Locutor-sama: Você sempre tem que aguardar alguma coisa, quando usa a internet. Uma página, um download ou um jogo. Sempre tem que esperar carregar!
Sabrina: É a primeira vez que vejo alguém narrando, enquanto usa o computador.
Pascoal: Ele faz isso normalmente.
Sabrina: Deixa a internet mais emocionante?
Pascoal: Com certeza, deixa.
Locutor-sama: Emocionante não! Dramática.
Pascoal: Já entendi, Senhor Dramático.
Locutor-sama: Você tem algum problema com isso?
Pascoal: Claro que não. Se bem que, você é dramático demais.
Sabrina: A barrinha de carregar deixa as pessoas nervosas, mesmo.
Locutor-sama: Está esperando algo carregar, também?
Sabrina: Estou.
Pascoal: Isso está paecendo internet discada.
Sabrina: Ou criaturas pequenas, roendo o fio da internet.
Locutor-sama: Oi?
Sabrina: Deixa para lá.
Locutor-sama: Que tal jogarmos algo, enquanto esperamos?
Pascoal: Eu preferia jogar Candy Crush-
Locutor-sama: Não seja um viciado de Candy Crush, meu caro.
Sabrina: Que tal aquele jogo de “continue a história”?
Locutor-sama: Boa ideia!
Pascoal: Eu ainda preferia-
Locutor-sama: Pare de falar em Candy Crush, Pascoal.
Pascoal: Desculpe. Meu nível de vício está ficando complicado.
Sabrina: Posso começar?
Locutor-sama: Claro!
Sabrina: Era uma vez um coelho, que tinha ido passear na floresta.
Locutor-sama: Estava alegre, até o momento em que começou a chover.
Pascoal: E ele reclamou que não tinha trazido um guarda-chuva!
Sabrina: Uma coruja apareceu, com capa de chuva.
Locutor-sama: Ofereceu para ele, um guarda-chuva.
Pascoal: E uma toalha para se secar.
Sabrina: Agradeceu a coruja, e continuou a andar.
Locutor-sama: Ele descobriu que…
Pascoal: Um disco voador caiu no meio da floresta.
Sabrina: Perto do disco voador, ele viu uma bola que parecia desmaiada.
Locutor-sama: O coelho foi tentar acordar a bola, mas não conseguiu.
Pascoal: Ele começou a se questionar, como essa bola continuava a dormir, no meio da chuva?
Sabrina: Começou a imaginar que, ela tinha perdido os sentidos-
Locutor-sama: E então, a internet caiu!
Pascoal: Como? E quanto ao meu Candy Crush?
Sabrina: Pelo visto, vamos ter que inventar uma história épica, até ela voltar.
Locutor-sama: Desafio aceito! Dará um livro de aventura, bem dramático!
O dia em que todos esperavam.
Locutor-sama: Sim… Todos nós esperávamos por esse dia.
Random: O dia em que as lhamas iriam dominar o mundo?
Locutor-sama: Não, amigo Random! Estou falando do dia em que as calças jeans começaram a andar sozinhas!
Random: Meu deus!
Locutor-sama: Não entendi bem como elas começaram a andar, então vamos teorizar!
Random: Magia verde com bolinhas cor de rosa?
Locutor-sama: Será? Esse tipo de coisa não entendo.
Random: De magia?
Locutor-sama: Não, de teorias sobre calças.
Random: Como agora uso calças, posso passar o dia todo, teorizando sobre o assunto.
Locutor-sama: Que bom para você.
Random: Se quiser, posso te ensinar sobre as calças jeans.
Locutor-sama: É mesmo? Seria ótimo, Random.
Random: As calças jeans são mais sentimentais que aparentam.
Locutor-sama: Não sabia.
Random: Poucos sabem disso! Se você derruba tinta nelas, é fúria que não acaba mais!
Locutor-sama: E de quem vai lavar a calça.
Random: Sim, pois é.
Sabrina: Não acredito que vocês dois estão tomando café, enquanto essas calças malucas estão dominando o planeta!
Locutor-sama: Elas estão? Estou surpreso com isso.
Random: Também! Calças jeans normalmente não chegam a esse ponto.
