Locutor-sama: Estávamos na casa do Capitão Yay. Lá fora havia uma tempestade terrível, e temos a sensação que um monstro marinho vá nos atacar a qualquer momento.
Capitão Yay: Absurdo! Como é que um monstro marinho iria aparecer aqui?
Random: Você está subestimando a habilidade dos monstros marinhos, meu caro Capitão.
Capitão Yay: Certo… Mudando de assunto, porquê está olhando para o quadro de militar?
Random: Porque ele e assustador e me sinto hipnotizando olhando!
Capitão Yay: O correto não seria “olhando hipnotizado”?
Random: Você entendeu.
Locutor-sama: E eu ainda estou esperando ansiosamente pelos monstros marinhos. *olhando na janela*
Capitão Yay: Céus! Que esperança…!
Random: Monstros marinhos e quadros são fascinantes, não consegue entender isso?
Capitão Yay: Na verdade eu não consigo entender a lógica de vocês dois.
Locutor-sama: Nós somos criaturas complexas.
Random: Muito complexas!
Capitão Yay: *suspira*
Random: Ei! Vocês viram isso?
Locutor-sama: *sai da janela* O quê?
Random: Isso! *aponta para o quadro*
Capitão Yay: O que tem no quadro em especial?
Random: Ele… *pausa dramática* Ele piscou!
Capitão Yay: Isso é ridículo, Random. Quadros nem piscam!
Random: E quanto aos quartos?
Capitão Yay: Os quartos nem tem olhos!
Locutor-sama: Pelo menos não que você os veja…
Capitão Yay: Vocês estão me assustando com essa conversa tola.
Locutor-sama: E então a luz começou a piscar.
Random: Oh! Que sombrio!
Locutor-sama: Muito sombrio.
Capitão Yay: Vocês deveriam estar mais assustados!
Random: Assustados? Nós só estamos sendo testemunhas de um evento paranormal!
Locutor-sama: Devia se sentir lisonjeado pelo fantasma escolher a sua casa para assombrar.
Capitão Yay: Não tem fantasma nenhum!
Random: Não seja rude com os fantasmas. Não sabe que se dizer isso eles deixam de existir?
Locutor-sama: Sempre pensei que isso fosse com as fadas.
Random: Oh. Isso não funciona com fantasmas também?
Locutor-sama: Eu nunca ouvir falar nisso.
Capitão Yay: As luzes continuam a piscar! Temos que fazer alguma coisa.
Locutor-sama: O que acha que devemos fazer, meu bom amigo?
Random: Não sei… Ah! Já sei. Vamos perguntar o que o fantasma quer!
Locutor-sama: Me parece uma boa ideia.
Capitão Yay: E vocês acham que o fantasma vai responder de boa a pergunta??
Random: Tenha fé!
Locutor-sama: Fantasma… O que deseja para acalmar seu espírito?
???: (apenas a voz do fantasma) DO…CES…
Random: Doces! Vamos pegar os doces da dispensa.
Capitão Yay: Certo, certo! Contanto que esse fantasma suma.
Random: Pronto, estão aqui… Ué?
Locutor-sama: Mal o Random havia tirado os doces do armário eles sumiram no ar, e junto da atmosfera fantasmagórica.
Capitão Yay: Avisem para os fantasmas nunca mais voltarem aqui!
Não olhe para trás! Não olhe… Oh! O que é aquela coisa brilhante?
No Escritório da autora, em Happy Green Things.
Locutor-sama: Senhorita Moon?
Moon: O que foi?
Locutor-sama: Você sabia que não irá produzir nada enquanto estiver olhando pela janela?
Moon: Estou procurando inspiração.
Locutor-sama: Com olhos tão distantes, assim? Arrisco dizer que está preocupada com alguma coisa.
Moon: A minha única preocupação é quando Steven Universe volta do hiato.
Locutor-sama: É?
Moon: É.
Locutor-sama: E os posts do blog?
Moon: Eu estou escrevendo um agora, não estou?
Locutor-sama: Você está, mas…
Moon: Mas?
Locutor-sama: Não parece que está contente com isso.
