Locutor-sama: Estou aqui em um local esquisito do país de Silly Tales. Não posso revelar exatamente onde, mas posso dizer o nome. A Área 72!
Alice: Dizem que aqui acontece coisas muito bizarras, relacionadas com alienígenas! Qual a sua opinião sobre o assunto, Tasketê?
Tasketê: Acho que você tem razão, Alice.
Alice: Será que é uma sede para os aliens?!
Tasketê: É o que nós vamos descobrir.
Alice: Eu trouxe os materiais necessários!
Tasketê: E eu trouxe biscoitinho de canela!
Alice: Legal. Ah, eu tenho algo para nós bebermos, também.
Locutor-sama: Espero que vocês não estão confundindo essa investigação com um piquenique.
Tasketê: Xii… Não vou poder usar a minha toalha xadrez?
Alice: Úon… essa carinha triste!
Locutor-sama: Bom. Toalha xadrez não quer dizer piquenique…
Tasketê: Ainda bem. Gosto muito dessa toalha!
Alice: A Área 72 tem bastante seguranças, não é mesmo?
Locutor-sama: Eles impedem curiosos, mesmo que eles não tenham más intenções.
Tasketê: Deve ter um segredo muito grande, escondido nessa área!
Alice: Ou talvez seja algo mais simples do que nós pensávamos.
Tasketê: Aí não teria muita graça.
Locutor-sama: Vamos aproveitar, que parece deserto na entrada.
Alice: Ótimo! (coloca o duende no ombro dela) Vamos nessa, Tasketê!
Tasketê: Ao infinito e além!
Alice: Nós não estamos voando.
Tasketê: É que eu sempre quis dizer isso.
Locutor-sama: Andamos devagar na Área 72. Observamos que haviam vár-
Guarda 1: Intrusos!
[Vários guardas começam a seguir os três.]
Alice: Corram, pessoal!
Tasketê: No meu caso, vou segurar o meu gorrinho!
Locutor-sama: Corremos contra o vento! Não podíamos ser pegos pelos guardas… As pessoas precisavam saber a verdade!
Tasketê: Viva a verdade!!
Alice: Abaixo a opressão!
Locutor-sama: Daqui a pouco, vamos virar baderneiros.
Tasketê: Me sinto lutando com a capital…
Alice: Eles são muitos! Não vamos conseguir explorar o local direito…
Locutor-sama: Precisamos de um plano.
Tasketê: Que pena que o Cebolinha não está aqui.
Alice: Não temos o Cebolinha, mas temos isso! (tira uma coisa do bolso)
Tasketê: Isso aí é um… quadrado?
Alice: É só jogar no chão, que dá para ver o efeito!
[Os três viraram estátuas!]
Guarda 1: Ué? Para onde eles foram?
Guarda 2: Para lá?
Guarda 3: Não, para cá!
Guarda 4: Essas estátuas sempre estiveram aqui?
Guarda 1: É claro! Não seja bobo.
Guarda 2: Temos que encontrá-los!
Guarda 3: Alguém se habilita a farejar o chão?
Guarda 4: Essas estátuas…
[Depois de discussões, eles foram embora.]
Alice: Ufa! Quase fomos pegos.
Tasketê: Vocês viram como esses guardas se vestiam de maneira esquisita?
Alice: Não era bem dessa maneira que eu imaginava, que eles se vestiam…
Locutor-sama: Pareciam até chefes de cozinha!
???: O que vocês estão fazendo aqui?
Alice: Nossa!
Tasketê: Não é aquele famoso chefe da tevevisão?
Alice: Acho que ele tem até um programa de culinária…
Chef: Vocês não deveriam estar aqui. Estamos fazendo receitas super secretas!
Tasketê: Então é isso que tem na Área 72?
Alice: Que decepcionante.
Chef: O que vocês esperavam? Alienígenas?
Alice: Bem…
Tasketê: Sim.
[Os três foram embora. Enquanto isso, o pessoal da Área 72 tirou seus disfarces…]
Chef: (que na verdade é um alienígena) Humanos são tão fáceis de se enganar!
O Clube dos Personagens Injustiçados.