Locutor-sama: E além do mais, o café está bom.
Sabrina: (bate com a mão na testa)
Random: O bombom de chocolate daqui é gostoso!
Sabrina: Você disse… bombom de chocolate?
Random: Disse sim, moça!
Sabrina: Certo. Acho que as coisas podem se resolver, não é?
Random: Pensamento positivo é uma coisa poderosa.
Locutor-sama: Se a coisa ficar mais séria, faremos alguma coisa.
Random: Ou nós podemos chamar um amigo nosso!
Sabrina: Uma amigo de vocês?
Locutor-sama: Qual deles, Random?
Random: O robô gigante!
Sabrina: Robô??! E gigante??
Random: Que foi? Não é uma boa ideia?
Locutor-sama: É uma boa ideia. Ele é gente boa, Sabrina. Não se preocupe.
Sabrina: Mas ele é gigante!
Locutor-sama: Na verdade, esse é só-
[Ouviu-se um barulho estranho na rua.]
Random: Chamei ele!
Locutor-sama: E ele já chegou. Que bom!
Sabrina: Onde ele está?
Robô Gigante: Aqui!
Random: Robô gigante! Quanto tempo.
Sabrina: Ma-mas ele…
Robô Gigante: Sim, eu sou pequeno. Mas posso garantir, meu coração é gigante!
Locutor-sama: Ninguém aqui duvida disso, Robô.
Robô Gigante: Bem, vocês querem que eu acalme essas calças, certo?
Random: Correto!
Robô Gigante: Vou colocar essas calças no seu devido lugar, as gavetas!
Locutor-sama: E então o dia foi salvo, pelas…
Random: Meninas super poderosas?
Locutor-sama: Não, pelo Robô Gigante!
– Acho que uma vez, li um livro sobre uma calça que andava. Ou era um filme?
Família Feliz.
Hello: Minha nossa! Olha só que bagunça, que está essa fazenda. Ainda bem que a família vai se reunir, para ajudar a recuperá-la! Não é, crianças?
Filho: Sim, mãe!
Hello: Bom, eu vou cortar a grama, e limpar esses troncos de árvore.
Filha: Mas mãe, não é trabalho muito pesado, para você fazer? É melhor o pai fazer isso.
Hello: Ma-mas eu vou fazer o quê, então?
Barman: Não é melhor você colher as frutas das árvores, e cuidar das flores?
Hello: Pô, e você vai ficar com o trabalho divertido?
Barman: Eu acho que estou te oferecendo o trabalho mais divertido, Hello.
Hello: Hm, você tem razão. Boa sorte então, marido! Crianças, vocês me ajudam?
Filho: Claro!
Filha: Você precisa mesmo de ajuda?
Hello: Ah, qual é! Vai ser muito divertido!
[Depois de um tempo, Hello e as duas crianças haviam terminado de colher as frutas e cuidar das flores.]
Hello: Puxa, foi um trabalho cansativo! Quem quer suco?
Filho e Filha: Oba!
[Barman demorou um tempo para terminar o serviço dele.]
Hello: Barman, você já fez o bastante. O que está procurando aí?
Barman: Uma lata de tinta.
Hello: Uma lata de tinta?
Barman: Estou precisando.
Hello: Bom, se você não estivesse precisando, você não teria que procurar.
Barman: Sim, exatamente. Mas onde será que essa lata de tinta foi parar…?
[E então, uma coisa inesperada aconteceu… um urso vestido de fada apareceu!]
Urso Tobi: O Meu nome é Tobi, a fada.
Hello: Não seria fado?
Urso Tobi: Não. Eu soube que vocês estão com um problema…
Barman: Sim, eu não sei onde está a lata de tinta que estou procurando.
Urso Tobi: Uma lata de tinta? Ótimo! Latas de tinta são a minha especialidade.
Hello: Você pode encontrá-la, então?
Urso Tobi: Em troca de potes de mel.
Barman: Ah, tinha que ter um preço…
Hello: Toda magia, tem seu preço!
Barman: Mas é apenas uma lata de tinta.
Urso Tobi: Pode ser uma mágica, se você quiser.
