhando aqui?
Matilde: Sim. É só uma substituição, uma amiga minha teve que ir ao dentista.
Alice: Ah.
Tudo parece mais interessante, quando adicionamos um pinguim em um cenário da vida real. Mas o que é vida real, nessa dimensão que existem pinguins de dois metros?
Há uma importante reunião acontecendo, na Empresa chamada Glória da Manhã, no planeta XT. Por alguma razão, o pinguim que é chamado de P-san, fora escolhido para cozinhar para todo mundo. E quando digo TODO MUNDO, quero dizer todos os presentes dentro da sala. O quê, ele não ia cozinhar para o planeta todo!
P-san: Que dia… Nunca pensei que perderia em uma partida de par ou ímpar! Talvez eu deveria ter escolhido ser um animal com polegares opositores.
[P-san está mexendo uma colher gigante, dentro de um caldeirão gigante. E ainda por cima, no topo de uma escada.]
P-san: Que história mais absurda! Não acredito que estou participando disso. Depois vou ter que conversar com a Moon, se posso simplesmente entrar numa padaria e comprar um pão. Céus! Isso aqui está me dando um baita trabalho.
[Há uma música ambiente, difícil de descrever pois não existe nada parecido. Não lembrei de dizer, mas ele também está com um chapéu de chefe de cozinha! E um avental.]
P-san: Ainda bem que sei cozinhar… Se não isso seria muito mais constrangedor!
[A embaixadora Ruby, que veio fazer a apresentação da reunião foi encontrar com o pinguim. A cozinha era um lugar imenso, e mesmo você olhando para cima, não dava para ver o teto.]
Ruby: P-san! P-san! P-san?
P-san: Estou aqui, Ruby. Esqueceu que perdi no par ou ímpar?
Ruby: De fato, eu esqueci. E a comida, está pronta?
P-san: Nossa, quanta sensibilidade. AO invés de falar “Puxa vida, que pena.” Você já vai direto ao assunto!
Ruby: Nós, do planeta das bonecas de pano vamos direto ao assunto! Mas então, e a comida?
P-san: Está pronta! Já irei servir. Nós não deveríamos ter cozinheiros, aqui no Glória da Manhã?
Ruby: É feriado no planeta dos cozinheiros, ué. Vou esperar lá. Eu já almocei.
P-san: Então… se a senhorita já almoçou, por que veio aqui perguntar?
Ruby: Porque estão todos reclamando da demora! *sai da cozinha*
[Logo o pinguim começa a servir os pratos. Felizmente, não era feriado no planeta dos mordomos.]
P-san: Ufa! Finalmente terminei, e posso comer a minha comida. Vejamos…
[O pinguim ia sentar-se à mesa, mas fora interrompido porque os membros da reunião começaram todos a dançar, com a exceção da boneca Ruby. E dos mordomos. A culpa não é de nenhum deles.]
Ruby: Minha nossa senhora! O quê é isso? Não sabia que há o novo costume de dançar para facilitar a digestão.
P-san: Ruby, isso não é nada de costume! Alguma coisa errada aconteceu.
Ruby: Será que foi o que eles comeram?
P-san: Não! Não foi o que eles comeram. A não ser que algum dos ingredientes que utilizei, tenha sido trocado por uma substância dançante!
?????: Exatamente!
P-san: Mas é o sapo! O Kero-san!
Ruby: É a primeira história respeitável, dele como vilão.
Kero-san: Sim! Finalmente faço minha estréia como vilão intergalático! E não há nada mais malvado que fazer membros de uma Empresa tão respeitável, como a Glória da Manhã! Alguém tem algo a dizer?
P-san: Eu tenho.
Kero-san: O que há, pinguim? Já estou em momento de glória, nada que dirá irá me chocar!
P-san: Beleza, meu caro. Mas a Tuta-sama também comeu.
Kero-san: A Tuta-sama?
Ruby: É! Ela é nossa chefe, e também dona dos nossos salários.
Kero-san: Céus! Serei despedido… Serei despedido, e nem comecei! P-san! Tome isso aqui.