Moon: A minha única reclamação é que não consigo pensar em nenhuma piada realmente engraçada!
Locutor-sama: Eu tenho certeza de que existem coisas maiores do que uma piada.
Moon: Qual é a graça das coisas sem uma piada?
Locutor-sama: Nem sempre uma piada dá certo. E tente não “forçar a barra”.
Moon: Se eu fosse “forçar a barra” eu teria uma ideia para uma piada. E a questão é: Não tenho ideia nenhuma para uma piada.
Locutor-sama: Entendo.
Moon: Você vai ficar só no “entendo”? Não vai fazer coisa alguma?
Locutor-sama: Não sou eu que escrevo as histórias aqui.
Moon: Em outras palavras, o problema é apenas meu.
Locutor-sama: Em outras palavras, a decisão é inteiramente sua.
Moon: Você tem toda a razão, narrador.
Locutor-sama: Fico feliz que eu tenha ajudado.
Moon: Não! Você não me ajudou em nada. Vamos pensar em uma piada.
Locutor-sama: Um pinguim atravessou a rua…
Moon: Não! Nada de pinguins.
Locutor-sama: Um sapo atravessou a rua…
Moon: Não! Nada de sapos.
Locutor-sama: Senhorita Moon, não estou vendo-a pensar seriamente no assunto. Está realmente tentando fazer uma piada?
Moon: Estou! E quanto as suas piadas? Elas tem que realmente ser sobre alguém atravessando a rua?
Locutor-sama: O pijama ambulante atravessou a rua.
Moon: Não! Isso é horrível! Eu não quero pijama nenhum atravessando a rua.
Locutor-sama: Quanta complicação, autora! Nada de pijama, então. Vamos escolher a boa e velha clássica galinha.
Moon: Eu não quero nenhuma piada de atravessar a rua!
Locutor-sama: O que você tem contra atravessar a rua?
Moon: Eu não tenho nada contra atravessar a rua. Só que eu…
Locutor-sama: Você sabe o porquê de atravessar a rua, senhorita Moon?
Moon: É para chegar ao outro lado, oras.
Locutor-sama: É muito mais sobre chegar ao outro lado!
Moon: É?
Locutor-sama: É sobre encontrar o seu objetivo do lado da rua.
Moon: Para mim, continua significando a mesma coisa.
Locutor-sama: Você não entende dessas coisas. É complexo demais, autora.
Moon: Nota mental: Não discutir sobre piadas com o Locutor-sama.
Existem maneiras esquisitas de passar o tempo, mas isso é normal, não é mesmo?
No apartamento da Bianca.
(A campainha toca)
Bianca: *abre a porta após olhar pelo olho mágico* Você interrompeu meu chá com o Senhor Farinha e o Senhor Trufas. É melhor ser importante.
Lara: *olha para a Bianca, triste* Está bem, então. Vou-me embora.
Bianca: Teve tanto trabalho ao vir até aqui, então entre de uma vez.
Lara: Oh! Obrigada.
Bianca: *fecha a porta* O que eu posso fazer por você?
Lara: Fiquei pensando em… Conhecer o seu coelhinho de pelúcia, o Senhor… Como é o nome dele mesmo?
Bianca: Senhor Farinha. *empurra a Larissa para entrar*
Lara: Nossa! Quanta pressa.
Bianca: O chá não pode esperar.
Lara: Ok, ok.
Bianca: Me acompanhe.
(As duas vão até o quarto da Bianca, que estava uma mesinha com um coelho de pelúcia e um porquinho)
Lara: Oh! Eles são fofinhos. *senta no chão*
Bianca: *também senta no chão*
Lara: Ei! Esse chá é de verdade!
Bianca: Você queria chá de mentira?
Lara: Mas… Eles são bichinhos de pelúcia, certo? Eles não tem como tomar o chá. *toma o chá que estava na xícara do senhor Farinha* Por que você está fazendo essa cara?
Bianca: Nada.
Lara: Minha nossa! O chá está uma delícia.
Bianca: Você não acha isso… Um hábito infantil?
Lara: Não.
Bianca: Oh.