[Quando ninguém esperava, apareceu um robô gigante parecido com o Kekekê!]
Urso Tobi: Santo deus! Tenho que ir!
Hello: …e esse foi o sonho que eu tive.
Clarissa: Puxa vida! E você estava casada com o Barman, ainda por cima?
Hello: Pois é, estava assim. Só não ouvi o nome das crianças que eram nossos filhos.
Rika: Parece aquele jogo, que tem no facebook.
Sabrina: Um urso de fada e um robo gigante?
Hello: Sou criativa, não é?
– Imaginem minha frustração, quando descobri que não dava para dar nome para os filhos…
Sempre existem aqueles com um gosto esquisito de moda.
Moon: Hoje é um dia diferente no estúdio de Happy Green Things! Chamei o K-chan e a rica, para passarem o dia comigo. O Locutor-sama e a Lalali estão na Casa Verde. É para variar!
K-chan: Autora, eu acho que você cismou comigo.
Moon: É, eu cismei. Mas olhe pelo lado bom, você não está sozinho! A Rika vai contar para nós umas piadas!
Rika: Bem, isso se eu lembrei de trazer meu livro de piadas.
Moon: Não tem importância, Rika. Você pode improvisar!
Rika: Improvisar? Bem… Você ouviu aquela história, de pandas que foram ao cinema?
Moon: Não, como foi isso?
Rika: Eles… eles… Ah! Eu não consigo improvisar.
K-chan: Nós estamos aqui para trabalhar, ou para entreter você, autora?
Moon: Entreter a autora não conta como trabalho?
K-chan: Não acho que é assim, que as coisas funcionam.
Moon: Talvez você tenha razão. Então, que tal vocês me sugerirem alguma coisa?
Rika: Você quer ideias?
Moon: Claro! Normalmente, é um dos trabalhos do Locutor-sama e da Lalali.
K-chan: Deixa eu pensar. E se você fizesse uma história sobre-
Cola-sama: (entra no escritório da autora) Moon, nós temos um problema na parte das ideias.
Moon: Ai, ai. Qual é o problema?
Cola-sama: O problema é que-
Ideia saída de algum lugar: LA LA LA LA LA LA~ *dançando como uma bailarina*
K-chan: O que foi isso?
Cola-sama: Elas estão fazendo o que dá na cabeça.
Moon: E isso não é o normal?
Cola-sama: Você está fazendo essa pergunta muito tranquilamente.
Moon: Estou?
Rika: Aquilo é uma ideia vestida de palhaço?
K-chan: Talvez ela tenha apenas um estilo excêntrico de moda.
Rika: Ponto de vista interessante.
Moon: Ah! As ideias se expressando. Tem algo mais bonito que isso?
Cola-sama: Até agora você não entendeu a gravidade da situação, Moon.
Moon: Não?
Cola-sama: Me acompanhem.
[Os quatro andam até a sala das ideias.]
Moon: Minha nossa senhora dos donuts!
Rika: Tem ideias vestidas de pandas!
K-chan: Isso são pandas, mesmo?
Moon: É melhor eu anotar, que é má ideia deixar as ideias sem supervisão.
Cola-sama: Quase isso! Mas você não tem uma ideia melhor de como controlar essas coisas?
Moon: Controlar as ideias? Ha ha ha. Eu adoro o seu senso de humor, já falei isso?
Cola-sama: Eu estou falando sério.
Moon: Ah, você está? Nesse caso… Rika e K-chan, eu preciso de vocês.
K-chan: O que você precisa, exatamente?
Moon: K-chan, sirva docinhos para as ideias. Rika, leia historinha sobre pandas!
Rika: Deixa comigo!
K-chan: Certo.
[Quinze minutos depois]
Moon: Está vendo, Cola-sama? Tudo resolvido!
Cola-sama: Impressionante!
Moon: É por isso que eu adoro esses personagens. Sabem um pouco de tudo!
Qual o problema de gostar de documentários?
Moon: Certo! Estou inspirada! Tão inspirada, que vou escrever a primeira coisa que vier na minha cabeça!
Hello: Paçoca?
