Locutor-sama: Estúdio Happy Green Things. Por alguma razão, nós estamos sendo invadidos por…
Moon: Golfinhos de pelúcia?
Locutor-sama: Eles estão armados.
Moon: Golfinhos de pelúcia, ainda por cima armados? Que absurdo!
Locutor-sama: A história de hoje é colorida, pelo menos.
Moon: E isso faz diferença?
Locutor-sama: É claro que faz.
Moon: Detalhes! Esses golfinhos de pelúcia são perigosos!
Locutor-sama: São mesmo. Olha só, a expressão que eles estão fazendo!
Moon: É uma expressão maligna.
Locutor-sama: Eles devem estar querendo, dominar o mundo.
Moon: Fato. Olha só para eles… são golfinhos! Qualquer um, deixaria a chefia do mundo, para essas criaturas.
Locutor-sama: Golfinhos são bonitinhos, as versões pelúcias compartilham a mesma qualidade.
Moon: Sim, sim. Mas eu estava reparando…
Locutor-sama: O que foi?
Moon: Eles estão mesmo armados?
Locutor-sama: Eu disse isso, em uma das frases de cima.
Moon: Os golfinhos são de pelúcia! As armas não podem ser de verdade.
Locutor-sama: Você deve ter razão, eu acho.
Moon: O que eles tem na mão?
Locutor-sama: Eu disse, que são armas…
Moon: Sei, sei! Mas que tipo?
Locutor-sama: Parece que estão fazendo uma demonstração.
Moon: Maionese?! E ali é chocolate?
Locutor-sama: Chocolate.
Moon: Sorvete de chocolate.
Locutor-sama: É possível.
Moon: Achocolatado?
Locutor-sama: Também é bem possível.
Moon: Interessante.
Locutor-sama: Muito interessante.
Moon: Estamos perdidos.
Locutor-sama: Não acredito nisso, autora.
Moon: Você está sendo muito positivo. E se forem golfinhos mafiosos?
Locutor-sama: Mafiosos? Com charuto, e tudo?
Moon: Pensando bem, não é nada politicamente correto.
Locutor-sama: Sou obrigado a concordar.
Moon: O que vamos fazer?
Locutor-sama: Nada.
Moon: Nada?!
Locutor-sama: Os golfinhos de pelúcia, estão indo embora.
Moon: Surpreendente.
Locutor-sama: As tartarugas ninjas, vieram nos salvar.
Moon: Tartarugas ninjas? Sério?
Locutor-sama: Meus heróis de infância.
Moon: Pode pedir um autógrafo, então.
Locutor-sama: Sério? Muita gentileza de sua parte, autora.
Existem histórias que a autora nunca fica satisfeita, do jeito que elas ficam.
[Meu escritório, no estúdio de Happy Green Things.]
Moon: O que foi, Locutor-sama?
[O narrador havia acabado de chegar no escritório.]
Locutor-sama: Apareceram uns homens estranhos, que queriam vê-la.
Moon: É?
Locutor-sama: É melhor você vir comigo.
Moon: Homens estranhos? Já não basta você, de estranho?
Locutor-sama: Interessante observação.
[Nós dois fomos até a porta do estúdio, onde estavam os homens estranhos.]
Estranho 1: Bom dia. Nós somos o pessoal dos desprezados.
Estranho 2: Personagens, histórias… Tudo que for desprezado.
Moon: Tá, já entendi.
Estranho 1: Você é a autora?
Moon: Sim.
Estranho 2: Você dispensou catorze histórias.
Moon: E dái?
Estranho 1: Precisamos saber o motivo.
Moon: O motivo?
Estranho 2: Exatamente. O que foi que você não entendeu?
Moon: Para quê vocês querem saber?
Estranho 1: Histórias não podem ser desprezadas.
Moon: É?
Estranho 2: Nem personagens.
Moon: E onde vocês querem chegar com isso?
Estranho 1: Você tinha escrito histórias completas.
