Silly Tales

Senhoras que gostam de tricô.

No apartamento da Matilde
Dona Tildinha: Matilde, minha querida. Estava pensando se, não seria muito incômodo…
Matilde: Incômodo? O que seria um incômodo?
Dona Tildinha: Sabe, eu queria uma carona.
Matilde: Quer que eu te leve aonde?
Dona Tildinha: Para uma reunião super importante!
Matilde: Das velhinhas que fazem tricô.
Dona Tildinha: Você acha sua mãe velha?
Matilde: Er, não. Falando sério, onde que vou ter que te levar?
Dona Tildinha: Para a reunião das Senhoras que gostam de tricô.
Matilde: Oh…
Dona Tildinha: O que estamos esperando? Vamos, não temos o dia todo!
Matilde: (é puxada pela mãe)
[Matilde tira o carro da garagem.]
Dona Tildinha: Filha, eu estou aqui!
Matilde: E você está com a Beta?
Dona Tildinha: Sim, ela vai conosco.
Beta: Como vai, Matilde?
Matilde: Bem. Mas mãe, olha só o tamanho da Beta. Não vai caber no meu carro!
Dona Tildinha: (dá uma risadinha) Matilde, esqueceu que somos fadas?
[Beta diminui graças à magia da dona Tildinha.]
Matilde: Ah. Esqueci desse pequeno detalhe.
Beta: Ser fada deve ser bem prático, não?
Dona Tildinha: É muito prático, mesmo.
[Elas entram no carro.]
Beta: Fico contente que você tenha aceitado vir, Tildinha.
Dona Tildinha: Ora, porque não? Eu sempre gosto de conhecer novas pessoas. E fazer novas amizades.
Beta: Tenho certeza que as pessoas vão achá-la bastante simpática.
Matilde: Há-há…
Dona Tildinha: O que houve, querida? Lembrou de alguma piada?
Matilde: Não.
Dona Tildinha: Não seja tímida. Adoraria ouvir uma piada agora, minha filha.
Matilde: Nada, eu apenas lembrei de uma situação engraçada.
Beta: E qual foi?
Matilde: O Kekekê vestido de menina.
Dona Tildinha: Ah! Aquela peça que ele fez, não é? Me lembro como tivesse sido ontem…
Matilde: É, o tempo passa muito rápido.
Beta: E como foi? Pode me contar?
Dona Tildinha: Ah, claro querida…
[Após uma hora de viagem, elas chegam ao local.]
Matilde: Bom mãe, Beta. Divirtam-se!
Dona Tildinha: Como assim “divirtam-se?”
Matilde: Eu vou embora, oras. Podem sair do carro!
Dona Tildinha: Na disso! Você vai se divertir com a gente.
Matilde: Não dá. Eu estou com uma dor no pé…
Dona Tildinha: Querida, você está mesmo muito esquecida hoje… lembra que sabe voar?
Matilde: Eu não consigo ligar o alarme do carro.
Beta: Ah, deixa que eu faço isso.
[Após frustradas tentativas da Matilde, ela acabou entrando com a mãe e a Beta no local.]
[Claro, a dona Tildinha é muito convincente! E ela fez a Beta voltar para o tamanho normal.]
Matilde: Eu mereço. Nem me lembro como se faz tricô!
Dona Tildinha: Não seja exagerada. Com certeza, com esforço, você vai lembrar.
Matilde: O Kekekê seria melhor, para uma reunião como essa.
Dona Tildinha: Eu sei como você ama o seu marido, e como queria estar com ele…
Matilde: Não foi bem o que eu disse.
Dona Tildinha: Isso é uma reunião de senhoras, não é para ter homens aqui.
[Após loongas horas, Matilde conhece uma senhora um pouco ranzinza, mas que ajudou a fada no tricô. Enquanto isso, Dona Tildinha fez amizade com uma senhora simpática, apesar de um pouco maluca.]
Dona Tildinha: Não foi divertido, meninas?
Beta: Ah, muito! Nós fizemos bastante coisa.
Matilde: É, não foi tão chato como pensei.
Dona Tildinha: Ainda conheci uma senhora muito boazinha. Fiz amizade com ela!
Matilde: É, eu reparei. Mas para mim, ela parecia não bater muito bem da cabeça.
Dona Tildinha: Enquanto você fez amizade com uma senhora bem antipática…

– Essa discussão das duas, não vai acabar muito bem.

Silly Tales

Teatro dos Abacaxis.