Moon: Paçoca é a primeira coisa que vem na sua cabeça, Hello. Não na minha. Ah! Olha só o K-chan!
K-chan: O que foi?
Moon: Bem, eu queria que você aparecesse mais. Antes que o Balinha funde “o grupo dos personagens que estão largados e revoltados.”
Locutor-sama: Tenho certeza que ele não está fazendo isso, autora.
Moon: Nunca pode se ter certeza de coisa alguma Locutor-sama.
K-chan: Você não tem medo que os seus personagens se revoltem?
Moon: Eu tenho personagens bonzinhos, K-chan.
K-chan: Entendi. Agora, eu vou continuar a passar despercebido pelas cenas. Com licença.
Moon: Ma-mas K-chan! Eu ainda não acabei! Quero que você fale mais.
K-chan: Bem… eu não sou de falar muito. Como autora, você deveria saber disso.
Moon: Eu sei, mas… Hoje, estou cismada. Quero que você fale bastante.
Hello: Ah, é uma boa ideia! Pouco escuto o K-chan falar.
Moon: Normalmente, só a Rika consegue fazer ele falar. Será que ela já voltou da feira de artesanato?
K-chan: Ela só vai voltar mais tarde.
Moon: Ah! Você sempre está bem informado.
K-chan: Não estou sempre bem informado, foi ela que me contou.
Moon: Não é a mesma coisa?
Olliver: É um absurdo você falar que ele não fala, autora. Nós já conversamos bastante!
Moon: É mesmo? Amizade ocorrendo off-screen?
Hello: Como a linda história das minhas bolas de vôlei!
Moon: Francamente Hello, dá chance para os outros personagens aparecem!
Hello: Estou dando chance!
Moon: Não, você não está.
K-chan: Não acha ruim, você impedir a sua personagem favorita de falar?
Moon: Ela não é a minha personagem favorita!
Hello: Co-como assim? – vai ficar deprimida em um canto –
Moon: Au, ai… Barman, traga paçoquinha. Urgentemente. E suco de uva, Locutor-sama.
Locutor-sama: O Barman está fora, senhorita Moon.
Moon: Então traga paçoquinha você. E o suco de uva, por favor.
Locutor-sama: Certo, certo.
K-chan: Bom… eu tenho serviço para fazer. Até quando vou ter que ficar aqui?
Moon: Não seja reclamão, K-chan!
K-chan: Não estou reclamando. É ruim querer ir trabalhar?
Moon: Ah, meu deus! Um Barman já é o suficiente.
K-chan: Quando ele está fora, alguém tem que fazer o serviço dele.
Moon: Ai, homem! Você tem que ter momentos de folga.
K-chan: Eu tenho momentos de folga.
Moon: Assistir documentários não contam.
K-chan: Meus momentos de folga, não podem ser educativos?
Moon: Não. Eles tem que ser divertidos.
K-chan: Documentários podem ser divertidos.
Moon: Não, eles não podem!
Locutor-sama: Voltei. Paçoquinha, senhorita Hello?
Hello: Claro!
Moon: E o meu suco de uva??
Locutor-sama: Calma, autora. Está aqui.
Moon: Ah, ótimo! E K-chan…
K-chan: Sim?
Moon: Pode ir.
K-chan: Posso?
Moon: Pode. Vá assistir… documentários.
K-chan: Você não precisa me olhar com essa cara de desprezo, autora.
– Ha ha ha Eu preciso variar um pouco. E não, eu não tenho nada contra documentários.
Festa julhina.
Mansão da guaxinim milionária.
Beta: (entra no quarto da chefe) Bom dia, Tuta-sama. A Hello ligou, e está pedindo para fazer uma festa junina na Casa Verde.
Tuta-sama: (boceja) Nós estamos em julho. Não é tarde, para isso?
Beta: Quis dizer julhina.
Tuta-sama: Ah, entendi. Não vejo o porquê de fazer uma festa…
Beta: O telefone está tocando. Deve ser ela.
Tuta-sama: Diga para ela, que não.
Beta: Ma-mas Tuta-sama…
Tuta-sama: O que foi?
Beta: Não era melhor deixar? Tenho certeza que ela ficaria contente.