(Silêncio. Bianca se levantou sem dizer nada)
Lara: Ué? Onde você vai?
(Lara ficou sozinha por alguns minutos. Bianca trouxe outra xícara de chá.)
Lara: Ué? Para quê você…
Bianca: *olhou para a Lara sem dizer nada*
Lara: Você está achando que menti, dizendo que não é um hábito infantil?
Bianca: *usa o bule para colocar mais chá na xícara* Oh, não… Eu só-
Lara: Eu sou uma pessoa que tem uma coleção de paguros em casa, e conto histórias para eles. Quem sou eu para julgar?
Bianca: Mas eu não…
Lara: Você não o quê.
Bianca: Eu não pensei nisso.
Lara: Não? Então porque você parece que está suando frio?
Bianca: Eu? Suando frio? Não, não. imagine.
Lara: Mudando de assunto, está se sentindo como nós estivéssemos sendo… observadas?
Bianca: Chega! *levanta do chão* Vamos para a sala.
Lara: Hã? Mas…
Bianca: Vamos para a sala!
(Bianca puxa a Larissa pelo braço e fecha a porta)
Lara: Mas e quanto ao chá?
Bianca: Você faz muitas perguntas.
Lara: Não entendi o porquê de você ter ficado brava.
Bianca: Ah, deixa para lá.
Enquanto isso, no quarto da Bianca.
Senhor Farinha: Finalmente! CHÁ!
Senhor Trufas: Quem disse que bichinhos de pelúcia não podem tomar chá? Mas que absurdo!
Qual é o jeito antigo de se divertir? Quero dizer, sem internet?
No apartamento da Larissa.
Lara: *ouve a campainha tocar* Hm? Quem será?
(Larissa abre a porta após ver pelo olho mágico)
Lara: Bianca!
Bianca: *faz uma saudação*
Lara: O que houve?
Bianca: Minha casa… Está sem internet. *chateada*
Lara: Bem, você está sem sorte. A minha também está caída.
Bianca: *entra no apartamento* Oh. E o que está fazendo para…
Lara: Me divertir? *fecha a porta* Estou contando histórias para minha coleção de paguros.
Bianca: *faz uma cara de horrorizada*
Lara: Por que essa cara? Não me olhe como isso fosse esquisito.
Bianca: *fica parada pensando um pouco*
Lara: Vamos, Bianca. Não vai se sentar?
Bianca: *ainda parada*
Lara: Bianca? Alô-ou?
Bianca: Oh! Eu ainda tomo chá com meu coelhinho de pelúcia.
Lara: Você não precisa me fazer sentir melhor, sabe.
Bianca: Bom… Eu só pensei que podia compartilhar um segredo, talvez embaraçoso com você.
Lara: Contar histórias para paguros de pelúcia não é algo embaraçoso!
Bianca: O que as pessoas fazem quando estão sem internet. *senta no sofá*
Lara: Oh! Eu já sei o que podíamos fazer.
Bianca: Ahn? Eu estava pensando em ficar na platéia ouvindo historinha…
Lara: Espera que eu já volto.
Bianca: Esse paguro… Não querer parar de me olhar.
Lara: Pronto! Copos e uma bolinha.
Bianca: *apenas observa a Larissa*
Lara: Precisa mesmo fazer essa cara?
Bianca: Bem…
Lara: Você vai ver como isso é divertido! *coloca os copos em cima da mesa*
Bianca: *continua em silêncio*
Lara: E eu vou colocar a bolinha aqui em baixo!
Bianca: Isso…
Lara: Vou misturar os copos e… AH! Não se esqueça de-
Bianca: Isso é para ser divertido?
Lara: Sim. Ora, vamos! Não custa você tentar, Bianca.
Bianca: Certo… Tá bom.
Lara: *levanta o copo* Agora preste atenção onde está a bolinha. *mistura os copos* Onde está a bolinha?
Bianca: *aponta para o copo do meio*
Lara: Oh! Você acertou.
Bianca: *faz cara de entediada*
Lara: Vamos, isso é divertido se você se esforçar.
