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Happy Green Things

Dia 14 de janeiro. Eles estão aqui. Mas finjo que eles não existem, pois está calor demais para tentar compreendê-los.

No estúdio Happy Green Things
Locutor-sama: A Senhorita Moon não aparece aqui desde os doze dias de Natal… Será que a causa foi um crime, aquele que é chamado de PREGUIÇA DE ESCRITOR? Sim, ela provavelmente está procrastinando em algum lugar nesse exato minuto.
Moon: Psiu! Locutor!
Locutor-sama: Esquisito. Podia jurar que esse coqueiro falou comigo.
Moon: Sou eu, seu idiota!
Locutor-sama: E ainda sou insultado! Que ultraje, senhorita Moon. Você quer mesmo acabar com a reputação dos coqueiros?
Moon: Escute, Locutor. Eu não tenho muito tempo.
Locutor-sama: As responsabilidades estão a perseguindo? O sagrado trio Site de Curiosidades, Joguinhos e… Pensando bem, eu não pensei muito nesse piada. Não deu muito certo.
Moon: Muito engraçado! Eu preciso de motivação para escrever!
Locutor-sama: Ah. Entendo. É o terceiro item sagrado! A Falta de Motivação Também conhecida como preguiça, mas falta de motivação é um nome mais bonito.
Moon: Psicologicamente falando, sim. Quero dizer, o cérebro pode estar deprimido demais para qualquer tipo de produtividade… ESPERE! Não é momento de análises psicológicas!
Locutor-sama: Ou você acaba perdendo a ideia, pois vai tomar lanche. A comida acaba fazendo-a esquecer das suas escolhas de dignidades cômicas!
Moon: O que é uma dignidade cômica?
Locutor-sama: É a autora vestida de coqueiro!
Moon: Isso deveria ser falta de dignidade.
Locutor-sama: Foi você quem disse isso. Não eu.
Moon: Francamente! Eu me sinto tão usada!
Locutor-sama: Especialistas diriam que a autora não tem espírito esportivo.
Moon: A minha época de jogar futebol passou muito tempo, narrador.
Locutor-sama: Os leitores não sabem, mas nunca devemos falar de esportes perto da autora. Ela vai lembrar-se, como uma senhora de cem anos quando jogava futebol, e era tão boa nisso que uma vez foi goleira e fez um gol no time adversário.
Moon: Lógico! Aquelas meninas não sabiam jogar!
Locutor-sama: Sim, sim. Como podem ver, a senhorita Moon tem uma frustração de não ter utilizado suas habilidades futebolísticas. Bom. Ainda bem que ela não seguiu carreira, porque caso contrário, não estaria presente aqui, contando essa história.
Moon: Talvez você fosse locutor de jogos de futebol…
Locutor-sama: Eu não entendo nada de futebol.
Moon: Esqueci que você prefere ver o time feminino de tênis.
Locutor-sama: Está insinuando o que estou pensando?
Moon: Talvez.
Locutor-sama: Absurdo! Tênis é um excelente esporte, e todo mundo sabe que o time feminino da Cidade dos Cinco Monumentos é mil vezes melhor do que o masculino.
Moon: Mas assistir um jogo de Tênis dá dor no pescoço! Para acompanhar a bola indo de um lado para o outro, um lado para o outro.
Locutor-sama: Está claro para mim que você não aprecia devidamente o esporte. E quanto a história que você… Não tinha muito tempo?
Moon: Esqueci completamente! Eles chegaram!
Locutor-sama: Uma cupcake e uma xícara de café?
Moon: Comandados pela malvada empadinha de palmito! É tarde demais para mim, Locutor! Diga para o P-san que quero de volta aqueles dez mangos!
Locutor-sama: Será que a empadinha de palmito malvada de um tapa-olho? E uma cicatriz, para deixar o look mais cool?
Moon: LOCUTOOOR!

Happy Green Things

Estou apenas sonhando, ou é uma história nova para o blog?