Balinha: Hoje eu estou aqui para uma reunião importante. Os personagens injustiçados se reuniram aqui…
Pascoal: Normalmente, as pessoas se reúnem em reuniões…
Balinha: Silêncio, Locutor-sama! Não sei nem para quê você veio aqui, se não é injustiçado.
Pascoal: Eu não sou o Locutor-sama, sabe…
Balinha: Você não é o Locutor? Então, quem é você?
Pascoal: Eu sou o irmão gêmeo dele.
Balinha: Nunca ouvi falar disso.
Barman: Mas é verdade, Balinha.
Balinha: É?
Barman: É.
Balinha: E você, Tasketê? O que acha sobre o assunto?
Tasketê: Eu?
Balinha: Sim, você.
Tasketê: Ninguém liga para a minha opinião.
Balinha: É claro que nós ligamos para a sua opinião!
Capitão Yay: Qual é o telefone dela?
Balinha: Capitão!
Capitão Yay: Eu quis fazer uma pequena piada.
Balinha: Não foi uma piada muito boa.
Capitão Yay: Eu tentei.
Balinha: Certo, você é o irmão gêmeo dele. Pensei que era o Locutor usando peruca.
Pascoal: Hmm, não. Eu deixei meu cabelo crescer, para ser-
Balinha: Você conheceu a Mônica?!
Pascoal: Não é como na música “Eduardo e Mônica”!
Balinha: Oh. Me enganei. Desculpe!
Capitão Yay: E eu pensei que ele estava fazendo uma piada.
Balinha: Bom, meus caros amigos injustiçados…
Barman: Olha, eu não entendi bem o porquê de eu estar nessa reunião. O Tasketê tudo bem, que acho que apareceu apenas em duas histórias. Mas e eu? Por que sou injustiçado?
Balinha: Porque… você só aparece para fazer perguntas. E ser parte do cenário!
Barman: Eu não vejo as coisas por esse lado.
Balinha: Quer dizer que você não vê nada de errado na sua vida?
Barman: Não tenho nada para reclamar da minha vida.
Pascoal: Esse cara não tem sonhos…
Barman: Mas eu sonho todas as noites!
Pascoal: Não foi bem isso que eu quis dizer.
Balinha: Tá. Vamos focar no problema do Tasketê.
Tasketê: Problema? Qual problema?
Balinha: Você raramente dá as caras nas histórias.
Tasketê: Pensei que era a minha falta de tomar refrigerante.
Balinha: Não! A sua ausência é mais importante.
Tasketê: Não é como alguém sentisse falta…
Balinha: É claro que sentem falta!
Pascoal: Se souberem quem é você, com certeza sentirão falta.
Tasketê: (cai uma gota de lágrima do olho dele)
Barman: Isso é coisa que se fale?
Pascoal: Tem razão, senhor questionador. Desculpe, duende Tasketê!
Tasketê: Tudo bem… não tem importância, por falar a verdade…
Balinha: É claro que tem! Olha, eu arrumei um jeitinho para você aparecer na historinha de amanhã…
Tasketê: Verdade?
Balinha: Claro! Anões não mentem. E nem usam desodorante!
Pascoal: Preferia não saber da última coisa.
Capitão Yay: Isso explica o seu cheirinho…
Balinha: Não! Quis dizer que não uso desodorante, no lugar no machado.
Capitão Yay: Sei…
Barman: Então… Pascoal, o que quis dizer quando disse que eu não tinha sonhos?
Pascoal: Que você não é ambicioso.
Barman: Ambicioso? Mas eu não queria dominar o mundo.
Pascoal: (suspira) É a última vez que tento me explicar.
Senhoras que gostam de tricô.
No apartamento da Matilde
Dona Tildinha: Matilde, minha querida. Estava pensando se, não seria muito incômodo…
Matilde: Incômodo? O que seria um incômodo?
Dona Tildinha: Sabe, eu queria uma carona.
Matilde: Quer que eu te leve aonde?
Dona Tildinha: Para uma reunião super importante!
Matilde: Das velhinhas que fazem tricô.
Dona Tildinha: Você acha sua mãe velha?
Matilde: Er, não. Falando sério, onde que vou ter que te levar?
Dona Tildinha: Para a reunião das Senhoras que gostam de tricô.