[O sapo joga para o pinguim um antídoto.]
P-san: *lê o rótolo* Especiaria Entediante…? Em que planeta que você arranja essas coisas…
Kero-san: No mesmo que comprei o Dança Demais! Rápido! Rápido!
Horas depois, na mesma sala de reuniões.
Tuta-sama: Não vou despedi-lo por fazer um bom trabalho como vilão.
Kero-san: Oh! Tuta-sama, muito obrigado.
Tuta-sama: Você só ficará com uma advertência, e um papel por escrito da minha advogada Beta. Qualquer imagem que fazer, com a minha pessoa dançando, você ganhará mais que uma demissão.
Kero-san: Certo, certo…
P-san: *segurando o riso*
Kero-san: Ria enquanto pode, pinguim! Eu voltarei, e estarei atento a não prejudicar a Tuta-sama dessa forma. Lamento pelo transtorno que causei. Adiós!
[Kero-san vai embora.]
Ruby: Ele não é um vilão muito bom, é?
P-san: Mas é o que nós temos, Embaixadora Ruby.
Tem vezes que o destino guarda para nós surpresas no bolso.
Há um advogado em seu carro, indo para o local de seu trabalho. Mas ele não esperava o que iria acontecer. O carro, que era novo, só tinha dado sorte para ele até agora. E quando digo sorte, digo no sentido de coisas incomuns para acontecer na sua rotina.
P-san: Meu caríssimo senhor… A questão é a seguinte. A sorte não é boa nem má. Ela é apenas sorte. É a consequência das circunstâncias diárias!
Advogado: Isso não muda nada! O meu carro foi atingido por um DISCO VOADOR e foi transportado. Para o meio do nada! Nada! NADA!
P-san: Senhor. Isso aqui não é o meio do nada. Não é só porque você está em um lugar que não conhece, que é meio do nada!
Advogado: Escute aqui, ô pinguim! Nós estamos em um lugar sem nenhum tipo de ponto de localização. Não tem uma cidade. Uma casa. Qualquer coisa assim. Nem tem uma placa!
P-san: Mas o senhor só começou a surtar, quando viu que seu celular não tinha sinal.
Advogado: É lógico! Eu tenho funções a cumprir em meu escritório de advocacia. Eu não posso ficar desligado do mundo. Tenho clientes!
P-san: Certo. Eu já sei que o senhor é um homem importante.
Advogado: Ainda bem que esse ponto ficou esclarecido.
P-san: Sim! Eu respeito muito advogados, e qualquer pessoa com uma profissão importante e também com estilo de vida interessante. Mas eu comecei a pedir desculpas pelo acidente, e o senhor nem me ouviu…
Advogado: Sinto muito. Estava um tanto fora de si. Mas podia me explicar então, já que o acidente pareceu um negócio inevitável…
P-san: Sim?
Advogado: Gostaria de pedir uma carona, para ir até meu local de trabalho.
P-san: Mas é claro! Era isso que eu queria dizer ao senhor. Vejamos. Traga o carro, sim?
Advogado: O Carro. Ele. Quebrou. Não está sugerindo que eu o empurre? Ele está em um estado perigoso!
P-san: Certo, ele realmente está em um estado que—
Advogado: De qualquer modo, um carro não precisa de carona. Eu é que preciso.
P-san: Tudo bem. Só estava falando para levar o carro, porque ele não pode ficar aqui.
Advogado: Ninguém vai se importar!
P-san: O senhor não entende. Nós fomos transportados para uma… Esquece. Vá entrando dentro do meu disco voador. É o mínimo que posso fazer pelo senhor. Só não mexa em nada! OUVIU?
Advogado: Certo! Certo. Vejamos…
[O homem entra no disco voador de P-san. O pinguim usa um controle remoto e transporta o carro para uma das salas fechadas do seu veículo intergalático.]
Advogado: Caramba! Nada daqui é o que eu esperava.
P-san: *entrando e fecha a porta* O senhor esperava um lugar mais futurístico?
Advogado: No mínimo, sim! Ou qualquer coisa que me lembrasse o lugar onde os pinguins vivem.
