Locutor-sama: Random e Capitão Yay estavam em uma ilha misteriosa. Os dois procuravam um tesouro perdido. O que mais se fazem em ilhas estranhas? Um churrasco? Obviamente que não!
Capitão Yay: Eu virei o personagem secundário oficial das histórias do Random.
Random: Me chame de Random-sama!
Capitão Yay: Me recuso. Você não pode me obrigar.
Random: Tem razão!
Locutor-sama: Eu não aconselho que você reclame de ter virado personagem secundário, das histórias do Random. Tem personagem que nem secundário é, e só aparece quando a autora lembra deles.
Capitão Yay: Então eu devo me considerar privilegiado?
Locutor-sama: Exatamente.
Capitão Yay: Puxa vida. Não sabia disso.
Random: É melhor nós começarmos a história logo, não concordam?
Locutor-sama: Verdade. Nós já fizemos a caminhada para chegar até a porta enigmática.
Capitão Yay: Porta magnética no meio de uma ilha?
Random: É MAGNÉTICA, meu caro capitão.
Capitão Yay: Devo estar meio surdo.
Locutor-sama: A porta guardava uma caverna. Provavelmente lá estava o tesouro que os personagens procuravam. Será que o desafio que a porta irá propor, valerá o trabalho? A recompensa será boa?
Porta: Quem se aproxima de mim nessa hora?
Random: É o boneco de palito Random! E seu amigo Capitão Yay, e o narrador Locutor-sama!
Porta: Muito bem. Estão preparados para o desafio que irei dizer a vocês?
Random: Sim!
Locutor-sama: Sim.
Capitão Yay: Não. Posso ir no banheiro?
Porta: Que ultraje! Você chegou até aqui, na famosa Porta Enigmática, e a primeira coisa que pede é para ir ao banheiro?
Capitão Yay: Você não precisa ir ao banheiro?
Porta: É claro que não preciso de uma coisa dessas! Eu sou uma porta, apenas.
Capitão Yay: Sua vida deve ser bem triste.
Porta: Silêncio! Escute o que irei dizer a seguir, pois é muito importante.
Random: Então fale de uma vez!
Capitão Yay: Até agora só está enrolando.
Porta: Aquele que procura uma pessoa, só poderá encontrá-la quando ela querer ser achada.
Capitão Yay: Mas o que significa?
Random: É aleatoriedade! Um estilo de vida.
Capitão Yay: Essa palavra existe?
Porta: Chega de conversa! Vocês devem responder.
Random: É muito simples. Na verdade, aquele que procura uma pessoa, nunca a perdeu!
Locutor-sama: Aquela pessoa pode estar longe, mas sempre estará no coração.
Capitão Yay: O desafio da Porta Enigmática é para fazer sentido?
Locutor-sama: Não acha impressionante, Capitão?
Capitão Yay: Muito impressionante. [tom sarcástico]
Porta Yay: Muito bem. Vocês podem entrar e pegar o tesouro.
Locutor-sama: Nós entramos na caverna, após a porta sumir de maneira misteriosa.
Capitão Yay: A caverna é cheia de… doces?
Random: De embalagens de doces!
Locutor-sama: É o Biscoito!
Capitão Yay: Só pode ser brincadeira.
Locutor-sama: E foi assim que, a aventura terminou. A pergunta que resta, é. Como o Biscoito entrou naquela caverna, sem passar pela Porta Enigmática? Nós nunca saberemos.
No parque, conversar sobre coisas estranhas fica melhor em um piquenique!
Locutor-sama: Nós estamos aqui, mais uma vez no parque. Ele é um local conhecido, que os personagens da senhorita Moon vão quando ela está sem uma ideia melhor.
Moon: Na verdade, eu estou querendo adiantar muitos posts para o blog. E dessa maneira, é mais rápida!
Random: E você também gosta de coisas aleatórias!
Moon: Um pouco.
Random: Mas não tanto como você gosta do seu cortador de unha!