Estranho 2: Outras, você começou apenas.
Estranho 1: Não era mais fácil, terminar as ideias que você tinha?
Moon: Deu preguiça.
Estranho 1: Preguiça nunca é uma boa justificativa.
Estranho 2: Você deve ter responsabilidade.
Moon: Oras, eu vou deixar as histórias para mais tarde.
Locutor-sama: Não acho que esses homens vão querer entrar em um acordo…
Estranho 1: Podemos entrar em um acordo.
Estranho 2: Se você quiser, é claro.
Moon: Que tipo de acordo?
Estranho 1: Que você tem que concordar, jogar fora as outras ideias me parece…
Estranho 2: Desnecessário, e exagerado.
Moon: Acho que essa história, também vai ser arquivada. Não estou achando interessante.
Estranho 1: Por favor. Isso é exagero.
Estranho 2: Você está sendo perfeccionista.
Moon: Não é isso. Apenas não achei as histórias suficientemente interessantes.
Estranho 1: Tinha catorze histórias.
Estranho 2: Uma delas tinha que ser boa. Não é possível que todas eram ruins.
Moon: Bem…
Estranho 1: Tem 27 rascunhos no wordpress.
Estranho 2: Acho melhor nós nem comentarmos, sobre esse detalhe.
Estranho 1: Vamos lembrar que, nada adianta você reescrever várias vezes….
Moon: Deve haver algo de errado nessa frase…
Estranho 2: Assim não vai adiantar. Você não vai terminar nada.
Moon: É?
Estranho 1: Nós vamos embora.
Estranho 2: Nós voltaremos, se necessário.
Moon: E vocês vieram para dizer essas coisas estranhas?
Estranho 1: Exatamente.
Estranho 2: Espero que você pense sobre o assunto.
Uma história qualquer, no escritório da autora.
[Cola-sama entrou no meu escritório.]
Cola-sama: Isso é incrível!
Moon: Lá vem…
Cola-sama: Tinham histórias melhores, só que você não quis terminar.
Moon: Elas estavam confusas.
Cola-sama: E as que você publicou recentemente?
Moon: Geniais?
Cola-sama: Escrever várias coisas misturadas, e terminar a história da maneira mais sem sentido possível, não é algo genial. Você não tem bom senso?
Moon: Tenho. Mas ele fugiu.
Cola-sama: Então você tinha!
Moon: Não, eu ainda tenho.
[Locutor-sama entra no escritório.]
Locutor-sama: Autora? Você ainda está assim?
Moon: Não.
Locutor-sama: Eu espero que você não comece, a se interessar pelo não.
Moon: O não, não é interessante.
Cola-sama: O que está havendo, Locutor-sama?
Locutor-sama: Bem, a autora acha que tudo que anda escrevendo está péssimo.
Cola-sama: Isso eu concordo.
Moon: (bate com a cabeça na mesa)
Locutor-sama: Autora!!
Moon: Preciso de férias.
Locutor-sama: Não seria melhor…?
Moon: Não! Eu não vou dar uma pausa.
Cola-sama: Você gosta de falar a palavra não.
Moon: As coisas vão melhorar!
[Hello entra no escritório da autora.]
Hello: Moon! Precisamos conversar.
Moon: Que foi?
Hello: Vou escrever as histórias que restam, para completar o fim do mês.
Moon: Você tem noção, que tem algo de errado com a sua frase?
Hello: O quê? Vai corrigir o meu português?
Moon: Não! Para quê eu te deixaria escrevendo as histórias?
Hello: Você está precisando de uma folga.
Moon: Eu não estou precisando de uma folga.
Hello: Está sim
Moon: Me dê um bom motivo, para deixá-la escrever as histórias para o blog.
Hello: Eu já não sou um bom motivo?
Moon: Está se achando?
Hello: Um pouco.
Moon: Não. Prefiro deixar o Olliver escrever as histórias.
Hello: Que seja o Olliver, então!