P-san: Eu sou de outro planeta, senhor. E… Gosto de conforto. Por favor, sente-se no sofá.
[O pinguim aponta o sofá, enquanto o homem aceita sentar-se. Então P-san senta em sua poltrona azul, e começa a mexer em um celular.]
P-san: Muito bem! Me dê a sua localização. Não precisa dizer. Apenas pense no lugar, enquanto o escaneio com…
Advogado: Vou ser escaneado??
P-san: Acalme-se. É só um celular. Não vou guardar nenhuma informação de sua aparência física, ou qualquer dado seu. Após eu deixar o senhor em seu trabalho, irei até apagar a localização. Agora vamos, o senhor vai chegar atrasado. E isto aqui não é uma máquina do tempo.
Advogado: Está bem, está bem.
[O celular analisa o pensamento do advogado, que é preciso com o local do seu trabalho. P-san seleciona um aplicativo, e eles são transportadas para um lugar, na Cidade dos Cinco Monumentos.]
Advogado: Nós chegamos…!
[O advogado aparece em seu carro. Nenhuma memória do acontecimento fica registrada em sua mente.]
Advogado: Ué…? Caramba! Estou doze minutos atrasado!
[Ele saiu do carro. P-san está atrás de uma árvore.]
P-san: Um advogado… Um emprego respeitável, mas pode ser um tanto rotineiro.
Há caixas de todos os tamanhos, e suas formas quadradas. E isso não é nada de diferente, mas os seus conteúdos podem ser bem o oposto do que nós imaginamos.
No escritório da autora, em Happy Green Things.
Moon: *lendo o jornal, da Cidade dos Cinco Monumentos* Minha nossa! Um homem é encontrado tendo uma festa de chá, com uma girafa. Novamente! Que coisa mais maluca para se acontecer!
P-san: Não sei. Pode parecer uma escolha peculiar pra ti, Moon, mas para um homem solitário que gosta de chá, não duvido de nada.
Moon: Como assim, você não duvida de nada?
P-san: Parece-me um homem bastante imaginativo. E pessoas que gostam de chá são bastante esquisitas.
*o pinguim está bebendo uma xícara de chá*
Moon: Chá quente, nesse calor?
P-san: É chá gelado. Estou tomando em uma xícara, só porque sou elegante.
Moon: Certo. Mas acabou de dizer, P-san, que pessoas que gostam de chá são bastante esquisitas.
P-san: Mas eu não sou uma pessoa. Sou um pinguim!
Moon: Teoricamente um pinguim.
P-san: Não importa. Sou um pinguim e ponto final.
Moon: E esquisito.
P-san: Esquisito? Eu?
Moon: Lógico! Ou está se contradizendo?
P-san: Mas eu disse que—
Moon: Olhe, meu querido pinguim. Você é esquisito, disso já sei. Agora quanto mais você insistir que não é esquisito, mais esquisito será.
P-san: Que lógica!
Moon: Sim. Pois é.
P-san: Mais alguma coisa no jornal?
Moon: Sim. Um peixinho dourado viaja de trem através do país.
P-san: Um peixinho dourado?
Moon: Um peixinho dourado.
P-san: Não acredito nisso!
Moon: Está aqui, no jornal. Não é questão de acreditar que isso aconteceu, né. Pois sou eu que estou escrevendo os títulos das matérias, para encaixar a história. Mas de qualquer modo, pode ter acontecido. Sabe como são as coisas por aqui…
P-san: Sei. Mas você sabe disso, melhor do que eu!
Moon: Pode até me dizer isso, porque sou a escritora das histórias. Mas eu não vivo no mundo que criei, 24 horas por dia. Eu sou só uma participação especial. E também tem a metalinguagem…
P-san: Sim, sim! A metalinguagem, muito importante.
Moon: De qualquer modo, meu caro, o que vai aprontar hoje?
P-san: Não sei ainda. Quero dizer, eu não vou aprontar nada. Caramba, autora! Venho te visitar, e você diz que vou…
Moon: Não vai? Você é um pinguim de dois metros. Deve aprontar altas confusões!