Moon: Eu não tenho nenhuma afeição pelo meu cortador de unha.
Locutor-sama: Tenho certeza que ele ficaria chateado se ouvisse isso, senhorita Moon. Deveria pensar melhor nas suas palavras!
Moon: Um cortador de unha não tem sentimentos!
Hello: Nunca se sabe, dona Moon. Eu pensava que não dava para fazer nada com rolos de papel toalha, mas me enganei! Dá para pintar e fingir que são pinos de boliche.
Moon: Muito criativo da sua parte.
Hello: Eu sou cheia de boas ideias!
Moon: É uma pena que você não compartilha.
Hello: São ideias geniais demais. Pessoas comuns não poderiam compreender.
Moon: Humildade, onde está você?
Random: Ela provavelmente fugiu! Ou está jogando Animal Crossing.
Moon: Existe uma vida além de Animal Crossing.
Random: Ainda bem que você disse isso!
Rosalina: Hello, é verdade no que eu ouvi?
Hello: O que você ouviu, exatamente?
Rosalina: Bem… É uma coisa difícil de se explicar.
Alice: A Rosalina quer saber se você andou pulando em um trampolim junto com um dinossauro.
Hello: Ah, sim!
Rosalina: Como uma coisa dessas é possível?
Alice: Muito simples. É um trampolim especial, suponho.
Rosalina: Oh. Quem diria.
Hello: Exatamente! Apesar de que, o meu amigo Pierre queria um castelo inflável, mas não consigo encontrar nenhum que fosse grande o bastante para um dinossauro.
Alice: Não sei nem como você encontrou um trampolim.
Rosalina: Deve ser mais um dos famosos mistérios que nunca teremos uma explicação plausível, pois é uma história da Moon.
Moon: Oh! Interessantíssima definição, Rosalina. Tenho que admitir que eu gostei da sua observação.
Rosalina: É mesmo? Que bom.
Hello: Sabem, no outro dia eu estava pensando…
Alice: No quê, exatamente?
Hello: Por que é sempre um castelo inflável? Deveria ter prédio inflável, ou uma casa inflável…
Random: Ou uma piscina de bolinha.
Hello: É verdade! O mundo não tem piscina de bolinha o suficiente.
Random: É um mundo injusto!
Hello: Não entendo o porquê só das crianças terem toda a diversão. É um absurdo! E os adultos com uma criança interior?
Rosalina: Tenho certeza que em algum lugar, alguém vai levar isso em consideração, Hello.
Alice: Ou você pode colocar uma piscina de bolinhas em casa!
Hello: Excelente ideia!
Nada é melhor do que olhar para o céu, cheio de estrelas! Espera aí, ainda está de dia. Que coisa mais sem graça!
Locutor-sama: Mais um episódio de Conversas Aleatórias no parque. Esse título ficou meio grande… A senhorita Moon parece estar mesmo decidida em adiantar muitas histórias para o blog.
Moon: Meu objetivo é simples. Escrever julho e agosto antes do mês acabar! É um tanto ousado, mas eu posso tentar.
Locutor-sama: Tenho pena do teclado, que vai sentir toda essa dor de ser digitado.
Moon: Eu não bato os dedos no teclado tão forte assim!
Locutor-sama: A letra “A” no seu teclado está descascando.
Moon: É a única letra. Eu acho. Não olho para o teclado quando eu digito.
Random: Quer dizer que, se houver formigas no teclado, você nunca reparou?
Moon: O teclado é aberto. Pelo menos, é o que dizem.
Random: Nem sabia que uma coisa dessas existia!
Sabrina: Sério que nós estamos no parque da cidade para falar sobre o teclado da autora?
Zaltana: Pensei que iria ter um tópico de conversa mais emocionante.
Boon: Como jogar na cara das pessoas sapato alto?
Zaltana: Você fala como se eu fizesse isso.
Boon: Eu não disse nada.
Moon: Tem razão, pessoal. Proponho alguém pensar em um tópico mais emocionante do que teclado!