Zaltana: Como vocês sabem, o encontro dos Abacaxis está chegando.
Boon: E os Abacaxis fazem algo especial. Já sabemos.
Malvino: Não precisa explicar!
Zaltana: É necessário! Vocês são muito esquecidos.
Boon: Nós não somos esquecidos!
Malvino: TREVO DE QUATRO FOLHAS?
Boon: ONDE?
Zaltana: (bate com a mão na testa) ABACAXIS!
Malvino: Onde?
Boon: Abacaxis estão fugindo?
Malvino: Talvez da polícia…
Boon: Abacaxis malvados!
Zaltana: No concurso, nós vamos fazer um pequeno teatro.
Malvino: É?
Boon: Nós somos obrigados?
Zaltana: SIM! Vocês já planejaram algo para o encontro dos Abacaxis?
Malvino: Não.
Boon: Eu sempre espero por uma inspiração… repentina.
Zaltana: Inspiração repentina normalmente não resolve, Boon.
Boon: Não? Você só pode estar brincando.
Zaltana: Eu não estou brincando.
Malvino: Ela vai nos obrigar a fazer o teatro, Boon.
Boon: Vamos fugir?
Malvino: Podemos tentar.
Boon: Um, dois, três.
Zaltana: (começa a chorar) Snif…
Malvino: Ah, não!
Boon: Não aguento ver abacaxi chorando.
Malvino: Zaltana, a sua maquiagem vai ficar borrada.
Zaltana: Não importa. Vocês não ligam…
Boon: Claro que nós ligamos!
Malvino: Sim! Você vai ficar mais assustadora que já é!
Zaltana: (chora mais alto)
Boon: Malvino, não seja insensível. Você parece que não conhece as mulheres…
Malvino: No caso, estamos falando de uma abacaxi.
Boon: Malvino!
Malvino: Ok, desculpe Zaltana. Eu exagerei.
Zaltana: Então, para se desculpar, vai me ajudar no teatro.
Malvino: Tá…
Boon: Eu também?
Zaltana: Claro! Afinal, todos sabem que você é um abacaxi adorável.
Boon: Adorável?
[Algumas preparações depois…]
Zaltana: Vou explicar o roteiro para vocês. É uma conversa básica.
Boon: Precisamos usar essas perucas ridículas?
Malvino: Só falta o nariz de palhaço.
Zaltana: Não são ridículas!
Boon: Zaltana, de boa… Olhe bem para essas perucas.
Malvino: Não combinam com a gente.
Zaltana: Paciência, são as únicas que eu tenho.
Boon: Certo, vou tentar me acostumar.
Zaltana: Agora, vou falar do roteiro. Fui eu mesma que escrevi!
[Depois da explicação, e do ensaio.]
Zaltana: Perfeito! Vocês entenderam o que eu tinha em mente. Estaremos prontos para amanhã!
Boon: Ótimo, podemos descansar?
Malvino: Estou precisando de um doce.
[O celular da Zaltana toca.]
Zaltana: Oi? Ah, sim… tá bom. Certo, certo. Que pena. Tchau!
Malvino: Aconteceu alguma coisa?
Zaltana: O Encontro Anual dos Abacaxis foi cancelado.
Boon: Tanto trabalho… para nada.
Zaltana: Tudo bem, eu guardo para o ano que vem.