Tuta-sama: Não. Vou dormir, me acorde em agosto.
Beta: Ela pode querer fazer uma agostina, Tuta-sama.
Tuta-sama: Ha ha ha. Não. Boa noite.
Milla: Mãe, a Tia Marcy chegou. Com coisas de festa junina!
Tuta-sama: Isso deve ser uma conspiração.
Marcy: Tuta! Vamos fazer uma festa junina! Ou melhor, julhina!
Tuta-sama: Marcy! Não aparece assim, de repente, no meu quarto!
Marcy: Sabe, eu estava pensando… Não existe nada melhor do que uma festa. Mas como você não vai querer fazer uma aqui, vamos para a Casa Verde!
Tuta-sama: Eu não vou a lugar nenhuma.
Marcy: Ma-mas…
Tuta-sama: Não.
Marcy: Se socializar faz bem!
Tuta-sama: Eu não estou com vontade. Ponto final.
Marcy: Então vou sentar nessa cadeira, até você mudar de ideia!
Beta: Gente, é melhor vocês não brigarem…
Tuta-sama: Eu sou uma guaxinim.
Marcy: E eu sou uma coelha!
Beta: De qualquer forma, não é bom brigar.
Marcy: Tem razão! Olha, eu vou lá para a Casa Verde sozinha. Tenho certeza que me vou me divertir bastante.
Tuta-sama: Pode ir. Com Deus, se quiser.
Marcy: Eu vou mesmo hein! Não tente me impedir.
Tuta-sama: Tchau.
Marcy: (vai embora de vez)
Beta: Bom, já volto com o seu café da manhã, Tuta-sama.
Tuta-sama: Certo. Quem sabe, consigo dormir mais um pouco.
[o celular dela toca]
Tuta-sama: (atende) O que foi, meus queridos sobrinhos?
Zezé: Tia! Nós vamos para a festa na Casa Verde!
Tadeu: Você não quer vir?
Tuta-sama: Daqui a uma hora, quem sabe.
Zezé: Tá bom. Vamos te esperar, hein?
Tadeu: Tchau!
Tuta-sama: (desliga o celular)
Beta: (entra no quarto) Tuta-sama, trouxe seu café da manhã!
Tuta-sama: Isso são coisas de festa junina?
Beta: Sim.
Tuta-sama: É melhor eu ir para a Casa Verde.
As coisas acontecem quando a autora não está escrevendo.
Locutor-sama: Autora, qual é a história para hoje?
Moon: Eu não escrevi nada, Locutor-sama. Não estou com vontade de escrever.
Locutor-sama: Você não está com vontade? Como assim?
Moon: Sem vontade, Locutor-sama! Com preguiça, melhor assim?
Locutor-sama: Escrever faz bem, você não deveria ficar com preguiça de fazer isso.
Moon: Narrador, tem vezes que eu tenho preguiça para fazer até coisas interessantes.
Locutor-sama: Está querendo dizer que, a sua preguiça é algo poderoso?
Moon: MUITO PODEROSO.
Locutor-sama: No caso, seria muito poderosa.
Moon: Ah, é mesmo.
Locutor-sama: Então… não está com vontade de escrever nada? Nada mesmo?
Moon: Nada, Locutor-sama. Está difícil de entender?
Locutor-sama: Está bem, autora. Então vou até ali, fazer algo bastante divertido.
Moon: E o que eu tenho a ver com isso? Os personagens podem viver uma vida. Eles são livres.
Locutor-sama: Isso é uma coisa boa. Mas o que estou querendo dizer é que-
Lalali: Autora! Está chovendo refrigerante de laranja na cidade!
Moon: Como?! (vai olhar na janela)
Locutor-sama: (também vai olhar na janela) Inacreditável, autora! Parece até que estão querendo que você escreva!
Lalali: Ela não quer escrever?
Locutor-sama: Ela disse que está com preguiça.
Lalali: Ah, bom! Pensei que fosse bloqueio criativo!
Locutor-sama: Não. A Senhorita Moon não tem reclamado disso, faz um tempo.
Lalali: É um milagre!
Moon: Vocês estã ferindo os meus sentimentos…
Lalali: Mudando de assunto, como pode estar chovendo refrigerante de laranja?