Moon: Não. Esquece, eu mesma vou escrever.
Locutor-sama: Tem certeza?
Moon: Claro, quem mais escreve as histórias?
Cola-sama: Pensei que aquele boneco de palito também escrevesse.
Moon: Vamos parar por aqui, antes que eu desista da história?
Hello: Você não pode desistir das histórias, Moon. Você tem que ir até o fim!
Moon: Bem, então eu cheguei até o fim.
Não dá para fazer reuniões…
[Estava eu na sala de reuniões, no estúdio Happy Green Things.]
[Cola-sama, Lalali, Hércules, e Locutor-sama estavam presentes.]
[Participação especial do Random.]
Locutor-sama: Autora, eu preciso fazer uma pergunta.
Moon: O que foi?
Locutor-sama: Não sou mais o narrador?
Moon: Você fica sem voz, se trabalha demais. Só vai narrar em algumas histórias.
Random: CAPACETE!
Locutor-sama: Capacete? Interessante, Random! Você sempre sabe me surpreender.
Random: Para quê servem os amigos?
Moon: Para ficarem calados nas reuniões importantes!
Lalali: Autora, você disse que estava com algum problema.
Moon: Oh, sim. Escrevi várias histórias para o mês de março, que não vão sair.
Cola-sama: Está jogando roteiro fora?
Moon: Nem tanto… Estou guardando.
Cola-sama: Deveria jogar fora!
Hércules: Qual o motivo? Mudou de ideia?
Moon: Bem… no final, pensei que não ficaram tão boas assim.
Locutor-sama: Não acho uma boa ideia, ser perfeccionista até nas histórias do blog…
Random: NACHOS!
Locutor-sama: Não gosto de comida mexicana. Você está fazendo palavra cruzada?
Random: SIM!
Lalali: Eu concordo com o Locutor-sama.
Locutor-sama: Você também não gosta de comida mexicana?
Lalali: Não é isso. Eu acho que você não deveria ser perfeccionista. Não adianta nada!
Random: DESNECESSÁRIO!
Moon: Pára de gritar, boneco de palito.
Locutor-sama: Acho melhor você desenhar, Random.
Cola-sama: Se os roteiros não andam bons, não seria melhor você parar de escrever para o blog?
Moon: NÃO! Eu estou indo bem. Preciso desse treino!
Locutor-sama: As histórias que você dispensou…
Lalali: Ela disse que estava guardando.
Moon: Sim! Talvez eu use, mais tarde.
Cola-sama: Ou talvez não.
Moon: Por que eu permito que você fique nessas reuniões?
Cola-sama: Porque alguém precisa ser o seu bom senso.
Moon: Já não me basta o Locutor-sama, com bom senso dramático?
Cola-sama: “Dramático” não pode ser colocado depois de bom senso!
Moon: E daí?
[Pascoal entra na sala de reuniões.]
Pascoal: Eu vim reclamar de uma coisa.
Moon: Que foi, Doutor Português!
Pascoal: Estava lendo posts antigos do blog…
Moon: E…?
Pascoal: Quantos erros de digitação! E de Português!
Moon: Minhas sinceras desculpas. Culpe a revisão.
Locutor-sama: Você tem revisão?
[Moon chutou o joelho do Locutor-sama.]
Locutor-sama: É. Melhor culpar a revisão.
Lalali: Quem é a revisão?
Moon: Pombas!
Pascoal: Você tem pombas, como revisoras?
Moon: Tenho?
Cola-sama: Quando isso virou a Casa Verde?
Random: DUENDES.
Locutor-sama: Você desenhou duendes? Legal, Random!
Random: Claro que é legal. Todos gostam de duendes.
Hércules: Estou começando a ficar perdido.
Lalali: Isso era para ser uma revisão.
Random: Reunião!
Moon: É tudo culpa do Random!
Random: Isso, bota a culpa no boneco de palito.
Pascoal: Cuidado com seus erros de digitação. Sério.