Pixie Tales

Brinquedos com nomes engraçados

[Zezé e Tadeu foram para a casa do amigo duende deles, Zico. Eles estudavam na mesma classe.]
[Após as aulas, o Kekekê combinei com o pai de Zico que eles iam passar a tarde lá.]
Zico: Amigos! A Rosquinha Roberta, Melancia Jackie e… e… Zé da Torta estão prontos para a ação!
Zezé: E quanto o Bolo Farinha?
Zico: Eu não o acho em lugar nenhum.
Tadeu: Não é o Bolo Farinha, em baixo do sofá.
Zico: Puxa, é mesmo! Como será que ele foi parar aí?
Zezé: Esse é um dos misteiros da vida, amigo.
Tadeu: Um dia, em cima da sua cama…
Zezé: No outro, embaixo do sofá!
Zico: Que sinistro.
Zezé: Muito!
Tadeu: Ainda bem que eu trouxe lanterna.
Zezé: Para quê você trouxe uma lanterna?
Tadeu: Para contar as famosas histórias do Torrão de Açúcar!
Zico: Não é História de Terror?
Tadeu: Não, é Torrão de Açúcar.
Zezé: Ah, não! As histórias do Torrão de Açúcar são chatas.
Tadeu: Não são, não!
Zezé: São, sim!
[Briga entre Zezé e Tadeu.]
Zico: Amigos! Não briguem!
Zezé: É mesmo.
Tadeu: Olha o estado que ficou nossos gorrinhos.
Zico: Vamos fazer o seguinte. Resolver esse assunto, no pedra, papel e tesoura.
Zezé: Boa ideia! Se eu ganhar, nós vamos brincar.
Tadeu: Se eu vencer, vou contar a história do Torrão de Açúcar!
Zezé: Um, dois, três e…
Tadeu: Já!
Zezé: Papel ganha da pedra!
Tadeu: Mas que coisa!
Zico: Foi uma partida justa. Podemos brincar, sem brigar agora?
Zezé: Claro!
Tadeu: Tá bem.
Zico: Um dia de emoção na Cidadezinha Quitanda. A Rosquinha Roberta passeava, até o momento em que…
Zezé: Ela é sequestrada pelo dragão Gao e seu comparsa Gorila Gigante!
Tadeu: Zé da Torta vê tudo o quê aconteceu. O Chefe Bolo Farinha entra em contato com ele, avisando que brevemente a Melancia Jackie apareceria!
Zico: Melancia Jackie chegou, no seu Dragão Brocólis, o bonzinho.
Zezé: Começam a perseguir o Dragão Gao e Gorila Gigante.
Tadeu: Zé da Torta, impaciente usa sua arma de arco-íris contra eles.
Zezé: O Dragão Gao é atingido. O Gorila Gigante caiu de cara no chão!
Zico: O Dragão Brócolis consegue resgatar a Rosquinha Roberta.
Tadeu: Mas Zé da Torta cai no chão…
Zezé: E então… e então…
Zico: A super caixa de sapato voadora o salva!
Zezé: Super caixa de sapato voadora?
Zico: Tudo pode virar personagem.
Tadeu: Desse jeito, até uma ervilha caída no chão vira personagem.
Zico: Pode ser uma história inspiradora, de uma ervilha que fugiu de dinossauros.
Zezé: Dinossauros?
Tadeu: Ficou maluco?
Zico: Claro que não!
Zezé: Mas você não tem um dinossauro de brinquedo, tem?
Zico: Bem… não sei. Acho que não.
Tadeu: Nesse caso, ele pode fugir do Panda Brioche.
Zezé: O Panda Brioche não ia ser herói, dessa vez?
Zico: A Ervilha pode ser vilã…
[Muitas brincadeiras com histórias dramáticas depois…]
Kekekê: Crianças! É hora de ir embora.
Zezé: Aaah.
Tadeu: Já?
Pai do Zico: Vocês brincaram bastante. Não esqueçam de pegar seus brinquedos!
[Zezé e Tadeu recolhem os brinquedos deles.]
Kekekê: E sua esposa, como vai?
Pai do Zico: Ela está passando a tarde na casa da minha sogra.
Kekekê: As coisas andam difíceis?
Pai do Zico: Não, não… É que ela precisava descansar.
Kekekê: Crianças podem deixar qualquer um doido, não é mesmo?
Pai do Zico: E como!
Zico: Tchau Zezé, Tchau Tadeu!
Zezé e Tadeu: Tchau!

– Eu queria saber que história é essa, sobre o Torrão de Açúcar.
– Nem me dei ao trabalho de dar nome ao pai do Zico.

Pixie Tales

Chuva e travesseiros.