Em frente ao Estúdio Happy Green Things
Moon: *segurando um molho de chaves* Abro? Não abro? Devo abrir… O Estúdio deve estar cheirando a… Ideias guardadas! Cristo Redentor!
Locutor-sama: Não sabia que era religiosa, senhorita Moon.
Moon: Locutor! Onde está você, narrador? Atrás da moita, não é? Sim. Eu sempre soube que você era do tipo de se esconder… *olha atrás da moita* Cadê tu??
Locutor-sama: Eu não estou no modo de narrador personagem.
Moon: E só agora que me avisa? Sempre tenho que passar vergonha!
Locutor-sama: E então? Vai abrir o estúdio ou não?
Moon: Não sei… Estou com ideias para escrever para o blog, mas… Estou com preguiça!
Locutor-sama: A sua honestidade sempre me emociona.
Moon: Me ajude a decidir, narrador!
Locutor-sama: Não seja absurda. Esse é um momento em que deverá decidir por si mesma.
Moon: Você não serve para nada, mesmo. *cruza os braços e vira a cabeça para o lado*
Locutor-sama: Quanta imaturidade, senhorita Moon. A autora deveria ser o exemplo para os personagens, não o contrário.
Moon: Ai, ai. O pior que ele tem razão. Muito bem! A porta será aberta!
Locutor-sama: Ainda bem! Bem vinda de volta, autora!
Moon: *abre a porta* O que está fazendo vestido de empregada? E porque está narrando atrás da porta? Francamente, esperava mais de ti.
Locutor-sama: Estava no meu modo de narrador observador.
Moon: Vestido de empregada?
Locutor-sama: Não. Você que me fez aparecer vestido de empregada.
Moon: Francamente, o que tenho na cabeça? Você está obviamente desconfortável com essa roupa!
Locutor-sama: Mesmo assim, estou usando porque a sua imaginação me obrigou a colocá-la.
Moon: Deixa eu pensar… Talvez seja melhor você ficar apenas com um espanador?
Locutor-sama: Agora estou segurando um espanador, além de continuar vestido de roupa de empregada.
Moon: Tenho certeza que o fato de estar vestido como empregada está além da minha vontade.
Locutor-sama: Está se divertindo às minhas custas, senhorita Moon.
Moon: Minha nossa! Ele acha que estou me aproveitando da paciência de narrador dele!
Locutor-sama: Lógico que está! Não seja irônica!
Moon: Bem, eu espero que o estúdio esteja limpo, pelo menos.
Locutor-sama: O estúdio está limpo, claro. Nós cuidamos de tudo na sua ausência.
Moon: Você e a Cola-sama, que está atrás daquele vaso brega de flores?
Locutor-sama: Não é um vaso brega! Eu comprei em um antiquário!
Moon: Continua brega.
Cola-sama: Olá, autora. E a sua história que estava escrevendo para o NanoWrimo?
Moon: Ela está sendo escrita! Sendo escrita está!
Cola-sama: Mas nesse exato momento você escreve para o blog. Não dá para digitar duas coisas ao mesmo tempo.
Moon: Calada! Eu faço o que posso.
Cola-sama: Uma futura pedagoga grosseira. O seu amanhã será sombrio.
Moon: Pombas! Não faça isso comigo, Cola-sama! Narrador, você voltou as suas roupas normais.
Locutor-sama: Mas de chinelo e bermuda.
Moon: Claro, você quer morrer nesse calor?
Locutor-sama: É só ligar o ar condicionado.
Moon: Não seja ridículo. Temos que pensar no meio ambiente!
Cola-sama: Está apenas dizendo isso porque não dá para ter um ar condicionado em casa.
Moon: Fique quieta, Cola-sama. Você continua detestável.
Cola-sama: Alguém tem que fazer esse papel, e eu tenha grande boa vontade para isso!
Moon: Nossa, fico tão tranquila ao saber disso.
Locutor-sama: E agora, autora?
Moon: O futuro fica melhor se não for planejado. *faz um sinal afirmativo com a mão*
Locutor-sama: Isso quer dizer que vai continuar deixando o blog abandonado, e também o estúdio.
Moon: Não precisa ser tão negativo.
Cola-sama: Se precisar, escrevo as histórias.
Moon: Quer pegar o meu trabalho??
Cola-sama: Você não está o exercendo, mesmo.
Moon: Eu merecia ouvir isso, narrador?
Locutor-sama: Minha opinião como profissional não conta nessa discussão desnecessária.
Moon e Cola-sama: Não é desnecessária!
Locutor-sama: Certo… Eu vou sair andando e deixar as duas se confraternizando.