Moon: Ah, não se preocupe…
[Coke-san invade o escritório. Estranhamente vestido de mago, por cima da fantasia de refrigerante.]
Coke-san: Bom dia. Chamaram um healer?
Random: Chamei! Vamos jogar RPG!
Moon: Na sala de reuniões, não!
Locutor-sama: Legal. Posso jogar também?
Moon: Nós estamos em reunião!!
Random: RPG, gente!
Lalali: Reunião.
Random: RPG = reunião para garçons!
Hércules: Um boneco de palito é garçom?
Cola-sama: Reunião para garçons?
Lalali: Garçons?
Moon: Reunião!
Locutor-sama: Acho melhor nós acabarmos essa história por aqui.
Pascoal: Também acho.
Moon: Certo. Acabamos a história nessa linha!
Random: NÃO! O fim é nessa linha. Pronto!
Kekekê tem que aparecer mais vezes, no estúdio Happy Green Things.
Happy Green Things, escritório da autora.
[Kekekê acaba de entrar na sala. Estou sentada, mexendo no computador. Não notei ele chegando, apesar de estar narrando o fato para vocês.]
[O duende subiu em uma escada, localizada ao lado da minha mesa, em situações como essa. É de exclusivo uso dos personagens da altura do Kekekê.]
Kekekê: Oi Moon!
Moon: É a minha consciência, ou o Kekekê… (vira a cabeça ao lado que o Kekekê está)
Kekekê: Bom dia!
Moon: Ah, bom dia. O que faz aqui?
Kekekê: Vim conversar.
Moon: Você anda tão ocupado. Sinto falta dos velhos tempos.
Kekekê: Nos velhos tempos, eu era impoliticamente correto.
Moon: Em outras palavras, você não sente falta dos velhos tempos.
Kekekê: Cinquenta por cento.
Moon: Kekekê matemático, que engraçado.
Kekekê: Fazia tempo que nós não participávamos de uma história juntos.
Moon: Verdade. Te troquei pelo Locutor-sama.
Kekekê: Bom, ele faz o trabalho dele.
Moon: E hoje, você só está disponível para a Mathilde.
Kekekê: Desde quando o nome dela tem “h”?
Moon: Fica mais bonito.
Kekekê: Oh. Tá!
Moon: Tem tido notícias do Clow?
Kekekê: Não. Tá sumido.
Moon: E a Yuuko-san?
Kekekê: Ela está bem.
Moon: Agora virou aliado dela?
Kekekê: Sim. O Clow é muito estranho.
Moon: Que bom que concordamos em alguma coisa.
Kekekê: Então o Pascoal é noivo.
Moon: Sim.
Kekekê: Tem certeza, que não vai esquecer desse detalhe?
Moon: Não posso garantir nada…
Kekekê: Certo, certo. Farei você lembrar!
Moon: Fico agradecida.
Kekekê: Já que estou aqui, precisa de alguma coisa?
Moon: De paciência. Tem?
Kekekê: Infelizmente, não tenho como disponibilizar isso para você.
Moon: Ok. Entendo.
Kekekê: Sabe, Moonzinha… você tem que aprender isso sozinha.
Moon: Tá. Só vou fazer isso, porque foi você que falou.
Kekekê: Que bom!
Moon: Você está brigado da Matilde?
Kekekê: Hm… não. Ela só estava um pouco nervosa.
Moon: Ela gritou com você. Não posso aceitar isso!
Kekekê: Estou acostumado, e também, ela nunca faz por mal…
Moon: Kekekê, você é santo ou coisa parecida?
Kekekê: Só sou um duende.
Moon: Tem certeza disso?
Kekekê: Absoluta!
– Kekekê, seu fofo! (saio correndo para a Matilde não me pegar)
– Estou devendo mais aparições do Kekekê.
Várias piadas, mais uma revelação?!
No shopping da Cidade dos Cinco Monumentos. (Lado Um)
Hello: (bocejo) Não consigo encontrar de maneira nenhuma. O que acha disso, Rosalina?