[É um dia chuvoso, no apartamento do Kekekê. As crianças, foram passar o dia com ele. Ela deve estar brava, por causa do que aconteceu ontem… Ou na história anterior!]
Zezé: O dragão Gao ataca o Gorila Gigante!
Tadeu: Mas o Gorilla Gigante soube se defender, porque ele tinha travesseiros.
Zezé: MUITOS TRAVESSEIROS!
Tadeu: TRAVESSEIROS!
Kekekê: Crianças, eu trouxe os biscoitos…
Zezé: ATACAAAAR!
Kekekê: AAAAH!
Tadeu: Zezé, olha o que você fez!
Zezé: Ora, Tadeu! O papai só caiu no chão. E o travesseiro não soltou penas!
Tadeu: Isso não é travesseiro de penas!
Zezé: Ma-mas os traesseiros não são feito de penas?
Tadeu: Nem todos…
Zezé: Desculpe pai, você tá bem?
Kekekê: Ai… estou bem, apesar de ter batido com a cabeça no chão.
Tadeu: Bom, podia ter sido pior. Um acidente com casca de banana, por exemplo!
Zezé: Ah! Agora os biscoitos estão todos no chão!
Kekekê: Eu vou jogá-los fora. Não se preocupem, tem mais.
Tadeu: Ufa! Por um momento, pensei que tudo estivesse perdido.
Kekekê: Por que vocês não fazem um forte de travesseiros?
Zezé: O senhor vai proibir a guerra dos travesseiros?
Kekekê: Se vocês não colocaram travesseiros no chão, para amortecer a queda, proíbo.
Tadeu: Travesseiros no chão! Temos uma pequena guerra de travesseiros para fazer!
Kekekê: Ótimo. Mas lembrem-se, que a guerra tem que terminar em paz.
Zezé: Com um tratado de paz?
Kekekê: Pode ser. Vou buscar os biscoitos, e já volto.
[Os gêmeos terminam de montar o forte dos travesseiros!]
Zezé: Qual será o motivo da nossa briga?
Tadeu: Briga de travesseiros não precisa de um motivo.
Zezé: Biscoitos não pode ser um motivo?
Tadeu: Oh! Já estou começando a imaginar…
Zezé: O quê? O quê?
Tadeu: Guerra no país Confortável, os habitantes querem biscoito!
Zezé: É a única coisa que pode parar!
Tadeu: Legal, já sabemos como vai ser o fim da briga.
Zezé: Vamos começar a briga!
Tadeu: ATAQUEEE!
[Barulho de trovoada]
[Zezé e Tadeu correm para o forte feito de travesseiros.]
Zezé: Minha nossa!
Tadeu: A chuva parece que aumentou. (olha pela janela)
Zezé: Caramba!
Tadeu: Que foi?
Zezé: Esquecemos Gao e Gigante!
Tadeu: É mesmo. Desse jeito, eles vão se molhar.
[Nota: Eles ainda estão dentro do apartamento, mas eles acrescetaram chuva na imaginação. É para ficar mais… dramático! O Locutor pode não estar aqui, mas o dramático sempre existe.]
Zezé: O que vamos fazer?
Tadeu: Eu irei buscá-los!
Zezé: Não, irmão. Pode ser perigoso.
Tadeu: Alguém deve correr esse risco. (sai do forte)
Zezé: NÃAO! Pelo menos, leva um guarda-chuva!
Tadeu: Gao, Gigante! Eu vim aqui para buscá-los!
[Outra trovoada, um panda de pelúcia aparece;]
Tadeu: É o Panda Brioche!
Zezé: Cuidado! Ele pode usar uma armadilha!
Tadeu: Calma! Eu tenho travesseiros, para brigar com ele.
Zezé: Vai Tadeu!
Tadeu: (dá umas travesseiradas no Panda) Consegui!
Kekekê: Crianças! Eu trouxe os biscoitos.
Tadeu: Você demorou, pai.
Kekekê: É que eu tive que subir as escadas, para alcaçar o armário.
Zezé: Biscoitos!
Kekekê: Então… acabou a guerra?
Zezé: Guerra?
Tadeu: Salvar os seus amigos, é mais importante do que uma guerra.
Kekekê: Que lindo! *snif*
Tadeu: Bom trabalho como vilão, Panda Brioche!
Zezé: Da próxima vez, ele vai ser o herói.

– Travesseiros… muitos travesseiros! É isso que estou imaginando, nesse exato momento.

Pixie Tales

Apocalipse da Purpurina.

[Matilde estava no portão da escola Cogumelo Fofinho, esperando os gêmeos saírem.]
Matilde: Minha nossa Senhora das Fadas! Dona Larga Lagarta, o que aconteceu com esses dois?
Larga L.: Houve um acidente, Matilde. As crianças… vomitaram em suas mochilas.
Matilde: Vomitaram? E você está cheia de… purpurina.
Larga L.: Não foi apenas um acidente.
Matilde: Então…
Larga L.: As mochilas dos dois, estão limpinhas.
Matilde: Me desculpe pelo trabalho, dona Larga.
Larga L.: Ah, essas coisas acontecem. As crianças não tiveram culpa!
Matilde: Certo… isso é o que vamos ver.
Zezé e Tadeu: (engolem em seco)