Matilde: Oh…
Dona Tildinha: O que estamos esperando? Vamos, não temos o dia todo!
Matilde: (é puxada pela mãe)
[Matilde tira o carro da garagem.]
Dona Tildinha: Filha, eu estou aqui!
Matilde: E você está com a Beta?
Dona Tildinha: Sim, ela vai conosco.
Beta: Como vai, Matilde?
Matilde: Bem. Mas mãe, olha só o tamanho da Beta. Não vai caber no meu carro!
Dona Tildinha: (dá uma risadinha) Matilde, esqueceu que somos fadas?
[Beta diminui graças à magia da dona Tildinha.]
Matilde: Ah. Esqueci desse pequeno detalhe.
Beta: Ser fada deve ser bem prático, não?
Dona Tildinha: É muito prático, mesmo.
[Elas entram no carro.]
Beta: Fico contente que você tenha aceitado vir, Tildinha.
Dona Tildinha: Ora, porque não? Eu sempre gosto de conhecer novas pessoas. E fazer novas amizades.
Beta: Tenho certeza que as pessoas vão achá-la bastante simpática.
Matilde: Há-há…
Dona Tildinha: O que houve, querida? Lembrou de alguma piada?
Matilde: Não.
Dona Tildinha: Não seja tímida. Adoraria ouvir uma piada agora, minha filha.
Matilde: Nada, eu apenas lembrei de uma situação engraçada.
Beta: E qual foi?
Matilde: O Kekekê vestido de menina.
Dona Tildinha: Ah! Aquela peça que ele fez, não é? Me lembro como tivesse sido ontem…
Matilde: É, o tempo passa muito rápido.
Beta: E como foi? Pode me contar?
Dona Tildinha: Ah, claro querida…
[Após uma hora de viagem, elas chegam ao local.]
Matilde: Bom mãe, Beta. Divirtam-se!
Dona Tildinha: Como assim “divirtam-se?”
Matilde: Eu vou embora, oras. Podem sair do carro!
Dona Tildinha: Na disso! Você vai se divertir com a gente.
Matilde: Não dá. Eu estou com uma dor no pé…
Dona Tildinha: Querida, você está mesmo muito esquecida hoje… lembra que sabe voar?
Matilde: Eu não consigo ligar o alarme do carro.
Beta: Ah, deixa que eu faço isso.
[Após frustradas tentativas da Matilde, ela acabou entrando com a mãe e a Beta no local.]
[Claro, a dona Tildinha é muito convincente! E ela fez a Beta voltar para o tamanho normal.]
Matilde: Eu mereço. Nem me lembro como se faz tricô!
Dona Tildinha: Não seja exagerada. Com certeza, com esforço, você vai lembrar.
Matilde: O Kekekê seria melhor, para uma reunião como essa.
Dona Tildinha: Eu sei como você ama o seu marido, e como queria estar com ele…
Matilde: Não foi bem o que eu disse.
Dona Tildinha: Isso é uma reunião de senhoras, não é para ter homens aqui.
[Após loongas horas, Matilde conhece uma senhora um pouco ranzinza, mas que ajudou a fada no tricô. Enquanto isso, Dona Tildinha fez amizade com uma senhora simpática, apesar de um pouco maluca.]
Dona Tildinha: Não foi divertido, meninas?
Beta: Ah, muito! Nós fizemos bastante coisa.
Matilde: É, não foi tão chato como pensei.
Dona Tildinha: Ainda conheci uma senhora muito boazinha. Fiz amizade com ela!
Matilde: É, eu reparei. Mas para mim, ela parecia não bater muito bem da cabeça.
Dona Tildinha: Enquanto você fez amizade com uma senhora bem antipática…
– Essa discussão das duas, não vai acabar muito bem.
Teatro dos Abacaxis.
Zaltana: Como vocês sabem, o encontro dos Abacaxis está chegando.
Boon: E os Abacaxis fazem algo especial. Já sabemos.
Malvino: Não precisa explicar!
Zaltana: É necessário! Vocês são muito esquecidos.
Boon: Nós não somos esquecidos!
Malvino: TREVO DE QUATRO FOLHAS?
Boon: ONDE?
Zaltana: (bate com a mão na testa) ABACAXIS!