Happy Green Things

Perfecionismo é uma palavra difícil, mas se você quer saber tem algo mais com bicho preguiça em uma árvore do que você imagina

Lado de fora do estúdio Happy Green Things, jardim.
Moon: Meu perfeccionismo ataca novamente, Locutor-sama.
Locutor-sama: *regando as flores do jardim* É mesmo, senhorita Moon?
Moon: Sim! Eu tinha escrito posts para o blog, mas..
Locutor-sama: Deixe eu adivinhar. você planejava fazer algo grande? Ou deixou alguma história de lado, que envolvia o narrador das suas histórias?
Moon: Eita! Não precisa me fulminar com os olhos. Vai maltratar das plantas do jardim, também?
Locutor-sama: Está de brincadeira? Quem sou eu, além de um humilde contador das suas histórias, não tenho motivo a não ser tratar bem da natureza.
Moon: Certo, você está em um tom de voz salgado demais para o meu gosto. Vou te deixar sozinho…
Locutor-sama: Exagero seu, autora. Eu sou magnânimo, e te perdoo apesar de não ter o devido merecimento.
Moon: Quando criaram a definição “chato de galochas” deveriam estar se referindo a você.
Locutor-sama: Fico lisonjeado com o seu insulto, sem ter palavras malcriadas como escolha de vocabulário. Qual era o problema, mesmo?
Moon: Deixa para lá, eu não sou a babaca que vai repetir tudo que eu já disse. Se estava mergulhado nos seus pensamentos, então…
Locutor-sama: Fale que eu te escuto.
Moon: Que tipo de abordagem uso para minha preguiça? Minha angústia eterna por perfeição? Porquê tudo que eu resolvo fazer tem que ser tão chato!
Locutor-sama: Quer um conselho, do fundo do meu coração?
Moon: Tudo bem.
Locutor-sama: Escute seu…
Moon: Coração?
Locutor-sama: Não, o cérebro. Sua estrutura de personalidade racional, o que vai ser firme e fria o bastante para lidar com situações difíceis.
Moon: Puxa! Você sabe dar bom conselho?
Locutor-sama: Vou fingir que não notei o seu tom de descaso e ironia.
Moon: E você ainda por cima tem bom coração!
Locutor-sama: Pare com essa provocação barata, ou nossa conversa está terminada!
Moon: Beleza. Eu entendi o recado. *faz sinal positivo com a mão* Tá vendo? Botão de curtida de rede social.
Locutor-sama: Não achei nada engraçado.
Moon: Aí que você se engana! Eu sou genial! Quem não ri da minha piada, só é narrador boboca!
Locutor-sama: Espero que os leitores que não deem risada, fiquem livres de sentimentos de ofensa.
Moon: Ora, vamos. Eu não sou tão grosseira assim.
Locutor-sama: Quem sou eu para discutir? O seu narrador, tolo que está apenas se utilizando de palavras passivo-agressivas.
Moon: Mas como você é vingativo! Eu trato da sua história assim que possível. Tenha um pouco de paciência divina, meu anjo celestial.
Locutor-sama: Elogios vazios não vão te levar a nada.
Moon: Preciso é tratar de contratar um jardineiro! A-HÁ! Olha que piada boa!
Locutor-sama: Não vi nada de cômico.
Moon: Mentiroso! Virou a cara para rir!
Locutor-sama: Não me importo.
Moon: Cara feia para mim, é fome.
Locutor-sama: Eu não esperava nada de diferente, vindo de uma taurina.
Moon: Lá vem a piada de signo! Escorpião vingativo.
Locutor-sama: Claro, sou tão ruim que vou dominar o mundo segunda-feira que vem.
Moon: Que o mundo seja livre de tão grande falta de sorte…

Happy Green Things

Surpresa: Uma história!