[Matilde entra no carro, após colocar as crianças no banco de trás.]
Matilde: (fecha a porta do carro) Muito bem, crianças. Contem para mim, o que aconteceu.
Zezé: Tem certeza?
Tadeu: A culpa não foi nossa! Foi do… da…
Zezé: O caracol dos olhos negros!
Tadeu: Isso! isso!
Zezé: Ou foi do Charizard?
Tadeu: É! Foi o Charizard! Ele apareceu, destruiu todos os potinhos de purpurina-
Matilde: Certo. Vocês são muito criativos.
Zezé & Tadeu: Obrigado!
Matilde: Me contem a verdade, dessa vez.
Zezé: Er…
Tadeu: Hm…
Matilde: É melhor falar a verdade, vocês sabiam disso?
Tadeu: Sabíamos!
Zezé: Puxa, você está parecendo uma mãe exemplar!
Matilde: Eu sou uma mãe exemplar!
Zezé: Ce-certo! Desculpe!
Tadeu: Você não precisa falar essas coisas para a mamãe.
Zezé: Vou falar o quê, então?
Tadeu: A verdade.
Zezé: Mas a verdade é chata!
Matilde: Falem de uma vez!
Zezé: Bom… nós comemos muitas empadinhas.
Tadeu: E brincamos demais.
Zezé: Quando voltamos do recreio, teve a aula de artes.
Tadeu: E fizemos bagunça.
Zezé: E purpurina!
Tadeu: E acabamos vomitando.
Matilde: Não precisam ficar usando tantos “Es” no começo da frase. Mas na mochila? Como vocês não foram no banheiro?
Zezé: Bem, nós…
Tadeu: Não tivemos tempo de pensar nisso.
Zezé: E a mochila parecia um esconderijo tão bom.
Matilde: Eu ia abrir a mochila de vocês e encontrar… acidentes!
Tadeu: É… não foi um bom plano.
Matilde: Não mesmo!

[Eles chegaram no prédio em que a Matilde mora.]
Kekekê: Oi Matilde! Oi Crianças!
Zezé e Tadeu: Oi papai!
Matilde: Você sabe o que os seus filhos fizeram?
Kekekê: Não sei.
Matilde: Claro que você não sabe! Eles vomitaram… cada um na sua mochila!
Kekekê: Eu já vi isso em algum lugar.
Matilde: Oi?
Kekekê: Deixa para lá.

– Conheci uma criança que vomitou na mochila… O que ela tinha na cabeça?
– Co-como assim? Então a história é baseada em fatos reais?

Random Adventures

Em uma Tempestade de Neve.

[Imagine um boneco de palito vestido com uma roupa bem quentinha. Imaginou? Está pronto para a história! Caso você não tenha imaginado… Bem. Tanto faz! Leia a história, de qualquer forma.]
Random: Era um dia frio, e solitário. Grande parte dos meus amigos fugiu para as montanhas… E eu estou aqui, me perguntando: O que aconteceu, para todo mundo ir para lá? É claro, eu estou fazendo teorias sobre o assunto. Deve ter sido a neve!
Urso de Pelúcia: A neve sempre nos separa dos nossos amigos queridos.
Random: (começa a chorar)
Urso de Pelúcia: Desculpe. Não queria te deixar deprimido!
Random: Não tem problema, Urso de Pelúcia. É melhor nós sabermos da realidade!
Urso de Pelúcia: Não sei quanto tempo nós iremos sobreviver nessse local.
Random: Concordo. Neves não foram feitas para bonecos de palito.
Urso de Pelúcia: E nem para…. (espirra) Ursos de Pelúcia.
Random: Saúde.
Urso de Pelúcia: Obrigado.
Random: O que nós vamos fazer?
Urso de Pelúcia: Além de sobreviver?
Random: Não fale assim! Um dia, vamos estar rindo disso.
Urso de Pelúcia: De fato, isso é uma situação ridicúla.
Random: Podemos começar a rir agora!
Urso de Pelúcia: Ou cantar.
Random: Ou as duas coisas!
Urso de Pelúcia: Ótima ideia!
Random: Ha ha ha
Urso de Pelúcia: Beware of the trolls!
Random: Isso é uma música?
Urso de Pelúcia: Era para ser, pelo menos.
Random: Entendo. Você até sabe criar músicas.
Urso de Pelúcia: Precisa existir algo de inspirador, nessa tempestade de neve.
Random: Nós podíamos fazer uma fogueira!
Urso de Pelúcia: Com o quê? Nós só vemos neve, neve, e mais neve!
Random: Uma fogueira com neve…?
Urso de Pelúcia: Isso não existe.
Random: Podíamos inventar!
Urso de Pelúcia: Não é possível inventar isso.
Random: Não diga que nada é impossível!
Urso de Pelúcia: Eu não disse isso.
Random: Não
Urso de Pelúcia: Ainda não, pelo menos.
Random: Bem..
Urso de Pelúcia: O que é, agora?
Random: Vou começar a andar em círculos.
Urso de Pelúcia: Para quê?
Random: Para… fazer coisas.
Urso de Pelúcia: Você está escondendo alguma coisa?
Random: Eu? Claro que não!
Urso de Pelúcia: É mentira! Você está escondendo, sim!
Random: AAAH!
[Locutor-sama aparece, interrompendo a louca brincadeira do Random.]
Locutor-sama: Random?
Random: O que foi?
Locutor-sama: O que você está fazendo?
Random: Brincando na geladeira de isopor, ué.
Locutor-sama: E você colocou até um urso de pelúcia na geladeira de isopor??
Random: Eu queria algo realista, meu amigo.
Locutor-sama: Agora faz sentido. Mas não seria melhor sair daí?
Random: Aceito uma ajudinha. Por favor?