Malvino: Onde?
Boon: Abacaxis estão fugindo?
Malvino: Talvez da polícia…
Boon: Abacaxis malvados!
Zaltana: No concurso, nós vamos fazer um pequeno teatro.
Malvino: É?
Boon: Nós somos obrigados?
Zaltana: SIM! Vocês já planejaram algo para o encontro dos Abacaxis?
Malvino: Não.
Boon: Eu sempre espero por uma inspiração… repentina.
Zaltana: Inspiração repentina normalmente não resolve, Boon.
Boon: Não? Você só pode estar brincando.
Zaltana: Eu não estou brincando.
Malvino: Ela vai nos obrigar a fazer o teatro, Boon.
Boon: Vamos fugir?
Malvino: Podemos tentar.
Boon: Um, dois, três.
Zaltana: (começa a chorar) Snif…
Malvino: Ah, não!
Boon: Não aguento ver abacaxi chorando.
Malvino: Zaltana, a sua maquiagem vai ficar borrada.
Zaltana: Não importa. Vocês não ligam…
Boon: Claro que nós ligamos!
Malvino: Sim! Você vai ficar mais assustadora que já é!
Zaltana: (chora mais alto)
Boon: Malvino, não seja insensível. Você parece que não conhece as mulheres…
Malvino: No caso, estamos falando de uma abacaxi.
Boon: Malvino!
Malvino: Ok, desculpe Zaltana. Eu exagerei.
Zaltana: Então, para se desculpar, vai me ajudar no teatro.
Malvino: Tá…
Boon: Eu também?
Zaltana: Claro! Afinal, todos sabem que você é um abacaxi adorável.
Boon: Adorável?
[Algumas preparações depois…]
Zaltana: Vou explicar o roteiro para vocês. É uma conversa básica.
Boon: Precisamos usar essas perucas ridículas?
Malvino: Só falta o nariz de palhaço.
Zaltana: Não são ridículas!
Boon: Zaltana, de boa… Olhe bem para essas perucas.
Malvino: Não combinam com a gente.
Zaltana: Paciência, são as únicas que eu tenho.
Boon: Certo, vou tentar me acostumar.
Zaltana: Agora, vou falar do roteiro. Fui eu mesma que escrevi!
[Depois da explicação, e do ensaio.]
Zaltana: Perfeito! Vocês entenderam o que eu tinha em mente. Estaremos prontos para amanhã!
Boon: Ótimo, podemos descansar?
Malvino: Estou precisando de um doce.
[O celular da Zaltana toca.]
Zaltana: Oi? Ah, sim… tá bom. Certo, certo. Que pena. Tchau!
Malvino: Aconteceu alguma coisa?
Zaltana: O Encontro Anual dos Abacaxis foi cancelado.
Boon: Tanto trabalho… para nada.
Zaltana: Tudo bem, eu guardo para o ano que vem.
Em uma Tempestade de Neve.
[Imagine um boneco de palito vestido com uma roupa bem quentinha. Imaginou? Está pronto para a história! Caso você não tenha imaginado… Bem. Tanto faz! Leia a história, de qualquer forma.]
Random: Era um dia frio, e solitário. Grande parte dos meus amigos fugiu para as montanhas… E eu estou aqui, me perguntando: O que aconteceu, para todo mundo ir para lá? É claro, eu estou fazendo teorias sobre o assunto. Deve ter sido a neve!
Urso de Pelúcia: A neve sempre nos separa dos nossos amigos queridos.
Random: (começa a chorar)
Urso de Pelúcia: Desculpe. Não queria te deixar deprimido!
Random: Não tem problema, Urso de Pelúcia. É melhor nós sabermos da realidade!
Urso de Pelúcia: Não sei quanto tempo nós iremos sobreviver nessse local.
Random: Concordo. Neves não foram feitas para bonecos de palito.
Urso de Pelúcia: E nem para…. (espirra) Ursos de Pelúcia.
Random: Saúde.
Urso de Pelúcia: Obrigado.
Random: O que nós vamos fazer?
Urso de Pelúcia: Além de sobreviver?
Random: Não fale assim! Um dia, vamos estar rindo disso.
Urso de Pelúcia: De fato, isso é uma situação ridicúla.