– Uma “continuação” da história do dia 02/04/2016. (eu estava devendo)
Locutor-sama: Estava o narrador andando pelo misterioso e um tanto extenso estúdio de Happy Green Things. É um tanto sombrio pensar que, uma ideia pode pular a qualquer minuto! Mas estou sendo um tanto exagerado – Ideias não pulam. Ou será que pulam? Quando se trata da autora, eu nunca posso ter cem por cento de certeza do que ela vai escrever…
Random: *no ombro do Locutor-sama* Muita fala, pouca ação!
Locutor-sama: Não seja impaciente.
Random: Ouviu esse barulho?
Locutor-sama: Ouvi. Será que a senhorita Moon resolveu finalmente voltar?
Random: Sabe, falar “ela voltou com batatas” também resolve.
Locutor-sama: Pare de se pegar a detalhes! E não seja aleatório ao mesmo tempo. Vai deixar a história confusa!
Random: Ok! Ok! Vamos ver o barulho, de uma vez?
Locutor-sama: Sim, sim. Vamos!
Os dois chegaram a sala de arquivos. Um pouco tenso, Locutor-sama aproximou-se devagar… Mesmo sendo de dia, o fato de não ter ninguém no estúdio fazia o silêncio mortal ser TENSO.
Locutor-sama: É a filha do Wolf e da Miss Cupcake!
Random: O que está fazendo aqui?
Tuppence: Ah! É aquele… como é o seu nome mesmo?
Random: O meu? Ou o do Locutor?
Tuppence: Ah! Random. É, desculpem pela intrusão. É que sabe…
Random: Como ela entrou aqui? Ela trouxe batatas?
Tuppence: Eu não trouxe batatas, mas trouxe interesse!
Random: *cai uma lágrima* Nossa! Essa foi uma exclamação tão profunda.
Locutor-sama: O que você está interessada?
Tuppence: Em ser uma narradora!
Random: Oh! Então está explicado – foi ela que disse a narrativa em negrito itálico!
Locutor-sama: Eu não acho que seja esse, o termo correto para-
Random: Me lembre de nunca te convidar para festas!
Tuppence: Então? Como foi a minha narrativa? Meus olhos estão brilhando com expectativa e otimismo infantil!
Locutor-sama: Para sua idade, posso afirmar que você tem futuro.
Tuppence: Nada dessa história de “para a sua idade!” – Sim? Não? Talvez? Ou eu sou jovem de mais para ser uma pupila sua?
Random: Acho que você não bate muito bem da cabeça… Eu por exemplo, não queria nem ser o parceiro nos crimes com o Locutor-sama!
Locutor-sama: Minha resposta vai depender da autorização dos seus pais. Ah, e uma coisa também importante!
Tuppence: O quê? O quê foi?
Locutor-sama: A sala dos arquivos é um local sagrado, pois há roteiros para as mais diversas utilidades. Nas mãos de um criança pode não ter graves consequências, mas nas erradas poderá gerar catástrofes!
Random: Vai ver que ela queria brincar de vidente!
Tuppence: Foi exatamente o que eu fiz…
Random: Não sou um boneco de palito inteligente?
Locutor-sama: Só usaste a lógica… Espere. Você andou entrando na sala de arquivos, Random??
Random: *pula do ombro do Locutor-sana, sai assobiando*

Happy Green Things

Todos nós temos que acreditar em alguma coisa! Mesmo que seja em duendes.

No escritório da autora, em Happy Green Things
Moon: *em frente ao computador* Hoje é primeiro de abril! Isso significa duas coisas: Dia da mentira, e vinte um dias para eu comer bolo! Ficar mais velha perdeu a graça, o bolo serve para isso… Um consolo para chegar a maioridade.
Kekekê: Mas Moon! Você não vai fazer dezoito!
Moon: Kekekê! De onde você veio?
Kekekê: Da porta. Tava aberta!
Moon: Ah, tá. Fale aí, qual são as novas?
Kekekê: Bem, nada de muito extraordinário. Mas vim visitá-la!
Moon: Me visitar? E devo essa grande honra pois…?
Kekekê: Pois hoje está um baita calor e eu vim checar se você está escrevendo ou fazendo uma tese sobre como o mundo é injusto, e que ar condicionado deveria ser um direito humano.
Moon: Hahaha… *fecha o documento de texto após salvá-lo*
Kekekê: Moonzinha! Existem dezenas de ideias, e você sempre sofre do “bloqueio” chamado… Farei piadas com calor até não poder mais.
Moon: Não entendo qual é o problema com isso.
Kekekê: Deveria desenvolver outras ideias! Aquelas que não são apenas uma desculpa para falar sobre calor.
Moon: Eu não sei do que está falando.
Kekekê: Você sabe MUITO bem do que eu estou falando. Posso ser bonzinho, mas não sou bobo.
Moon: Tem razão, Kekekê. Quem é casado com a Matilde não é bobo, é tolamente corajoso.
Kekekê: Eu não vim aqui para falar sobre a minha vida conjugal.
Moon: Oh! Sempre tão cheio de palavreado, esse meu duendinho!
Kekekê: ‘Cê tá me enrolando?
Moon: Eeeeu? Quer um pedaço de ovo de páscoa, Kekekê querido?
Kekekê: Não, obrigado.
Moon: Está bem! *cruza os braços* Não farei especial de abril esse ano. Não é para isso que veio?
Kekekê: Talvez. Se quiser, não faça. Expanda seu universo e suas opções, não precisa ter especial de abril se não estiver afim de escrever.
Moon: Que absurdo, Kekekê! Até parece que eu faço coisas de…
Kekekê: *em silêncio*
Moon: Pare de me olhar assim! Você é pior que o grilo do Pinóquio.
Kekekê: Eu tenho cara de grilo?
Moon: Entendeu muito bem o que eu quis dizer, duendinho!
Kekekê: Não aponte o dedo, é feio.
Moon: Não precisa me tratar como se eu fosse uma criança, Kekekê…
Kekekê: Eu sei que não é nenhuma criança, senhorita. Mas…
Moon: Mas?
Kekekê: Como posso dizer isso?
Tuta-sama: Você é uma completa descabeçada!
Kekekê: Tuta!
Tuta-sama: Eu sempre falo as mais completas verdades. Mesmo que elas só se resumem em uma palavra!