Moon: Uma nuvem alienígena.
Locutor-sama: Como assim?
Moon: Ela é o automóvel para dois duenditos malvados.
Lalali: Duenditos?
Locutor-sama: De novo?
Moon: Eu não tenho culpa, se os duenditos estão querendo dominar o mundo!
Lalali: Eles estão?
Moon: Eu só espero que não aconteça nada, com quem está sendo atingido pelo refrigerante.
Locutor-sama: Você não está achando que…
Moon: Sim! E se, de repente, todo mundo começa a dançar?
Lalali: Isso seria muito esquisito.
Locutor-sama: E se o pessoal começasse a cantar, ia parecer um filme musical.
Moon: Um filme musical seria má ideia. Grande parte dos habitantes de Silly Tales são péssimos cantores…
Locutor-sama: Não é ruim dizer isso, dos seus personagens?
Moon: Meu bom narrador, uma boa autora conhece as fraquezas das criaturas que criou.
Lalali: Bem? O que vamos fazer, para acabar com essa chuva?
Moon: Nada, a Hello e o P-san deram um jeito. Viram?
Locutor-sama: (olhando na janela) É mesmo.
Lalali: (olhando também) Que ótimo!
Moon: Bom, agora posso voltar para a minha mesa? Quero continuar a ficar na posição “não vou escrever nada.” E eu sei, é bem parecida com a minha de tédio…
Locutor-sama: Mas autora, você acabou de escrever uma história?
Moon: Escrevi? Puxa, que distração a minha.
Lalali: Tem vezes que não dá para te entender, autora.
Os personagens continuam em uma ilha deserta.
Locutor-sama: Continuamos na ilha deserta, da história anterior. E o pessoal está ficando cada vez mais maluco. Uma tristeza! Autora, até onde você vai querer continuar com isso?
Hello: WILSOOOOON! NÃOOOO! Volte, o Doutor House está aqui!
Rosalina: Hello, o quê você está fazendo?
Sabrina: Está tentando se afundar no rasinho? Ela pirou de vez…
Alice: Temos que voltar para casa, o mais rápido possível!
Fábio: (chorando deprimido em um cantinho)
Hello: Bom! Chega de brincadeira. Wilson, Doutor House! Vamos procurar o Olliver.
Rosalina: Você está preferindo falar com as bolas de vôlei, que nós?
Hello: Que falta de senso de humor, Rosalina. Em uma ilha deserta, eu tinha que fazer essa piada.
Barman: É mesmo! O Olliver ainda não voltou, é melhor nós procurarmos ele o quanto antes!
Pascoal: De onde você tirou essa faca?
Random: Do bolso!
Barman: Em ilhas desertas, nós temos que estar sempre preparados! Vamos entrar na floresta, de uma vez!
Hello: Agora assim você está entendendo o espírito da coisa!
Locutor-sama: Barman e Hello começou a cortar o que tinha pelo caminho, para facilitar a passagem. Andamos aproximadamente três horas, até que finalmente encontramos o Olliver!
Random: O que ele está fazendo dançando?
Olliver: Ah, oi pessoal!
Barman: Olliver! Nós estávamos preocupados, e você estava aqui dançando?
Olliver: Bem… quem dança, os males espanta. Não é isso que dizem?
Sabrina: Pensei que era “quem canta”, não “quem dança.”
Olliver: Tanto faz.
Hello: Nós estávamos preocupados! E você nem viu a piada das bolas de vôlei!
Olliver: Tenho certeza que foram muito divertidas.
Rosalina: Divertidas? As esquisitices da Hello são estranhas, não divertidas.
Fábio: Bom, pelo menos ela não jogou as bolas no mar…
Alice: A Hello quase jogou. Quase.
Hello: Ora, eu não teria coração para fazer isso. É muita maldade.
Barman: Mudando de assunto, como esse rádio está ligado?
Olliver: Boa pergunta, Barman. Deve ser pilha?
Sabrina: Ou ninjas…
Hello: Ninjas novamente, Sabrina?
Sabrina: Você nunca sabe, o que eles são capazes de fazer.