P-san: Caramba. Não posso ser um pinguim de dois metros, e ir no supermercado fazer compras para uma festa?
Moon: Poder, pode. Mas chama a atenção, quando entra em um supermercado.
P-san: Você não sabe o supermercado que eu frequenta.
Moon: Vai me dizer que existe um supermercado de pinguins??
P-san: Não vou afirmar, nem negar.
Moon: Agora resolveu bancar o misterioso. Legal.
Nos tempos de hoje, é difícil encontrar um momento de silêncio. E quando há silêncio, é solitário. É por isso que a música enriquece um espaço vazio.
Na Casa do Kekekê.
Locutor-sama: O duende Kekekê é bastante ocupado. Mas em seus momentos, que é possível ele ter um tempo só para ele, gosta de aproveitar escutando música. Uma de suas bandas favoritas, nessa dimensão das histórias da Moon, é a The Kiwis, com o vocalista Breno Floricultura.
Kekekê: Ah! É uma música que toca a alma. E quando eu digo “alma” quero dizer aquela que dança. *pensa um pouco* Ah. É. Muito estranho pensar em um alma que apenas dança!
[A música tocando, e o duende apenas aproveita para dançar.]
Kekekê: Essa é a minha música! *começa a cantarolar*
Locutor-sama: Está tudo muito tranquilo, e não é assim que se faz uma história. Caso contrário, a autora pensa que está apenas fazendo um relatório desinteressante. Por causa disso, logo o duende será interrompido por uma campainha.
[Como o narrador fala, realmente acontece, para o espanto do Kekekê. Ele desligou a música. Foi até a porta para checar o olho mágico. Não viu ninguém.]
Kekekê: Minha nossa! Será que foi engano? Vou voltar para dançar…
[O duende retoma seu posto, na sua pista de dança improvisada. Tudo parece tranquilo, e ele pensou que poderia continuar a escutar o álbum Cidade de Sam, do The Kiwis sem mais nenhuma interrupção.]
Kekekê: Ah! Esse é um dos meus álbuns favoritos. Eu gosto de todos, na verdade. Cada dia ou semana, é mais propício para certo álbum. É bastante divertido revisitar as músicas, dependendo dos acontecimentos da minha vida. Sempre renovam a minha coragem para enfrentar as coisas!
[Depois de um tempo, Kekekê resolve ficar em silêncio. Passou duas horas, enquanto ele estava sentado no sofá, lendo um livro, quando sua campainha toca novamente.]
Kekekê: Já vai, já vai! Só espero que seja alguém, dessa vez. Vamos ver…
[Kekekê checa o olho mágico. Uma figura conhecida é vista.]
Kekekê: Minha nossa! Amigo Low!
[O duende abre a porta, animadíssimo.]
Low: Kekekê!
Kekekê: Amigo! Como é que você está? Nem me lembro da última vez que nós nos vemos…
Low.: Nem eu, na verdade. Apesar que nossos caminhos se cruzaram, apenas alguma vezes.
Kekekê: Ora, mas foi o suficiente para sermos amigos, meu caro. O que devo o prazer da sua visita, aqui em minha Casa da Árvore?
Low: Bem… Primeiramente, eu preciso pedir desculpas que toquei enquanto você estava ocupado, descansando. Quero dizer, dançando!
Kekekê: Antes eu estava dançando, agora estou descansando. Não tem problema!
Low: E agora, o motivo da minha visita… *pensando um pouco*
Kekekê: Sim?
Low: Esqueci.
Kekekê: Sério?
Low: Não importa.
Kekekê: Mesmo que você esqueceu, entre! Eu te sirvo algo para beber. E comer, se estiver com fome! Sinta-se a vontade na minha casa.
Low.: Obrigado, Kekekê!
— Eu nunca usei o personagem Low para o seu sentido original, que era ser amigo do Kekekê. Esse ano é para usar minhas ideias e respeitar meu eu passado. E não, não significa League of Legends (eu nunca joguei aliás)
– Na escrita antiga eu usava a escrita L.O.L. É por isso a piada com o League of Legends.