(Larissa mistura os copos novamente)
Bianca: *mostra o copo da esquerda*
Lara: *levanta o copo e aparece um bolinho* Ta~dah!
Bianca: Um bolinho!
Lara: Eu sei uma coisinha ou outra de truques de mágica…
(Mistura os copos outra vez)
Bianca: Posso levantar?
Lara: Claro!
Bianca: Minha nossa! Um bolinho em cima do outro!
Lara: Não subestime meus poderes de mágica!
Bianca: Isso é realmente incrível.
Lara: Não é nada demais, hohoho. E apenas algo divertido para se fazer sem internet.
Bianca: Você consegue fazer um coelhinho?
Lara: Posso tentar…
E as duas ficaram fazendo isso por horas, sem notar que a internet havia voltado.
Sim, existem assuntos mais interessantes que o calor mas infelizmente eles foram fritos!
Na varanda do Estúdio Happy Green Things.
Moon: P-san! O que significa tudo isso?
P-san: *lendo uma revista* Do que está falando, Moon?
Moon: A “Winter Wonderland” desapareceu.
P-san: Gastava muita energia elétrica.
Moon: Sério?
P-san: O meu gerador acabou quebrando.
Moon: Oh. E esses ventiladores todos?
P-san: Os meus cinquenta e cinco ventiladores?
Moon: Cinquenta e cinco ventiladores!
P-san: Exato! Eu comprei cada um em um planeta diferente.
Moon: Minha nossa. Isso é bem… Impressionante.
P-san: Não é? Eu adoro esses ventiladores.
Moon: Quem diria que teriam tantos ventiladores diferentes pela galáxia.
P-san: Bem, não é só nesse planeta que tem muito calor.
Moon: Imagino. Se não, para quê vender ventiladores
P-san: Para funcionar moinhos de vento!
Moon: Estranho.
P-san: Muito estranho.
Moon: Os planetas tem costumes diferentes. Isso não deveria ser tão surpreendente assim, não acha?
P-san: Verdade.
Moon: Mas cinquenta e cinco ventiladores ligados…
P-san: Acha um exagero? Eu trouxe até um gerador de energia diferente para eles.
Moon: Acho fascinante pelo fato que está conseguindo ler uma revista calmamente, apesar dessa ventania toda.
P-san: Eu tenho talentos. E todos eles estão no mínimo.
Moon: Tem certeza?
P-san: Bem, uns cinco deles devem estar no máximo.
Moon: Na verdade você não tem nenhuma noção, não é verdade?
P-san: Não. Mas são detalhes!
Moon: Pensei que já tinha visto de tudo. Você tem uma coleção de ar condicionado?
P-san: Lógico que não! Isso seria ridículo.
Moon: Mas uma coleção de ventiladores não é ridícula?
P-san: Claro que não, Moon. Você tem que entender que existem alguns planetas que ventiladores são considerados sagrados.
Moon: As coisas pela galáxia são bem… Legais, acho?
P-san: Bem, acho que sim. As diferenças são boas, é o que dizem. Exceto…
Moon: Exceto o quê?
P-san: Eu não consigo entender como tem gente que conseguem comer passas.
Moon: Essas são pessoas que devemos respeitar, P-san.
P-san: Imagino que sim! Mas mesmo assim, não consigo entender.
Moon: Não dá para se entender tudo. Se não, qual seria a graça?
P-san: Eu imagino que teria graça, sim. Em algum lugar. A graça não pode ser extinta!
Moon: Nunca havia pensado por esse lado.
P-san: Bem, devemos pensar em tudo por todos os lados!
Moon: Agora estou ficando confusa…
P-san: E lápis de cor! Muitos lápis de cor.
Moon: Agora estou MAIS CONFUSA AINDA!
P-san: Calma, calma. É melhor não nos preocuparmos com isso.
Moon: Ah! Tudo bem, então.
P-san: Certo…
Moon: Vou te deixar aqui, com os seus cinquenta e cinco ventiladores.
P-san: Beleza. *volta a ler a revista*
A história ensina e o calor nunca termina.
No escritório da autora, no Estúdio Happy Green Things.