Random: Podemos começar a rir agora!
Urso de Pelúcia: Ou cantar.
Random: Ou as duas coisas!
Urso de Pelúcia: Ótima ideia!
Random: Ha ha ha
Urso de Pelúcia: Beware of the trolls!
Random: Isso é uma música?
Urso de Pelúcia: Era para ser, pelo menos.
Random: Entendo. Você até sabe criar músicas.
Urso de Pelúcia: Precisa existir algo de inspirador, nessa tempestade de neve.
Random: Nós podíamos fazer uma fogueira!
Urso de Pelúcia: Com o quê? Nós só vemos neve, neve, e mais neve!
Random: Uma fogueira com neve…?
Urso de Pelúcia: Isso não existe.
Random: Podíamos inventar!
Urso de Pelúcia: Não é possível inventar isso.
Random: Não diga que nada é impossível!
Urso de Pelúcia: Eu não disse isso.
Random: Não
Urso de Pelúcia: Ainda não, pelo menos.
Random: Bem..
Urso de Pelúcia: O que é, agora?
Random: Vou começar a andar em círculos.
Urso de Pelúcia: Para quê?
Random: Para… fazer coisas.
Urso de Pelúcia: Você está escondendo alguma coisa?
Random: Eu? Claro que não!
Urso de Pelúcia: É mentira! Você está escondendo, sim!
Random: AAAH!
[Locutor-sama aparece, interrompendo a louca brincadeira do Random.]
Locutor-sama: Random?
Random: O que foi?
Locutor-sama: O que você está fazendo?
Random: Brincando na geladeira de isopor, ué.
Locutor-sama: E você colocou até um urso de pelúcia na geladeira de isopor??
Random: Eu queria algo realista, meu amigo.
Locutor-sama: Agora faz sentido. Mas não seria melhor sair daí?
Random: Aceito uma ajudinha. Por favor?
– Toda vez que eu ia escrever “Urso de Pelúcia”, saía Urso T- Não é Urso Tobi, é Urso de Pelúcia!
Quando a autora não quer escrever. (02-02)
Locutor-sama: Estamos reunidos aqui, meus amigos para discutir um assunto muito importante.
Hello: O que houve exatamente?
Barman: Isso me lembrou aquela reunião, da reforma da cozinha.
Rika: Puxa, já faz tanto tempo que isso aconteceu.
K-chan: Que boa memória!
Locutor-sama: Gente, eu não quero falar da reforma da cozinha?
Barman: Não? Ah, desculpe Locutor-sama.
Hello: A cozinha não está precisando de reforma… está?
Barman: Não.
Hello: Ótimo!
Locutor-sama: Bom, eu não sei se vocês estão sabendo, mas…
Random: Panquecas!
Locutor-sama: O quê tem panquecas?
Pascoal: Tem umas panquecas, andando pela rua. Parece que elas estão se manifestando…
Random: É algo urgente!
Locutor-sama: E eu pensei que a senhorita Moon não quisesse escrever.
Barman: Ah, ela está com bloqueio criativo?
Hello: Novamente?
Random: E as panquecas?
Locutor-sama: Sei que elas também são importantes, mas alguém precisa convencer a autora a-
Random: Panquecas!
Pascoal: Minha nossa, você não pode parar de falar em panquecas?
Hello: Convencer a autora a escrever? Pode deixar comigo!
Random: Nós temos que resolver essa história das panquecas!
Locutor-sama: (bate com a mão na testa) Está bem, Random. Eu vou ver essa história das panquecas…
Pascoal: Ótimo! Assim ele para de ficar falando isso.
Barman: E quanto ao bloqueio criativo da Moon?
Locutor-sama: Bem, a senhorita Hello podia resolver isso. Você conhece os portais dimensionais, não é?
Hello: Ah, sim! Acabei encontrando sem querer, outro dia.
Locutor-sama: Então você pode ir.
Barman: Eu posso fazer outra pergunta?
Locutor-sama: Qual?
Barman: Esses portais dimensionais, não vão criar nenhum… problema?
Locutor-sama: Não.
No mundo real…
Moon: Estou precisando escovar os dentes, quem é que está no banhei-
Hello: Oi, Moon!