Random: Mas teclado é uma conversa emocionante. Imagina que “survival horror” é a vida dele, sendo digitado de maneira violenta pelos dedos da Moon.
Sabrina: O que você faria com uma máquina de escrever…
Zaltana: Ela quebraria, com toda certeza.
Moon: Vocês são personagens tão adoráveis.
Miss Cupcake: Eu tenho que concordar com elas. Você não tem uma mão muito leve.
Random: Ainda bem! Se não, ela seria batedora de carteira.
Hello: Existe batedeira de carteira?
Miss Cupcake: Ele disse BATEDORA de carteira.
Hello: Puxa vida. Devo estar precisando lavar os ouvidos.
Sabrina: Isso me lembra de uma coisa. Sabem quando acontece de falarmos uma coisa completamente diferente do que íamos dizer?
Zaltana: Essas coisas acontecem.
Miss Cupcake: Uma vez, eu disse que iria lavar a barriga ao invés de lavar a louça.
Hello: Você não lava a sua barriga? Que revelação!
Sabrina: Tenho certeza que ninguém lava a barriga propositalmente quando está lavando a LOUÇA.
Hello: Isso seria um tanto estranho.
Zaltana: De fato.
Sabrina: E quando ouvimos uma coisa diferente, do que a pessoa disse?
Hello: Ah! Como naquela vez em que eu ouvi paçoquinha, e era espaguete!
Miss Cupcake: Uma coisa não em nada a ver com a outra!
Zaltana: Devia ser o estômago dela, falando.
Hello: Lembrem-se, paçoquinha nunca é demais! Mas isso não quer dizer que você pode comer todas no mesmo dia.
Random: Se você fazer isso, o resultado não será nada bom!
Personagens! Vocês ganharam na loteria. Qual é a sua reação sobre isso?
Tuta-sama: [olha o bilhete e joga no lixo, desinteressada.]
Milla: Se você não quer, dá para mim, mãe! Mas que coisa.
Hello: Loteria? Quando foi que joguei na loteria? [pensa um pouco] Eu não me lembro. Não tem memórias de nada! Quem sou eu? Onde estou?
Barman: Na Casa Verde. Você é a Hellen, mas todo mundo te chama de Hello. Por algum motivo.
Hello: Oh, obrigada! O que fez com o dinheiro da loteria seu?
Barman: Doei para a caridade. Não saberia o que fazer com tanto dinheiro.
Wolf: Deveria ter dado para mim, poxa vida!
Barman: Wolf, você é rico.
Wolf: Isso não quer dizer que eu não possa ter mais dinheiro.
Random: Eu vou finalmente poder comprar um pégasos!
Locutor-sama: Não era um pônei?
Random: Não seja bobo. Todo mundo quer um pônei!
Locutor-sama: Tem razão. Devo comprar outra coisa…
Random: Ou doar para a caridade dos narradores carentes!
Locutor-sama: Uma coisa dessas existe?
Random: Se não existe, você deveria criar!
Tuta-sama: Pelo amor do bom deus, não!
Locutor-sama: Como não? Você não tem pena nos narradores carentes?
Tuta-sama: Pensando no que eles podem se tornar, me dá vontade de chorar. [olha fixo para o Locutor-sama]
Locutor-sama: Não entendi.
Random: É melhor você não tentar entender!
Sabrina: Talvez eu possa comprar bolos de chocolate?
Biscoito: [aparece atrás da Sabrina]
Sabrina: Ou eu poderia doar para um orfanato.
Tuta-sama: Ou investir na bolsa!
Sabrina: [surpresa]
Tuta-sama: Deixa para lá.
Fábio: Ganhei na loteria? Certo, qual das minhas papercrafts criou vida, e ainda por cima jogou na loteria?
Vera: Vou gastar em motos para correr nas corridas!
Fábio: Você faz mais alguma coisa além de correr nas corrida?