Happy Green Things

Meditação e concentração andam juntas! Rimou. E até os pinguins precisam disso.

No telhado do estúdio de Happy Green Things.
(P-san está no telhado, em um momento de muita concentração.)
Moon: P-san! P-san! (o pinguim está sentado no chão)
P-san: *abre um olho* O que foi?
Moon: Eu estava querendo alguém para conversar.
P-san: E eu, inspiração.
Moon: Oh! E eu te interrompi?
P-san: Não se preocupe quanto a isso. *levanta do chão*
Moon: Ah! P-san é um bom companheiro, é um bom companheiro!
P-san: Vamos, sobre o que quer conversar? Quem sabe eu consiga alguma coisa.
Moon: Então vamos conversar sobre inspiração! E de transpiração também, se você quiser.
P-san: OH! Não, eu dispenso conversar sobre transpiração.
Moon: Mas a arte não é feita de 99% de inspiração e 1% de transpiração?
P-san: É o que dizem.
Moon: O famoso sujeito oculto na frase!
P-san: Sujeito oculto, huh…
Moon: Mas ei, que tipo de inspiração você está precisando?
P-san: Estou precisando de algo magnífico! Incrível! Maravilhoso!
Moon: Algo Miraculous? Hein? Heeeein?
P-san: Não! Nada de Miraculous Ladybug! Precisa ser algo original.
Moon: Original, hein… Nem nada inspiração em Ladybug?
P-san: Sou um pinguim, porque faria algo de joaninhas?
Moon: Tem razão. Mas! Não precisa ser tão egocêntrico, meu amigo.
P-san: Você não entendeu direito o que eu quis dizer… Bom. Não tem problema! Pense, pense! Algo interessante!
Moon: Sei lá. Não está curtindo nenhuma das minhas ideias… Como posso te ajudar a ter inspiração?
P-san: Se eu soubesse, eu não estaria pedindo ajuda, não concorda comigo?
Moon: Droga! Detesto quando você tem razão, P-san. E agora?
P-san: E agora? Vamos ver… Vamos esperar! A musa inspiradora!
Moon: Ao invés de esperar pela musa, deveríamos tomar uma atitude!
P-san: Acha MESMO? Eu não sei…
Moon: P-san! Todo mundo sabe que as musas sempre ficam presas no cabeleireiro!
P-san: Isso explica porque tem vezes que elas não aparecem, não importa o que você faça!
Moon: Sim, exatamente! Então vamos! Vamos tomar uma atitude.
P-san: Continua repetindo essa história de tomar uma atitude. Só que, o que devemos fazer, exatamente?
Moon: Sei lá… Esperar uma ideia boa cair do céu!
(Mal terminou de falar, a TARDIS de Doctor Who caiu do céu e despareceu no ar.)
Moon: Oh! Aquilo foi o que eu pensei.
P-san: É isso! Finalmente entendi o que quero fazer.
Moon: Vai fazer uma cabine telefônica?
P-san: Melhor que isso! E eu não quero ser processado. Foi fazer algo que seja maior por dentro, como a TARDIS.
Moon: Certo, então. Ei! Que tal uma geladeira?
P-san: Uma sala secreta em uma geladeira… Isso é perfeito! Eu farei para você, já que me deu a ideia da geladeira.
Moon: Yay!