Locutor-sama: Tenho que concordar. Uma vez, visitei um amigo ninja. Ele me serviu um pedaço de bolo, mas não vi de onde. Quando dei por mim, já estava na minha mão.
Fábio: Não sabia que você tinha um amigo ninja.
Locutor-sama: Poucos sabem disso.
Pascoal: Er, gente? Repararam que tem um avião caído, aqui?
Hello: Puxa, é mesmo! Será que a Moon vai fazer alguma piada com Lost?
Locutor-sama: Não acredito que a autora faria isso, já que ela nunca assistiu a série.
Sabrina: É muito perigoso, fazer piada com coisas que se não conhece. Como os ninjas.
Rosalina: Você cismou com ninjas!
Sabrina: É que eu tive impressão de ter visto um, aqui na ilha.
Fábio: Sério? Sempre quis ver um ninja!
Random: Será que tem mesmo, um ninja na ilha?
Locutor-sama: De repente, ouvimos um barulho. Um OVNI aterrissou bem na nossa frente!
Hello: P-san!
P-san: Minha nossa! Finalmente encontrei vocês.
Locutor-sama: E então, todos nós fomos embora da ilha deserta. Mas duas perguntas não foram respondidas! Existiam ninjas naquela ilha? E como nós fomos parar lá? Infelizmente, não sei como responder essas perguntas…
– Bônus: O Mestre dos Magos, quero dizer, o P-san, podia ter salvo os personagens a qualquer minuto.
Os personagens em uma ilha deserta.
Locutor-sama: A autora resolveu enviar uma parte dos seus personagens para uma ilha deserta. Muito divertido… e silencioso, até. Não é ruim, ficar em uma ilha deserta.
Random: Olha só! A Hello está com duas bolas de vôlei!
Sabrina: Eu tenho até medo de perguntar, mas o que você está fazendo?
Hello: O Wilson e o Doutor House!
Rosalina: Meu deus…
Olliver: Quer dizer que nós somos náufragos?
Fábio: Náufragos. Náufragos…
Barman: (chocado demais para dizer alguma coisa)
Pascoal: E olhem só! Nós só temos uma latinha de comida!
Hello: Que situação extrema!
Locutor-sama: Eles estão se divertindo com isso. Eu não acredito!
Random: Isso não é uma coisa boa?
Locutor-sama: Na minha opinião, não.
Random: Pense no lado positivo.
Locutor-sama: Existe um lado positivo?
Random: Não consigo pensar em nenhum, mas com certeza deve ter!
Olliver: Bom! Eu vou entar na floresta.
Rosalina: Para quê, exatamente?
Olliver: Para ver se acho alguma coisa.
Hello: Boa sorte!
Olliver: (entra na floresta)
Locutor-sama: Olha só para aquele grupinho sentado nas pedras!! Deprimidos! Chocados!
Rosalina: Como nós viemos parar no meio da selva?
Barman: Eu não sei, a última coisa que me lembro, era que eu estava… sentando em um lugar mais confortável!
Sabrina: É melhor eu anotar, sentar em pedra não é nada confortável!
Fábio: Eu estou fora de forma! Ou melhor, acho que nunca estive em forma.
Alice: Para estar em uma ilha deserta?
Fábio: Isso mesmo!
Alice: Ninguém nunca está pronto para isso.
Sabrina: Pessoas normais não estão prontas, pelo menos.
Alice: Boa observação.
Rosalina: Eu gostaria de me sentar em uma cadeira…
Hello: Uma cadeira? Não se preocupe, eu vou fazer uma… nessa crafting bench!
Sabrina: Nessa mesinha de pedras? Sério?
Hello: Sério! Não devemos subestimar os poderes das pedras!
Locutor-sama: A Senhorita Hello acabou fazendo cadeiras para todo mundo.
Rosalina: Bom, está melhor do que ficar sentada nas pedras.
Sabrina: Pedras não são feitas para sentar. Pedras não são feitas para sentar…
Alice: Você não precisa ficar repetindo isso.
Sabrina: Eu sei, mas com essa frase, a situação parece ficar mais confortável.
Alice: Bem, você é quem sabe.