– Toda vez que eu ia escrever “Urso de Pelúcia”, saía Urso T- Não é Urso Tobi, é Urso de Pelúcia!

Silly Tales

Quando a autora não quer escrever. (02-02)

Locutor-sama: Estamos reunidos aqui, meus amigos para discutir um assunto muito importante.
Hello: O que houve exatamente?
Barman: Isso me lembrou aquela reunião, da reforma da cozinha.
Rika: Puxa, já faz tanto tempo que isso aconteceu.
K-chan: Que boa memória!
Locutor-sama: Gente, eu não quero falar da reforma da cozinha?
Barman: Não? Ah, desculpe Locutor-sama.
Hello: A cozinha não está precisando de reforma… está?
Barman: Não.
Hello: Ótimo!
Locutor-sama: Bom, eu não sei se vocês estão sabendo, mas…
Random: Panquecas!
Locutor-sama: O quê tem panquecas?
Pascoal: Tem umas panquecas, andando pela rua. Parece que elas estão se manifestando…
Random: É algo urgente!
Locutor-sama: E eu pensei que a senhorita Moon não quisesse escrever.
Barman: Ah, ela está com bloqueio criativo?
Hello: Novamente?
Random: E as panquecas?
Locutor-sama: Sei que elas também são importantes, mas alguém precisa convencer a autora a-
Random: Panquecas!
Pascoal: Minha nossa, você não pode parar de falar em panquecas?
Hello: Convencer a autora a escrever? Pode deixar comigo!
Random: Nós temos que resolver essa história das panquecas!
Locutor-sama: (bate com a mão na testa) Está bem, Random. Eu vou ver essa história das panquecas…
Pascoal: Ótimo! Assim ele para de ficar falando isso.
Barman: E quanto ao bloqueio criativo da Moon?
Locutor-sama: Bem, a senhorita Hello podia resolver isso. Você conhece os portais dimensionais, não é?
Hello: Ah, sim! Acabei encontrando sem querer, outro dia.
Locutor-sama: Então você pode ir.
Barman: Eu posso fazer outra pergunta?
Locutor-sama: Qual?
Barman: Esses portais dimensionais, não vão criar nenhum… problema?
Locutor-sama: Não.

No mundo real…
Moon: Estou precisando escovar os dentes, quem é que está no banhei-
Hello: Oi, Moon!
Moon: Hello? Você veio para cá… para quê?
Hello: É por um bom motivo.
Moon: Sério?
Hello: Claro.
Moon: E você está escovando os dentes… com a minha escova?
Hello: Não, é só uma igual sua, viu?
Moon: Ceerto, e qual é o bom motivo?
Hello: De eu ter vindo para cá? Ah, o seu bloqueio criativo.
Moon: Você também? Se bem que, da outra vez foi sonho.
Hello: Oh, é? De qualquer forma, você vai continuar a escrever?
Moon: Não sei… talvez não.
Hello: Como não?
Moon: Tá, tá! Eu escrevo, calma!

– Bloqueio criativo dos bravos… sim, outra vez.
– Na verdade, eu começo as histórias e não ando terminando. Mas isso resolve!

