Estúdio Happy Green Things.
Kekekê: Ela estava frustrada, num confortável sofá – não temos divã por aqui, infelizmente – pensando que não podia escrever nenhum post decente para o Consequence. Compadecido com seu estado, ofereci-me para escutar seus problemas e preocupações…
Moon: Certo aproveita e canta uma musiquinha para eu dormir, pois já bocejei três vezes escrevendo essa frase. Cadê o Locutor-sama?
Kekekê: O Locutor está ocupado, ué.
Moon: Fazendo algo útil e interessante para a comunidade, espero.
Kekekê: Ele está pulando de paraquedas. Comentou que queria tentar narrar enquanto fazia uma atividade extrema…
Moon: PARAQUEDAS? Que diacho é paraquedas?
Kekekê: Antes pára-quedas, agora paraquedas. Nova ortografia, Moonzinha.
Moon: Quê? Ah, que porcaria. Paraquedas agora está parecendo um parente pobre do Papa Léguas! Ou agora é Papaléguas?
Kekekê: Hm, agora você me pegou. Mas acho que nome de personagem não muda…
Moon: Bom, eu não estou aqui para aulas de português, você sabe.
Kekekê: Sei, sim, Conte-me sobre os seus problemas. Quando você começou a achar que não podia mais escrever um post para o seu blog?
Moon: Ora, meu caro duende, tu sabes muito bem que a dona Moon aqui tem seus meses de insegurança para escrever uma simples piada, mesmo que seja algo tolo do tipo toc-toc, quem é. Abro o bloco de notas e vejo o branco: Não sai nada. Nada. Simplesmente nada.
Kekekê: Não é assim que nós tratamos de um bloqueio criativo, sabe. Não devemos entrar em pânico, nessas horas.
Moon: Então o que você sugere meu caro duende fofinho? Chocolate?
Kekekê: Isso seria sugestão do Biscoito, não minha. Na hora de escrever, relaxe. Não pense que deve sair uma piada ótima, apenas algo sincero, do fundo do seu coração…
Moon: Até se eu fizer uma piada de dois rolos de papel higiênico, tipo o Roberval e o Jovial?
Kekekê: Reciclagem, Moonzinha. Você sabe como as crianças adoram…
Moon: O Zezé e o Tadeu, seus filhos mais novos. Sei. E o que mais?
Kekekê: Quando se escreve, você acaba apresentando um mundo para o seu leitor.
Moon: Disso eu seu! É como criasse uma dimensão completamente nova. Mesmo que seja um lugar onde só tem abacaxis, é uma novidade!
Kekekê: Gosta mesmo de abacaxis, não é?
Moon: É uma das frutas com nomes mais engraçados, oras. Os gêmeos acham que é a banana, não é mesmo?
Kekekê: Sim, sim. Isso me faz lembrar aquele grupo doido que cantou “banana” de todos os jeitos possíveis.
Moon: Qual era o nome mesmo? Acho que era algo do tipo “Ônibus Voador”…
Kekekê: Não me lembro, Moon. Faz tempo que as crianças não escutam….
Moon: De repente, lembrei-me do meu medo de palhaços quando era criança. Sabe o porquê?
Kekekê: Por que eles comiam donuts?
Moon: Eles roubaram meu querido biscoito de gotas de chocolate. Ainda por cima riram de mim. Aqueles comediantes baratos sem coração!
Kekekê: Você está falando sério ou acabou de inventar isso?
Moon: Não estou inventado nada! ESTOU SEM IDEIAS, PÔ!
Kekekê: Isso não está me parecendo falta de ideias, Moon.
Moon: Tem certeza?
Kekekê: Absoluta, assim como duendes vestem-se de verde!
Moon: Hmm. Não, eu não tenho certeza! Estou com bloqueio criativo! Vou sair correndo com as mãos na cabeça!!
Kekekê: Acalme-se, caso contrário você vai para a Casa Verde ou para um hospício. Não quer nada disso, ou quer?
Moon: Er, a Casa Verde já é um hospício, querido Kekekê.
Kekekê: Você diz isso só por causa da reunião de personagens extremamente excêntricos. Eles não são doidos.
Moon: Realmente, eles não são doidos, são loucos. Um bando de Chapeleiros Malucos!
Kekekê: Espero que não comecemos a discutir sobre Once Upon a Time, durante a sessão.
Moon: Ah, não. Claro que fiquei impressionado, sabia que ontem, ouvindo música, descobri que tem uma mulher procurando pelo filho do Rumplestisekim? E nem sei se escrevi o nome dele certo.
Kekekê: (frio na espinha) É Rumpeltiskim. Não fale dele, por favor.
Moon: Oh. Sei lá. Desculpe, esqueci que você tem medo dele.
Kekekê: Deixa pra lá. Mais alguma coisa a comentar, dona Moon?
Moon: Sim, sim. Sabia que tem um alienígenaem Animal Crossing? Jogo há tanto tempo, e ainda não o vi. Nem ao menos uma vez!
Kekekê: Sei. Ele apareceu no filme, lembra?
Moon: É verdade. Estou precisando procurar quando ele aparece…
Kekekê: Por falar em alienígenas…
Moon: Você acha que realmente vamos começar a fazer para do Clube dos Abacaxis tocadores de banjo?
Kekekê: (pausa) Oi? Abacaxis tocam banjo?
Moon: Sim, sim. Particularmente não acho muito chique, mas até que eles são talentosos.
Kekekê: Puxa vida, Abacaxis são surpreendentes! E o que mais?
Moon: O ruim é que tem que ser abacaxi para entrar, obviamente. Um tanto frustrante, pois queria ver o show deles de graça…
Kekekê: Diga-me, Moon, sinceramente. Você realmente está sem ideias?
Moon: Se eu estivesse REALMENTE com ideias, escreveria algo épico, e não é isso que estou fazendo exatamente, nesse momento!
Kekekê: Nem sempre as melhores ideias são épicas, minha cara.
Moon: Então me diga, duende gordo, quais são os melhores tipos de ideia?
Kekekê: (olha para a barriga antes de responder) Elas não existem. Para uma pessoa perfeccionista como você, as melhores ideias nunca vão estar suficientemente boas.
Moon: Você acha mesmo?
Kekekê: É claro.
Moon: Nada é suficientemente bom. Sabia que nem o suco de uva tem estado bom, ultimamente?
Kekekê: Deve ser porque você andou gripada, não concorda?
Moon: Ah. É mesmo. Porcaria!
Kekekê: Quer comentar mais alguma coisa?
Moon: Sim. Queria assistir Carmen Sandiego. Vou me contentar procurando o vídeo da entrada.
Kekekê: Esqueci de dizer, Moon. As ideias vêm quando nós menos esperamos.
Moon: Isso eu sei.
Kekekê: Se sabe disse, porque insiste em me dizer que está sem nenhuma ideia?
Moon: Não insisto em dizer, eu ESTOU SEM IDEIA.
Kekekê: Tá, tá. Calma!
Moon: EU ESTOU CALMA. (entonação nervosa)
Kekekê: Quer um chazinho?
Moon: Não.
Kekekê: Tem certeza?
Moon: É claro.
Kekekê: Desculpe Moon, mas depois de conversarmos, tenho que admitir que você está com ideias.
Moon: Não estou com ideias, pombas! Quantas vezes eu tenho que dizer?
Kekekê: Já que você está recusando o chá, vou pedir para o Barman trazer suco de maracujá. Já volto.
Moon: Tá. (cinco minutos de silêncio na sala) Onde o Kekekê está com a cabeça? Estou sem nenhuma ideia, e ele insiste o contrário!