Fábio: Eu desisto! Vou dormir ali, no cantinho!
Alice: Certo, certo.
Locutor-sama: Muitas horas se passaram. O pessoal começou a ficar maluco, e por alguma razão, Barman começou a ficar amigo dos macacos.
Pascoal: Barman abraçando macacos? Quem diria?
Hello: Ah! É bom fazer amizade com os bichinhos!
Rosalina: Com os macacos? Sério?
Sabrina: Será que devemos nos preocupar com a sanidade dele?
Locutor-sama: Acredito que, quando sairmos daqui, ele volta ao normal. Eu acho.
Random: Pensamento positivo!
Hello: Vocês não acham estranho, que até agora o Olliver não voltou?
Rosalina: Não devíamos ter deixado ele entrar na floresta.
Pascoal: Ah, ele deve estar bem. Nós não ouvimos nenhum grito!
Rosalina: Ele pode ter sido silenciado.
Sabrina: Ninjas?
Alice: Ninjas, em uma ilha deserta. Faz sentido.
Sabrina: Não exatamente, só estava observando as minha ideias.
Alice: Ah, tá. Por quanto tempo você vai ficar dormindo, Fábio?
Hello: Deixa ele dormir, Alice. Ele não tem muitas experiências em aventuras, mesmo.
Não tão longe dali…
Olliver: *dançando perto de um rádio ligado* Não sei bem como o rádio está funcionado, mas não vou perder a oportunidade de dançar!
O Sábio Milho Verde da Montanha.
Random: O narrador das histórias da Moon, Locutor-sama, foi em busca de um sábio Milho Verde. Parece que ele vive em cima da montanha, como todos os bons sábios!
Locutor-sama: Existem sábios que não moram em cima de montanhas, Random.
Random: Então eles não são sábios verdadeiros!
Locutor-sama: Está bem, Random. Você quem sabe.
Random: Locutor-sama andou um longo caminho, para chegar em seu objetivo. Lutou contra monstros, tomou café na padaria da esquina, tomou um pouco do refrigerante de laranja, e também…
Locutor-sama: Vivi muitas aventuras.
Random: Resumindo, sim. E você está chateado, porque não está narrando?
Locutor-sama: É claro que não.
Random: Minha nossa, Locutor! Outro monstro!
Locutor-sama: Outro?!
Random: É pior que o primeiro!
Locutor-sama: O monstro está cantando… músicas de comerciais de pasta de dente?
Random: NÃAAO!
Locutor-sama: Você tem medo disso, Random?
Random: Cla-claro que eu não tenho medo!
Locutor-sama: Senhor monstro, eu gostaria de pedir um favor. Teria a gentileza de poder ir cantar suas músicas mais para lá?
Monstro: HAAAAAR!
Locutor-sama: Har?
Random: Har?
Monstro: Sou pirata, algum problema?
Locutor-sama: Está faltando o tapa-olho.
Monstro: Tapa-olho? Que pena, eu só tenho esse elmo viking.
Locutor-sama: Você poderia se tornar viking, então.
Monstro: Viking… não combina muito comigo. Talvez seja melhor eu me tornar bailarino!
Random: Um bailarino com elmo viking? Que estranho.
Locutor-sama: Shh, Random! As pessoas tem direito de serem quem elas quiserem.
Monstro: Eu não sou uma pessoa, sou um monstro.
Locutor-sama: Oh. Desculpe.
Random: Então… nós podemos passar?
Monstro: Ah, claro que sim! Desculpem se eu assustei, mas não consigo evitar, sabem?
Locutor-sama: Essas coisas acontecem, não se preocupe.
Random: Andamos mais um pouco, e finalmente chegamos em frente da montanha!
Locutor-sama: Agora só falta escalar.
Random: E quando nós escalamos a montanha…
Locutor-sama: Olhe só, Random! Uma placa escrito “O Sábio que vivia aqui, se mudou.”
Random: E embaixo, está escrito que ele não aguentava mais viver em um local sem internet.
Locutor-sama: Faz sentido, eu acho.
– Moral: (porque toda boa história tem) Não confie na autora, principalmente quando ela está escrevendo em cima de hora.