Happy Green Things

O poder deve ser usado com responsabilidade. Tô olhando para você, Ganondorf!

Locutor-sama: Estou aqui no escritório da senhorita Moon. E o meu amigo Random está me fazendo companhia.
Random: Estou sem ideias inovadoras para aleatoriedades.
Locutor-sama: Não há necessidade de ficar frustrado. Nós temos dias em que as palavras simplesmente recusam-se de sair da nossa boca.
Random: Eu queria ter a habilidade de ser tão dramático quanto você, meu amigo.
Locutor-sama: Acho que nós dois temos nossas habilidades em categorias diferentes, não acha?
Random: Pode ser! Mas eu posso culpar uma coisa sobre o meu bloqueio espiritual aleatório.
Locutor-sama: Irá culpar o calor, imagino.
Random: Não! Está achando que sou como a Moon? Eu só queria uma refrescada de ideias interessantes e realmente engraçadas.
Locutor-sama: Complexo. E ainda bem que a Senhorita Moon não está aqui para ouvir o que você disse.
Random: Oh! Sorte a minha.
Locutor-sama: Falando nela, onde será que ela está?
Random: Não faço a menor ideia. Será que foi passear no bosque, enquanto o lobo não vem?
Locutor-sama: Não consigo visualizá-la sendo adorável e cantando sobre levar doces para vovozinha.
Random: Isso soou um tanto cruel.
Locutor-sama: A verdade pode doer, mas não importa. Vamos procurar a senhorita Moon!
Random: Podemos comer sushi primeiro? Estou com vontade desde ontem!
Locutor-sama: Paciência, Random.

(Nos corredores do estúdio Happy Green Things)
Locutor-sama: Vamos ver… Se eu fosse a autora, onde teria ido?
Random: Saído correndo!
Locutor-sama: Não, não. Vamos pensar novamente.
Random: Em temperatura?
Locutor-sama: Temperatura! Isso mesmo, Random. Você é um gênio!
Random: Sempre desconfiei de uma inteligência na minha cabecinha.
Locutor-sama: (na cozinha) A geladeira, Random!
Random: Mas humanos não podem ficar na geladeira…
Locutor-sama: Observe bem a paisagem. Duas geladeiras!
Random: Oh! É mesmo. Pensei que fossem duas geladeiras para separar o saudável da gulodice.
Locutor-sama: Improvável. Agora, está vendo? Essa geladeira não é a que está sempre aqui. E abrindo nos vamos encontrar… (abre a geladeira vermelha com bolinhas pretas)
Moon: Polar não quer sempre incomodado. Polar precisa de privacidade!
Locutor-sama: Isso é uma geladeira com uma sala secreta?
Random: Uau! É maior por dentro.
Moon: Vocês gostaram? P-san construiu para mim.
Locutor-sama: Isso é abuso de poder…
Moon: Bobagem, ele fez por livre e espontânea vontade.
Random: Tem sushi? Não queria ser chato…
Moon: Tem sushi na outra geladeira. Pode pegar, se quer tanto assim.
Random: OH! Obrigadobrigadoobrigado!
Moon: E aí, Locutor?
Locutor-sama: E aí…. O quê? Não há nada de interessante ou de novidade para eu compartilhar.
Moon: Compartilhe apenas se for pela internet.
Locutor-sama: Piada hilária…

Happy Green Things

Ah, as piadas nunca terminam… Elas apenas saem pela porta!