Rosalina: Eu acho que você está ficando impaciente. Acertei?
Alice: Bem, a Hello nunca gostou de ficar passeando muito em shopping.
Hello: Não comemos nada! Absurdo!
Zaltana: Querida, nós vamos fazer pausa para comer daqui a pouquinho.
Miss Cupcake: Ai, Hello. Você só sabe reclamar.
Hello: Eu estou reclamando?
Rosalina: Bom…
Alice: Está.
Zaltana: Hello, você deveria manter contato com seu lado feminino mais vezes.
Hello: O que quer dizer com isso? Que tenho uma irmã gêmea?
Rosalina: (bate com a mão na testa)
Zaltana: Deixa para lá.
Alice: Não acredito nisso, Zaltana. Você não precisa ir fazer compras, para esse tipo de coisa.
Zaltana: E o que pode fazer, então?
Miss Cupcake: (olha para as unhas pintadas da Alice) Pintar as unhas?
Alice: De certa forma.
Hello: É uma escolha melhor. Deixa as unhas em melhor estado. (refletindo)
Zaltana: Estou vendo coisas?
Miss Cupcake: Eu estou vendo, a mesma coisa que você. Não acredito, não acredito…
Hello: O que houve?
Miss Cupcake: Nada demais. Vamos passar, e fingir que não conhecemos.
Rosalina: Aquele ali não é…
Miss Cupcake: VAMOS!
Alice: Vestido de menina? Outra vez?
No shopping da Cidade dos Cinco Monumentos. (Lado Dois)
Wolf: U-oh. Eu vi a Miss Cupcake? (preocupado)
Locutor-sama: Pelo visto, sim.
Wolf: Como isso pode acontecer?
Locutor-sama: Autora, não acha que a piada do Wolf vestido de Wanda, já está repetida?
Moon: Bem… está.
Locutor-sama: (usa a varinha para colocar roupas de menino no Wolf)
Moon: Magia? E ninguém viu?
Locutor-sama: Shh! Ninguém precisa saber, senhorita Moon.
Wolf: Ah, bem melhor! Usar saia, me incomoda.
Moon: É bom saber, que você não considera saia algo confortável.
Wolf: Mas você tem que admitir, eu fico muito fofo!
Bônus: Uma revelação…?
Happy Green Things
Moon: COMO É QUÊ É? Você está falando sério?
Lalali: É isso mesmo, autora.
Cola-sama: Isso explica o porquê, de Locutor-sama estar sempre em vários lugares, ao mesmo tempo.
Hércules: O que tem o Locutor-sama? (acaba de entrar no escritóro da Moon)
– Vou explicar no próximo post. Até amanhã, vou deixar vocês curiosos. (risada maligna)
– Post pequeno, eu sei. Ando um pouco com preguiça.
The World is Mine – Parte Três
No estúdio Happy Green Things, escritório da autora.
Moon: Esqueça de bonitões vestidos de Alice! Todos vão colocar roupa de príncipe! (deitada no chão)
Locutor-sama: Todos os rapazes, você diz? (olhando para a autora no chão)
Moon: Sim, é claro! Coloque uma fantasia, por favor.
Locutor-sama: Está bem… Mas não é melhor você sair do chão?
Moon: Não.
Lalali: (entra no escritório, que estava com a porta aberta) Oi pessoal! (pisa na autora)
Moon: Ei!
Lalali: O que você está fazendo no chão?
Moon: Estou com calor.
Lalali: (liga o ventilador) Agora saia do chão, isso é uma atitude muito boba.
Moon: Mas o chã do meu escritório é tão confortável!
Lalali: Autora, por favor… Cadê o Locuturor-sama?
Moon: Foi se vestir de príncipe.
Lalali: Isso é mais uma das suas fantasias?
Moon: Oh, peço desculpas se é esquisita.
Lalali: Já estou acostumada. Agora, saia do chão.