Silly Tales

Quando a autora não quer escrever. (01-02)

Locutor-sama: Autora… autora…
Moon: (dormindo)
Locutor-sama: Autora!
Moon: (boceja) Eu estou ouvindo o Locutor-sama?
Locutor-sama: Sim, eu estou aqui!
Moon: AAh!
Locutor-sama: Na minha forma “chibi”, que é mais econômica.
Moon: (boceja) É mesmo?
Locutor-sama: Sim. Eu soube que você está com problemas, para escrever as histórias.
Moon: Estou.
Locutor-sama: Eu sei que você quer voltar a dormir, mas isso é importante…
Moon: Que sonho mais louco que estou tendo!
Locutor-sama: Não autora, eu estou no mundo real, mesmo.
Moon: Sério?
Locutor-sama: Seríssimo.
Moon: Eu vou voltar a dormir…
Locutor-sama: Espera, autora!
Moon: Que foi?
Locutor-sama: Julho está acabando.
Moon: Eu sei disso.
Locutor-sama: Então…
Moon: Eu não escrevi os cinco últimos dias de julho.
Locutor-sama: Exato.
Moon: (boceja) Então você veio aqui para me pressionar?
Locutor-sama: Não autora, eu vim aqui para ajudá-la!
Moon: Ah… isso me lembra uma coisa.
Locutor-sama: O quê?
Moon: Nenhum personagem, além do Kekekê, a Tuta e a Matilde tem autorização de vir para o mundo real.
Locutor-sama: Eu sei.
Moon: Como é que você está aqui?
Locutor-sama: Bem…
Tuta-sama: Ele está sem autorização!
Locutor-sama: Bem… admito que sim.
Tuta-sama: Você tem um bom motivo?
Locutor-sama: O bloqueio criativo da senhorita Moon!
Tuta-sama: Isso não é motivo, para vir até o mundo real.
Locutor-sama: Mas ela precisa de ajuda, principalmente porque ela não quer escrever!
Tuta-sama: Talvez você tenha razão…
Moon: (dormindo)
Locutor-sama: E ela acabou adormecendo.
Tuta-sama: Estou vendo…. bom, nós damos um jeito amanhã.
Locutor-sama: Amanhã?
Tuta-sama: Amanhã.

Silly Tales

Aventureiros. (uma história sem noção)

Locutor-sama: Estou aqui, acompanhado do jardineiro Olliver. A Senhorita Rosalina também está conosco.
Rosalina: Então… nós três estamos vestidos de aventureiros?
Olliver: Existe um motivo especial para isso, claro. Nós vamos entrar naquele templo perdido, para encontrar uma rara semente de flor!
Locutor-sama: Será uma aventura dramática, e ao mesmo tempo épica.
Rosalina: Tudo isso por uma semente?
Olliver: É uma semente rara! Ra-rís-si-ma!
Rosalina: Tudo bem, já entendi.
Locutor-sama: Entramos no templo, que fora perdido muitas vezes pelas pessoas comuns.
Rosalina: “Perdido pelas pessoas comuns?”
Locutor-sama: Dizem que esse templo é encantado.
Olliver: E ele é encantado mesmo.
Rosalina: É?
Olliver: Claro. Vocês não estão vendo, essas múmias vestidas de mago?
Locutor-sama: Elas estão encatadas?
Olliver: Provavelmente.
Locutor-sama: O primeiro desafio! Nós discutimos com as múmias encatadas, e depois de muitas piadas de papagaio, elas finalmente nos deixaram passar.
Rosalina: Nunca vi alguém que soubesse tantas piadas de papagaio.
Olliver: É sempre bom, saber piadas de papagaio.
Rosalina: Para situações como essa?
Olliver: Para situações como essa.
Locutor-sama: O segundo desafio, é conseguir suportar as músicas repetitivas dos comerciais.
Música: Compre a pasta de dente do remetente…
Locutor-sama: Depois de uma hora, as músicas finalmente acabaram.
Rosalina: Nunca vi uma música tão repetitiva.
Olliver: Essa música jamais vai sair da minha cabeça.
Locutor-sama: Não vou nem comentar, o que penso sobre a música.
Olliver: Não?
Locutor-sama: Tem vezes, que o narrador não precisa expressar sua opinião.
Rosalina: Bom, qual será o próximo desafio?
Locutor-sama: Segundo o roteiro que a senhorita Moon deixou, é procurar no dicionário a palavra “Inconstitucionalissimamente”.
Olliver: Essa palavra tem no dicionário?
Locutor-sama: Tem. E vocês vão procurar naquele dicionário grandão.
Rosalina: Não tem nada de difícil, em procurar uma palavra no dicionário.
Locutor-sama: Bom, o dicionário não está em ordem alfabética.
Rosalina: Então não é um dicionário!
Locutor-sama: Foi o que eu falei par a autora, mas ela é teimosa.
Olliver: Não vamos desistir, Rosalina! (começa a procurar)
Rosalina: Tá, eu vou tentar.
Locutor-sama: Depois de horas procurando a palavra, nenhum dos dois encontrou.
Rosalina: Mas eu descobri uma coisa!
Locutor-sama: O quê?
Rosalina: Tem uma página faltando!
Olliver: No meu também!
Locutor-sama: Nesse caso… Aqui está, duas sementes dessa flor rara.
Rosalina: Como assim?
Olliver: Duas? E estavam com você, o tempo todo?
Locutor-sama: Na verdade, enquanto vocês procuravam a palavra, eu fui até o local em que elas estavam.
Olliver: Eu não acredito.
Locutor-sama: Pelo menos vocês viveram uma aventura.
Rosalina: E quanto a música de comercial, que jamais vai sair das nossas cabeças?
Locutor-sama: Tenho certeza que vocês dois vão superar isso.