Locutor-sama: Estou no escritório da autora em Happy Green Things. Porém, ela não está. E se a autora não está aqui, onde ela estará?
Cola-sama: Ela tem que aparecer! Essas histórias não poderão ser escritas sozinhas.
Locutor-sama: Eu sei que ainda faltam histórias para serem completadas no cronograma.
Cola-sama: Ah! Ainda bem que você sabe. Agora, diga-me… Onde ela está?
Moon: *abre a porta do escritório* Ah, vocês estão aí.
Locutor-sama: Sim, nós estamos.
Cola-sama: Escute. Faltam treze dias para você completar o mês de março…
Moon: Shh!
Cola-sama: O que foi?
Moon: Sabem, quando as coisas estão difíceis eu apenas consigo pensar em uma coisa. *senta na cadeira*
Locutor-sama: Em Miraculous Ladybug?
Moon: Não! Mas eu penso no porquê da galinha NÃO ter atravessado a rua.
Locutor-sama: Céus, senhorita Moon. A piada da galinha e atravessar a rua são coisas ultrapassadas.
Moon: Você ainda não entender o porquê disso ser importante, narrador.
Locutor-sama: Não, eu não entendi.
Moon: Diga-me, Cola-sama. Por qual motivo a galinha não atravessou a rua?
Cola-sama: Você quer que EU responda?
Moon: Sim. Diga para mim, o porquê.
Cola-sama: Não acho que vale a pena responder uma pergunta sobre uma piada tão clichê como essa.
Locutor-sama: A galinha NÃO atravessou a rua porquê…
Moon: Sem spoiler, Locutor-sama!
Cola-sama: Eu não entendo o porquê de fazer essa pergunta para mim.
Moon: Ah, vá. Seja legal e apenas responda essa pergunta.
Cola-sama: Galinhas não tentam atravessar a rua, sabe.
Moon: A lógica deve ser jogada pela janela.
Cola-sama: Paciência, Cola-sama. Tenha paciência!
Moon: Então? Você não tem resposta para essa pergunta?
Cola-sama: Eu só não vejo o porquê-
Moon: Shh! *levanta da cadeira* Cola-sama! Pense nisso seriamente.
Cola-sama: A partir do momento em que você coloca uma galinha-
Moon: O que você tem contra as galinhas?
Cola-sama: O que as galinhas tem de tão especial??
Moon: Entendo. Você não gosta de galinhas. Então pouco importa para você o porquê delas não terem atravessar a rua.
Cola-sama: Essa conversa não vai para lugar nenhum! Eu não acho que-
Moon: Espere!
Cola-sama: Esperar o quê?
Moon: Está vindo- Oh! O Locutor-sama saiu da cena. Espero que ele tenha ido buscar uma pizza.
Cola-sama: Nem ele quer saber sobre essa conversa de galinhas atravessando a rua ou não.
Locutor-sama: Estou aqui, autora.
Moon: Para onde você tinha ido?
Locutor-sama: Eu… Nunca saí daqui.
Cola-sama: Ele está fantasiado de moita.
Moon: É melhor fingir que não viu.

Happy Green Things

Ainda sobre pudins.

No escritório da autora, Em Happy Green Things.
Moon: Eu não acredito que existe pudim de arroz doce! Você acredita nisso, Locutor-sama?
Matilde: O Locutor-sama não está aqui.
Moon: Oh… O que aconteceu com ele? Ele… Morreu?
Matilde: Não. Ele não morreu.
Moon: Oh. Mas sabe, o pudim de arroz doce…
Matilde: Não faz diferença para você?
Moon: Oi?
Matilde: Não faz diferença para você eu estar aqui?
Moon: Er… Talvez faça diferença. Porquê você está aqui?
Matilde: Eu sou que você está com bloqueio criativo.
Moon: Ah! Você… Soube.
Matilde: Então vim forçá-la a escrever mesmo assim.
Moon: Então nós vamos ter uma emocionante conversa sobre pudim de arroz doce.
Matilde: Mas eu não quero conversar sobre pudim de arroz doce!
Moon: É uma pena. Pois é isso que nós temos para hoje!
Matilde: Quando você diz “nós”, quer dizer o quê?
Moon: Eu e a minha cabeça!
Matilde: Então você e a sua… cabeça vão ter que pensar em uma ideia melhor do que escrever sobre pudim de arroz doce!
Moon: Mas é tão fascinante! Será que tem pudim de brigadeiro?
Matilde: Lógico que existe!
Moon: Eu sei! É apenas uma desculpa para olhar imagens de pudim de brigadeiro.
Matilde: Eu não acredito nisso.
Moon: Tem razão! Vamos falar de outra coisa!
Matilde: De ideias melhores que não sejam sobre pudim?
Moon: Você tem alguma coisa contra o pudim?
Matilde: Eu tenho contra ideias bobas e relacionadas a doce.
Moon: Olha, eu não estou aqui para te agradar! Se eu e a minha cabeça quisermos falar sobre doce a história toda, é isso que iremos fazer!
Matilde: Tá! Se você quer falar sobre doces, fale o quanto quiser! Eu não vou fazer nada sobre isso.
Moon: Você não vai? Que ótimo!
Matilde: Sim! Você pode ir olhar sobre pudim de brigadeiro, pudim de baba de dragão… Faça o que quiser!
Moon: Pudim de baba de dragão? Que horror!
Matilde: Tem razão. É mesmo horrível.
Moon: Se você acha horrível, então porque diz essas coisas?
Matilde: Eu digo essas coisas porque… porque… MEU DEUS!
Moon: O que foi? O que foi?
Matilde: Agora eu fiquei com vontade de comer pudim de brigadeiro!
Moon: Sim! Eu também! Esqueci de tudo sobre viver… Só consigo pensar em pudim de brigadeiro.
Matilde: Olhe só o que você fez!
Moon: Não se desespere! Vamos olhar imagens de pudim de brigadeiro até nos sentirmos melhor.
Matilde: Isso só vai me dar mais vontade de comer pudim de brigadeiro!
Moon: Foi mal.