Hello: Geeente! (entra no escritório e tropeça na autora)
Moon: Eii! Olha por onde anda, Hello!
Lalali: Os acidentes acontecem assim, autora.
Moon: Tá bom, tá bom. (levanta do chão)
Hello: (também levanta do chão) Desculpe, autora.
Moon: Tudo bem. O que aconteceu?
Hello: O Barman e o Olliver acordaram vestidos de príncipe!
Moon: Puxa, que coisa louca!
Lalali: Como isso aconteceu?
Locutor-sama: (já vestido de príncipe) O mundo é meu!
Lalali: É mesmo, Locutor-sama?
Locutor-sama: Hm, não… Só quis dizer a frase.
Lalali: Entendi.
Hello: Não sei como aconteceu…
Moon: Tem certeza que você não sonhou tudo isso?
Hello: Bem, isso é possível.
Moon: Tenho certeza que foi isso que aconteceu.
Lalali: Ela acordou, e veio para cá direto?
Hello: Sim, foi isso que aconteceu… Que coisa louca!
Lalali: É algo bem louco, mesmo.
Locutor-sama: Como a fantasia ficou em mim, autora?
Moon: Excelente! (faz sinal positivo com a mão)
Hello: Kinder Ovo! (também faz sinal positivo com a mão)
Lalali: Kinder Ovo…?
Moon: Entendo o que quis dizer, Hello. Não está bom, nem perfeito. Está Kinder Ovo!
Hello: Não é? (bate na mão da autora)
Lalali: Confesso que cada dia que passa, fico mais surpresa…
The World is Mine – Parte Um
No Escritório da autora, no estúdio Happy Green Things.
Locutor-sama: (acaba de entrar no escritório) Olá, autora…. Autora? (olha para os lados e não a encontra)
Moon: Estou aqui. (deitada no chão)
Locutor-sama: O que faz no chão, senhorita Moon?
Moon: Nada, o que mais você acha que estou fazendo?
Locutor-sama: Talvez estivesse escrevendo uma cena em que, o personagem está deitado no chão. E então você resolveu fazer o mesmo, para ver se escrevia melhor…
Moon: Hm, não. É culpa do Consciência Pesada!
Locutor-sama: É? O que ele fez?
Moon: Aquele urso quebrou o ventilador e o ar condicionado!
Locutor-sama: O CP é um urso?!
Moon: Sim. De vez em quando, ele se transforma em boneco de palito.
Locutor-sama: Isso não faz muito sentido…
Moon: E desde quando as coisas que invento fazem sentido?
Locutor-sama: Tem razão. Agora saia do chão senhorita Moon, por favor.
Moon: Não. Eu queria pão de queijo.
Locutor-sama: Desculpe, mas eu não trouxe…
Moon: Quando vou ter meu pão de queijo?!
Locutor-sama: Autora, você vai sujar o seu cabelo…
Moon: (levanta do chão) Como você é chato, Locutor-sama.
Locutor-sama: Não acredito que você vai conseguir muita coisa, deitada no chão.
Moon: Tem razão. Se você deitar no chão, não ganha pão de queijo. Uma lição de vida!
Locutor-sama: Muito profundo.
Moon: Mas se eu sentar no sofá, ganho chocolate!
Locutor-sama: Quem diria, que surpreendente.
Moon: Sim! O mundo é meu! (começa a dar uma risada de vilã)
Locutor-sama: A risada foi para combinar com a frase?
Moon: É claro que sim, Locutor-sama.
Locutor-sama: Então… algum plano para a história?
Moon: Sim! Preciso de um rapaz bonito, para se fantasiar de Alice!
Locutor-sama: Um rapaz bonito? Suponho que não seja eu.
Moon: É claro que não. Desde quando você é bonito?
Locutor-sama: Ouvi dizer que, você costuma criar personagens masculinos bonitos…
Moon: É, de fato. Mas eu não acho você bonito. Não como o Barman.