Vera: Se assiste as corridas, meu filho. Não seja sarcástico com a sua mãe!
Fábio: Pensando bem, eu não sei nem de onde a senhora saiu.
Alice: É óbvio que irei fazer uma coisa muito importante.
Hello: Comprar paçoquinha?
Alice: Isso é o que VOCÊ vai fazer.
Hello: Mas paçoquinha nunca é demais, Alice.
Alice: Hello. Já falamos sobre o seu vício de paçoquinha.
Hello: Eu não sou viciada em paçoquinha.
Alice: Você gosta tanto de paçoquinha como o P-san gosta de torta de atum.
Hello: O P-san gosta de torta de atum?
Alice: Sim, ele gosta!
Hello: Eu havia me esquecido.
Tuta-sama: Desculpe perguntar, mas o que você vai fazer com o seu dinheiro da loteria?
Alice: Investir na bolsa.
Tuta-sama: Finalmente alguém com um pouco de bom senso!
Autora X Ideais – Pelo menos aqui, as coisas acontecem!
Locutor-sama: Sabe autora, em todos os dias da minha vida como narrador eu imaginei muita coisa. Ver umas coisas malucas, e que me surpreenderiam. Pensei que nunca mais nada seria surpresa, mas pelo visto eu me enganei.
Moon: Você está reclamando do meu pato gigante, narrador?
Locutor-sama: Não. Só estou achando surpreendentemente original.
Moon: Muito bem! Vou considerar isso como um elogio.
Locutor-sama: Mas é um elogio.
Moon: É bom que seja! Enfim, eu preciso encontrar a baleia.
Locutor-sama: Você vai caçar uma baleia?
Moon: Eu não sou um caçador maluco que estava obcecado por uma baleia, que tinha vários parafusos soltos como aquele livro.
Locutor-sama: Ainda bem. Mas eu não acho que caçador seja o termo certo para isso…
Moon: Quem se importa? O importante é que você me entendeu. Trouxe binóculo, Locutor-sama? Pois eu esqueci de trazer.
Locutor-sama: [entrega o binóculo para a autora]
Moon: Ótimo! Sorte. Trouxe um extra?
Locutor-sama: [tira um outro binóculo do bolso]
Moon: Que bom trabalhar com você. Pena que a guaxinim não aceita de dar um aumento. Por que será?
Locutor-sama: Nem imagino.
Moon: Muito bem… Onde está a nossa amiga baleia?
Locutor-sama: Nunca fiz amizade com uma baleia.
Moon: Tem primeira vez para tudo! Acredite.
Locutor-sama: Não estou vendo nada de interessante.
Moon: Nem eu. Essa ideia, que é em forma de baleia, está complicada de se encontrar.
Locutor-sama: É uma ideia?
Moon: Sim! É uma ideia que vai me dar uma ideia.
Locutor-sama: Pelo tom da sua voz, algo me diz que você não tem certeza.
Moon: Qual é a graça de viver a vida tendo certeza absoluta?
Locutor-sama: É uma vida mais segura, garanto.
Moon: Errado! Mesmo quando estamos nos sentido mais seguros, aquilo acontece. E você não sabe o porquê.
Locutor-sama: O quê, por exemplo?
Moon: A lata de lixo caiu no chão. Quem foi que derrubou?
Locutor-sama: Um cachorro.
Moon: Mas o que dá na cabeça de um cachorro para fazer isso?
Locutor-sama: Com todo o respeito, senhorita Moon. Mas nós dois estamos nos desviando do ponto principal dessa história.
Moon: Tenho que concordar com você, Locutor-sama.
Locutor-sama: Fico contente que você concorde.
Moon: Mas essa busca dessa ideia está me cansando!
Locutor-sama: Já está pensando em desistir?
Moon: Não sei, será que vale a pena continuar?
Locutor-sama: Nunca se sabe.
Moon: Nós olhamos por todos os lados. Onde ela está, afinal?
Locutor-sama: Pode ser uma lenda.