Pixie Tales, Raccoon Tales

O caso das toalhas desaparecidas.

Tuta-sama: Hoje aconteceu uma coisa terrível, na minha casa! As toalhas, sim, as minhas toalhas…. (pausa dramática) desapareceram! Todas elas.
Locutor-sma: Até a toalha de mesa?
Tuta-sama: Não dê uma de engraçadinho, Locutor.
Locutor-sama: Desculpe.
Tuta-sama: Por causa disso, eu chamei o detetive Kekekê!
Kekekê: (entra na sala de estar da guaxinim) Olá! Qual o problema?
Tuta-sama: Eu disse para você no telefone, Kekekê! As toalhas desapareceram.
Kekekê: Incluindo as toalhas da mesa?
Tuta-sama: Sabe Kekekê, o Locutor-sama já fez essa piada.
Kekekê: Já?
Locutor-sama: Já.
Kekekê: Certo, então. Onde estavam as suas toalhas, na última vez que as viu?
Tuta-sama: No banheiro.
Kekekê: Você checou todos os banheiros da sua casa?
Tuta-sama: Chequei.
Kekekê: Impossível. Tem muitos banheiros, na sua mansão.
Locutor-sama: Talvez ela tenha feito treinamento ninja?
Kekekê: É possível.
Tuta-sama: O que treinamento ninja, tem a ver com isso?
Kekekê: Tudo! Ninjas são rápidos, para checar as toalhas nos banheiro.
Tuta-sama: Sério?
Locutor-sama: Ele está certo, Tuta-sama. Já vi ninjas fazendo isso.
Tuta-sama: E daí?
Locutor-sama: Era uma das lições, na escola de ninjas.
Tuta-sama: Podemos voltar no que é importante?
Kekekê: Claro, claro.
Tuta-sama: Quer saber? Aposto que foram as crianças que fizeram isso.
Kekekê: Mas o Zezé e Tadeu nem estão aqui.
Tuta-sama: As pessoas chegam a qualquer hora, na minha casa.
Locutor-sama: E de qualquer lugar.
Kekekê: Impossível! A menos que eles…
Tuta-sama: Que eles?
Locutor-sama: Tenham aprendido a usar robôs gigantes?
Kekekê: Não, portal dimensional.
Tuta-sama: Será que eles aprenderam?
Kekekê: É melhor nós irmos checar!
Locutor-sama: Andamos por trinta minutos pelos corredores, e chegamos perto de um portal. Aberto!
Kekekê: É uma irresponsabilidade, deixar portais aberto!
Locutor-sama: Kekekê, os gêmeos estão…
Kekekê: E com as toalhas! Minha nossa!
Zezé: Fomos descobertos!
Tadeu: Corre, Tadeu!
Locutor-sama: Uma perseguição emocionante, até que aparece a fada Matilde.
Matilde: Finalmente achei vocês! Eu não acredito, como foi que aprenderam a abrir portais?
Zezé: Internet?
Tadeu: Desenho animado?
Matilde: E podem devolver as toalhas da Tuta!
Zezé: Ma-mas…
Tadeu: São as capas para os rolos de papel higiênico!
Matilde: Nada de capas! Nada de roubar toalhas! Nada de abrir portais!
Kekekê: Abrir portais pode ser perigoso.
Zezé: Desculpe, papai.
Tadeu: Desculpe, tia.
Tuta-sama: Eu sabia que tinha sido eles! Mas tudo bem. Estão desculpados.
Kekekê: Mas espera aí… essas são as toalhas de mão!
Zezé: Claro!
Tadeu: Nós não íamos conseguir pegar as maiores.
Kekekê: Mas então… quem pegou as outras?
Locutor-sama: Existem mistérios, que jamais tem solução.