Moon: Continua calor, Locutor-sama.
Locutor-sama: Bom, isso não é nada para se surpreender.
Moon: Mas o que tinha já deu!
Locutor-sama: Temo que ele está longe de acabar, senhorita Moon.
Moon: Nunca uma boa notícia.
Locutor-sama: As boas notícias estão nas pequenas coisas.
Moon: Não era a alegria?
Locutor-sama: É a mesma coisa.
Moon: Sei, sei.
Locutor-sama: Você vai superar o calor, autora. O segredo é não se preocupar muito com isso!
Moon: Não! Não! O segredo é ter ar condicionado.
Locutor-sama: Coitadinha. Está querendo coisas que são impossíveis de manter.
Moon: Tem razão. Acho que o calor não está me deixando pensar direito.
Locutor-sama: É bem provável.
Moon: Mas as coisas estão difíceis.
Locutor-sama: Estão?
Moon: Sim! Elas nunca estão fáceis.
Locutor-sama: Imagino que quando passamos de nível, a dificuldade vai aumentando.
Moon: Você gosta de ser filosófico, não é?
Locutor-sama: Eu apenas estava fazendo uma observação.
Moon: Uma observação bastante filosófica.
Locutor-sama: Que seja.
Moon: Sabe de uma coisa, Locutor-sama
Locutor-sama: O quê?
Moon: Está nevando nos nossos corações.
Locutor-sama: Está aí uma visão bastante bizarra, autora.
Moon: Hmph. O calor realmente não quer me deixar pensar em algo mais engraçado.
Locutor-sama: É normal nesse época do ano.
Moon: Eu só não estou me esforçando o bastante!
Locutor-sama: Não precisa se preocupar tanto. Tenho certeza que você vai conseguir escrever, independente da temperatura.
Moon: Você me anima, narrador. Pena que você não pode mudar a temperatura para vir um pouquinho mais de vento, não é
Locutor-sama: Eu sou um narrador, isso não quer dizer que posso fazer milagres.
Moon: É, mas eu nunca vou perder a esperança.
Locutor-sama: Esse é o espírito!
Moon: Fico aqui, pensando… E no final não chego a lugar nenhum.
Locutor-sama: É mesmo?
Moon: Você não parece muito interessado.
Locutor-sama: É difícil se interessar em conversar. A garganta acaba ficando muito seca e não há água que sustente.
Moon: Então…
Locutor-sama: Então?
Moon: Se não vamos conversar, faremos o quê?
Locutor-sama: Vamos cultuar o deus ventilador em silêncio.
Moon: Isso é exagero.
Locutor-sama: Espere! Tenho certeza que ele está passando uma mensagem para nós.
Moon: O calor deve ter mexido com os seus miolos.
Locutor-sama: Não. Eu apenas estava fazendo graça.
Moon: Ah! Mas que gracinha a sua graça graciosa.
Locutor-sama: Não seja irônica, não combina com você.
Moon: Bah!
Locutor-sama: O calor a deixa de maior humor.
Nós estamos prontos para o calor! Não, isso é mentira.
Locutor-sama: A abacaxi Zaltana não sabia o motivo, mas estava no topo de uma montanha.
Random: Montanhas são legais!
Zaltana: A autora deve ter sido uma alpinista em outra vida.
Locutor-sama: Não se preocupe com detalhes, Zaltana. Você sabe que vai sair dessa montanha.
Zaltana: Hm, pode até ser. Mas alguém sabe o porquê de eu estar nessa montanha?
Random: Não faço a menor ideia!
Zaltana: E quanto a você, narrador?
Locutor-sama: Eu? Deixa eu pensar…
Zaltana: Pensar! Você não tem um roteiro ou algo do tipo?
Locutor-sama: Ah! Ah! O roteiro. Que cabeça a minha.
Random: A cabeça dele deve estar voando por aí.
Zaltana: Que visão… Assustadora.
Random: De fato!
Locutor-sama: *olhando o roteiro* Deixa eu ver… Hm.
Zaltana: Encontrou alguma coisa?
Random: Encontrou minha escova de dentes?