Moon: Como o unicórnio?
Locutor-sama: Exatamente.
Aleatoriedades são interessantes. Espera, essa palavra existe?
Moon: Faz muito tempo desde a última vez que eu escrevo “Conversas Aleatórias”. E todo mundo sabe que aleatoriedade faz bem!
Hello: E nós estamos no famoso parque, que é o cenário para quando a Moon está sem criatividade.
Moon: Eu não estou sem criatividade!
Random: Vamos falar de marshmallows?
Fábio: Isso me lembra uma vez que fui acampar.
Alice: Difícil imaginar você acampando.
Hello: É mais fácil imaginar você em um quarto escuro, jogando videogame! Quer dizer… Continue. É feio interromper.
Fábio: Estava muito entediante. Mas uma coisa me salvou!
Random: Os marshmallows?
Fábio: Na verdade, foram as histórias de terror que me salvaram do tédio. Mas suponho que os marshmallows estavam gostosos.
Moon: Contanto que não fosse marshmallow rosa…
Hello: E o que tem marshmallow rosa?
Moon: Se você não entendeu a referência, então deixa para lá.
Locutor-sama: Estou começando a ficar com vontade de comer marshmallow.
Random: Eu, não! Estou com vontade de comer quindim.
Locutor-sama: Você nunca pensa em comer nada saudável.
Random: Locutor-sama! Todo mundo sabe que não tem graça nenhuma falar sobre comida saudável em comédia.
Locutor-sama: É mesmo?
Random: Você já ouviu falar de alguém que joga salada na cara do amiguinho? Claro que não! Pois não tem graça nenhuma.
Locutor-sama: É feio desperdiçar comida.
Fábio: Você sempre levando a vida tão a sério! Mas tenho que concordar tanto com o Random como com você, Locutor-sama. Não tem graça nenhuma jogar salada na cara. E não é nada legal desperdiçar uma salada!
Alice: Sério que nós estamos falando de saladas?
Hello: Uma vez eu comi uma salada que me deu super poderes.
Alice: Hello, adivinhar o tempo do dia seguinte não é um super poder.
Hello: Quer dizer que os meteorologistas não usam capas?
Alice: Não, Hello. Eles não usam capas.
Hello: Mas que coisa mais entediante.
Locutor-sama: E os sanduíches de queijo?
Hello: Eles são deliciosos.
Fábio: Por alguma razão, eu me lembro de oficinas de carro.
Alice: Que interessante é a mente.
Fábio: Por ela fazer nos lembrar de coisas estranhas?
Alice: De fazer nós pensarmos em comida.
Hello: Pensar em comida é divertido, mais ainda é falar dela.
Alice: Não é mais divertido comer?
Hello: Isso também.
Moon: Essa conversa toda está me dando uma grande fome.
Hello: Eu também estou com fome!
Fábio: Nós podíamos comer marshmallows…
Random: Ou quindim!
Locutor-sama: Ou uma salada.
Hello: Ou uma pizza!
Moon: Essa discussão não vai chegar em lugar nenhum, pelo visto.
– E foi assim que eu deixei as pessoas com fome, ao lerem essa história.
Nunca desista dos bons momentos! Pois uma vez que você come um bolo de chocolate delicioso, nunca mais se esquece.
No escritório da autora, no seu estúdio de Happy Green Things.
Moon: Sabe, Locutor-sama… Existem momentos na vida em que temos que rever as nossas ações.
Locutor-sama: Que profundo, senhorita Moon. E qual das suas ações você está revendo?
Moon: A de jogar demais Animal Crossing. Eu devo me libertar desse vício! Não é um modo saudável de passar as férias.
Locutor-sama: E que tal praticar algum esporte?
Moon: Você está exagerando.
Locutor-sama: Foi apenas uma sugestão.
Moon: Deixei as coisas para a última hora, como sempre.
Locutor-sama: Isso acontece.