Moon: Hello? Você veio para cá… para quê?
Hello: É por um bom motivo.
Moon: Sério?
Hello: Claro.
Moon: E você está escovando os dentes… com a minha escova?
Hello: Não, é só uma igual sua, viu?
Moon: Ceerto, e qual é o bom motivo?
Hello: De eu ter vindo para cá? Ah, o seu bloqueio criativo.
Moon: Você também? Se bem que, da outra vez foi sonho.
Hello: Oh, é? De qualquer forma, você vai continuar a escrever?
Moon: Não sei… talvez não.
Hello: Como não?
Moon: Tá, tá! Eu escrevo, calma!
– Bloqueio criativo dos bravos… sim, outra vez.
– Na verdade, eu começo as histórias e não ando terminando. Mas isso resolve!
Quando a autora não quer escrever. (01-02)
Locutor-sama: Autora… autora…
Moon: (dormindo)
Locutor-sama: Autora!
Moon: (boceja) Eu estou ouvindo o Locutor-sama?
Locutor-sama: Sim, eu estou aqui!
Moon: AAh!
Locutor-sama: Na minha forma “chibi”, que é mais econômica.
Moon: (boceja) É mesmo?
Locutor-sama: Sim. Eu soube que você está com problemas, para escrever as histórias.
Moon: Estou.
Locutor-sama: Eu sei que você quer voltar a dormir, mas isso é importante…
Moon: Que sonho mais louco que estou tendo!
Locutor-sama: Não autora, eu estou no mundo real, mesmo.
Moon: Sério?
Locutor-sama: Seríssimo.
Moon: Eu vou voltar a dormir…
Locutor-sama: Espera, autora!
Moon: Que foi?
Locutor-sama: Julho está acabando.
Moon: Eu sei disso.
Locutor-sama: Então…
Moon: Eu não escrevi os cinco últimos dias de julho.
Locutor-sama: Exato.
Moon: (boceja) Então você veio aqui para me pressionar?
Locutor-sama: Não autora, eu vim aqui para ajudá-la!
Moon: Ah… isso me lembra uma coisa.
Locutor-sama: O quê?
Moon: Nenhum personagem, além do Kekekê, a Tuta e a Matilde tem autorização de vir para o mundo real.
Locutor-sama: Eu sei.
Moon: Como é que você está aqui?
Locutor-sama: Bem…
Tuta-sama: Ele está sem autorização!
Locutor-sama: Bem… admito que sim.
Tuta-sama: Você tem um bom motivo?
Locutor-sama: O bloqueio criativo da senhorita Moon!
Tuta-sama: Isso não é motivo, para vir até o mundo real.
Locutor-sama: Mas ela precisa de ajuda, principalmente porque ela não quer escrever!
Tuta-sama: Talvez você tenha razão…
Moon: (dormindo)
Locutor-sama: E ela acabou adormecendo.
Tuta-sama: Estou vendo…. bom, nós damos um jeito amanhã.
Locutor-sama: Amanhã?
Tuta-sama: Amanhã.
Aventureiros. (uma história sem noção)
Locutor-sama: Estou aqui, acompanhado do jardineiro Olliver. A Senhorita Rosalina também está conosco.
Rosalina: Então… nós três estamos vestidos de aventureiros?
Olliver: Existe um motivo especial para isso, claro. Nós vamos entrar naquele templo perdido, para encontrar uma rara semente de flor!
Locutor-sama: Será uma aventura dramática, e ao mesmo tempo épica.
Rosalina: Tudo isso por uma semente?
Olliver: É uma semente rara! Ra-rís-si-ma!
Rosalina: Tudo bem, já entendi.
Locutor-sama: Entramos no templo, que fora perdido muitas vezes pelas pessoas comuns.
Rosalina: “Perdido pelas pessoas comuns?”
Locutor-sama: Dizem que esse templo é encantado.
Olliver: E ele é encantado mesmo.
Rosalina: É?
Olliver: Claro. Vocês não estão vendo, essas múmias vestidas de mago?
Locutor-sama: Elas estão encatadas?
Olliver: Provavelmente.
Locutor-sama: O primeiro desafio! Nós discutimos com as múmias encatadas, e depois de muitas piadas de papagaio, elas finalmente nos deixaram passar.