Locutor-sama: Não. *fecha o roteiro* E isso é para os dois.
Random: Presente?
Locutor-sama: Se você achar que “não” é um presente…
Zaltana: Chega! Eu quero saber o que vou ficar fazendo nessa montanha.
Random: Piquenique!
Locutor-sama: Não é uma má ideia. *tira uma cesta do bolso*
Zaltana: Eu não vou nem perguntar como conseguiu fazer isso.
Locutor-sama: Eu sou um narrador de muitos talentos.
Zaltana: É, imagino que sim.
Locutor-sama: *estica a toalha no chão*
Zaltana: No chão? Sério mesmo?
Locutor-sama: Você está vendo uma mesa por aqui?
Zaltana: *olha para os lados* Hm, não.
Random: Eu estou vendo!
Locutor-sama: Na sua imaginação não conta, amigo Random.
Random: Que pena.
Locutor-sama: Nós três sentamos no chão, em cima da toalha que acabo de esticar.
Zaltana: Bem.
Locutor-sama: Bem?
Zaltana: Isso é um piquenique.
Locutor-sama: Exatamente.
Zaltana: “Exatamente!”
Locutor-sama: Está me imitando?
Random: Acho que é sarcasmo.
Zaltana: A comida, gente! Nós não estamos em um piquenique?
Random: Sim! Nós estamos!
Locutor-sama: Ah, a comida. Claro! Deixa eu ver aqui na cesta que eu trouxe…
Random: Espero que tenha coisa boa!
Zaltana: Isso aí…
Locutor-sama: É um livro. E tem muito mais de onde veio! Autores britânicos, franceses, russos e brasileiros.
Random: Quanta variedade!
Zaltana: Deixa eu ver se eu entendi. Você livros, não comida
Locutor-sama: O livro é o alimento da alma.
Zaltana: Eu não acredito nisso.
Random: Mas é verdade!
Locutor-sama: Isso é um piquenique cultural, senhorita.
Random: Temos que aumentar nossa cultura todos os dias!
Zaltana: Quer saber de uma coisa? Vou descer essa montanha!
Random: Minha nossa. Acho que ela não gostou da nossa ideia.
Locutor-sama: Eu não tinha trazido comida o suficiente para três…
Random: Maldade.
Locutor-sama: Eu sou muito esquecido.
Não precisa ter um motivo. Vai ser assim e pronto!
Locutor-sama: Estávamos todos armados cansados. Nós não tínhamos para onde fugir!
Fábio: Você ainda tem munição?
Barman: Não, infelizmente.
Fábio: Nós estamos ferrados.
Locutor-sama: Nada temam, meus amigos. A senhorita Moon não faria isso conosco.
Fábio: Nós estamos sendo perseguidos por bonecos de neve assassinos, Locutor.
Barman: Sem falar no mal hálito deles.
Fábio: E também estamos encurralados!
Locutor-sama: A situação não está tão mal, assim.
Fábio: Você é mesmo um otimista.
Barman: Alguém tem que ser, nas horas difíceis.
Locutor-sama: É meu trabalho inspirar coragem no coração das pessoas!
Barman: Profundo.
Fábio: Sim, muito bonito. Nós estamos sem munição e os bonecos de neve estão vendo na sua direção!
Locutor-sama: Rimou.
Fábio: Ninguém se importa com isso.
Barman: O Urso Tobi provavelmente se importa.
(Bonecos de neve armados os cercaram)
Chefe Boneco de Neve: Parados! Mãos para cima!
Locutor-sama: Nós nunca nos renderemos.
Chefe Boneco de Neve: Besteira! *aponta uma arma para o Locutor-sama* Mãos para cima!
(Os três levantam as mãos para cima)
Fábio: Estamos perdidos.
Barman: Veja pelo lado bom.
Fábio: Qual?
Barman: Eu não disse que sabia qual era o lado bom.
Chefe Boneco de Neve: Escutem aqui, seus desordeiros. Ninguém entra na nossa área sem autorização.
Fábio: Foi mal. Nós não sabíamos disso…
Chefe Boneco de Neve: “Foi mal”? É tudo o que você tem a dizer?