Moon: Sinto falta dos bons tempos. Aqueles que eu tinha mais de cinquenta posts programados para o blog! O que aconteceu com o meu lado responsável? Ele fugiu?
Locutor-sama: Provavelmente está jogando Animal Crossing.
Moon: Detesto admitir isso, mas você tem toda razão.
Locutor-sama: Eu diria que represento a voz da sua consciência.
Moon: Quer dizer que você é um grilo falante?
Locutor-sama: Grilos falantes? É só nisso que você consegue pensar, quando alguém diz para você a palavra consciência?
Moon: Eu também consigo pensar em robôs gigantes assando biscoitos de maneira bonitinha. Por que a pergunta?
Locutor-sama: Você é uma pessoa complexa, senhorita Moon.
Moon: Diria que sou como um quebra cabeça de quinhentas mil peças!
Locutor-sama: Agora é a senhorita que está exagerando.
Moon: Falando nisso, bons tempos que eu montava quebra cabeças…
Locutor-sama: Mas você nunca teve paciência com quebra cabeças.
Moon: Deixe-me com a ilusão que tive um passado interessante!
Locutor-sama: Mas tem que lembrar da realidade.
Moon: Quer dizer que eu nunca tive um pônei?
Locutor-sama: Não, autora. Você nunca teve um pônei.
Moon: Não é a toa que eu cresci traumatizada.
Locutor-sama: Eu tenho certeza que existe algo além da vida do que ter um pônei na infância.
Moon: Uma fazenda com árvores feitas de doce?
Locutor-sama: A sua infância não ocorreu no reino doce.
Moon: Mas que porcaria! Quer dizer que eu nunca salvei a princesa do Bowser em Super Mario World? Ela está até hoje no castelo, presa jogando Mario Kart?
Locutor-sama: Isso foi o Mario. E os objetivos cumpridos nos videogames não contam.
Moon: É claro que contam! Eu dormi por sete anos e acordei em uma Hyrule que foi dominada pelo Ganondorf.
Locutor-sama: Eu tenho certeza que haverá um dia em que você fará algo de interessante.
Moon: Algo de causar inveja? Como andar em um pato de borracha gigante, que também solta laser?
Locutor-sama: Sonhar ainda é de graça, senhorita Moon.
Julho! Ainda dá para comer paçoquinha?
No escritório da autora, em seu estúdio Happy Green Things.
Moon: [olhando para a parede]
Locutor-sama: Está de castigo, autora?
Moon: Eu só consigo pensar em “remando, remando”! Isso está atrapalhando minha concentração. E agora?
Locutor-sama: Já tentou remar, para ver se ajuda?
Moon: Para quê eu vou remar, se posso escrever uma história sobre isso? HEIN? Entenda como minha lógica funciona.
Locutor-sama: Tem razão, autora. Para quê fazer algo, se tem personagens que podem fazer por você?
Moon: Cheio de sarcasmo e piadinha hoje, hein! Quer escrever o roteiro? HEIN? HEIN?
Locutor-sama: Acalme-se, autora. Eu não quero escrever roteiro nenhum. Não faria nada que a deixasse ofendida.
Moon: Não me deixou ofendida. A não ser que você comece a dizer “remando, remando”! Eu vou ficar maluca.
Locutor-sama: Já tentou pensar outra coisa?
Moon: Estou aceitando sugestão, pessoa criativa. Alguma?
Locutor-sama: Aquela música que fala de setembro, a chuva e não sei mais o quê. Não é mais agradável?
Moon: Não! Ótimo. Agora essa música colou.
Locutor-sama: Mudando de assunto, quais são os seus planos para julho, senhorita Moon? Alguma novidade bombástica?
Moon: Novidades bombásticas não estão disponíveis. Sabe como é complicado inventar algo novo? Quando tanto coisa já foi pensada, criada e inventada? Há muitos gênios nesse mundo.
Locutor-sama: Tenho certeza que sim, autora. As pessoas são mesmo muito interessantes.
Moon: E você nunca pode imaginar o que elas estão pensando.