Locutor-sama: Sei disso.
Moon: Bem, quem vai vestir a fantasia…
Locutor-sama: Autora, porque você está olhando para mim?
Moon: Talvez você ficasse bem, vestido de Alice.
Locutor-sama: Não acredito que eu fique bem de vestido, senhorita Moon.
– Eu e as minhas ideias esquisitas.
Correntes que você vê na internet
No escritório da autora.
Moon: (sentada em frente ao computador) Mas isso é um absurdo! Locutor-sama!
Locutor-sama: Sim, autora? Aconteceu alguma coisa?
Moon: Leia isso. (aponta para o computador)
Locutor-sama: (senta na cadeira ao lado da Moon) Copie isso em trezentos e setenta e sete jogos, caso contrário, duendes começarão a pular na sua cabeça. Isso ocorrerá exatamente as três e meia da madrugada, quando você estiver dormindo, e sonhando com peixes voadores que gostam de batata frita.
Moon: O que você acha?
Locutor-sama: Uma corrente bastante absurda.
Moon: E como! E tem várias outras, aqui.
Locutor-sama: Abra sua mão, escreva um palavrão, feche-a. Depois de quinze minutos, vá na cozinha e pegue um pouco de manteiga, para passar na sua cara. Logo, abra a sua mão e encontre um brigadeiro…
Moon: (bate com a mão na testa)
Locutor-sama: Temos que admitir, que é bastante criatividade.
Moon: Calma, ainda tem mais.
Locutor-sama: Tem mais?!
Moon: Sim, continue a ler.
Locutor-sama: Copie esta mensagem em três jogos, caso contrário, os 150 pokémons clássicos irão sofrer…
Moon: Ei! Você ainda não terminou.
Locutor-sama: Não posso… é muito absurdo!
Moon: Concordo. Bom, vou poupá-lo do final dessa.
Locutor-sama: Não posso ler mais nenhuma…
Moon: Mas as próximas que eu selecionei são divertidas!
Locutor-sama: Está bem, então…
Moon: Olha só.
Locutor-sama: Essa mensagem se destruirá em dois segundos, quando você terminar de ler. Os onigiris de pelúcia irão dominar o mundo, dançando aquele hit coreano que parece não mais lembrando pelas pessoas.
Moon: O que acha?
Locutor-sama: Eu acho que a mensagem não se destruiu.
Moon: É, de fato.
Locutor-sama: Duendes escreveram essa mensagem… (começa a rir)
Moon: É, essa é de matar qualquer um de rir.
Locutor-sama: (parou de rir) Não dá para terminar de ler.
Moon: É, realmente…
—
Na Casa Verde, quarto da Hello.
Hello: Olha só, Ramsés! (aponta para algo no computador)
Ramsés: O que foi? (sobre no colo dela)
Hello: Correntes de internet. Dá uma lida.
Ramsés: Copie isso em cinco lugares diferentes, caso contrário, sua mãe irá te xingar, você vai perder seu namorado… blá, blá, blá. Tem gente que acredita nessas coisas?
Hello: Pior que tem! Acredita nisso?
Ramsés: Acredito.
—
No apartamento da Matilde.
Matilde: Copie isso em cinco comentários, vire de cabeça para baixo, e tente dançar a macarena. Depois fique de pé, vá correndo até a cozinha, e coma um pedaço de pizza… (vira o computador de cabeça para baixo)
Kekekê: Ma-matilde? O que aconteceu?
Matilde: As pessoas são muito idiotas!
Kekekê: Você quebrou o computador só por causa disso?
Matilde: Já considero um bom motivo!
And it goes like this
Escritório da autora, no Happy Green Things.
Moon: Sabe Locutor, eu estava aqui com uma pequenina ideia…
Locutor-sama: E qual seria, senhorita Moon?
Moon: Dominação de um mundo!
Locutor-sama: Certo. Qual deles?
Moon: Um fácil, ué. O País de Silly Tales.