Barman: Ele já disse. Nós não-
Chefe Boneco de Neve: Tudo que vocês sabem fazer é arrumar desculpas! Humanos desprezíveis. Acha mesmo que vamos perdoá-los facilmente? Acha?
Locutor-sama: Eu acho que sim. Cresci acreditando que bonecos de neve eram criaturas doces e calorosas.
Chefe Boneco de Neve: Calorosas! Isso é coisa para se dizer sobre sobre um boneco de neve?
Locutor-sama: Desculpe se eu o ofendi.
Chefe Boneco de Neve: Não! Eu não o desculpo.
Barman: Isso está começando a ficar chato.
Fábio: Sem falar que estou com os braços doendo.
Chefe Boneco de Neve: Muito engraçado.
Fábio: Mas… Não era para ser engraçado!
Chefe Boneco de Neve: Eu posso achar engraçado o que eu bem entender.
Barman: Esse cara é mesmo maligno.
Chefe Boneco de Neve: Não sou um cara!
Barman: Ah. Desculpe, madame.
Chefe Boneco de Neve: Eu sou um boneco de neve! Isso é difícil de se entender??
Fábio: Na verdade, não.
Locutor-sama: É misterioso como um boneco de neve-
Chefe Boneco de Neve: Chega! Não quero ouvir baboseiras.
Barman: Ele é bastante impaciente.
Fábio: Parece que o Locutor ficou bravo…
Locutor-sama: *abraça o boneco de neve que começa a derreter*
Chefe Boneco de Neve: Mas o quê? Nãaao! UM ABRAÇO? EU IREI ME VINGAR!
Fábio: Espero que seja uma vingança fria para nós.
Barman: No calor isso seria bem vindo.
Frio, eu quero você de volta. Era o único para mim, frio!
Moon: Faz já algum tempinho que eu não vejo o P-san. Será que ele vai estar na varanda agora…?
Na Varanda do Estúdio Happy Green Things.
P-san: Oh, olá Moon!
Moon: Minha nossa senhora! *tremendo de frio* O que houve aqui na varanda?
P-san: Hehehe. Gostou da minha “Winter Wonderland”?
Moon: Eu adorei! É praticamente um Oásis no deserto.
P-san: Era essa a minha intenção. Mas todo mundo sabe que neve é mil vezes melhor nessas horas!
Moon: Claro que sim! Minha nossa. Você fez esse Olaf? Ficou perfeito!
P-san: Na verdade, foi uma questão de treino.
Moon: Deixa eu adivinhar. Cantou “Let it go”?
P-san: Sim! Como pode ver, eu trouxe até a peruca da Elsa!
Moon: Vejo que veio preparadíssimo.
P-san: Mas é claro que sim! Eu sou um pinguim bastante organizado.
Moon: Tenho certeza que sim.
P-san: Minha nossa! Você está quase virando um bloco de gelo.
Moon: Oh, é verdade.
P-san: Tome! Roupas apropriadas.
Moon: Obrigada. Nunca pensei que estaria usando roupas tão quentes nessa época do ano.
P-san: Pois é. A vida não é surpreendente?
Moon: Sim, bastante. Mas não seria mais fácil ir para o Pólo Sul?
P-san: Nah, para quer ir até lá se posso trazer ele até aqui?
Moon: Acho que faz sentido.
P-san: Lógico que faz!
Moon: Sim, sim… Mas me diga, P-san.
P-san: O que foi?
Moon: Esse cactus nessa neve toda não combina nada.
P-san: Ah, o Cactus. Estava junto das minhas coisas.
Moon: Para quê você tem um cactus?
P-san: É de brinquedo.
Moon: Para quê você tem um cactus de brinquedo?
P-san: Para… Nada em particular, eu acho.
Moon: “Eu acho”?
P-san: Talvez fosse para ser uma companhia enquanto eu viajava para o deserto ou algo do gênero.
Moon: Para quê você irá ao deserto?
P-san: Você faz cada pergunta…
Moon: É só por curiosidade.
P-san: Sei lá para quê eu iria ao deserto. Mas é sempre bom estar preparado para tudo!