Locutor-sama: Acho que isso seria um tanto difícil. Não acha que está pedindo demais, ser telepata?
Moon: Eu não quero ter poderes de telepatia! Francamente, Locutor-sama. Acha que eu iria pedir uma coisa dessas?
Locutor-sama: É, talvez não combine muito com você. Não é uma vilã tentando dominar o mundo, é?
Moon: Estou tentando dominar o mundo de Silly Tales, apenas.
Locutor-sama: Mas você não é tecnicamente criadora desse mundo?
Moon: Isso me dá mais direito ainda de dominar, oras.
Locutor-sama: Provavelmente todas as pessoas sonham secretamente em dominar o mundo, senhorita Moon.
Moon: Está me consolando?
Locutor-sama: Não. As pessoas tem um mundo que elas criaram. Elas precisam dominá-lo, para entendê-lo melhor.
Moon: Eu não quero entender como as ideias funcionam.
Locutor-sama: Quem falou em ideias? Estou falando de lembranças. Aquilo que faz você dizer “Me lembro como se fosse ontem.”
Moon: Eu não sou tão velha para dizer essa frase.
Locutor-sama: Nostalgia não tem idade, autora. Lembre-se dessas minhas palavras. Vai lembrar, da próxima vez que tomar sorvete.
[Locutor-sama sai do escritório]
Moon: Sorvete? O que isso tinha a ver com a conversa?
Random Adventures – No fim do arco-íris.
Random: Hoje irei em busca do pote de ouro, no final do arco-íris! Não importa se é do gnomo, do duende ou do leprechaun! O que importa é encontrar o ouro. Não estou acompanhado do Locutor-sama dessa vez, mas sim do homenzinho Capitão Yay!
Capitão Yay: Eu não acredito que a única maneira de eu aparecer é em uma historinha com um boneco de palito.
Random: O mundo pode ser imprevisível! E o Locutor-sama está na biblioteca, novamente. Perdi meu amigo para os dicionários!
Capitão Yay: Que situação esquisita.
Random: Mas nós não podemos desanimar! Vamos, Capitão Yay. O arco-íris não vai ficar ali por muito tempo.
Capitão Yay: Certo, certo… estou indo.
Random: Andamos por muito, muito tempo! Mas, era de se esperar que nós demorássemos. Nós somos muito pequenos! Temos que usar algo para nos locomover mais depressa. Deixa eu ver… Oh! Um carrinho.
Capitão Yay: Sério que vamos usar isso?
Random: Está com preconceito, só porque é um carrinho cor de rosa? Tenha uma mente aberta, Capitão Yay.
Capitão Yay: O problema não é a cor do carrinho. E sim, o fato de que isso é um brinquedo. Como é que vai funcionar?
Random: Com essa purpurina que eu tinha no bolso!
Capitão Yay: Você tem bolsos??
Random: É claro! Eu uso uma calça jeans, afinal de contas.
Capitão Yay: E de onde você arrumou essa purpurina?
Random: Perguntas, perguntas! Isso não importa. Nós temos que pegar o pote de ouro, no final do arco-íris. Lembra-se?
Capitão Yay: Sim, eu me lembro. Mas o que tem de tão especial no pote de ouro? Não é mais fácil trabalhar para se conseguir dinheiro?
Random: Eu não recuso uma aventura, oras.
[O carro parou de andar, e Random parecia frustrado.]
Random: O que aconteceu?
Capitão Yay: Deve ter acabado o efeito da purpurina.
Random: Imagina! O efeito dela é prolongado.
Capitão Yay: Então… Só pode significar uma coisa.
Random: Autora!
Moon: Siim?
Random: O que aconteceu?
Moon: Boom, a lojinha do Tom Nook fechou, e eu não estou com paciência de ficar usando internet, já que está lenta.
Random: Não foi bem isso o que eu perguntei. E o que acontece depois, na história?