Rosalina: Nunca vi alguém que soubesse tantas piadas de papagaio.
Olliver: É sempre bom, saber piadas de papagaio.
Rosalina: Para situações como essa?
Olliver: Para situações como essa.
Locutor-sama: O segundo desafio, é conseguir suportar as músicas repetitivas dos comerciais.
Música: Compre a pasta de dente do remetente…
Locutor-sama: Depois de uma hora, as músicas finalmente acabaram.
Rosalina: Nunca vi uma música tão repetitiva.
Olliver: Essa música jamais vai sair da minha cabeça.
Locutor-sama: Não vou nem comentar, o que penso sobre a música.
Olliver: Não?
Locutor-sama: Tem vezes, que o narrador não precisa expressar sua opinião.
Rosalina: Bom, qual será o próximo desafio?
Locutor-sama: Segundo o roteiro que a senhorita Moon deixou, é procurar no dicionário a palavra “Inconstitucionalissimamente”.
Olliver: Essa palavra tem no dicionário?
Locutor-sama: Tem. E vocês vão procurar naquele dicionário grandão.
Rosalina: Não tem nada de difícil, em procurar uma palavra no dicionário.
Locutor-sama: Bom, o dicionário não está em ordem alfabética.
Rosalina: Então não é um dicionário!
Locutor-sama: Foi o que eu falei par a autora, mas ela é teimosa.
Olliver: Não vamos desistir, Rosalina! (começa a procurar)
Rosalina: Tá, eu vou tentar.
Locutor-sama: Depois de horas procurando a palavra, nenhum dos dois encontrou.
Rosalina: Mas eu descobri uma coisa!
Locutor-sama: O quê?
Rosalina: Tem uma página faltando!
Olliver: No meu também!
Locutor-sama: Nesse caso… Aqui está, duas sementes dessa flor rara.
Rosalina: Como assim?
Olliver: Duas? E estavam com você, o tempo todo?
Locutor-sama: Na verdade, enquanto vocês procuravam a palavra, eu fui até o local em que elas estavam.
Olliver: Eu não acredito.
Locutor-sama: Pelo menos vocês viveram uma aventura.
Rosalina: E quanto a música de comercial, que jamais vai sair das nossas cabeças?
Locutor-sama: Tenho certeza que vocês dois vão superar isso.
Aguardando. (ou como se divertir enquanto alguma coisa carrega)
Locutor-sama: Você sempre tem que aguardar alguma coisa, quando usa a internet. Uma página, um download ou um jogo. Sempre tem que esperar carregar!
Sabrina: É a primeira vez que vejo alguém narrando, enquanto usa o computador.
Pascoal: Ele faz isso normalmente.
Sabrina: Deixa a internet mais emocionante?
Pascoal: Com certeza, deixa.
Locutor-sama: Emocionante não! Dramática.
Pascoal: Já entendi, Senhor Dramático.
Locutor-sama: Você tem algum problema com isso?
Pascoal: Claro que não. Se bem que, você é dramático demais.
Sabrina: A barrinha de carregar deixa as pessoas nervosas, mesmo.
Locutor-sama: Está esperando algo carregar, também?
Sabrina: Estou.
Pascoal: Isso está paecendo internet discada.
Sabrina: Ou criaturas pequenas, roendo o fio da internet.
Locutor-sama: Oi?
Sabrina: Deixa para lá.
Locutor-sama: Que tal jogarmos algo, enquanto esperamos?
Pascoal: Eu preferia jogar Candy Crush-
Locutor-sama: Não seja um viciado de Candy Crush, meu caro.
Sabrina: Que tal aquele jogo de “continue a história”?
Locutor-sama: Boa ideia!
Pascoal: Eu ainda preferia-
Locutor-sama: Pare de falar em Candy Crush, Pascoal.
Pascoal: Desculpe. Meu nível de vício está ficando complicado.
Sabrina: Posso começar?
Locutor-sama: Claro!
Sabrina: Era uma vez um coelho, que tinha ido passear na floresta.
Locutor-sama: Estava alegre, até o momento em que começou a chover.
Pascoal: E ele reclamou que não tinha trazido um guarda-chuva!