Moon: Até mesmo ter luvas de boxe?
P-san: Sim, luvas de boxe. Nunca viu?
Moon: Er, não. Mas para quê?
P-san: É sempre bom estar preparado. Não ouviu o que eu disse?
Moon: Sim, acho que eu ouvi. Você é um pinguim bem excêntrico…
P-san: Eu vou aceitar isso como um elogio.
Moon: Pelo amor de deus, P-san. Pombas!
P-san: O que você está implicando agora, autora
Moon: Esse coqueiro… Esse coqueiro!
P-san: É proibido ter um coqueiro na minha “Winter Wonderland”?
Moon: Não, mas…
P-san: Então, pronto!
Não importa se o ventilador está ligado ou não, continua quente do mesmo jeito.
No escritório da autora, em Happy Green Things.
Moon: Está calor, Locutor-sama.
Locutor-sama: Sim. E sabe o que resolveria isso?
Moon: Um ar condicionado?
Locutor-sama: Não.
Moon: Uma passagem só de ida para qualquer lugar frio?
Locutor-sama: Não.
Moon: O que resolveria o nosso problema, então?
Locutor-sama: Ligar o bendito do ventilador!
Moon: Sabe que não podemos, narrador.
Locutor-sama: Senhorita Moon, não sei se está pagando promessa ou coisa do gênero, mas é um absurdo ficarmos de ventilador desligado!
Moon: O ventilador tem que esfriar alguma hora, ué.
Locutor-sama: Ele esfria de noite! De noite!
Moon: Certo, eu já entendi que ele esfria de noite. Precisava mesmo repetir?
Locutor-sama: Sim, precisava.
Moon: Narrador! Nós devemos ser fortes.
Locutor-sama: Fortes?
Moon: Sim! Temos que mostrar para o ventilador que nós não precisamos dele.
Locutor-sama: Você pode não precisar dele, mas eu preciso!
Moon: Locutor, Locutor. Cadê a sua força de vontade??
Locutor-sama: Provavelmente em um lugar que tenha ar condicionado. Ela tem mais bom senso do que eu!
Moon: Ora Locutor, está sendo um tanto ridículo.
Locutor-sama: Senhorita Moon, eu não sou pago para passar calor dentro do seu escritório.
Moon: Bah! Bah!
Locutor-sama: Eu vou ligar o ventilador e ponto final.
Moon: Nã-não faça isso!
Locutor-sama: O que há com esse ventilador de teto?
Moon: Ele… Bem…
Locutor-sama: Por que ele está tocando música ao invés de esfriar nossas cabeças?
Moon: Não é engraçado?
Locutor-sama: Não, autora. Eu não acho isso nada engraçado.
Moon: Volta aqui, Locutor! Eu só estava brincando.
Locutor-sama: Então faça o favor de fazer esse ventilador…
Moon: Pronto! Está satisfeito, agora?
Locutor-sama: Sim, satisfeitíssimo.
Moon: Bah. Pronto! Agora não encha mais minha paciência.
Locutor-sama: Só você mesma para pensar que era uma boa ideia nós ficarmos aqui sem vento!
Moon: Nós temos que testar nossa força de vontade de algum modo.
Locutor-sama: Não acho um teste muito recomendável.
Moon: Oras! Oras. Oras! Pombas.
Locutor-sama: O que há, senhorita Moon?
Moon: O ventilador não toca música ao mesmo tempo que está distribuindo vento!
Locutor-sama: Não diga.
Moon: Mas é uma coisa absurda!
Locutor-sama: O que importa é que ele esteja ventilando, minha cara senhorita Moon.
Moon: Talvez você tenha razão.
Locutor-sama: Mas um ar condicionado ia bem.
Moon: Minha nossa! Você nunca está satisfeito?
Locutor-sama: Creio que seja uma grande falha no ser humano, essa insatisfação eterna sobre tudo e todos.
Moon: Não me venha com frases complexas e filosóficas…
Locutor-sama: Ninguém tem paciência comigo.
Moon: É, Chaves. Ninguém tem paciência contigo.