Moon: Bem… Eu deixei a historinha um dia nos rascunhos, e esqueci como ela terminava.
Capitão Yay: Tem certeza que não foi preguiça de terminar?
Random: Capitão!
Moon: Ou eu não sabia como terminar. Enfim… Tomem o ouro de vocês, e pronto.
Random: Você estragou toda a magia do negócio!
Moon: Não me agradeça. Vocês iam enfrentar um dragão, mas eu mudei de ideia.
Random: Autora, eu não agradeci nada.
Moon: Certo, certo.
Capitão Yay: É melhor você arrumar um emprego da próxima vez. Aposto que é uma aventura mais emocionante!
Todo mundo fica mais suspeito na chuva. Até quem usa bigode falso, que já é algo bem suspeito normalmente.
Locutor-sama: Lá estava ela. Na chuva, segurando o seu parasol com uma estampa de teias de aranha. E estava de bigode falso. Por algum motivo.
Hello: Não é divertido ficar em baixo da chuva de maneira suspeita?
Sabrina: Onde será que estava a minha cabeça quando concordei com isso… [usando bigode falso também, com uma capa de chuva amarela]
Hello: Sabrina! Você tem que aprender a se divertir mais.
Sabrina: O problema é estar embaixo da chuva, Hello. E se pegarmos uma gripe? Você não se preocupa com essas coisas?
Hello: Não pense de maneira negativa! Na chuva, dá para usar essas botas com estampa de bolinhas. Não é legal?
Sabrina: Tanto faz. Posso entrar agora?
Hello: Ma-mas Sabrina! Não tem graça nenhuma ficar aqui sozinha!
Sabrina: Desculpe, Hello. Vou entrar de qualquer forma. Mesmo com guarda-chuva, nesse tempo a gente sempre acaba se molhando.
[Sabrina entra na Casa Verde, deixando a Hello sozinha]
Hello: A chuva está tanta, que até o Locutor-sama entrou! Caramba.
[olha para os lados, vendo que não tem ninguém]
Hello: Será que seria melhor entrar mesmo? Moon! Se queria uma história temática com chuva, tinha que ser desse jeito?
Moon: De que jeito?
Hello: Nessa chuva absurda! Está chovendo até granizo!
Moon: Granizo não é algo tão incomum assim.
Hello: Não interessa! Pode mudar o cenário da história?
Moon: Uma ilha, em que está chovendo. E tem dinossauros!
[Um dinossauro aparece, rugindo]
Moon: Não é legal, o fato de ter dinossauros?
Hello: Ele acabou de dizer “Oba, almoço!”
Moon: Sério? Tem certeza que ele não só ofereceu um chazinho?
Hello: Não! Eu entendo o idioma dos dinossauros… E tenho certeza que ele não falou isso! Pare de brincadeiras, autora.
Moon: Hm… Talvez um cenário de galáxia!
Hello: O que é isso agora? Super Mario Galaxy?
Moon: Exatamente! E você pode fazer a sua própria constelação.
Hello: Hm… Não, não preciso. Criar constelação é muito difícil.
Moon: Mas é uma grande oportunidade! Quantas pessoas podem criar uma constelação, Hello?
Hello: Bom, todo mundo pode criar uma se tiver um cenário de constelação em casa.
Moon: Então você descobriu que não é uma galáxia, e sim um cenário falso. Como no teatro! Você é muita astuta.
Hello: Só haveria uma explicação para eu estar respirando no espaço. E por que você está falando “galáxia” ao invés de espaço?
Moon: É que galáxia me lembra bolacha de chocolate.
Hello: Isso não faz sentido.
Moon: Paciência. Ninguém entende pessoas criativas.
Hello: Pode me levar de volta, por favor?
[Hello volta para a frente da Casa Verde]
Hello: Legal! A chuva parou, e ainda por cima há um arco-íris!
Random: Lá vou eu, procurar o pote de ouro do gnomo!
Hello: Para mim, chega de loucura por hoje. [tira o bigode falso]