Sabrina: Uma coruja apareceu, com capa de chuva.
Locutor-sama: Ofereceu para ele, um guarda-chuva.
Pascoal: E uma toalha para se secar.
Sabrina: Agradeceu a coruja, e continuou a andar.
Locutor-sama: Ele descobriu que…
Pascoal: Um disco voador caiu no meio da floresta.
Sabrina: Perto do disco voador, ele viu uma bola que parecia desmaiada.
Locutor-sama: O coelho foi tentar acordar a bola, mas não conseguiu.
Pascoal: Ele começou a se questionar, como essa bola continuava a dormir, no meio da chuva?
Sabrina: Começou a imaginar que, ela tinha perdido os sentidos-
Locutor-sama: E então, a internet caiu!
Pascoal: Como? E quanto ao meu Candy Crush?
Sabrina: Pelo visto, vamos ter que inventar uma história épica, até ela voltar.
Locutor-sama: Desafio aceito! Dará um livro de aventura, bem dramático!
O dia em que todos esperavam.
Locutor-sama: Sim… Todos nós esperávamos por esse dia.
Random: O dia em que as lhamas iriam dominar o mundo?
Locutor-sama: Não, amigo Random! Estou falando do dia em que as calças jeans começaram a andar sozinhas!
Random: Meu deus!
Locutor-sama: Não entendi bem como elas começaram a andar, então vamos teorizar!
Random: Magia verde com bolinhas cor de rosa?
Locutor-sama: Será? Esse tipo de coisa não entendo.
Random: De magia?
Locutor-sama: Não, de teorias sobre calças.
Random: Como agora uso calças, posso passar o dia todo, teorizando sobre o assunto.
Locutor-sama: Que bom para você.
Random: Se quiser, posso te ensinar sobre as calças jeans.
Locutor-sama: É mesmo? Seria ótimo, Random.
Random: As calças jeans são mais sentimentais que aparentam.
Locutor-sama: Não sabia.
Random: Poucos sabem disso! Se você derruba tinta nelas, é fúria que não acaba mais!
Locutor-sama: E de quem vai lavar a calça.
Random: Sim, pois é.
Sabrina: Não acredito que vocês dois estão tomando café, enquanto essas calças malucas estão dominando o planeta!
Locutor-sama: Elas estão? Estou surpreso com isso.
Random: Também! Calças jeans normalmente não chegam a esse ponto.
Locutor-sama: E além do mais, o café está bom.
Sabrina: (bate com a mão na testa)
Random: O bombom de chocolate daqui é gostoso!
Sabrina: Você disse… bombom de chocolate?
Random: Disse sim, moça!
Sabrina: Certo. Acho que as coisas podem se resolver, não é?
Random: Pensamento positivo é uma coisa poderosa.
Locutor-sama: Se a coisa ficar mais séria, faremos alguma coisa.
Random: Ou nós podemos chamar um amigo nosso!
Sabrina: Uma amigo de vocês?
Locutor-sama: Qual deles, Random?
Random: O robô gigante!
Sabrina: Robô??! E gigante??
Random: Que foi? Não é uma boa ideia?
Locutor-sama: É uma boa ideia. Ele é gente boa, Sabrina. Não se preocupe.
Sabrina: Mas ele é gigante!
Locutor-sama: Na verdade, esse é só-
[Ouviu-se um barulho estranho na rua.]
Random: Chamei ele!
Locutor-sama: E ele já chegou. Que bom!
Sabrina: Onde ele está?
Robô Gigante: Aqui!
Random: Robô gigante! Quanto tempo.
Sabrina: Ma-mas ele…
Robô Gigante: Sim, eu sou pequeno. Mas posso garantir, meu coração é gigante!
Locutor-sama: Ninguém aqui duvida disso, Robô.
Robô Gigante: Bem, vocês querem que eu acalme essas calças, certo?
Random: Correto!
Robô Gigante: Vou colocar essas calças no seu devido lugar, as gavetas!
Locutor-sama: E então o dia foi salvo, pelas…
Random: Meninas super poderosas?
Locutor-sama: Não, pelo Robô Gigante!
– Acho que uma vez, li um livro sobre uma calça que andava. Ou era um filme?