Locutor-sama: Silly Tales? Eu pensei que você já era a dona desse país…
Moon: Mas sou apenas a criadora! Preciso dominá-lo, de um jeito bem vilanesco e cômico.
Locutor-sama: Acha mesmo isso necessário?
Moon: É lógico que eu acho.
Locutor-sama: Pense um pouco. O que você vai ganhar com isso?
Moon: Diversão? Não vai fazer nenhum mal…
Locutor-sama: Acredito que existam coisas mais interessantes para se fazer.
Moon: Mais interessante que dominar o mundo?!
Locutor-sama: Mais interessante que dominar um país.
Moon: Mas Locutor… tenho tantos planos. São bons projetos!
Locutor-sama: É? O que você faria para mudar o país de Silly Tales?
Moon: Primeiro, eu iria construir um parque temático de pinguins.
Locutor-sama: Já tem um, autora.
Moon: Ma-mas já? Como?! Só hoje tive essa ideia!
Locutor-sama: Quando você diz que as ideias tem vida, eu posso afimar que elas tem mesmo.
Moon: Não entendo. Como isso pode acontecer…?
Locutor-sama: Acontecendo, acho.
Moon: Isso é maneira de responder?
Locutor-sama: Sinto muito, não encontrei palavras melhores.
Moon: (bate com a mão na testa) E quanto a construir um parque aquático?
Locutor-sama: Já tem, também.
Moon: Não é possível.
Locutor-sama: Olha, tenho até um panfleto para te provar. (mostra algo que tira do bolso)
Moon: (tira o panfleto da mão do Locutor) Não acredito nisso!
Locutor-sama: Você pode não acreditar, mas existe.
Moon: O que está fazendo com um panfleto de parque aquático?
Locutor-sama: Estava planejando ir amanhã, confesso. Posso ter um folga?
Moon: Hm… não.
Locutor-sama: Mas autora…
Moon: Não darei folga nenhuma para você, até ouvir os meus projetos todos!
Locutor-sama: Está bem, então. Pode falar, estou ouvindo.
Moon: Assim está melhor. Que tal uma rede de lanchonetes?
Locutor-sama: Não acho que seja um projeto muito original.
Moon: E porque eu me importaria com o que você acha?
Locutor-sama: Concordo. Acho que é bastante necessário uma rede de lanchonetes…
Moon: Sarcasmo não faz o seu estilo, narrador.
Locutor-sama: Talvez não. Mas de qualquer forma, qual outros projetos você tem?
Moon: Vai ignorar meu projeto de rede de lanchonetes?
Locutor-sama: Sim, pois acho desnecessário.
Moon: Tá, tá. E papelaria?
Locutor-sama: O que tem a ver com essa história?
Moon: Ora, adoro items de papelaria.
Locutor-sama: Acho que não daria muito certo.
Moon: É? E por qual motivo?
Locutor-sama: Você iria utilizar todos os items, antes.
Moon: Tem razão.
Locutor-sama: Mais algum projeto?
Moon: Uma loja de roupas.
Locutor-sama: Parece interessante, apesar de não ser muito original.
Moon: Em que parte uma loja de roupas é interessante?
Locutor-sama: Se for uma loja de fantasias, já é muito interessante.
Moon: Ah, quer saber?
Locutor-sama: Quero saber do quê?
Moon: Desisto. Ser a autora é mais do que o suficiente. E meus projetos não eram nada malignos.
Locutor-sama: Bem, isso depende do ponto de vista.
Moon: Eu vou é tomar um suco de uva e ir jogar alguma coisa.
Locutor-sama: Esse é o espírito, senhorita Moon. Mas espero que você vá jogar videogame, não um sapato pela janela.
Moon: Mas aquilo foi um acidente!
Locutor-sama: Então, não quero que outro acidente desses aconteça. Não é pedir muito, ou é?
Moon: Hm, não. Aquilo foi falta de sorte, mesmo. Deixa para lá.