Happy Green Things

Em qualquer lugar, mas não aqui.

Locutor-sama: Os passarinhos cantavam, e acredito que se fosse possível de enxergar, até o sol deve estar sorrindo. Mas mesmo assim, sinto um frio na espinha terrível. Isso é…! Sim, só pode significar uma coisa.
Moon: (no escritório) Acalme-se, você consegue… Só escrever uma palavra atrás da outra, até terminar. Uma palavra após a outra, uma palavra após a outra…
Locutor-sama: Eu estava construindo um castelo de cartas. Respiro fundo, esperando pacientemente para essa sensação passar…
Moon: LOCUTOR-SAMA!
Locutor-sama: (em outra sala) Olá, senhorita Moon. Que prazer em vê-la.
Moon: Me diga uma coisa, narrador.
Locutor-sama: Estou escutando.
Moon: Você acha que estou com bloqueio criativo?
Locutor-sama: Sou apenas o seu personagem. Estou na sua cabeça… Mas, mesmo assim eu não posso responder sua pergunta.
Moon: É, é. Um bom argumento!
Locutor-sama: Tenho que ser bom em argumentos, pois trabalho com uma autora de personalidade difícil.
Moon: Você sabe que estou escutando, não sabe?
Locutor-sama: Oh. Sim, claro! Ignore o que eu disse. Apenas sou um mero narrador, que…. Hm… Será que poderia parar de me olhar desse modo intimidante?
Moon: O quê? E-eu estou te intimidando?
Locutor-sama: Bem, você está olhando daquele modo que parece dizer que vai… Comer pudim.
Moon: Comer Pudim? Mas eu não quero comer pudim.
Locutor-sama: Tem razão. Sou eu que estou pensando em pudim.
Moon: Então… Vá lá, comer pudim. Quem sou eu para te impedir?
Locutor-sama: A autora. Que pode colocar sapatos de palhaço nos meus pés só para ser engraçado.
Moon: Não, não. Sapatos de palhaço NÃO são engraçados.
Locutor-sama: Não são… Engraçados?
Moon: Não! E vá comer logo o seu pudim.
Locutor-sama: Certo, certo. *sai da sala*
Moon: Hm… Aqui na tag diz “Matilde”! Mas de onde a Matilde vai aparecer? OH! Já sei! Em algum lugar dessa sala, tem um pôster da Matilde! Como se fosse um “easter egg”!
Matilde: Está dizendo que eu sou um ovo de páscoa?
Moon: Não, não. É que eu coloquei que você ia aparecer na história… Mas eu esqueci completamente o que ia ser.
Matilde: Ah, claro! É só eu estar uma historinha para você esquecer qual ia ser a minha-
Locutor-sama: Voltei.
Moon: Isso não é pudim, Locutor-sama.
Locutor-sama: Claro que isso é pudim. É pudim de arroz.
Moon:: Na minha terra chamam isso de “arroz doce”.
Locutor-sama: Não, não. É pudim de arroz! Mas, de fato… É pudim de arroz doce.
Moon: Céus… *espantada* PUDIM DE ARROZ DOCE EXISTE?
Matilde: O que uma busca na internet não resolve.
Moon: Meu mundo caiu!